domingo, 18 de fevereiro de 2018

Mergulhar com tubarões e jamantas sem sair do sofá

Equipa portuguesa do centro de engenharia aeronáutica do CeiiA participou na construção de uma câmara subaquática não invasiva que andou à boleia de tubarões e jamantas nos Açores. Este “mergulho” é um dos episódios de um documentário da BBC que se estreou na passada quinta-feira.


Uma equipa de investigadores do centro de engenharia aeronáutica do CeiiA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel), em Matosinhos, tornou possível a experiência de passar várias horas lado a lado com tubarões e jamantas. Basta enlaçar uma câmara subaquática no seu dorso e esperar que as imagens gravadas, com o que viram e fizeram, venham à superfície. Na passada quinta-feira, a BBC One apresentou o episódio que nos leva à boleia de tubarões e jamantas dos Açores.

É um dispositivo não invasivo que permite mergulhar com grandes animais marinhos e espreitar o seu mundo sem interferências. O pequeno torpedo vermelho – recheado com uma câmara de filmar na ponta de um cabo que é enlaçado no dorso dos animais – não só parece não os incomodar, como também dispensa a intrusiva presença humana que pode alterar o seu comportamento. Trata-se de um equipamento que o grupo de engenheiros da área de mar e espaço do CeiiA, liderado por Tiago Rebelo, ajudou a desenvolver para biólogos e outros investigadores do Instituto do Mar (Imar), nos Açores. Essa era a missão original dos dispositivos. Porém, o projecto foi temporariamente desviado para um documentário sobre a vida animal da cadeia de televisão BBC que juntou realizadores e cientistas.

O programa chama-se Animals with Cameras e quis mostrar uma perspectiva única do mundo de vários animais, “quase” pelos seus olhos. Colocaram câmaras, como chapéus, no topo da cabeça de chitas na Namíbia, pequenos dispositivos nas costas de pinguins na Argentina e introduziram as suas câmaras no equipamento subaquático desenvolvido por portugueses e rebocado por tubarões e raias dos Açores para obter imagens únicas.

“É uma espécie de torpedo e pode pesar entre 800 gramas e dois quilos, sempre com flutuabilidade positiva, o que significa que vai sempre acima do animal e é rebocado, dependendo do tamanho do animal e do tipo de filmagem que se pretende”, explica Tiago Rebelo apontando para o modelo que está em cima de uma mesa na sala que reúne dezenas de engenheiros a trabalhar num espaço aberto do edifício que desenharam em Matosinhos. O tal “torpedo” em exibição, que quase parece imitar o desenho de uma miniatura de um tubarão que engoliu uma câmara, tem algumas marcas de “guerra”. “Este foi o que foi mordido por outro tubarão que, por alguma razão, implicou com isto”, explica o coordenador da equipa do centro de engenharia aeronáutica.

Os sinais de agressão no equipamento provam que os animais notam a sua presença, mas Tiago Rebelo assegura que uma das prioridades do projecto é precisamente não causar qualquer tipo de desconforto ao animal. Assim, a colocação do dispositivo é feita através de um cabo à volta do dorso com isolamento que impede o mínimo arranhão na pele e que depois se estende para longe do seu corpo, como uma antena, com a câmara na ponta, a reboque.

No caso da jamanta é exigido um mergulhador dentro de água para enlaçar o animal. No caso do tubarão, a colocação do dispositivo faz-se usando um isco que o chama para junto da borda do barco, para depois procurar o sucesso na pontaria fazendo com que entre no meio do arco do cabo. “Nas imagens parece mais ou menos fácil mas foi preciso fazer algumas tentativas até conseguirmos”, lembra Jorge Fontes, biólogo marinho do Imar que acompanhou a produção televisiva. O biólogo, que vai continuar a usar estas câmaras e nota que, apesar de existirem outros dispositivos para filmar estes animais, o equipamento do CeiiA tem várias inovações como o facto de não ser invasivo, ser rebocado e ser reutilizável. “Além disso, as imagens obtidas são óptimas”, refere, adiantando que o método foi validado com a publicação de um artigo numa revista internacional que conclui que não foi registada qualquer reacção adversa no comportamento dos animais.

Segundo Tiago Rebelo, para já, existem três modelos diferentes destes equipamentos. Um mais pequeno que não tem uma câmara incorporada e serve “apenas” para monitorizar o comportamento do animal, um médio com câmara, e outro um pouco maior (com dois focos de luz) que é usado quando se pretende imagens do escuro fundo do mar que estes animais vão visitando ao longo do seu dia-a-dia. “O desafio da BBC acelerou a introdução de câmaras neste equipamento”, explica Tiago Rebelo, que reforça: “Nunca tinha sido feito isto de forma não invasiva, sem que fosse preciso estar um robô dentro de água, espetar ou prender um equipamento na barbatana do animal ou colocar outra coisa no ecossistema. Permitiu imagens nunca antes vistas.”

Os “extraordinários mergulhos” das jamantas
Jorge Fontes confirma que a “intensa e gratificante” experiência trouxe ainda alguns dados importantes para o estudo destes animais. “Percebemos, por exemplo, que as jamantas – que normalmente associamos a águas quentes, abertas e junto à superfície – conseguem dar mergulhos extraordinários, chegando a 1800 metros de profundidade, com uma imensa pressão e com temperaturas de quatro graus Celsius”, conta.

O projecto com a BBC envolveu cerca de três semanas de filmagens numa colaboração entre a equipa da cadeia de televisão e os cientistas do Imar e do CeiiA. No entanto, estes dispositivos vão continuar a ser usados pelo Imar nas várias campanhas científicas que realizam em várias alturas do ano. Aliás, a colaboração com os investigadores dos Açores já vem desde 2015 e começou com o Medusa Deep Sea, um robô submarino para exploração do fundo do mar desenvolvido, entre outros, pelo Instituto Superior Técnico, e que tem cerca de três metros de comprimento e 300 quilos. Um grande intruso, portanto.

Além de pouco invasivas, os três “torpedos” tem várias coisas em comum e uma delas é o facto de se “soltarem” dos animais, sem que seja preciso qualquer intervenção humana. Isto é conseguido com sensores que são colocados no cabo que está em volta do dorso do animal e também no cabo suspenso que segura a câmara. Depois de um período pré-programado (os cientistas definem qual o tempo que precisam), o cabo parte-se e a câmara vem à superfície.

As câmaras foram concebidas e testadas para funcionar até 24 horas seguidas, mas, segundo Tiago Rebelo, será possível criar as condições para que filmem durante vários dias ou semanas. Uma vez posicionado, o equipamento regista nos seus sensores dados em tempo real sobre a profundidade, a localização, a velocidade e temperatura. O posicionamento do equipamento que fica distante do corpo do animal permite também uma visão com alguma amplitude e visualizar, por exemplo, o fundo marinho.

Melhorar a luz e a cor
Apesar do sucesso destas experiências feitas em colaboração com a BBC e que acabaram por acelerar este projecto fazendo com que os dispositivos pensados para o Imar fossem estreados num documentário de televisão, ainda há espaço para melhorias. Talvez se deva mudar a cor do torpedo, sugere Tiago Rebelo, recordando o “ataque” de um tubarão numa das filmagens. Por outro lado, as filmagens a maior profundidade também podem ser melhoradas com outro tipo de luz menos intrusiva (talvez amarela ou intermitente) para os animais que, em algumas ocasiões, terão manifestado algumas alterações de comportamento quando os focos iluminaram o que naturalmente é escuro como breu.

Além dos três modelos já concebidos e a funcionar, a equipa de engenheiros do CeiiA vai agora construir mais três modelos para o Imar e estão também a tentar desenvolver as suas próprias câmaras para conseguir ter um “produto” no mercado. “Os dados recolhidos têm sido de uma qualidade extrema”, confirma o investigador. E, para chegar até aqui, foi preciso encontrar respostas para complexos problemas de engenharia que tinham de ter em conta as diferenças no comportamento dos animais. Por exemplo: a que distância deve ser colocado o dispositivo para um animal de tamanho X que se movimenta a uma velocidade Y?

No futuro, querem ter soluções para oferecer para os investigadores que queiram vigiar várias espécies. “O tamanho é uma limitação, não podem ser muito pequenos. Tudo o que seja do atum para cima deve ser possível”, refere Tiago Rebelo. Depois cada animal oferece o seu desafio, se o atum é rápido e difícil de “laçar”, os saltos de um golfinho podem ser uma ameaça à integridade do equipamento.

No entanto, o projecto com tubarões e jamantas mostrou que o resultado, obviamente, compensa o esforço. “No documentário da BBC conseguiram obter imagens que eles dizem estar lindíssimas da cria de uma raia a dar pontapés o ventre da mãe. E foi a primeira vez que conseguiram ver isto a 1500 metros de profundidade. Foi algo único”. Único e, provavelmente, só possível de ver quando estamos lado a lado com estes animais num mergulho profundo.

Fonte: Público

Portugueses preocupados com oceanos, mas revelam pouco conhecimento

Um inquérito realizado a dois mil portugueses adultos indica que 75% estão preocupados com o futuro dos oceanos. Contudo, estes revelam saber pouco sobre o assunto.


Os portugueses defendem mais informação sobre os ecossistemas marinhos e estão preocupados com o futuro dos oceanos, mas revelam pouco conhecimento sobre os mesmos, pode concluir-se das respostas a um inquérito divulgado .
O inquérito, feito no passado mês de Janeiro,  junto de dois mil portugueses adultos, indica que 75% estão preocupados com o futuro dos oceanos. Mas 54% respondeu “baleia azul”, um mamífero, à pergunta “qual o maior peixe do oceano?”. Só 20% referiram correctamente o tubarão-baleia como o maior peixe.
O inquérito foi feito por uma empresa britânica para a plataforma de aluguer de alojamento ‘Airbnb’, e, se forem extrapoladas as respostas, 76% dos portugueses pensa que os oceanos são muito importantes para a vida da humanidade. E também que a maior parte (65%) defende um melhor conhecimento dos mares, e que 63% quer ver o Governo a fazer mais para garantir que a população aprenda mais sobre o impacto dos humanos sobre os oceanos e como protegê-los.
Metade dos portugueses (ainda extrapolando os resultados do inquérito) consome pescado e marisco sem conhecer se a origem é sustentável e mais de um terço admite que deveria proteger os oceanos apesar de não saber como, mas ainda assim é grande a percentagem (40%) dos que se comprometem a reciclar produtos plásticos.
O inquérito revela ainda que 80% dos portugueses dizem que há cinco oceanos no planeta e ainda há uma franja de 1% que está convencida de que existem apenas dois oceanos.
O inquérito surge a propósito de um desafio a habitantes de 13 países, quatro deles na Europa, Portugal incluído, para que expliquem o que sonham explorar no fundo mar. As três melhores respostas são premiadas com a possibilidade de mergulhar num submergível até aos mil metros nas Bahamas.
Para concretizar a iniciativa, a ‘Airbnb’ e a cadeia de televisão britânica BBC Worldwide anunciaram neste dia que o navio de investigação marítima da OceanX (uma organização de investigação e divulgação oceânica), Alucia (usado na série da BBC Blue Planet II), passou a ser anunciado na plataforma.
Fonte: Observador

No “jacuzzi do desespero” no fundo do mar (quase) nenhuma criatura sobrevive



Chamam-lhe o “jacuzzi do desespero” porque a sua água é tão salgada que mata quase todas as criaturas que têm a infelicidade de lá parar. Trata-se de um lago de salmoura que foi descoberto no fundo do mar, no Golfo do México.
Esta piscina circular com cerca de 30 metros de diâmetro e 3,6 metros de profundidade fica situada a mais de mil metros abaixo da superfície do Golfo do México, atestam os investigadores que efectuaram a descoberta num artigo científico no jornal Oceanography.
Segundo o Seeker.com, a água deste “jacuzzi do desespero”, que pode ser a chave para encontrar vida noutros planetas, é “quatro ou cinco vezes mais salgada do que a água do mar circundante”.
“A salmoura é tão densa que fica assente no fundo, formando um caldeirão subterrâneo de químicos tóxicos que incluem gás metano e sulfato de hidrogénio que não se mistura com a água do mar circundante”, sublinha a publicação.
Este lago de sal formou-se à medida que “a água do mar se infiltrava nas brechas no fundo do mar, misturada com as formações de sal subterrâneas da região”, e que o gás metano era drenado.

Uma descoberta de outro mundo…

Tudo começou há entre 200 a 145,5 milhões de anos, no período Jurássico, com “um mar superficial no local do actual Golfo do México”, como salienta o site Iflscience.com.
Com a movimentação das placas tectónicas, “este mar foi eventualmente separado do resto do oceano” e, “num mundo incrivelmente quente“, começou a evaporar-se, deixando para trás “uma massa de sal”.
“O mar interior evaporado” acabou por ser inundado, ficando novamente ligado aos oceanos. Mas, nessa altura, “vastas camadas de sal, com vários quilómetros de espessura, já tinham sido cobertas por sedimentos insolúveis”, refere o site.
“Extraordinariamente, à medida que o peso da água do mar esmagou este sal, uma parte dele foi forçado a voltar para o fundo marinho através de um processo chamado “tectónicas de sal”. Este sal acabou a “interagir com a água do mar, dissolveu-se e formou nuvens de salmoura que se instalaram no fundo do mar”.
Foi a partir daí que esta “piscina morta” surgiu e “é uma das coisas mais espantosas no fundo do mar”, como refereo investigador que descobriu o local, Erik Cordes.
“Vai-se até ao fundo do oceano e olha-se para um lago ou um rio a fluir. Parece que não estamos neste mundo”, nota o professor de Biologia na Universidade Temple, em Filadélfia, nos EUA.

Mexilhões gigantes que se alimentam de gases nocivos

As primeiras imagens do lago foram obtidas em 2014, graças a um robô subaquático operado remotamente. Mas depois foi possível estudar mais de perto a salmoura com um mini-submarino que podia transportar três pessoas. Dois cientistas e o piloto do submergível demoraram quase uma hora a descer até ao fundo do mar.
Quando lá chegaram, encontraram nas bordas da “piscina morta” carcaças de caranguejos de águas profundas, que foram apanhados na “armadilha” da salmoura quando procuravam comida.
Também descobriram “mexilhões gigantes com as brânquias impregnadas de bactérias simbióticas” que conseguem “sobreviver alimentando-se dos gases nocivos” que existem no lago de salmoura, como explica o Iflscience.com.
A piscina era contida por “um tapete vivo de bactérias e de depósitos de sal” e era cercada por gás metano. As amostras retiradas do gás denso e da água permitiram detectar vida microbiana que se adaptou à alta salinidade e aos baixos níveis de oxigénio.
Erik Cordes acredita que estas criaturas podem assemelhar-se a formas de vida noutros planetas do nosso sistema solar ou de outros mundos.
“Há muitas pessoas a olharem para estes habitats extremos na Terra como modelos para o que poderemos descobrir quando formos para outros planetas”, sustenta o investigador.
Fonte: ZAP

Holanda vai colocar painéis solares flutuantes no Mar


Depois dos projectos para montar turbinas de vento a flutuar no oceano, agora existem planos para fazer o mesmo com painéis solares. Um consórcio de várias empresas e organizações da Holanda vão colocar células fotoeléctricas a flutuar no Mar do Norte, para comprovar a possibilidade de usar esta configuração para produzir energia eléctrica.
Dentro de três anos, uma área de 2500 metros quadrados sobre a superfície do oceano, a 15 km da costa holandesa, vai estar coberta com painéis solares, com o objectivo de analisar a eficiência do sistema. Para isso, as empresas ECN, TNO, MARIN, TAQA e Oceans of Energy uniram esforços com a Universidade de Utrecht.
De acordo com Wilfried van Sark, especialista em energia solar na universidade holandesa, a água salgada melhora a refrigeração do sistema, de modo a que os painéis consigam gerar mais 15 por cento de energia do que em terra firme. Ao mesmo tempo, o oceano providencia uma grande quantidade de área que ocuparia espaço que poderia ser usado noutras funções se os painéis fossem feitos em terreno sólido.
A Universidade de Utrecht também vai estudar o efeito da submersão ocasional dos painéis e do movimento constante destes vai ter na produção energética, devido à ondulação e marés. Estes efeitos são a principal incógnita do projecto.
Fonte: Motor24

Ministério do Trabalho confirma: Permitidas 850 horas extraordinárias no Porto de Lisboa

O Ministério do Trabalho confirmou que são permitidas 850 horas extraordinárias no Porto de Lisboa. A dúvida foi levantada durante o debate quinzenal da passada quarta-feira.


O Governo confirmou que “o Instrumento de Regulação Colectiva de Trabalho” aplicável ao Porto de Lisboa prevê que os trabalhadores possam fazer até 850 horas de trabalho extraordinário por ano, mediante acordo entre empregador e representantes sindicais.
Numa nota enviada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) é referido que “o Instrumento de Regulação Colectiva de Trabalho (IRCT) aplicável ao Porto de Lisboa prevê até 850 horas de trabalho suplementar por ano (Cláusula 29.ª do Contrato Colectivo de Trabalho para o porto de Lisboa, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 37, de 8 de Outubro de 2016), desde que haja posteriormente um acordo entre as partes homologado pelo MTSSS e MMar [Ministério do Mar]”.
Durante o debate quinzenal, no parlamento, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, desafiou o primeiro-ministro, António Costa, a explicar um despacho do seu Governo, segundo o qual os trabalhadores do Porto de Lisboa podem fazer até 850 horas extraordinárias por ano.
Na resposta, António Costa disse desconhecer o despacho, mas que, se era da autoria dos ministros do Mar e do Trabalho, “estaria com certeza bem”.
O despacho tem data de 12 de Julho de 2017, assinado pela ministra Ana Paula Vitorino e pelo ministro Vieira da Silva, e refere um regime excepcional do trabalho suplementar para o Porto de Lisboa, segundo o qual “a duração anual do trabalho suplementar por trabalhador não poderá exceder as 850 horas”.
Na nota posteriormente enviada pelo Ministério do Trabalho é referido que o despacho citado pelo líder parlamentar do PSD “tem por base a lei especial que regula o trabalho portuário (e não o Código do Trabalho)”.
“Nesta lei, cuja redacção originária é de 1993 prevê-se o limite máximo de 250 horas anuais, sendo que este limite, desde 2013, pode ser ultrapassado quando tal for previsto em Instrumento de Regulamentação Colectiva do Trabalho e posteriormente por acordo entre empregador e representantes sindicais”, lê-se no comunicado.
O acordo tem, depois, de ser “homologado pelos membros do Governo responsáveis pelas áreas dos transportes e laboral, sob parecer favorável do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, I.P. relativo à verificação das respectivas condições”.
“Foi exactamente o que aconteceu”, lê-se na nota do Ministério do Trabalho.
Fonte: Observador

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Benefícios da Água do Mar

Sabia que apenas um dia de praia pode trazer benefícios para a sua saúde? A água do mar é uma fonte de bem estar e usada para várias terapias. Descubra os seus principais benefícios.


Pela sua própria composição (sal e iodo) a água do mar foi uma das primeiras terapias usadas pelo homem tanto para fins estéticos, como para fonte de bem-estar. As algas, com grande potencial farmacológico e cosmético, são ricas em proteínas, vitaminas e minerais indispensáveis à nossa epiderme. Mas para além dos benefícios que trazem à pele, quando ingeridas, as algas são eficazes na redução do colesterol e ajudam a prevenir a hipertensão. A água do mar além de rica em cálcio, ferro, magnésio, sódio, zinco e cobre é também revitalizante, anti-infecciosa, anti-stress, analgésica, bom para o mau humor, depressão, …
Para além disso, o sal é um exfoliante natural e favorece o rejuvenescimento celular.
Conheça agora mais a fundo os benefícios da água do mar:
METABOLISMO
A água do mar contém minerais como o iodo, que estimula a tiróide, uma glândula que regula o metabolismo. A necessidade de adaptar-se à mudança de temperatura serve para aumentar o ritmo do metabolismo e tem um efeito muito positivo na circulação do sangue.
OSSOS E ARTICULAÇÕES
Para mover-se dentro de água é necessário mais esforço, o que faz com que pessoas com problemas de obesidade possam realizar um exercício físico mais intenso, mas com baixo impacto. O esforço necessário para manter o equilíbrio no vai e vem das ondas também tonifica os músculos. O mar tem também um efeito analgésico, indicado para pessoas com dores e problemas musculares, articulares, vertebrais, reumáticas, circulatórias, pós-traumáticas e pós-cirúrgicas. Está, de facto, comprovado que a água do mar pode abrandar o avanço do reumatismo a longo prazo, sobretudo se o tratamento é acompanhado de uma dieta e hábitos de vida saudáveis.
CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA
Tal como já foi dito anteriormente a água fresca do mar e a posterior adaptação do corpo produzem uma benéfica massagem sobre o sistema circulatório: primeiro o sangue flui para a pele e logo retorna aos órgãos. Isto é muito útil para as pessoas com problemas circulatórios nas pernas. Os que sofrem de hipertensão também acabam por ser beneficiados.
COMPOSIÇÃO DO SANGUE
O número de glóbulos vermelhos – as células que servem para transportar oxigénio a todos os recantos do organismo – aumentam aproximadamente entre 5 a 20% depois de um banho no mar. Ainda em maior proporção aumentam a quantidade de glóbulos brancos, que são as células defensivas encarregadas de lutar contra os agentes infecciosos. Como consequência, o banho de mar é útil para as pessoas com o sistema imunológico debilitado, com anemia ou com níveis altos de açúcar, já que também ajuda a baixar os níveis de açúcar.
PELE
Os sais minerais em parceria com o sol regeneram a pele. Em especial devido ao efeito desinfectante do sol e drenante do mar que ajudam a limpar as impurezas. Assim, as úlceras na pele, o lúpus, o acne e, sobretudo, a psoríase são algumas das principais doenças que melhoram substancialmente com a água do mar.
Portugal é um território rico em praias e o caso específico das praias da Consolação, perto de Peniche, das praias do Meco, da praia das Avencas, perto da Parede e das praias de Porto Santo, na Madeira é muito significativo pois estas são muito ricas em argilas e lamas e possuem características químicas únicas no planeta, que beneficiam principalmente pessoas com doenças do foro reumático e ortopédico.
Além de tudo a areia é a melhor opção no caso de lesões pois devido à sua irregularidade ajuda muito no fortalecimento muscular.
Depois de tudo o que leu um dia ‘de papo para o ar’ na praia torna-se agora ainda melhor por saber todos os benefícios que lhe traz.
Fonte: Sapo

Carnaval no Aquário


É Carnaval e os bacalhaus não levam a mal! Nesta época carnavalesca, os bacalhaus são os reis da festa e as crianças são os convidados especiais. Prometem-se dois dias bem passados, com oficinas e uma visita especial.


10 fevereiro, sábado, 15:30


Visita especial ao Aquário dos Bacalhaus + Oficina para famílias

Público- alvo: famílias (crianças dos 3 aos 10 anos) 
Limitado a 20 pessoas (limitado a 20 pessoas)
€3,00 


14 fevereiro, quarta-feira, 14:00-17:00 


Oficinas de Carnaval 

Público- alvo: crianças dos 5 aos 12 anos 
€5,00


Inscrições:

234 329 990 ou visitas.mmi@cm-ilhavo.pt

Fonte: CM Ilhavo

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Cientistas descobrem “assassino” dos oceanos que nunca tinha sido detectado


Este “predador” desempenha um papel importante na regulação das populações bacterianas nos oceanos.
Cientistas do Instituto Tecnológico de MAssachusetts, nos EUA, descobriram e estudaram um “habitante” marinho que nunca tinha sido detectado nas amostras de água recolhidas.
Trata-se de um novo tipo de vírus capaz de infectar dezenas de diferentes tipos de bactérias, muitas vezes de espécies diferentes, enquanto que outros vírus típicos “devoram” apenas um tipo de bactérias.
O estudo sobre o novo assassino marinho foi publicado na revista Nature. Este vírus não apresenta uma “cauda” típica noutros vírus e que serve para a sua detecção. O seu genoma é muito curto e, ao contrário dos vírus com cauda, que contam com entre 40.000 e 50.000 bases, tem cerca de 10.000.
O vírus foi baptizado como Autolykiviridae, o nome do personagem da mitologia grega chamado Autólico, que foi difícil de capturar.
Segundo os autores do estudo, os Autolykiviridae poderiam ser fundamentais para o entendimento da evolução dos vírus e desempenham um papel determinante na regulação das populações das bactérias nos oceanos.
“Os vírus sem ‘cauda’ desempenham um importante papel na ecologia do oceano, sendo responsáveis por fracção substancial do assassinato de bactérias”, diz Eugene Koonun, investigador dos Institutos Nacionais da Saúde, NIH, citado pelo MIT.
Koonin sustenta que a descoberta demonstra que a quantidade de vírus sem cauda é comparável àqueles que têm e, segundo estimativas da comunidade científica, predominam no oceano.
Poderá estar então encontrado o maior predador dos oceanos, e ao contrário da ideia comum, não é uma baleia assassina, nem um qualquer tubarão – mas um minúsculo vírus.
Fonte: ZAP Via MIT Foto: Timothywildey / Flickr

Microplásticos são “grande ameaça” para os gigantes dos oceanos


Um estudo revela que as baleias, tubarões e raias ingerem microplásticos em quantidades que os cientistas consideram alarmantes.

Até os maiores seres vivos aquáticos estão vulneráveis a pequenos fragmentos de plástico que poluem os oceanos. Um estudo concluiu que as baleias, os tubarões e as raias - os maiores peixes do mundo - ingerem microplásticos em quantidades que os cientistas consideram alarmantes. A contaminação dos oceanos devido aos microplásticos pode reduzir o número destes animais no mar, diz o estudo.
Estes seres vivos consomem grandes quantidades de pequenas presas e, no processo, engolem centenas a milhares de metros cúbicos de água, o que significa que a probabilidade de engolirem os microplásticos que flutuam nos oceanos seja grande. “Os nossos estudos feitos em baleias e tubarões no Mar de Cortez confirmam a exposição destes animais aos microplásticos que poluem o mar”, afirmou Maria Cristina Fossi, professora na Universidade de Siena, citada pelo “Independent”.
Microplásticos são pequenos pedaços de plástico que têm menos de cinco milímetros de comprimento e são similares a vários tipos de pláncton, que podem ser perigosos para os oceanos e para a vida aquática.
O estudo sugere que estes animais, “espécies importantes também a nível económico”, devem ter prioridade em pesquisas futuras sobre os riscos dos microplásticos.
Os cientistas que fazem parte do estudo dizem que foram encontrados 800kg de plástico na carcaça de uma baleia em França e outra, na Austrália, continha seis metros quadrados de plástico dentro do organismo.
“A magnitude dos riscos que estes poluentes tem ainda está a ser investigada”, disse Elitza Germanov da Universidade de Murdoch, na Austrália. Os possíveis riscos passam pela redução nutricional que estes animais adquirem e a destruição ao sistema digestivo quando os microplásticos são ingeridos. Além disso, a exposição à toxina através da ingestão do poluente pode afectar “processos biológicos como o crescimento e reprodução destes animais”, acrescentou.

Fonte: Expresso

Tecnologia para limpar o plástico dos oceanos



A tecnologia da Seabin pode ajudar a reduzir o problema da poluição marítima, mas, como reconhece Ceglinski, a única solução definitiva é "ensinar crianças e jovens a não comprar plásticos descartáveis, a não os atirar ao mar, a reciclar."

Um estudo recente publicado pela revista Science e conduzido pela universidade sueca de Uppsala alertou que algumas espécies marinhas estavam a começar a incluir plásticos na sua dieta. As larvas dessas espécies, acrescentou o estudo, quando cresciam, convertiam-se em espécimes adultos "mais pequenos e mais lentos". Até há pouco tempo atrás, pensava-se que os animais que ingeriam esses plásticos presentes nos nossos mares e oceanos o faziam de forma acidental, mas novas pesquisas mostram que não é assim, que esses resíduos exercem uma atracção irresistível para alguns peixes devido ao seu odor. Aparentemente, ao entrar em contacto com a água salgada, os plásticos começam a emitir um cheiro semelhante ao krill ou ao plâncton, o que leva as espécies marinhas a comê-los. E o que é pior, como demonstrado pelo estudo da Universidade de Uppsala, literalmente, as espécies entusiasmam-se com a sua ingestão. Oona Lonnstedt, directora da pesquisa, disse que "o plástico possui propriedades químicas ou físicas que geram uma necessidade particular de alimentação nesses peixes. Eles acreditam erroneamente que se trata de alimento de alto valor energético e que precisam de comer muito. É semelhante ao que acontece com a comida “fast food” nos adolescentes: não resistem a encher-se dela".

O problema, longe de ser resolvido, aumenta a cada ano com o despejo de oito milhões de toneladas de plásticos nos oceanos. Há pesquisadores que asseguram que em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos mares. Um desastre ambiental que pode tornar-se irreversível se não agirmos a tempo. Algumas dessas acções estão no campo puramente reivindicativo, como a promoção de uma organização que visa converter a grande ilha de resíduos plásticos encontrada no Oceano Pacífico (e que tem uma superfície semelhante à da França) num estado independente. Eles já têm a sua própria bandeira, nome (Ilha do Lixo) e moeda. Mas há muitas outras iniciativas científicas e tecnológicas que podem ajudar os oceanos a continuar a ser, como até agora, um pilar indispensável para a vida no nosso planeta.

Uma das mais engenhosas é a iniciativa desenvolvida pela “Seabin”, uma empresa fundada por Andrew Turton e Pete Ceglinski, dois apaixonados pelo mar capazes de arriscar tudo num projecto cuja genialidade reside na sua aparente simplicidade, já que se trata de instalar cestos no mar capazes de recolher os plásticos flutuantes. O início, diz Ceglinski, não foi fácil: "Em 2015 deixei o meu emprego e com todo o dinheiro que poupei aluguei a fábrica em que estamos. Gastei tudo o que tinha para a preparar e vivi lá durante um ano e meio porque não podia pagar uma casa". Dois anos depois, a Seabin possui uma equipa de especialistas e já comprovou que os seus produtos funcionam. O desafio a partir de agora, quando está prestes a começar a sua comercialização, é conseguir que esses recipientes sejam capazes de recolher nanoplásticos e microfibras, muito mais difíceis de apanhar devido ao seu tamanho pequeno. A tecnologia da Seabin pode ajudar a reduzir o problema da poluição marítima, mas, como reconhece Ceglinski, a única solução definitiva é "ensinar crianças e jovens a não comprar plásticos descartáveis, a não os atirar ao mar, a reciclar. Assim, não precisaremos dos nossos cestos porque o problema deixará de existir. A verdadeira solução não é a tecnologia, mas a educação".

Entrevista e edição: Maruxa Ruiz del Árbol, Cristina del Moral

Texto: José L. Álvarez Cedena

Suspensas as buscas pelo empresário naufragado Pierre Agnés



Presidente-executivo da Boardriders, dona da Quiksilver e da Roxy, terá saído sozinho de barco na manhã da passada terça-feira para pescar, naufragou e a embarcação deu à costa numa praia.

As buscas pelo patrão da Quiksilver foram suspensas após a descoberta da embarcação de onze metros em que Pierre Agnès se fez ao mar na manhã de terça-feira.
A suspensão foi anunciada nas redes sociais, pela prefeitura marítima Atlântica.
O barco foi encontrado encalhado numa praia de Hossegor, próximo de Baiona, não muito longe da fronteira de França com a Espanha.
A PreMar emitiu também um aviso de prudência para quem se fizer ao mar devido às marés altas previstas naquela zona da Atlântico, no sudoeste de França.
Pierre Agnès, de 54 anos, é o presidente executivo do grupo Boardriders, que detém as marcas Quiksilver e Roxy.
De acordo com os relatos conhecidos, o empresário fez-se ao mar pelas 07:30 da manhã (menos uma hora em Lisboa) da passada terça-feira. Seguia sozinho no barco e ia alegadamente à pesca. A embarcação apareceu numa praia, virada, e Pierre Agnès continua desaparecido.

Pesca: Ministério do Mar paga primeiros apoios à paragem

Segundo o Ministério do Mar, as restantes candidaturas, envolvendo até agora um conjunto de mais 77 embarcações e 776 pescadores, deverão ter um valor global de novos apoios no montante de 1,86 milhões de euros, com financiamento garantido pelo Programa Mar 2020.



O Ministério do Mar começou esta semana a pagar os primeiros apoios financeiros aos pescadores e armadores devido à paragem obrigatória e temporária na pesca da sardinha no mês de dezembro.

“Nesta primeira fase, foram pagas através do IFAP [Instituto do financiamento da Agricultura e das Pescas] os primeiros  apoios previstos aos operadores que concluíram as suas candidaturas ainda durante o mês de Dezembro, sendo beneficiários os armadores de 23 embarcações da pesca do cerco e um total de 86 pescadores, com um valor global de 267 mil euros”, revela uma nota do Ministério liderado por Ana Paula Vitorino.

O mesmo documento acrescenta que diversos pescadores optaram por receber, em alternativa, o subsídio de desemprego.

Segundo esta mesma nota do Ministério do Mar, as restantes candidaturas, envolvendo até agora um conjunto de mais 77 embarcações e 776 pescadores, deverão ter um valor global de novos apoios no montante de 1,86 milhões de euros, com financiamento garantido pelo Programa Mar 2020.

Para estas candidaturas, estão neste momento “a ser reunidas todas as condições para que os primeiros pagamentos possam vir a ser liquidados no final de Fevereiro, desde que os beneficiários submetam, atempadamente, os respetivos pedidos de pagamento”.

“A interdição da pesca à sardinha vai prolongar-se até final de Abril e visa contribuir para uma mais rápida recuperação do ‘stock’ ibérico desta espécie, tão importante e tradicional”, assegura a referida nota do Ministério do Mar, garantido que os prazo de pagamentos estão a ser cumpridos, “não havendo lugar a atrasos no pagamento desta medida aos seus beneficiários”.

Fonte: JE

Financiamento limita inovação no mar


A incubadora lusa Mare Startup é um caso de estudo para a OCDE, mas esbarra com a falta de financiamento.

Foi lançada em 2016 por iniciativa conjunta da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da Universidade Católica Portuguesa, do Fórum Empresarial da Economia do Mar (actual Fórum Oceano) e da Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco (SaeR), com o objectivo de apoiar o empreendedorismo e inovação empresarial dedicada ao Mar. Desde a sua criação, o consórcio Mare Startup já apoiou sete projectos ligados à economia do mar, viabilizando a criação de 20 postos de trabalho. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) destacou o projecto nacional e o seu modelo como um estudo de caso e um exemplo de sucesso. Mas por cá, a Mare Startup continua a lutar com o que José Guerreiro, coordenador da plataforma, classifica de “óbvia lacuna nos mecanismos de apoio ao empreendedorismo do mar”.
Apoia o desenvolvimento de negócios naquele que é apontado como um dos sectores vitais da economia nacional, com recurso a financiamento próprio das instituições aderentes, tanto ao nível de recursos humanos como de infraestruturas. A Mare Startup foi criada a partir da constatação de que “apesar das políticas públicas pretenderem dinamizar a Economia do Mar”, não existiam mecanismos e infraestruturas de apoio ao empreendedorismo e inovação empresarial na indústria marítima.
Investimento interno
Pouco mudou desde então. “É objectivo e proposta pública da Mare Startup ajudar a promover uma rede de iniciativas e incubadoras ligadas ao mar, que poderia e deveria, ser apoiada até a nível dos programas operacionais e regionais, MAR 2020 ou Fundo Azul”, mas o seu financiamento continuar a ser assegurando em exclusivo pelos parceiros, explica o coordenador.
A Mare Startup baseia o seu modelo de funcionamento no mecanismo de apoio às iniciativas de startups surgidas em contexto universitário, ou projectos de inovação empresarial, a quem concede uma bolsa de horas gratuita assegurada pelos seus parceiros, para apoio ao desenvolvimento de plano de negócios, candidaturas a programas de financiamento, apoio jurídico à constituição de empresa, licenciamentos, propriedade intelectual/industrial apoio técnico-científico, através dos Centros de Investimento Mare e da Universidade Católica, com mais de 600 especialistas.
Em 2017, o consórcio lançou a sua primeira chamada pública para apoio a projectos, apoiando sete startups. Uma segunda chamada está já agendada para abril deste ano, esperando-se que a plataforma que está a inspirar a OCDE pela sua acção direccionada para os negócios do mar, possa apoiar igual número de projectos. José Guerreiro relembra que a dinamização da iniciativa empresarial é determinante para o futuro do sector e destaca a dificuldade de financiamento como um entrave que é necessário ultrapassar.

Fonte: Expresso