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A mostrar mensagens de Maio, 2018

Cruzeiro Silver Whisper irá passar por 62 portos de 32 países

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Com data de início prevista para  2020, o luxuoso Silver Whisper da Silversea vai parar em 62 portos de 32 países, em todos os continentes, desde a Antártica - a última grande área selvagem da Terra - até os fiordes do norte e do sul da Noruega, segundo anúncio da companhia. O itinerário começa no porto de Fort Lauderdale, na Flórida, de onde o navio parte em direcção à Argentina. De lá, o transatlântico mergulhará para a Península Antártica, para que os passageiros passem uma manhã imersos na paisagem do outro mundo. Depois, segue para a Ásia, onde os passageiros podem aproveitar as praias de areia branca de Phuket, na Tailândia, explorar os templos, classificados pela UNESCO, de Colombo, no Sri Lanka, e desfrutar de Mumbai na Índia. A rota da Ásia termina no Médio Oriente, onde os viajantes podem descobrir a cidade perdida de Petra, na Jordânia e Mascate - a capital de Omã que foi a maior base da armada portuguesa no Médio Oriente -  antes de voltarem para a Europa, indo para Sicília, …

ONU alerta para perigo da pesca fantasma nos Oceanos

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FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura em conjunto com a ONU Meio Ambiente, alerta para a “pesca fantasma”, que ocorre quando o equipamento perdido ou abandonado por pescadores nos oceanos permanece capturando espécimes colocando em risco a vida marinha. Segundo dados recolhidos, calcula-se que cerca de 10% de todo o lixo deixado no mar é resultado dos restos de material de pesca perdidos ou abandonados. No total, cerca de 640 mil toneladas deste equipamento é perdido nos oceanos todos os anos. Além dos prejuízos para a fauna e o meio ambiente, a pesca fantasma representa uma ameaça à subsistência de milhões de pessoas que vivem da pesca em todo o mundo. Este material mata peixes e outras espécies, como baleias, golfinhos, focas e tartarugas. Também prejudica o fundo do mar e o ambiente marinho, criando problemas de navegação quando preso nas hélices, cascos ou lemes de embarcações. Este lixo também chega ao litoral, tornando-se um perigo para pássaros, car…

Projecto global quer mapa completo dos oceanos

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Geólogos fizeram o mapa de cadeias montanhosas, desertos e florestas. Astrónomos desbravaram o céu. Mas os oceanos do planeta continuam em grande parte inexplorados. Há quem diga que conhecemos melhor a Lua ou até mesmo Marte do que nosso próprio fundo do mar. O terreno marinho desempenha um papel fundamental no ecossistema. Relevos e vales submersos determinam padrões climáticos e correntes marítimas; a topografia do oceano influencia a pesca, que alimenta milhões de pessoas; quilómetros de cabos subaquáticos ligam biliões de indivíduos à internet; montes submarinos oferecem protecção contra ameaças costeiras, como possíveis furacões ou tsunamis, e podem até dar pistas sobre a movimentação pré-histórica dos continentes ao sul do planeta. Em 2017, uma equipa internacional formada por especialistas de diversas partes do mundo deu o pontapé inicial para elaborar um mapa completo de todos os oceanos, como parte do projecto sem fins lucrativos Gráfico Barométrico Geral dos Oceanos (Gebco, n…

31,4% dos stocks marinhos estão em sobrepesca e 58,1% esgotados

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55% dos Oceanos Mundiais estão a ser alvo de pesca, sendo que isto equivale a quatro vezes mais do que a área ocupada para agricultura. 31,4% dos stocks marinhos encontram-se em sobrepesca e 58,1% completamente esgotados. Os dados foram revelados pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, a propósito do Dia Europeu do Mar. Este dia é celebrado anualmente desde 2008, e foi designado pela Comissão Europeia, pelo Conselho e Parlamento Europeu. Este ano de 2018 o evento foi realizado em Burgas, na Bulgária. Em 2019, por proposta do Governo de Portugal, as celebrações deste dia terão lugar em Lisboa. O Dia Europeu do Mar foi criado para enaltecer a importância dos oceanos e mares para toda a sociedade, colocando em debate as oportunidades e desafios que estes enfrentam ao nível do Continente Europeu. «À medida que a população mundial cresce, principalmente nas últimas décadas, a dependência da proteína que é obtida do Mar tem aumentado exponencialmente», salienta a Quercus …

Oceanário de Lisboa. Há 20 anos a dar a conhecer o fundo dos oceanos

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É uma das atracções mais emblemáticas da Expo 98 e continua a deslumbrar os visitantes como no primeiro dia. Falou-se com o CEO do Oceanário de Lisboa sobre os 20 anos de existência do aquário. João Falcato refere que, agora, a principal missão é a conservação dos oceanos  Com mais de oito mil organismos, entre animais e plantas, de mais de 500 espécies diferentes, o Oceanário de Lisboa permite-nos fazer uma viagem ao mundo subaquático. Àquilo que os olhos veem junta-se o que os ouvidos captam. A visita aos vários aquários é sempre acompanhada por sons que nos remetem para os diferentes habitats que vamos conhecendo. Foi neste ambiente que o i falou com João Falcato, CEO do Oceanário de Lisboa, sobre a celebração dos 20 anos de existência do aquário. Inaugurado em 1998 com a Expo – cujo tema foi “Os oceanos, um património para o futuro” –, o Oceanário eternizou a ligação de Lisboa com o oceano e tornou-se um dos espaços culturais mais emblemáticos da cidade. “Além do objectivo de trazer…

O que nos diz o caboz sobre os oceanos mais ácidos do futuro?

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Equipa portuguesa testou em laboratório os efeitos da acidificação dos oceanos – devido ao excesso de dióxido de carbono na atmosfera – no caboz-de-duas-pintas. Verificou que se reproduz mais, mas não ainda se sabe se haverá consequências negativas na vida adulta desta espécie.

O caboz-de-duas-pintas é um peixe que se reproduz de forma peculiar. Durante a sua curta vida, tem só uma época de reprodução: as fêmeas depositam os ovos no ninho mas são os machos que depois cuidam deles. Contudo, a acidificação dos oceanos pode afectar a reprodução do caboz-de-duas-pintas. Uma equipa de cientistas portugueses estudou vários exemplares desta espécie em laboratório e concluiu que, num ambiente acidificado, se reproduziram duas vezes mais do que os que estavam num ambiente sem esse efeito. As larvas também nasceram mais pequenas.
O caboz-de-duas-pintas (Gobiusculus flavescens) distribui-se nas zonas costeiras desde Portugal até à Noruega. Como precisa de um lugar para se esconder, em Portugal enc…

O oceano está transformado numa sopa de plástico

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Parecem cardumes, mas um olhar mais atento não encontra peixes a nadar nos oceanos de Mandy Barker. O colorido cenário é, afinal, negro: os animais marinhos foram todos engolidos por plástico, os mesmos restos de balões, palhinhas ou garrafas que são encontrados no interior dos seus estômagos — e, por isso, desapareceram todos. Resta agora uma “praga” a flutuar numa “sopa” (Soup, assim se chama um dos muitos projectos da fotógrafa inglesa dedicados à poluição marítima) de restos de plásticos acumulados. É bonito, julgamos, é “assustador” e “chocante”, alertam-nas as fotografias de Barker, que trabalha sempre em conjunto com biólogos marinhos, durante expedições para estudar e resgatar restos de plásticos, quer de praias e oceanos, quer de estômagos de gaivotas ou peixes, que depois usa em colagens sobre fundo preto. “Já não há áreas livres de plástico”, diz, numa entrevista à Greenpeace, onde surge numa praia deserta, a calcar areia tapada por garrafas. Terá razão: por ano, chegam ao …

Ciclo “No Fundo Portugal é Mar” no CCB até Julho

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O ciclo parte de uma exposição que envolve várias instalações. Até 31 de julho pode visitar "As Portas do Mar", "Balaena plasticus" e "TerraMar" no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O ciclo intitulado “No Fundo Portugal é Mar”, que parte de uma exposição que envolve várias instalações, vai decorrer até 31 de julho no âmbito da programação da Fábrica das Artes do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Este ciclo, que tem início esta terça-feira, resulta de uma parceria com a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), segundo o CCB, e agrega três propostas artísticas: “As Portas do Mar”, “Balaena plasticus” e “TerraMar”. “As Portas do Mar” é uma instalação de faróis que traz o universo sonoro do mar, dos portos e praias, e os códigos sonoro-luminosos dos faróis portugueses, segundo a programação. “Balaena plasticus” é outra instalação que recria o esqueleto de uma baleia de barbas, da autoria de Ana Pêgo e Luís Quinta, criada …