No
ano de 2016, Portugal importou 1922,1 milhões de euros em “produtos
de Pesca e
relacionados”, segundo as últimas Estatísticas da Pesca,
divulgadas pelo INE no final de Maio. No ano passado, o saldo da
balança comercial do sector agravou-se em 69,3 milhões de euros,
para um défice de 787,4 milhões de euros, segundo os dados
recolhidos e analisados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Portugal vendeu para o exterior 1134,7 milhões, mais 8,2% que um ano
antes - com Espanha a concentrar “mais de metade das exportações
totais” (56,1%) e crescendo 11,7% face a 2015.
Explica o INE que “esta evolução desfavorável [do saldo da balança
comercial] deveu-se ao aumento das importações ter superado o
crescimento das exportações” de pescado, passando a taxa de
cobertura para 54%. O único segmento onde o saldo comercial com o
exterior fica acima da linha de água, salienta ainda o INE, é o das
conservas portuguesas. Nas “preparações, conservas de peixe e
preparações de ovas de peixe”, o saldo das transacções com o
exterior permaneceu positivo”, atingindo 68 milhões de euros.
Aquicultura gerou 54 milhões em 2015
A
análise estatística do INE divulgada em Maio passado só tem dados
da aquicultura relativos a 2015. E, nestes, dá conta que a “produção
na aquicultura” em mar português foi de 9561 toneladas naquele
ano, gerando uma receita de 54,1 milhões de euros. Face a 2014 foi
uma redução de 14,8% em volume, mas um acréscimo de 4% em valor.
Segundo o INE, já então, o resultado deveu-se “a problemas relacionados com a actividade empresarial das infra-estruturas dedicadas à produção de pregado” – leia-se unidade da Acuinova em Mira – “tendo resultado numa menor produção desta espécie”. Mais precisamente uma quebra na produção de pregado de 36% num ano. Com uma menor oferta veio “uma maior valorização do preço por quilo” face a 2014. Mas a Acuinova não foi a única que reduziu actividade: no final de 2015 “existiam 1504 estabelecimentos licenciados em aquicultura para águas doces, salgadas e salobras, menos 17 unidades em relação a 2014”, segundo o INE. A dimensão média, contudo, aumentou 4%, para 3,28 hectares por estabelecimento aquícola, o que o instituto estatístico explica pela “autorização de novos estabelecimentos aquícolas em mar aberto, que apresentam áreas de ocupação muito alargadas”.
Fonte: Público
Sem comentários:
Enviar um comentário