quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Massa oceânica retém níveis críticos de energia em ciclo de aquecimento ininterrupto.


O balanço térmico do planeta enfrenta uma alteração sem precedentes, com os oceanos a funcionarem como o principal receptáculo para o excesso de radiação solar.

Dados de 2025 revelam que a acumulação de calor nas águas superou todos os limiares históricos, absorvendo cerca de 23 zettajoules de energia suplementar. Esta dinâmica transforma as bacias marítimas num reservatório de energia latente que retém 90% do desequilíbrio térmico da Terra, garantindo a continuidade do aquecimento global por várias gerações, independentemente de cortes nas emissões. A aceleração deste processo é notória: o ritmo de absorção de calor duplicou nas últimas duas décadas, intensificando a estratificação das águas e alterando os padrões de salinidade. Este cenário não só compromete a oxigenação dos ecossistemas marinhos, como serve de combustível para fenómenos meteorológicos extremos e para a erosão das calotes polares a partir da base.

Mesmo perante ciclos naturais como o La Niña, a tendência de fundo permanece inalterada, evidenciando que a saturação térmica dos mares está a redefinir a circulação climática e a ameaçar a estabilidade da biosfera marinha.

Imagem: National Geographic

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