sábado, 6 de julho de 2024

Propulsão nuclear vista como solução para navios livres de emissões e com vida extendida.

 


Numa altura em que se faz a transição do shipping para alternativas mais "verdes", distanciando do modelo "fóssil" que foi alternativa única durante décadas, existem especialistas que olham para a energia nuclear sem dogmas e preconceitos, como uma alternativa de transformação do shipping livre de emissões, ( atingindo assim o objectivo de emissões zero mais rapidamente), enquanto simultaneamente como diminuição de custos de construção de navios, porque com esta opção, há um expectável prolongamento do ciclo de vida dos navios, pata além de não existir custos adicionais com os investimentos nas infraestruturas de reabastecimento.

Obviamente, que para além do "medo nuclear", provocado por acidentes como o mais marcante em Chernobyl em 1986, e mais recentemente em Fukushima em 2011 ( Embora haja relatos de outros nesse período de tempo), há que se ter em conta todo o passado e presente, para além de inúmeros relatórios e estudos para se avançar para um "protótipo" para um modelo de regulamentação e igualmente de procedimentos de segurança de modo a que se pudesse eventualmente avançar para um padrão geral para o sector marítimo-portuário.

Apesar de não ser do conhecimento geral, já existe um histórico, não só a nível da Marinha, (no qual já existe a aplicação desta natureza), bem como noutros projectos e iniciativas. A mais recente tecnologia aplicada, que poderia ser aplicada, dos SMR ( Small Modular Reactor), que poderia passar pela criação de um mercado com reactores, apropriados e adequados e com baixa manutenção), para satisfazer eventuais requisitos que poderiam ser pedidos.

É afirmado por muitos especialistas de que o modelo SMR significa um passo para o futuro no que concerne ao design de reactores, com foco na segurança, a eficiência e a modularidade para uma produção simples e rápida. 

A tecnologia SMR está a evoluir exponencialmente, e por certo irão surgir projectos e iniciativas de navios com propulsão nuclear, para poder abrir um novo capítulo, obviamente se houver abertura para este novo caminho que tem cada vez mais defensores, até naqueles que defendem um caminho mais curto para se atingir as emissões zero.

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