Um
ecossistema que se encontra debaixo do fundo do oceano foi agora descoberto,
abrindo horizontes a um mundo novo no oceano, do qual ainda pouco se conhece.
O fundo não
é o fim do mar, e os investigadores do Instituto Oceânico Schmidt acabam de o comprovar.
Um ecossistema escondido acabou de ser desvendado por um robot subaquático, que escamou as crostas vulcânicas nas profundezas das águas do Pacífico.
Foi debaixo do fundo do mar que as equipas de investigação encontraram veias de fluidos subterrâneos, vivos, a nadar — um novo mundo, nunca antes encontrado.
“Em terra, já sabemos de animais a viver em cavidades subterrâneas, e no oceano de animais a viver em areia e lama, mas pela primeira vez, cientistas olharam para animais debaixo de ventos hidrotermais”, sublinha o diretor do instituto, Jyotika Virmani.
O novo ecossistema, escondido dentro de outro ecossistema, só foi descoberto porque, em 46 anos de pesquisa efectuada, nunca ninguém pensou em investigar abaixo das águas termais, afirma o Science Alert.
Escamando o oceano, a equipa encontrou vermes, lesmas e bactérias quimiossíntese, que não necessitam da luz do sol para a produção de energia.
Foram as poliquetas de tubo (Riftia pachyptila) que os cientistas acharam muito fascinantes. Ao que tudo indica, as criaturas aproveitam-se dos fluidos vulcânicos para se transportarem debaixo do fundo do mar e ocupar novos habitats. Seguindo a lógica, os investigadores assumiram que estes “tubos” amadurecem escondidos, o que justifica a ausência de elementos mais novos desta espécie acima do solo.
Para verificar a hipótese, o SuBastian salvou o dia: este robot foi limpar o fundo do oceano e foi colocada uma caixa no topo. Ao remover a caixa, dias mais tarde, novos animais tinham colonizado, vindos de debaixo do fundo do oceano.
A descoberta pode vir a ser gigantesca, uma vez que serve para demonstrar o pouco que conhecemos sobre o fundo do oceano.

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