Segundo avança o DN, o Pescado tornou-se no produto agroalimentar com mais peso nas exportações nacionais, à frente do vinho, do azeite ou dos hortícolas. Em 2022, as vendas para o exterior representaram mais de 1317 milhões de euros, um crescimento de 31,7% face a um ano antes, e é um sector que vale actualmente mais de dois mil milhões de euros do Valor Acrescentado Bruto (VAB).
Assim corre o negócio do pescado português - fileira que inclui a pesca, a aquacultura e a transformação -, como diz o presidente da Associação da Indústria Alimentar pelo Frio (ALIF), Manuel Tarré. Adianta que a aposta na qualidade do produto e na internacionalização das empresas, assim como no turismo, explicam o aumento da procura.
Valores notáveis, considera Manuel Tarré, uma vez que esta é única área do sector agroalimentar que importa o produto, o transforma e exporta. Isto porque Portugal não é autossuficiente em peixe. "Nós pescamos nas nossas águas cerca de 180 mil toneladas de peixe, e consumimos cerca de 500 mil toneladas por ano", explica o presidente da ALIF. Significa que, tanto para consumo interno como para exportar, é preciso comprar peixe.
"É notável o que se faz com o produto que é trazido para Portugal e transformado em fábricas, seja em conservas, secos (como o caso do bacalhau) ou os próprios congelados. E exportado com o valor acrescentado, made in Portugal", louva o responsável.
Apesar da bondade dos números, Manuel Tarré faz questão de frisar que o preço alto que actualmente o consumidor paga pelo peixe fica praticamente definido na origem. E tudo começou na pandemia. Os barcos não podiam sair para a pesca e quando saíam e traziam pescado, este era imediatamente comprado, por preços, muitas vezes, exacerbados.

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