Durante uma escavação numa pedreira no País de Gales, no Reino Unido, uma equipa de arqueólogos encontrou fósseis bem preservados que dão pistas sobre como era a vida marinha na Terra há 460 milhões de anos. O estudo foi publicado na revista Nature Ecology & Evolution, na semana passada.
Entre outros animais, os fósseis revelam vermes minúsculos, estrelas do mar e esponjas, com formatos muito diferentes dos que são conhecidos actualmente. Espera-se que, com o que foi encontrado, os investigadores consigam compreender a evolução da vida nos oceanos.
O estudo constatou que os fósseis têm “tecidos moles, como
olhos, nervos, intestino e cérebro”. Ao todo, os cientistas descobriram cerca
de 170 animais, sendo alguns de espécies desconhecidas. Os estudiosos querem
preparar um catálogo com todo os esses animais.
Os fósseis datam do período Ordoviciano, (488-443 milhões de
anos) quando a vida começava a tornar-se mais complexa. As espécies descobertas
chamaram a atenção dos especialistas não apenas pelo excelente estado de
conservação, como também pelo facto de terem feito parte de um momento crítico
na história do planeta, quando praticamente não havia vida em solo.

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