As relações transatlânticas sofreram um rude golpe com a suspensão das negociações para o novo acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos.
O impasse surge após Washington ter ameaçado Bruxelas com novas tarifas alfandegárias, justificando a medida com uma suposta falta de cooperação europeia nos interesses estratégicos norte-americanos na Gronelândia. O território autónomo, rico em recursos minerais, tornou-se o epicentro de uma disputa aduaneira que ameaça desestabilizar as trocas entre os dois blocos. Washington utiliza a ameaça de taxas sobre o sector automóvel e bens de consumo como pressão directa para garantir acesso a recursos da ilha, o que a Comissão Europeia considera uma táctica proteccionista inaceitável.
Em resposta, Bruxelas paralisou todas as rondas negociais, reiterando que não aceita negociar “sob a mira” de sanções. Este congelamento surge num momento sensível de abrandamento económico, forçando o sector empresarial a reavaliar investimentos perante o risco de uma guerra comercial de larga escala pela “porta do Árctico”.

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