O Porto de Sines têm-se afirmado em muitos segmentos, e um deles sem dúvida é o segmento do GNL - Gás Natural Liquefeito. É a principal infraestrutura nacional de entrada de gás por meio marítimo e tem tido um crescimento significativo desde 2019.
Numa altura em que a Administração Trump afirma que a Europa tem de se abastecer mais por via dos EUA, tendo afirmado: "Vamos baixar os preços, vamos encher as nossas reservas estratégicas até à borda e vamos exportar energia americana para todo o mundo. Voltaremos a ser uma nação rica."
Mas afinal qual o peso deste país nesta vital infraestrutura nacional?
O principal país fornecedor, continua a ser a Nigéria, pese o facto dos norte-americanos terem adquirido nos últimos anos, um peso maior, tendo passado de 15 navios em 2019, para 12 em 2020 ( devido à pandemia ), tendo subido para 18 em 2021, 24 em 2022, tendo mantido o mesmo número em 2023 ( ano do último registo), mas já representando 42% de todo o GNL que chega a Sines.
O governo português afirmou que pretende aumentar as compras de GNL aos Estados Unidos e à Nigéria. Foi o que disse, em Davos, a ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, numa referência à necessidade de reforçar a independência face ao gás russo, pese embora as decargas do gás russo continuem em Sines, o que levanta questões éticas derivadas do posicionamento de Portugal no apoio à Ucrânia.
Sines já estava na mira do interesse norte-americano na 1ª administração Trump, tendo tido visitas do então secretário de estado da energia, Dan Brouillette, que se inteirou sobre o terminal GNL da REN, e um eventual novo terminal contentorizado em Sines, planos que ficaram em suspenso, devido à pandemia da Covid-19 e toda a turbulência que se seguiu. Será este o momento de uma nova aproximação?
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