sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O casamento dos corais na Grande Barreira

A Grande Barreira de Coral "casou-se" na passada segunda-feira à noite. É que uma vez por ano, todos os corais do maior recife do mundo juntam-se para reproduzir. Conheça a sua vida secreta (e íntima).


“Festival de sexo” é como lhe chama Chris Jones, da Great Barrier Reef Marine Park Authority, ao evento anual na Grande Barreira de Coral, na Austrália, onde os corais reproduzem em massa. “Esperma e ovos são libertados todos ao mesmo tempo, na água, e juntam-se”, acrescenta àBBC.
Jones e a sua equipa foram capazes de prever o tempo da “desova” dos corais — meia hora — através do seu conhecimento da temperatura da água, marés e lua. Mas o festival pode ter os dias contados. É que a Grande Barreira de Coral está a morrer, graças a uma série de ameaças causadas pelo Homem. Um quarto do recife já está morto e, em algumas áreas, o número de corais mortos já é cerca de metade.
Os corais são animais pequenos e simples que existem há cerca de 500 milhões de anos. Alimentam-se de algas e reproduzem-se de diferentes formas. Por vezes clonam-se. Outra alternativa é se o coral se partir e pousar num local adequado, onde, com as condições necessárias, pode crescer e formar uma nova colónia de corais.
A maioria dos corais são de cor verde acastanhada, mas existem alguns de fluorescentes, uma reacção à luz solar, como explica Jones. A cor actua como uma espécie de protector dos protege dos raios ultravioleta. Quando um coral morre transforma-se em pedra e é assim que se formam os recifes.

A imensa diversidade

A Grande Barreira de Coral tem duas vezes a idade da humanidade é incrivelmente grande, com 2.300 quilómetros — dez vezes maior do que o segundo maior recife de coral do mundo, a Barreira de Belize — e tem cerca de 3.000 recifes de coral. A sua dimensão faz com que tenha uma enorme diversidade de espécies, que não se encontram em mais nenhum sítio. É o caso do dugong, uma mistura entre uma foca, uma vaca e um elefante. Também existem crocodilos, seis das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, esponjas e moluscos gigantes.
A Grande Barreira de Coral é agora um dos últimos lugares na Terra onde podes ver moluscos gigantes”, afirma Jones.
Mas os organismos verdadeiramente importantes são aqueles que raramente vemos, como os vermes e bactérias que asseguram o ecossistema. A Grande Barreira de Coral têm tantas formas e tão estranhas que Chris Jones apenas conseguiu explicar ao filho, de nove anos, que “há donuts, fungos e crateras da lua”.

A presença humana

Os povos aborígenes da Austrália utilizam os recursos naturais do recife há pelo menos 40.000 anos. “O mar é tão importante para eles como a terra, em termos de espiritualidade e uso de recursos“, diz Jones. Entretanto, foram muitos os navegadores e cientistas que tentam estudar e compreender o recife.
Hoje em dia o recife recebe cerca de dois milhões de visitantes por ano. Mas Jones entende que o turismo não é a grande ameaça à Grande Barreira de Coral. O pior são as alterações climáticas, a má qualidade as águas e a actividade piscatória, que envolve herbicidas e pesticidas.
Fonte: Observador

Factura Única Portuária dá galardão europeu à APS


A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) recebeu o galardão europeu CEEP-CSR Label, o qual reconhece as empresas de serviços públicos pelo seu cumprimento da excelência na prestação de serviços e das melhores práticas no âmbito da responsabilidade social. A distinção feita à APS está inserida na categoria “Práticas high-tech e amigas do ambiente”, reconhecendo o projecto-piloto da “FUP – Factura Única Portuária” pelo seu impacto directo nos agentes económicos a operar no porto (permitindo desmaterializar o processo e reduzir o tempo despendido) e pela diminuição do consumo de papel em toda a comunidade portuária.  Este projecto-piloto, sob coordenação do Ministério do Mar, é também uma clara demonstração de cooperação entre as cinco autoridades presentes no Despacho de Largada dos navios (Sanidade, SEF, AT, Portuária e Marítima), no sentido de prestar um melhor serviço aos clientes dos portos, para além de aumentar a atractividade do sector portuário nacional. “Este rótulo atesta o facto de que os prestadores de serviços públicos na Europa fazem mais do que cumprir os seus serviços. Eles também são particularmente conscientes e activos quando se trata de impactar positivamente a sociedade e o meio ambiente”, afirmou Valeria Ronzitti, Secretária-Geral do CEEP, na cerimónia de atribuição do prémio.


É oficial: o mar morto está a morrer

O mar morto é o ponto mais baixo da terra, a cerca de 1.388 metros abaixo do nível do mar. No entanto, é oficial: o nível do mar está a encolher a olhos vistos e de uma forma alarmante.


Situado no Médio Oriente, entre a Jordânia e Israel, o Mar Morto é actualmente um lago de água tão salgada que faz qualquer um flutuar sem qualquer esforço, sendo um dos locais de maior interesse turístico. Mas, e agora é oficial o Mar Morto está, realmente, a morrer.

De acordo com o grupo de ecologistas da EcoPeace Middle East, o nível das águas está a descer cerca de 1 metro por ano, avança a CNN. As acções humanas são as grandes responsáveis, nomeadamente as realizadas pelos próprios moradores da região.
O Mar Morto, também conhecido como Mar Salgado em hebraico, é actualmente um dos mares mais salgados do mundo, com cerca de 34% de salinidade, cerca de oito a nove vezes mais salgado que o resto dos mares. Todas as acções humanas na região estão a fazer com que a água fique, cada vez mais e mais, salgada e, consequentemente, baixe progressivamente o nível.
Embora o estudo sobre a ‘morte’ lenta do Mar Morto não seja algo de surpreendente, estes novos dados preocupantes estão a dar conta da cada vez mais evidente alteração do nível da água do mar.

Construção de infraestruturas de desvio de águas

O Mar Morto necessita de se abastecer de água externa, de outras fontes naturais que o rodeiam, como é o caso do Rio Jordão. Mas a partir da década de 60 começaram a construir-se infraestruturas que desviaram fontes de água para abastecer as populações.

Indústrias de extracção mineral

Outra das razões pelas quais o Mar Morto está, de facto, a ‘morrer’, é devido às indústrias de extracção mineral, segundo os especialistas. Os componentes minerais existentes no Mar Morto foram classificados como tendo propriedades terapêuticas e, por isso mesmo, são muitas vezes encontrados em produtos de cosmética.
A extracção desenfreada dos minerais existentes no mar estão a prejudicar a sua sobrevivência.

O impacto do clima

O clima seco, quente e árido, típico do Médio Oriente, também não ajuda ao reabastecimento do Mar Morto, devido aos períodos longos de seca.
Todas estas situações, combinadas, estão a fazer com que o nível da água baixe e, também, o nível de densidade de salinidade aumente. E quais são as consequências para tudo isto? Uma taxa de evaporação elevada que, embora não resulte no desaparecimento efectivo do Mar Morto, resultará, sem dúvida – e como já se está a ver – numa diminuição significativa do mesmo.

O que se está a fazer para tentar reverter a situação?

Foi no ano passado que Israel e a Jordânia se juntaram num acordo para a estabilização dos níveis da água do Mar Morto. A assinatura do acordo prevê a construção de um canal entre o Mar Vermelho e o Mar Morto avaliado em 847.13859000 euros.
O objectivo é que tanto Israel como a Jordânia possam, através deste canal, não só abastecer de água as suas populações como também bombardear a água necessária para que o nível de água do Mar Morto seja estabilizado. Seriam necessários 300 milhões de metros cúbicos por ano.
Este é o acordo mais importante e significativo desde o tratado de paz com a Jordânia (em 1994)”, afirmou Silvan Shalom, ministro da Energia e dos Recursos Hídricos de Israel na altura, segundo a CNN.
O projecto deverá demorar cerca de três anos a ser construído e, se funcionar conforme o pensado, irá efectivamente ajudar a reverter a actual situação.
Fonte: Observador




Sonha explorar o fundo do mar? Já pode ter o seu submarino pessoal


Se sempre sentiu um fascínio com a perspectiva de explorar o fundo do mar a fabricante holandesa Ortega tem a solução para si sob forma do MK. 1-C, um pequeno submarino que lhe permitirá explorar o fundo do mar.

Conta o Design Boom que o MK. 1-C está construído para poder viajar à superfície e debaixo de água, tendo uma velocidade máxima de 16,7km/h e de 20,4km/h, respectivamente. Este submarino tem capacidade para três tripulantes e pode atingir uma profundidade de 95 metros. Caso queira pode ainda equipá-lo com mais funcionalidades, nomeadamente magnetómetros, sonares, câmaras FLIR e mais capacidade de carga e de armazenamento de oxigénio.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Novo tipo de analgésico vem do mar do Algarve

Um novo medicamento analgésico para a dor crónica está a ser desenvolvido pela empresa portuguesa de biotecnologia 'Sea4us', cujo princípio activo é fornecido por organismos marinhos.


Um novo medicamento analgésico para a dor crónica está a ser desenvolvido pela empresa portuguesa de biotecnologia ‘Sea4us’, cujo princípio activo é fornecido por organismos marinhos recolhidos no mar de Sagres, no Algarve.
“O princípio activo está identificado, já o conseguimos purificar e, actualmente, existem três fórmulas que têm a actividade analgésica para a dor persistente”, disse à agência Lusa Pedro Lima, neurofisiologista, biólogo e um dos investigadores da empresa.
Iniciada há seis anos, a pesquisa demonstrou resultados eficazes em laboratório no combate à dor crónica, encontrando-se numa fase avançada: “Procura-se um método de sintetizar artificialmente a fórmula para produzir em quantidade, para que o medicamento possa chegar a toda a gente”.
O processo está a ser trabalhado em conjunto com os químicos da Universidade Nova de Lisboa”, sublinhou o investigador.
Segundo Pedro Lima, a produção sintética “é o caminho preferido, ao representar uma grande vantagem em termos de sustentabilidade ecológica, evitando a retirada de grandes quantidades de organismos marinhos, mesmo que não tenham valor comercial”.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a dor crónica afecta cerca de 30% da população mundial, para a qual não existe um tratamento eficaz, sem efeitos secundários significativos nos doentes.
O investigador frisou que o projecto desenvolvido em Portugal, “é pioneiro, porque é a primeira vez que se tenta encontrar a solução para a dor crónica no mar”, embora exista muita investigação acerca do flagelo que atinge uma grande percentagem da população mundial.
É um fármaco de grande eficácia, com efeitos secundários vestigiais, não sendo previsível qualquer habituação ou dependência, actuando especificamente numa proteína localizada nos gânglios neuronais situados fora da coluna vertebral, ao contrário dos opióides e outros medicamentos utilizados no tratamento da dor”, assegurou o investigador.
O organismo invertebrado marinho que contém o princípio activo para a produção do analgésico, foi identificado no mar de Sagres, um dos dois pólos da empresa de biotecnologia, onde se desenvolvem as actividades de mergulho e a triagem e preservação das espécies.
Em Sagres, os organismos são recolhidos, catalogados e imortalizados, seguindo depois para o laboratório da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, para serem efectuados os testes de neuro-actividade.
É retirado um extracto impuro do seu composto, estudado o efeito analgésico, e tenta-se atingir a parte indivisível ou seja, a fórmula que constitui o valor bioactivo”, explicou Pedro Lima, acrescentando que, “nesta fase da investigação, existe a convicção de que daqui vai sair uma grande ajuda para quem sofre de dor crónica”.
Contudo, refere, existe ainda um longo caminho a percorrer até que o medicamento possa ser comercializado, “pois são necessários, em média, 12 anos desde a descoberta do princípio activo até à colocação do fármaco no mercado”.
Não queremos fazer o caminho todo, mas sim chegar a um ponto em que o valor seja suficiente para mitigar o risco e vender para que possa ser produzido pela indústria farmacêutica”, frisou.
O investigador disse, ainda, que “a pesquisa tem sido possível com os apoios de várias entidades, nomeadamente da Universidade Nova de Lisboa e da Câmara de Vila do Bispo”.
Por seu turno, o presidente da Câmara de Vila do Bispo, Adelino Soares, assegurou que o projecto “vai continuar a ser apoiado, pois é de todo o interesse, não só para quem sofre de dor crónica, mas também para se conhecerem as potencialidades do território”.
A investigação serve para identificar e criar condições para que as gerações vindouras possam ter aqui uma matéria de conhecimento com elevado rigor científico”, destacou.
Além do desenvolvimento do analgésico para a dor crónica, a ‘Sea4us’ está envolvida na identificação e selecção de espécimes marinhos com potencial para a produção de outros medicamentos, em parceria com laboratórios europeus.
Fonte: Observador

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Investigadores isolam microalga que pode produzir biodiesel


A microalga foi isolada a partir de águas costeiras do Algarve provenientes da Ria Formosa, e pode também ter aplicação no tratamento de águas residuais
Investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg) isolaram uma microalga de águas da Ria Formosa que pode ser usada na indústria alimentar e na produção de biodiesel, informou ontem um participante no projecto.
João Varela é um dos três investigadores que fizeram este trabalho e explicou à agência Lusa que a microalga foi isolada em ambiente laboratorial, a partir de águas costeiras do Algarve provenientes da Ria Formosa, e pode também ter aplicação no tratamento de águas residuais.
O investigador do CCMAR contou que a microalga foi encontrada através da utilização de uma técnica normalmente utilizada na medicina e que "permite pesquisar milhares e milhares de células em questões de minutos por uma determinada característica", que neste caso foi a de ser "rica em bio-óleos, normalmente chamados de lípidos".
"Esta microalga mostrou, através de processos de microscopia, que produz realmente grandes quantidades de lípidos, sintetizámos também biodiesel e verificámos que a qualidade desse biodiesel é bastante superior ao da maioria das microalgas que actualmente são utilizadas comercialmente", afirmou João Varela.
O investigador da UAlg disse que as microalgas comerciais, "normalmente utilizadas na aquacultura", precisam de grandes quantidades de ácidos gordos polinsaturados, mas frisou que isso "não é bom para o biodiesel, porque o biodiesel não pode ser instável a nível de presença de oxigénio", factores que causam maior probabilidade de oxidação.
"O biodiesel tem de ser estável e não pode ser oxidado na presença de ar", acrescentou, frisando que se procura neste caso microalgas "com menor probabilidade de sofrer oxidação" e a que foi isolada tem "uma estabilidade bastante superior às microalgas que existem actualmente na indústria".
O próximo passo é, adiantou João Varela, "tentar adaptá-la para uso industrial", num trabalho de parceria com a "recentemente inaugurada Unidade de Produção de Microalgas (Algafarm), considerada como o maior conjunto de fotobiorreatores em sistema fechado da Europa" e que surgiu de um investimento de 15 milhões de euros realizado pela cimenteira Secil, para "desenvolver tecnologias de mitigação do impacto da libertação de CO2, decorrente da sua actividade".
João Varela alertou, ainda, para o facto de actualmente "não existirem métodos de produção de microalgas que permitam competir com o petrodiesel" e, por isso, é importante encontrar outras aplicações distintas para a microalga isolada.
O investigador apontou "a produção de rações ou alimentos inovadores para consumo humano" como outras formas de valorizar a microalga isolada e deu como exemplos a aplicação que já é feita de outras microalgas "em bolos, pastéis de bacalhau ou, até, produtos como suplementos alimentares".
O investigador revelou, ainda, que a microalga em causa já foi testada em efluentes de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e revelou ter "robustez suficiente e necessária não só para crescer nessas condições, como para tratar águas residuais que, com os processos normais, não se conseguem tratar".
"A microalga não é sensível a antibióticos que, devido ao consumo humano, vão parar às águas residuais e matam as bactérias" normalmente utilizadas para fazer o tratamento desses efluentes, precisou.

Fonte: DN

Álvaro Marinho conquistou Título Nacional de Match Racing


O velejador Álvaro Marinho conquistou o 5.º título nacional de Match Racing, depois de vencer todas as regatas disputadas junto à Afurada, em Vila Nova de Gaia. Numa co-organização da Federação Portuguesa de Vela e da Academia de Vela BBDouro, as 8 equipas em competição realizaram um total de 40 regatas durante o fim-de-semana.


Acompanhado por Nuno Barreto, Joaquim Moreira e Gil Conde, o treinador olímpico Álvaro Marinho eliminou a concorrência e acabou por defrontar na final a tripulação comandada por Gustavo Lima, o velejador com quem Marinho partilhou a última experiência de alta competição no Rio de Janeiro.



"Regressar ao leme foi uma sensação óptima, e terminar um fim de semana bastante competitivo com o título nacional é algo que ainda estou a assimilar. Confesso que já tinha saudades de subir ao pódio. Ter conquistado o meu 5.º título de Match Racing numa final contra o Gustavo Lima foi a cereja no topo do bolo. Por ser um amigo com quem partilhei 20 anos de espírito olímpico, e por ser um dos melhores velejadores do Mundo em qualquer modalidade da vela", salientou Álvaro Marinho.

Gustavo Lima, velejador da classe Laser que participou ao lado do irmão Jorge Lima - olímpico da classe 49er no Rio de Janeiro - perdeu três regatas consecutivas contra a tripulação de Marinho e terminou o campeonato na 2.ª posição. "Foi uma vitória indiscutível do Álvaro Marinho. Foram a tripulação mais forte durante todo o campeonato e mereceram o título. Admiro muito o Álvaro e a forma como se apresenta para discutir o 1.º lugar em todos os campeonatos", adiantou.

Classificação final:

1.º Álvaro Marinho
2.º Gustavo Lima
3.º Afonso Leite
4.º Manuel Marques
5.º David Aleixo 
6.º Tiago Roquette 
7.º Diogo Costa
8.º Frederico Melo

Artigo e Foto do Record

Dois navios indianos atravessam Ormuz.

Dois navios-tanque com bandeira indiana conseguiram atravessar em segurança o Estreito de Ormuz, numa altura em que esta rota continua sob f...