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A mostrar mensagens de Junho, 2015

ITF questiona vantagens dos mega-navios

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Um estudo do Fórum Internacional dos Transportes (ITF, na sigla inglesa), presidido pelo português José Manuel Viegas, questiona as economias de escala normalmente associadas aos mega-porta-contentores.


A análise conclui que a duplicação do tamanho dos porta-contentores que aconteceu ao longo da última década reduziu o custo por TEU transportado em apenas cerca de um terço, e avisa que essas poupanças baixam quanto maior é o navio. Isto é, a mais recente geração de mega-navios oferece uma redução de custos quatro a seis vezes inferior à garantida pela anterior “ronda” de crescimento.
Capacidade cresce mais que comércioO estudo do ITF indica ainda que cerca de 60% da redução de custos operacionais nos navios mais recentes se deve à eficiência energética dos motores e não à sua dimensão. A isto, a análise do organismo ligado à OCDE acrescenta o facto do crescimento da capacidade disponível para contentores estar a ser superior ao lento aumento do comércio marítimo internacional. A análise c…

Maersk Line encomenda 11 navios de 20 mil TEUs

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A gigante Maersk Line, especialista no transporte marítimo de contentores, fechou uma encomenda junto da Daewoo Shipbluilding & Marine Engineering de 11 mega-navios de 20 mil TEUs de capacidade (19,630 TEUs, mais precisamente). 

O anúncio foi feito esta terça-feira, sendo que os navios em questão são já tidos como os porta-contentores de segunda geração do Triple-E, a classe de navios do armador com capacidade para 18 mil TEUs.

O contrato assinado agora com a construtora naval sul-coreana está avaliado em 1,8 mil milhões de dólares americanos, contendo ainda uma cláusula que permite que seja alargado à construção de mais 8 navios com as mesmas capacidades.

Cada navio em questão terá um comprimento de 400 metros, 58,6 metros de largura e um calado de 16,5 metros. A Maersk quer colocá-los na rota Ásia-Europa, substituindo navios de menores dimensões e considerados menos eficientes. Os 11 novos navios entrarão ao serviço da Maersk entre Abril de 2017 e Maio de 2018.
Fonte: Cargo

Economia do mar 'tropeça' em barreiras de papel

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As "barreiras de papel" continuam a travar o desenvolvimento de sectores promissores da economia do mar, como a aquacultura, defende o especialista Miguel Marques, que pede mais estabilidade na legislação.


Para que o sector do mar cresça mais "está a faltar acima de tudo alguma consistência nas regulamentações, ou seja, que os empresários saibam atempadamente quais os regulamentos que existem e que vão existir, que sejam estáveis e que não tragam um excesso de carga burocrática", argumenta o economista e autor do LEME, o Barómetro que a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) dedica anualmente à economia do mar.
A aquacultura e o turismo náutico são "exemplos claros" destas "barreiras de papel" que Miguel Marques considera serem um dos maiores entraves ao desenvolvimento da economia do mar. "Se a burocracia e as regras se tornarem mais estáveis e conhecidas, simples de entender e favoráveis ao investimento, certamente a economia do mar vai evo…

Mar no centro do debate político

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Setenta ministros do Mar, da China ao Kiribati, passando pelos países de língua portuguesa e praticamente todos os mediterrânicos, para além das grandes economias azuis, como o Canadá, Austrália e Noruega, vão estar a partir de quinta-feira em Lisboa, numa cimeira inédita a nível mundial. Esta reunião faz parte da Semana Azul (BlueWeek, 3-6 de Junho), uma ideia da ministra Assunção Cristas, que se inspirou na chamada Semana Verde, que decorre anualmente em Berlim e que junta os ministros da Agricultura de todo o mundo. Tal como este evento, a ministra pretende fazer de Lisboa o ponto de encontro anual dos decisores ao nível do Mar.
A realidade superou as expectativas: Cristas contava com 20 ministros, recebeu a confirmação de praticamente 70 dos seus homólogos. Para além destes, marcarão presença representantes da ONU, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), da Comissão Europeia e da Cimeira Ibero-Americana. Os Estados Unidos enviam a subsecretária de Estado …

Mar criou 18 mil empregos nos últimos cinco anos

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As actividades ligadas ao mar geraram, nos últimos cinco anos, 18 mil postos de trabalho, um aumento de 10% em contraciclo com as quebras no emprego registadas no conjunto da economia.


As actividades ligadas ao mar geraram, nos últimos cinco anos, 18 mil postos de trabalho, o que significa um aumento de 10% em contraciclo com as quebras no emprego registadas no conjunto da economia, segundo o secretário de Estado do Mar. “Desde que foi feita a avaliação da Estratégia Nacional para o Mar [em 2010] até ao início deste ano, o número de postos de trabalho em actividades directas ligadas ao mar [registou] um aumento de quase 10% o que é muito significativo”, destacou Manuel Pinto de Abreu em entrevista à agência Lusa. “São cinco anos especiais, em que há uma tendência global de diminuição [de emprego] e não só o sector do mar aguenta, como aumenta o número de postos de trabalho”, acrescentou. Lisboa vai tornar-se nos próximos dias a capital mundial dos oceanos, acolhendo reuniões ministeriais,…

Focas ajudam cientistas a recolher dados em zonas remotas dos oceanos

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Focas equipadas com sensores estão a ajudar cientistas a recolher dados nos cantos mais remotos dos oceanos, contribuindo para a pesquisa sobre aquecimento global, gelo oceânico e meteorologia.
Os cientistas envolvidos no projecto, que conta com participação brasileira, lançaram hoje o portal "Mamíferos Marinhos Exploradores dos Oceanos de Polo a Polo" (www.meop.com) com os resultados recolhidos durante a investigação, que começou em 2004 e já envolveu mais de 1.000 focas.  "Estão a captar informação em locais de onde praticamente não havia dados antes, é único", disse à agência France Presse (AFP) Mike Fedak, chefe da Unidade de Pesquisa de Mamíferos Marinhos na universidade de Saint Andrew's (Reino Unido), onde os sensores foram desenvolvidos.  "Estes dados podem ser usados de muitas formas diferentes, incluindo para medir o impacto do movimento dos glaciares nos oceanos", acrescentou o investigador.  Os sensores, colocados na cabeça das focas, têm uma …