terça-feira, 28 de outubro de 2014

Portos nacionais recebem menos barcos e menos mercadorias



Ao contrário de Leixões, os portos de Sines e Lisboa movimentaram menos mercadorias no segundo trimestre do ano, muito graças ao mês de Abril. Uma evolução que contraria os aumentos que se tinham sentido desde o primeiro trimestre de 2013.
O segundo trimestre do ano foi negativo para os portos nacionais. Foram menos as embarcações que lá deram entrada e foi também mais reduzido o número das mercadorias movimentadas. O Porto de Sines foi o que registou a maior queda.

Sines, o porto que movimenta mais mercadorias em Portugal, registou um tráfego 8,2% inferior ao segundo trimestre de 2013, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira, 14 de Outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A grande descida deveu-se, sobretudo, à redução de 29% das movimentações dentro de território nacional, sendo que, contudo, também marcou um decréscimo no tráfego internacional. Este ano, Sines foi notícia devido à paralisação para manutenção da refinaria da Galp - que ainda afectou Abril.

A infra-estrutura portuária de Lisboa também sentiu uma diminuição de 7,3% das mercadorias movimentadas entre Abril e Junho deste ano face ao mesmo período do ano passado, neste caso, devido sobretudo ao tráfego internacional.

Em Setúbal e em Leixões, os sinais de tráfego foram positivos. Setúbal verificou uma subida de 16,1% no movimento de mercadorias enquanto o porto do norte alcançou um aumento de 7,4%. Ambos foram sustentados pelo tráfego internacional, já que as trocas entre portos nacionais verificaram recuos.

Apesar disto, a queda de Sines foi fulcral para que a taxa de variação do tráfego de mercadorias tenha sido negativa, na ordem dos 0,7%, fixando-se nos 20,4 milhões de toneladas no segundo trimestre do ano. Abril foi o mês que efectivamente mais contribuiu para este sentido negativo na análise homóloga.

A evolução negativa no segundo trimestre do ano contraria os aumentos que se tinham sentido desde o primeiro trimestre de 2013, ressalva o INE. 

Diário Económico. 

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