terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Petroleiro com destino à Rússia atingido por ‘drone’ no Mar Negro.

Ao que tudo indica, um petroleiro de transporte de crude, com destino à Rússia, foi alvo de um ataque com ‘drone’ no Mar Negro, incidente que levou a embarcação a pedir assistência à guarda-costeira turca e a desviar-se da rota prevista, segundo um aviso da Lloyd’s List Intelligence e uma fonte de segurança marítima.

De acordo com a Lloyd’s List Intelligence, o navio Elbus, de bandeira de Palau, “sofreu um ataque com veículo marítimo não tripulado e ‘drone’”, tendo o alvo sido a casa das máquinas, nomeadamente a zona do compartimento do motor. A mesma informação refere que não houve feridos entre os 25 tripulantes e que não foi registada poluição.

Uma fonte de segurança marítima, com base numa avaliação preliminar, descreveu igualmente o episódio como um ataque com ‘drone’, embora permaneça por esclarecer quem esteve por detrás da acção e qual a origem exacta do ataque.

O incidente surge num contexto de crescente tensão na navegação comercial do Mar Negro. No final de Novembro, os prémios de seguro para o shipping agravaram-se após ‘drones’ navais ucranianos terem atingido dois petroleiros com destino à Rússia, episódios que levaram Moscovo a ameaçar retaliação e Ancara a apelar à contenção. Já no início de Dezembro, um outro navio, de bandeira russa, reportou igualmente ter sido atacado no Mar Negro, alegação que Kiev negou.

Questionados sobre o caso do Elbus, os serviços de segurança ucranianos não responderam, segundo as mesmas fontes. Também não houve, de imediato, reacções do Ministério dos Transportes da Turquia ou da embaixada russa em Ancara.

O Mar Negro é uma via estratégica para o escoamento de cereais, crude e produtos petrolíferos, partilhada por Turquia, Rússia, Ucrânia, Bulgária, Geórgia e Roménia, e tem sido, nos últimos meses, palco de incidentes que voltam a colocar sob pressão a segurança das rotas comerciais.

Ainda segundo o aviso da Lloyd’s, o Elbus seguia para o porto russo de Novorossiysk, depois de ter zarpado de Singapura. Dados do serviço MarineTraffic indicavam que, na quinta-feira, o navio se encontrava a poucos quilómetros ao largo de Inebolu, no norte da Turquia, após ter interrompido o seu trajecto para leste através do Mar Negro.

A Lloyd’s acrescenta que o petroleiro lançou ferro na zona de fundeadouro de Inebolu por meios próprios, apesar dos danos reportados. As tentativas de contacto com a capitania local não tiveram sucesso.

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