terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Quotas para a pesca em 2018 são "globalmente positivas"

Ministros das Pescas da União Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018 fixaram a manutenção das quotas de pesca do biqueirão e um corte de 12% nas capturas de pescada em águas nacionais.


O acordo para os limites de capturas de pescado para 2018, alcançado em Bruxelas pelos ministros das Pescas da União Europeia, "é globalmente positivo" para a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores da Pesca.

"Consideramos positivo o aumento de quotas na raia, no lagostim e no tamboril e julgamos que poderiam ser aumentadas ainda", afirmou o coordenador da Federação, Frederico Pereira, à agência Lusa, tendo considerado "globalmente positivo" o acordo conseguido.

"Em relação à raia, que tem importância para a pesca nacional e que tem sido muito castigada pela diminuição das quotas, é significativo este aumento das possibilidades de pesca", acrescentou.

Em relação ao biqueirão, cujo Total Admissível de Capturas (TAC) vai manter-se, a Federação dos Sindicatos defendeu que "devia ser aumentado, porque é a espécie que tem salvado a pesca do Cerco, tendo em conta as quantidades deste pescado que se consegue pescar".

 A diminuição do TAC no carapau e na pescada "não é muito negativa pelo facto de que as embarcações não atingem a quota atribuída" e, no caso do carapau, "não tem a valorização que devia ter nas lotas".

O acordo alcançado pelos ministros das Pescas da União Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018, após mais de 20 horas de negociação em Bruxelas, fixou a manutenção das quotas de pesca do biqueirão (onde havia uma proposta da redução de 20%).

As capturas de pescada em águas nacionais vão ter um corte de 12%, abaixo dos 30% inicialmente propostos por Bruxelas, e as capturas de carapau são reduzidas em 24%, sendo que em nenhuma das espécies a quota é atingida pelos pescadores portugueses.

Em águas nacionais vão aumentar em 2018 as possibilidades de pesca de raias (15%), lagostins (13%) e areeiros (19%), mantendo-se as quotas de julianas, solhas, linguados e tamboris.

Fonte: Público Foto: Rui Farinha/NFACTOS

Sem comentários:

Enviar um comentário