segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Excesso de oferta e baixa procura no mercado obriga Maersk a encostar um Triple-E




Com a chegada da temporada baixa de Inverno, prevê-se que a supressão de algumas rotas atire vários navios para paragens temporárias que resultarão em reservas inactivas que poderão ultrapassar o milhão de TEU. Segundo dados da Alphaliner, existem 263 navios de contentores inactivos que perfazem 934,700 TEU e que representam 4,7% da frota global, que inclui 23 navios de 7500 TEU ou de capacidade superior.

Desses registos fará parte um dos gigantes navios de 18000 TEU, da classe Maersk Line Triple- E, modelo de última geração, construído para permitir capacidades recordistas de carga marítima - o navio da companhia dinamarquesa, adquirido recentemente com intuito de dar vazão às supostas necessidades particulares do segmento - o Triple-E ficará parado durante um período mínimo de 6 semanas, muito devido às rotas suprimidas entre a Europa e a Ásia.


Sendo a manutenção da actividade dos navios de grandes dimensões uma prática regular e até uma aposta primordial, esta opção da Maersk revela, como atesta a Alphaliner, a clara excessiva oferta de navios porta-contentores e suas respectivas capacidades (TEU) tendo em conta a demanda actual - dada a situação do mercado, a Maersk viu-se obrigada a preterir de um dos seus Triple-E para minimizar perdas, uma vez que manter o navio em acção traria prejuízos maiores.


A crise que afecta actualmente o mercado dos porta-contentores e sua rentabilidade enquadrada nos serviços (e respectivas taxas) tem sido impulsionada pela descida da procura, facto que, aliado aos recentes anos de uma corrida generalizada ao aumento da capacidade de carga, resulta hoje num desfasamento entre os recursos alocados neste segmento e a real necessidade do negócio, a nível global.


Como explica a Alphaliner, a procura por navios Post-Panamax "praticamente evaporou", enquanto a " desilusão se instala no mercado" à medida que a descida da procura se acentua e o excesso da oferta se torna "uma doença crónica". 


Fonte: Cargo

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