sábado, 23 de novembro de 2013

Cacillheiro Trafaria Praia recebeu 100 mil visitantes em Veneza


O cacilheiro Trafaria Praia, criado pela artista Joana Vasconcelos para representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza 2013, recebeu cerca de 100 mil visitantes desde a inauguração, a 31 de Maio deste ano.
Fonte do atelier de Joana Vasconcelos, em Lisboa, disse à Lusa que o cacilheiro realizou 252 viagens na lagoa de Veneza, contadas até ao início desta semana, e levou a cabo um programa cultural com cinco conferências e cinco concertos.
O Trafaria Praia chegou a Veneza no final de Maio, depois de cerca de duas semanas de viagem desde Lisboa, e foi oficialmente inaugurado ao público no dia 31 desse mês, atracado junto aos Giardini.
Contactado pela Lusa, o comissário do projecto, Miguel Amado, disse que "o número de visitantes é sempre relativo, porque é necessário comparar com os números de representações portuguesas anteriores e da própria Bienal", que encerra no domingo.
"Em termos absolutos a média de visitantes foi sempre muito boa", apontou.
Questionado sobre as 100 mil entradas em seis meses, o dobro em relação ao número de visitantes do Pavilhão de Angola, vencedor, este ano, do Leão de Ouro de Veneza, o prémio principal, para a representação nacional, Miguel Amado disse que "tem muito a ver com a localização".
"O cacilheiro estava situado num lugar perto da entrada principal da exposição geral", os Giardini, em Veneza, enquanto a representação de Angola ficava bastante mais distante, no Palácio Cini.
"Também era um projecto muito apelativo para os visitantes devido às viagens pela lagoa, e com o programa cultural", recordou o curador, justificando desta forma o sucesso do público.
Miguel Amado destacou ainda a possibilidade de o projecto sobreviver além da bienal, e que possa continuar a ser visitado pelo público, "o que é uma situação inédita para uma obra artística nesta situação".
Antes da partida, ainda em Lisboa, o Trafaria Praia foi alvo de um restauro no estaleiro da Navaltagus, no Seixal, e de uma transformação no interior, e no exterior, concebida pela artista para esta 55.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza.
O barco foi coberto no exterior com uma faixa de azulejos que mostram uma vista panorâmica de Lisboa, e o interior foi revestido a cortiça, material também usado para mobiliário do barco.
Também no interior, a artista criou uma intervenção em têxteis em tons de azul e branco, semeados com pontos de luz.
Depois de ter transportado 11 milhões de pessoas durante 51 anos, no Tejo, o cacilheiro Trafaria Praia esteve durante seis meses a ser manobrado por tripulantes da Transtejo na lagoa de Veneza.

Fonte: Lusa/SOL

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