domingo, 16 de dezembro de 2018

2018 foi o segundo ano mais quente no Ártico desde que há registo


Este ano, 2018, foi o segundo mais quente no Ártico desde 1900, quando começou a haver registos das temperaturas, aponta um relatório esta semana divulgado.
Em 2018, a temperatura esteve 1,7 graus Celsius mais elevada do que a média dos últimos 30 anos e o aquecimento global foi duas vezes mais rápido do que a média mundial. O recorde absoluto data de 2016.
Os cinco anos mais recentes foram os mais quentes desde que há registos, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que coordenou um relatório de referência, escrito por mais de 80 investigadores de 12 países.
Aquele organismo depende directamente da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, que em Novembro rejeitou um relatório sobre os efeitos das alterações climáticas, da responsabilidade de investigadores federais. Apesar disso, a NOAA publicou este ano a 13.ª edição do relatório sobre o Ártico.
Fonte: ZAP

Metade desta ilha foi engolida pelo oceano em apenas 20 anos


Em apenas 20 anos, a ilha de Ghoramara, na Índia, viu a sua área reduzida para metade. O motivo: a subida do nível das águas que surge em consequência directa do fenómeno das alterações climáticas, confirmam os especialistas ouvidos pela Reuters. A população da ilha de 4,6 quilómetros quadrados sente-se ameaçada. “Se um tsunami ou um grande ciclone atinge esta ilha, nada resistirá”, explicou à agência noticiosa Sanjib Sagar, o líder da única aldeia existente no território. Por esse motivo, e porque a salinização das áreas de terra cultivável está a comprometer a produção agrícola, parte da população pensa em partir. “Todos os anos, as marés invadem a minha quinta e destroem o meu cultivo”, explica Mihir Kumar Mondal, agricultor. Apenas o sector piscícola parece tirar vantagem desta transformação geográfica.

Sheikh Aftab Uddin, um dos 4700 habitantes de Ghoramara, garante que trocaria de morada se o estado interviesse e apoiasse a sua transferência para outro local – o que, apesar dos esforços da população nesse sentido, não parece estar ainda previsto. À semelhança da maioria dos ilhéus, Sheikh não dispõe de recursos financeiros para a mudança, o que torna imperativa a intervenção estatal. De acordo com os especialistas ouvidos pela Reuters, um dia, todos habitantes terão mesmo de deixar as suas casas e partir para outros locais. Porque o futuro é inevitável.

Cidade ecológica vai nascer do oceano nas Maldivas


Os centros urbanos dos países industrializados necessitam de se tornar mais eficientes no aproveitamento energético, para reduzir o impacto ambiental das actividades diárias de uma grande cidade. Mas também os países pequenos podem aproveitar todas as evoluções tecnológicas para ficarem menos dependentes de importações energéticas, ao mesmo tempo que contribuem à sua maneira para reduzir as emissões de carbono. E é nas Maldivas que vai surgir um dos projectos urbanísticos mais ambiciosos dos últimos tempos, com a criação de uma cidade ecológica.
Chamada Ocean’s Heaven, esta cidade vai ser construída completamente de raiz. O projecto foi concebido pela CAA Architechs e vai ser construído pelo Beijing Urban Construction Group, duas firmas chinesas contratadas pelo governo das Maldivas. A cidade vai ser construída em terra reclamada ao mar, ocupando uma área de 60 mil metros quadrados no atol de Hulhumalé, junto ao actual aeroporto internacional que serve este arquipélago do Oceano Índico.
O projecto de Ocean’s Heaven inclui um centro de apoio ao aeroporto, um centro de negócios internacional, centro de convenções, praça central de transportes públicos, duas zonas de comércio, um hotel de luxo centrado em negócios, uma zona cultural com fachada para o oceano e outros serviços. O complexo de edifícios foi pensado para acumular energia, obtida unicamente a partir de energias renováveis, nomeadamente energia solar e maremotriz. Também vai captar água de chuva, já que água potável é um dos recursos mais escassos em ilhas pequenas.
A primeira fase de construção deverá estar pronta em 2021. Ao fazer esta cidade, as Maldivas esperam inspirar o mundo a adoptar formas mais eficientes de consumir energia nas cidades. Ilhas de baixa altitude, muitas delas no formato de atol, são bastante vulneráveis à subida do nível do mar, correndo o risco de desaparecer completamente sob as ondas em caso de aumento global da temperatura média.
Fonte: Motor24

Químicos do plástico diluem-se nos Oceanos e afectam a vida marinha


Estudo científico indica que as alterações no comportamento dos animais marinhos os deixa vulneráveis a ataques dos predadores

Que o plástico afecta o ambiente, o ecossistema e a vida animal já não há dúvidas. Vamos é sabendo ao poucos de que forma e influi em cada espécie através de estudos científicos.

Esta semana foi publicada mais uma investigação que mostra como “esse mal dos males” constrange a existência dos caracóis marinhos (em Portugal também conhecidos como burriés) e os deixa à mercê dos seus predadores.

De acordo com os resultados publicados no jornal científico Biology Letters, os químicos libertados pelo plástico atacam a capacidade dos caracóis marinhos perceberem quando os caranguejos, por exemplo, se aproximam. O normal seria encolherem-se para dentro da sua concha quando detectam perigo, mas a “pegada” química deixada pelo plástico impede que consigam sentir a aproximação do seu caçador.
Os cientistas dizem que “desprovidos da sua capacidade de descortinar o perigo que se aproxima”, estes animais ficam “vulneráveis”.
O plástico está espalhado por todos os Oceanos e os seus efeitos nefastos têm sido visíveis, nomeadamente quando temos notícias de baleias ou tartarugas mortas com estômagos cheios de sacos. No entanto, estes plásticos também contêm vários químicos tóxicos, incluindo aditivos usados na sua produção, além de outras substâncias que absorvem do meio ambiente, que são deixados no mar e prejudicam várias espécies mais pequenas.
“Este é o primeiro estudo deste tipo, que olhou não apenas para a biologia de uma espécie, mas também para as interacções entre a presa e o predador”, disse o professor Laurent Seuront, coordenador do estudo, ao jornal The Independent.

domingo, 25 de novembro de 2018

Uma nova “Estratégia Nacional para o Mar”



Vem aí o momento adequado para refletirmos conjuntamente e para voltarmos a definir o rumo certo para o Mar Português: a revisão da estratégia nacional para o Mar



Da última reunião da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar – CIAM resultou uma sugestão, a renovação e atualização da “Estratégia Nacional para o Mar” que a Sra. Ministra do Mar subscreveu. Assim, irá dar--se início ao processo de renovação e atualização da “Estratégia Nacional para o Mar”, pois, como sabemos, o atual documento-base da política pública do mar terminará o seu período de vida em 2020.
Esta circunstância irá certamente permitir ao governo português, em particular ao Ministério do Mar, abrir um amplo espaço de reflexão e análise sobre o “Mar Português” e proporcionar aos seus diferentes atores institucionais, económicos, sociais, lúdicos, da segurança, do saber e educação o contribuírem e proporem novos caminhos e horizontes para o desenvolvimento e enraizamento da política pública do mar.
Será certamente o momento adequado para diferenciarmos a estratégia do plano de ação para o mar, pois, em meu entender, um plano de ação não deve ser parte do documento de estratégia. Esta incorporação condiciona e limita a sua flexibilidade e atualização, que deverão ser permanentes.
Esta oportunidade será o momento adequado para refletirmos conjuntamente sobre a importância de incorporar na “Estratégia Nacional para o Mar” um compromisso mais amplo e vasto para a exploração e desenvolvimento sustentável do mar como fonte económica e essencial para o futuro de Portugal.
Traduzir também neste documento de estratégia a visão e as linhas programáticas para o mar, agregadoras, estruturantes e revitalizadoras, que procurem colocar Portugal em condições de responder a uma economia cada vez mais global, exigente e competitiva, será um contributo essencial para definirmos o rumo certo para o desenvolvimento do nosso futuro.
E apostar num documento de estratégia que seja capaz de iluminar o caminho que nos conduza a mais e novo conhecimento, a uma governança de eficácia e eficiência, a gerar empresas robustas, a um empreendedorismo renovado e ágil, a um emprego qualificado e especializado, a um mar mais sustentável, é certamente o percurso que todos queremos percorrer e partilhar.
Uma estratégia de longo prazo, de vasta amplitude e enorme abrangência que articule os esforços individuais e coletivos, capaz de potenciar os recursos existentes e emergentes, que impulsione e alicerce o desenvolvimento das atividades de I&D, económicas, culturais, ambientais e sociais associadas ao mar, é o que ambicionamos.
Portugal, com a renovação e implementação da nova “Estratégia Nacional para o Mar”, estará assim, mais uma vez, a assegurar um instrumento para criar as condições de prospetividade, criatividade e inovação que garantam um desenvolvimento articulado e estruturado da política pública do mar.
No entanto, continua a faltar um documento fundamental para a existência formal da política pública do mar, uma Lei de Bases, pois, na minha opinião, só através desta se fundamenta a “Estratégia Nacional para o Mar”, se criam os instrumentos à sua execução, se reformulam as instituições necessárias, se estrutura e identifica o espaço e o seu uso e são assegurados os meios e recursos necessários à materialização da política pública do “Mar Português”.

Texto no Ionline de Abílio Martins Ferreira

Cosco Shipping anuncia construção de 9 navios


A chinesa Cosco Shipping anunciou ter encomendado a construção de 9 navios multipurpose de 62 mil toneladas de porte bruto à empresa Cosco Shipping Heavy Industry, pertencente ao mesmo grupo, num investimento que ronda os 270 milhões de euros.
Cada navio irá custar cerca de 30 milhões e os primeiros irão ser entregues durante o primeiro semestre de 2020, já tendo a empresa anunciado que irão ser utilizados para o transporte de pasta de papel.
Há algumas semanas a empresa já havia anunciado que estava a negociar com vários estaleiros a construção de 20 navios graneleiros.

Fonte: SupplyChain

Navios de Cruzeiro vão usar peixe podre como combustível.


A Hurtigruten, a maior linha de cruzeiros de expedições do mundo, está a reformar os seus navios para torná-los menos poluentes e planeia usar um subproduto de peixe podre como combustível para as embarcações.

A empresa norueguesa Hurtigruten, conhecida pelos navios que transportam os turistas ao longo dos fiordes e da costa do país até o Ártico, vai  investir cerca de 725 milhões de euros, ao longo de três anos, para adaptar a frota. Seis dos seus navios mais antigos serão adaptados para funcionar com uma combinação de gás natural liquefeito, baterias eléctricas e biogás.
O biogás será proveniente de resíduos orgânicos, como peixes mortos, da agricultura e da silvicultura, segundo adiantou Daniel Skjeldam, presidente-executivo da Hurtigruten, em entrevista ao The Telegraph. A Hurtigruten, que é a maior operadora de cruzeiros de expedições do mundo para destinos como Antártida, Svalbard e Gronelândia, também encomendou três novos navios que funcionarão a electricidade, tendo um motor a diesel apenas como reserva.
O sector marítimo está a enfrentar regulamentações internacionais mais rígidas, incluindo cortes nas emissões de CO2 de pelo menos 50% até 2050 em comparação com os níveis de 2008.
A ideia principal seria reduzir as emissões de CO2 e tornar as embarcações mais amigas do ambiente. Skjeldam diz que o objectivo final é operar os navios completamente isentos de emissões.
Este ano, a linha de cruzeiros anunciou a proibição do uso de plástico em toda a sua frota de 17 navios.
No próximo ano, ocorre o lançamento do MS Roald Amundsen, o primeiro navio de cruzeiro com bateria híbrida do mundo. Com motores quase silenciosos, também evitará perturbar a vida selvagem. A Hurtigruten será, ainda, a primeira empresa a usar biogás como combustível para navios de cruzeiro.
Fonte: SAPO

Atum patudo e peixe-espada em risco de desaparecer por pesca excessiva.


A Associação de Ciências Marinhas e Cooperação (Sciaena) lamentou  que as autoridades internacionais continuem sem tomar medidas para travar a sobrepesca de espécies “muito importantes para as frotas portuguesas”, como o atum patudo e o peixe-espada preto.

Num comunicado emitido, a Sciaena critica os resultados de duas reuniões, concluídas na passada segunda-feira, para debater medidas de gestão para “duas pescarias icónicas e de grande importância económica para as frotas portuguesas”: o atum patudo e as espécies de profundidade, como o goraz e o peixe-espada preto.

Segundo a associação, na reunião anual da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (CICTA - ICCAT em inglês), que decorreu em Dubrovnik, na Croácia, “os decisores foram incapazes de adoptar medidas de gestão sólidas, recomendadas pelos pareceres científicos”, o que para o atum patudo “pode significar o colapso do ‘stock’ nos próximos anos”, com “consequências desastrosas para a frota de salto e vara dos Açores e da Madeira”.

Sobrevivência de algumas das espécies em causa

Já no que se refere às espécies de profundidade, a Sciaena diz terem sido acordados no Conselho de Ministros de Pescas da União Europeia, em Bruxelas, “vários Totais Admissíveis de Capturas (TAC) acima do que era recomendado cientificamente, o que desrespeita a Política Comum das Pescas e confirma que não será cumprido o requisito legal de acabar com a sobrepesca até 2020, assumido pelo Conselho, juntamente com a Comissão e o Parlamento Europeu, em 2013”.
“Para além disso, fica em causa a sobrevivência de algumas das espécies mais vulneráveis do Atlântico Norte, bem como das comunidades piscatórias que delas dependem”, sustenta.
Relativamente à reunião do ICCAT em Dubrovnik, a associação lamenta que tenha sido “mais uma reunião pautada pela falta de tomada de decisões claras e em linha com os pareceres científicos”, considerando que a principal “desilusão" foi relativamente ao atum patudo, para o qual se mantiveram as medidas de gestão anteriormente estabelecidas, “ignorando todas as recomendações que exigiam a adopção de medidas claras para recuperar o ‘stock’, que se encontra em sobrepesca desde 2015”.
Já no caso do atum rabilho do Atlântico oriental, “apesar dos recentes casos de pesca e comercialização ilegal e de ainda não haver confirmação da recuperação total do ‘stock’”, a associação critica que o ICCAT tenha optado por “reduzir as medidas de controlo e monitorização e aliviar as restrições às pescarias”.

Países desrespeitam pareceres científicos

Relativamente à reunião em Bruxelas dos ministros das pescas da UE - destinada a definir os limites de pesca para 2019 e 2020 para peixes de profundidade “extremamente vulneráveis à sobrepesca”, como o goraz e o peixe-espada preto - a associação destaca ter sido “o último Conselho para definir TAC que acabem com a sobrepesca para as espécies de profundidade até 2020, conforme exigido legalmente pela Política Comum de Pescas”.
Contudo, diz, “infelizmente os ministros, com a conivência da Comissão Europeia, decidiram desrespeitar vários pareceres científicos para vários ‘stocks’ importantes para as frotas portuguesas, nomeadamente para os alfonsins e, tudo indica, para o peixe-espada preto”.
Numa análise ainda preliminar, acrescenta, “tudo indica que apenas para o goraz terão sido seguidos os pareceres científicos”.
Na opinião da Sciaena, os decisores portugueses envolvidos nas negociações “terão agora a oportunidade e a responsabilidade de explicar porque terão sido ignorados os pareceres científicos e a Política Comum das Pescas”.
Fonte: Sapo


sábado, 24 de novembro de 2018

Barbatanas para que vos quero


Está oficialmente aberta uma migração marítima global que está a provocar uma crise de refugiados subaquáticos. Sardinha, salmão, sardinela, lula e lagosta são alguns dos seres marinhos que diariamente dão à barbatana para sobreviverem. Impulsionada pelo aquecimento da água dos mares e oceanos, a vida marinha está em movimento numa perturbada luta pela sobrevivência.

Os peixes e outros seres marinhos estão a fugir dos seus habitats tradicionais para outros locais com temperaturas mais adequadas, mais prósperas e com condições para a reprodução, defende o Ocean Schock, um projecto de investigação da Reuters sobre o impacto das alterações climáticas nos oceanos. O total de seres envolvidos nesta diáspora maciça é de certeza muito mais elevado do que as 140 milhões de pessoas que se espera que tenham de migrar até 2050 devido às alterações climáticas.

Até então, a temperatura dos oceanos tem funcionado da seguinte forma: as correntes marinhas movimentam a água morna entre o Norte e o Sul, dos trópicos até latitudes mais frescas, enquanto a água fria é “bombeada” desde os pólos até aos climas mais quentes. Sem estas correntes a moderar a temperatura, a vida na Terra não seria possível. No entanto, o aumento da temperatura dos oceanos das últimas décadas provocou alterações nas correntes. Em parte, estas mudanças são invisíveis para nós que vivemos em solo terrestre, mas o mesmo não sentem os seres marinhos.

A população de sardinhas portuguesas está quase em colapso ao longo da costa atlântica desde a Galiza até ao Sul de Portugal. Os produtores de salmão da Noruega devem ter que se deslocar para as regiões árcticas. Desde 1995 que as comunidades de sardinela da Mauritânia já se deslocaram 320 quilómetros. Para evitar as águas quentes, as lulas do Japão estão a nadar para o Norte. Desde as décadas de 80 e 90 até agora que a captura de lagosta do estado do Maine nos Estados Unidos aumentou de 50 para 85%.

A degradação climática está a ser rápida e imprevisível. Certo é que assistimos, impávidos e serenos, a uma ruptura global das espécies marinhas que ameaça os nossos próprios meios de subsistência, as nossas culturas locais e o equilíbrio dos oceanos. Além de acções políticas e empresariais necessárias, também nós cidadãos devemos actuar. Podemos passar a ingerir mais algas produzidas de forma sustentável e ingerir menos peixe de grande porte, optando pelos peixes mais pequenos e mais abaixo na cadeia alimentar marinha.

É por estas e por outras que o World Wildlife Fund (WWF) alerta, no recente relatório Planeta Vivo 2018, que nós somos a primeira geração com uma visão clara do valor da natureza e do enorme impacto que temos sobre ela, mas que podemos também ser a última que pode agir para inverter esta tendência. Pomos mãos à obra?

Fonte: Público






Comissão europeia canaliza 300 milhões para limpeza de oceanos


No âmbito da 5.ª edição da conferência “O Nosso Oceano”, que decorreu entre a passada segunda e quarta-feira em Bali (Indonésia), o executivo comunitário assumiu 23 novos compromissos para melhorar o estado dos oceanos e revelou que vai canalizar 300 milhões de euros para projectos para combater a contaminação por plásticos, para melhorar a sustentabilidade da economia azul, assim como a investigação e a vigilância marítima. “O estado dos nossos oceanos exige que uma actuação decidida a nível global. Com os seus 23 novos compromissos, a União Europeia (UE) continua envolvida na luta por conseguir oceanos seguros, protegidos, limpos e geridos de forma sustentável. Nenhum país pode, por si próprio, ter sucesso nesta missão, que exige determinação, perseverança e colaboração dentro e fora da UE, e é com este propósito que hoje renovamos o nosso compromisso de proteger os nossos oceanos”, declarou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. Entre outras medidas, Bruxelas vai dedicar 100 milhões de euros a projectos de investigação e desenvolvimento para combater a contaminação por plásticos e 82 milhões de euros à investigação marinha e marítima, nomeadamente para avaliar os ecossistemas, cartografar o fundo do mar e desenvolver sistemas de aquacultura inovadores. A nova iniciativa da Comissão Europeia inclui também um investimento de 18,4 milhões de euros para estimular a economia azul europeia a tornar-se mais sustentável. O sistema de emergência da União Europeia (UE) de navegação por satélite será reforçado com 12,9 milhões, destinados à segurança marítima e à investigação voltada para os serviços ambientais costeiros, uma verba à qual se somam os 27 milhões de euros dos fundos já direccionados para o Copernicus na conferência “O Nosso Oceano” de 2017. Com o seu sistema de monitorização marítima, o Copernicus tem desempenhado um papel muito importante nos compromissos da UE para reforçar a segurança marítima e a aplicação da legislação. A verba anunciada junta-se aos mais de 550 milhões de euros que a UE prometeu no ano passado, quando foi anfitriã da conferência em Malta.


Sea Life Porto: Pai Natal dos Oceanos traz surpresas do fundo do mar


Os programas em família são obrigatórios nos roteiros das férias de Natal. E, entre 1 e 23 de Dezembro, miúdos e graúdos podem assistir ao tradicional mergulho do Pai Natal nas profundezas dos oceanos no Sea Life Porto. Este ano, à magia natalícia juntam-se ainda coros infantis, uma surpresa que promete animar os visitantes ao longo do mês de Dezembro.
De partida da Lapónia, o Pai Natal prepara-se para mergulhar no oceano a caminho do Sea Life Porto. A longa viagem termina a 1 de Dezembro, dia em que estreia o primeiro mergulho do ano nas águas do aquário portuense. O momento pela qual todas as crianças anseiam acontece às 15h30 no único túnel subaquático do país e repete-se ao longo de todos os fins-de-semana (sábados e domingos), à mesma hora, até ao Natal.
Além do mergulho do Pai Natal dos Oceanos, o Natal Azul conta também com a presença de coros infantis que vão contagiar a Baía das Raias de magia natalícia. No dia 2 de Dezembro (domingo), às 16h30, o coro Lira dá o mote para um concerto imperdível. Já no dia 8 (sábado), também pelas 16h30, é a vez das Clavezinhas de Sol levarem a música de Natal ao espaço portuense. Para fechar a programação musical, no dia 15 de Dezembro (sábado), as vozes do coral juvenil Arco-íris vão encher o SEA LIFE Porto do espírito de Natal. O espectáculo inicia às 16h30.
O programa de Natal não exige inscrição prévia ou custos adicionais. A entrada está sujeita à compra do bilhete no SEA LIFE Porto.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Cachalote morre com 6 quilos de plásticos no estômago


O cetáceo de 9,5 metros foi encontrado junto à ilha de Kapota, parte do Parque Nacional de Wakatobi, a sudeste de Celebes, na Indónesia.

 cachalote encontrado morto na Indonésia tinha quase seis quilos de resíduos plásticos, incluindo 115 copos no estômago, comunicaram as autoridades do Parque Nacional de Wakatobi.

A causa da morte é desconhecida, mas os funcionários do parque encontraram quatro garrafas de plástico, 25 sacos de plástico, sandálias e um saco com mais de mil pedaços de corda no estômago da baleia.

O Parque de Wakatobi é famoso entre os mergulhadores devido à grande área de recifes e de vida marinha diversificada, incluindo baleias. No entanto, a poluição que afeta os oceanos está a pôr em causa este santuário.

Cinco nações asiáticas (China, Indonésia, Filipinas, Vietname e Tailândia) são responsáveis por 60% dos resíduos plásticos que poluem os oceanos, revelou um relatório de 2015 da organização ambientalista Ocean Conservancy e do McKinsey Center for Business and Environment.

A Indonésia, segunda maior poluidora a seguir à China, prometeu investir mil milhões de dólares por ano para reduzir em 70% os detritos de plástico nos mares até 2025.

Em junho, morreu uma baleia-piloto na Tailândia, com 80 pedaços de lixo de plástico no estômago.
Segundo a ONU, os oceanos recebem oito milhões de toneladas de plástico por ano. Se nada for feito para acabar com o problema, em 2050 existirá mais plástico do que peixes.



Portugal pode ter papel de liderança no projecto de oceanos da ONU


O director da plataforma “Sustainable Oceans Business”, do projecto internacional Global Compact das Nações Unidas, Erik Gierckshy, afirmou ontem que os projectos desenvolvidos em Portugal podem levar o país a assumir “um papel de liderança na exploração dos oceanos”.
“Portugal é um dos países mais fortes a nível marítimo da Europa, e, apesar da exploração dos oceanos ter-se iniciado há muito pouco tempo, em Portugal já estão a ser desenvolvidos inúmeros projectos. Isto é um óptimo começo para Portugal realmente assumir um papel de liderança na exploração e desenvolvimento dos oceanos”, frisou Erik Gierckshy, à margem de uma visita ao CEiiA -- Centro de Engenharia e Desenvolvimento, que decorreu ontem em Matosinhos, no Porto.
Em entrevista à Lusa, o director da “Sustainable Oceans Business Platform” afirmou que Portugal tem “demonstrado ter capacidade para estar na frente”, tendo em conta a tecnologia desenvolvida pelos centros de investigação e pelas universidades juntamente com a indústria que opera no oceano.
“O oceano é livre para todos os que têm padrões elevados, que demonstram grande impacto e desenvolvem grandes soluções tecnológicas e Portugal realmente mostrou capacidade para estar na frente”, salientou.
O “Sustainable Oceans Business Platform” é uma plataforma desenvolvida no âmbito do projecto internacional Global Compact da Organização das Nações Unidas, que visa definir princípios orientadores e desenvolver tecnologias e novos modelos de negócio em torno dos oceanos.
Desta plataforma, que se iniciou em Junho e termina em 2020, fazem parte 50 entidades privadas, sendo que o CEiiA é o único centro de desenvolvimento tecnológico que representa Portugal.
“É fundamental termos parceiros que são capazes de atravessar diferentes sectores como o transporte, a exploração submarina e até o espaço, como é o CEiia. O contributo deste centro pode ser muito valioso para a nossa plataforma, quer no desenvolvimento de soluções de mobilidade, mas também na sustentabilidade do oceano”, esclareceu.
Erik Gierckshy vai reunir-se, durante os próximos dias, com alguns membros do governo português de modo a “coordenar e delinear o trabalho a ser desenvolvido relativamente às indústrias que operam no oceano, e às oportunidades que dele podem surgir”.
Segundo o director da “Sustainable Oceans Business Platform”, os próximos passos do projecto estão relacionados com “três pilares essenciais”: a revisão da regulamentação dos oceanos, o mapeamento das oportunidades dos oceanos e a criação de princípios de sustentabilidade de negócio.
“O oceano pode ser uma aposta na resolução de vários problemas, visto que é o nosso ‘ar condicionado’, porque 50% do oxigénio é lá reproduzido. Por isso, é importante usarmos as indústrias e o sector empresarial para alterarmos mecanismos e procurarmos as perspectivas do mercado”, acrescentou.