terça-feira, 20 de novembro de 2018

Nas Seychelles, peixe gigante que caça pássaros é atracção

O arquipélago de Seychelles, no oceano Indico, formado por 115 ilhas, faz das paisagens um elogio à natureza. Mas em determinado momento algumas delas, no litoral, podem transformar-se num verdadeiro cenário de Halloween.



Imagine uma cena bucólica, entre tantas, nas Seychelles: sob um céu sem nuvens onde corre uma brisa quente, porém agradável, mar calmo e cristalino no qual sobressaem várias tonalidades de verde e é ponto de encontro para um grupo degaivotas. De repente surge na superfície a bocarra de um peixe que salta quase dois metros e pega em pleno voo um desses pássaros. Fake News ou Facto?

Se não fosse a BBC, pelo seu programa “Blue Planet II”, convencer-se que não era boato o que os pescadores das ilhas relatavam há tempos, e conseguir filmar pela primeira vez  esses peixes gigantes literalmente saltando da água para engolir as aves marinhas enquanto elas voam pela superfície do oceano, isso continuaria ser fake news. Trata-se do xaréu gigante (Caranx ignobilis) peixe que tem mais de um metro de comprimento e pesa ao redor de 50 kg.




Com toda essa realidade, acaba-se acreditando nas palavras de um fotógrafo da BBC: apenas espere alguns milhões de anos até que estes "sacanas" ….. evoluam e comecem a roubar aviões do ar.

Seychelles é uma espécie de parque temático para aqueles que tem interesse em natureza no seu estado mais prístino, principalmente para mergulhadores e aventureiros que estão atrás da diversidade e riqueza cultural, paisagens marítimas impactantes, gastronomia rica e variada e muitas histórias para contar, algumas delas com características de fake news.

Qual a diferença entre Mar e Oceano?


Um oceano é uma vasta e contínua estrutura de água salgada que abriga quase 70% da superfície total da Terra, enquanto um mar é um grande corpo de água salgada que ocupa uma parte maior da superfície da terra, mas é menor que um oceano.
A diferença entre os dois corpos de água é resumida em termos de profundidade, área e vida marinha.

Profundidade

Como dito anteriormente, os oceanos são grandes corpos de água, e existem cinco oceanos diferentes. O Oceano Pacífico é o maior, com uma profundidade de cerca de 10.924 metros, e o Oceano Ártico é o menor com uma profundidade de 5.625 metros.
Os cinco oceanos se juntam para formar um grande corpo de água salgada comumente conhecido como oceano mundial, que tem uma profundidade média de 3.688 metros.
Por outro lado, existem diferentes tipos de mares, sendo os mais comuns o Mar Mediterrâneo, o Mar Báltico, o Mar do Norte, o Mar de Bering e os Mares Vermelho e Amarelo.
Os principais mares são o Mar do Caribe, o Mar do Sul da China e o Mar Mediterrâneo. O Mar do Caribe é o mar mais profundo com uma profundidade aproximada de 6.946 metros.

Área

Os oceanos são os corpos de água mais proeminentes no planeta Terra, com uma área total média de 361.900.000 quilômetros quadrados. O maior oceano é o Oceano Pacífico, que cobre uma área de 60.060.700 milhas quadradas, enquanto o menor oceano (Oceano Ártico) cobre uma área de 5.227.000 milhas quadradas.
Por outro lado, o maior mar, que é o Mar Mediterrâneo, tem uma área de 1.144.800 milhas quadradas, uma área menor que a do menor oceano. Assim, essa variação na área indica que os mares são menores que os oceanos.

Vida marinha

As plantas e animais que existem nas águas salgadas (oceanos e mares) são os que compõem a vida marinha. A distância da costa do oceano ou do mar e suas profundezas impactam intensamente a quantidade e na biodiversidade de plantas aquáticas e criaturas marinhas que existem lá.
Uma vez que os mares estão permanentemente ao redor da terra, a existência de vida aquática é abundante, mas este não é o caso dos oceanos. Os oceanos são mais profundos que os mares e mais distantes da terra, reduzindo assim a vida aquática neles.
As formas de vida básicas que existem nos oceanos incluem plânctons microscópicos, bactérias e camarões. Os mares suportam uma grande parte da vida marinha, uma vez que a luz solar penetra profundamente, permitindo a realização da fotossíntese.
Os oceanos raramente suportam a vida marinha, uma vez que são mais profundos do que os mares e, assim, a luz solar não penetra o suficiente na superfície para permitir a realização da fotossíntese.

Principal Diferença

Em conclusão, a principal diferença entre os oceanos e mares é que os oceanos são corpos de água salgada massiva que existem na superfície da Terra, enquanto os mares são vastas águas salgadas que estão conectadas ou não conectadas ao oceano.
Os termos oceanos e mares são frequentemente usados ​​de forma intercambiável, já que quase significam a mesma coisa. É, portanto, necessário notar essas diferenças ao falar sobre mares e oceanos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Raquel Gaião Silva: 23 anos e o oceano nas mãos

Mestre em Biodiversidade e Conservação Marinha, foi a primeira portuguesa a ganhar o prémio Jovens Investigadores do Global Biodiversity Information Facility. As algas foram o passaporte para o reconhecimento.


Raquel Gaião Silva foi a primeira portuguesa a vencer o prémio Jovens Investigadores atribuído pela Global Biodiversity Information Facility (GBIF). A jovem, de 23 anos, natural de Viana do Castelo, licenciou-se em Biologia na Faculdade de Ciências do Porto e acabou, recentemente, o mestrado internacional em Biodiversidade e Conservação Marinha na Universidade do Algarve e na Irlanda.
O interesse por essa área foi gradual. “Sempre foi difícil saber o que queria ser quando fosse grande”, revela Raquel, que desde pequena se interessava por diversas áreas. Da música à natureza, mas, mesmo tendo formação musical entre os seis e os 18 anos, foi para a segunda que acabou por pesar a balança.
O objetivo do projeto vencedor passava por “perceber como é que a temperatura da água alterava a distribuição das macroalgas na costa da Península Ibérica”. Para isso, recolheu diversa informação: as ocorrências ao longo do tempo (nas últimas oito décadas), a fisiologia da espécie e a temperatura. Fez diversas pesquisas, incluindo no GBIF, uma plataforma destinada a fornecer dados sobre todos os tipos de vida na Terra. Consultou e fotografou em vários herbários e consolidou tudo num mapa.
A primeira fase estava alcançada. E a verdade é que a abraçou com sucesso, pois foi escolhida como representante portuguesa no concurso mundial. Mas o melhor ainda estava para chegar, quando, no final de setembro, por e-mail, soube que havia conquistado o galardão internacional: “Li e reli o e-mail várias vezes. Fiquei mesmo muito contente”.
Antes de ter recebido o prémio, já estava a trabalhar na Bluebio Alliance. E por lá continua, onde desempenha “funções de comunicação, divulgação e gestão de eventos relacionados com a valorização sustentável dos biorrecursos marinhos”. Uma atividade que lhe permite conhecer o que Portugal está a desenvolver na área da biotecnologia e as soluções que estão a surgir e que tornam os produtos inovadores.
“Tenho participado em debates sobre, por exemplo, bioplásticos, sobre o potencial do cultivo de algas marinhas para imensos fins e de tecnologias que facilitam a transparência nos produtos que compramos”, realça.
O contacto de Raquel Gaião Silva com a sua realidade profissional é levado à letra. A bióloga tem no mergulho um dos passatempos preferidos, aproveitando esses momentos para conhecer “in loco” um mundo que a fez ser reconhecida internacionalmente.
E é na qualidade de investigadora que deixa um importante alerta. “Um mergulhador aprende a mergulhar, mas não aprende a ter cuidado com o ambiente quando o faz.” Palavra de especialista.
Foto: António Pedro Santos/Global Imagens

sábado, 17 de novembro de 2018

Navio da Marinha NRP Sines visita a cidade que lhe deu nome.


O mais recente navio-patrulha oceânico da Marinha, o NRP Sines, vai estar no porto de serviços do Porto de Sines, disponível para visitas, durante as comemorações dos 656 anos do município.
No dia 23 de novembro, sexta-feira, poderá ser visitado pelas escolas, no período 10h00-12h00.
Nos dias 24 e 25 de novembro, sábado e domingo, estará aberto à população em geral, no período 10h00-17h00.
O NRP Sines foi baptizado, no dia 20 de julho, nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo. É o terceiro navio da classe "Viana do Castelo", todos construídos em Portugal.
Concebido como navio não combatente, o NRP Sines destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado. Está vocacionado para actuar na zona económica exclusiva nacional, desenvolvendo tarefas de busca e salvamento marítimo, fiscalização da pesca, controlo dos esquemas de separação de tráfego, prevenção e combate à poluição marinha, prevenção e combate a actividades ilegais como o narcotráfico, imigração ilegal, tráfico de armas e outros ilícitos.
O NRP Sines tem 83,1m de comprimento e desloca-se a uma velocidade máxima de 21 nós. A sua guarnição, de 44 elementos, é comandada pela capitão-tenente Mónica Martins.
A atribuição do nome de Sines foi um reconhecimento desta cidade como importante localidade costeira de Portugal.
A presença em Sines para visitas pelas escolas e pelo público é uma iniciativa conjunta da Marinha Portuguesa, APORVELA, Câmara Municipal de Sines e APS.
Foto (c) Marinha.pt

Crianças do Caniçal fazem Declaração de Amor ao Mar

Alunos, professores e funcionários da escola do 1.º ciclo com pré-escolar e creche do Caniçal assinalaram o Dia Nacional do Mar com o lançamento de um livro, um momento que contou com a presença de dois secretários regionais.
Susana Prada, responsável pela tutela do Ambiente do Governo Regional da Madeira, enalteceu a forma carinhosa como o mar é tratado no livro intitulado 'Amar o Mar'.
A governante lamentou que nem toda a gente tenha a mesma sensibilidade dos jovens do Caniçal razão pela qual todos os anos chegam ao mar "8 milhões de toneladas de plástico".
Segundo lhes disse a governante, a poluição dos oceanos é um problema grave e levou o Governo Regional a implementar a Estratégia MARAM que muito tem contribuído para a adopção de boas práticas no sentido de evitar a poluição das zonas costeiras.
O secretário regional da Educação, também presente, disse que cabe à actual geração alertar para a necessidade de preservar e caberá às novas gerações a responsabilidade de efectivarem essa preservação. À escola, cabe, disse Jorge Carvalho, criar um ambiente propício à mudança de atitudes.

Fonte: JM

Na crista da onda: surf levou milhares à Nazaré



O Nazare Challenge 2018/2019 atraiu ontem, milhares de pessoas à Praia do Norte, na Nazaré, onde assistiram à prova de ondas gigantes do circuito mundial de surf.
"Devem ter passado por aqui, à vontade, 15 mil ou 20 mil pessoas, ainda não temos os números oficiais, mas dá para ter uma ideia", adiantou à agência Lusa Francisco Spínola, diretor geral da World Surf League (WSL) Portugal, a organizadora do campeonato.
Ainda o sol não tinha nascido e já se sentia o corrupio de gente, mais novos ou mais velhos, famílias inteiras, e muitos até acompanhados pelos seus cães, todos seguiam na direcção para os penhascos que rodeiam a Praia do Norte, que ficou conhecida mundialmente por ter as maiores ondas de todo o planeta.
"É uma sensação muito boa estar na Nazaré. Está um dia tão bonito, que tenho até vontade me jogar na água", disse à Lusa a 'carioca' Luciana, que estava acompanhada por uma amiga, também brasileira. "Nasci no Rio de Janeiro, mas moro na Póvoa de Varzim, e estou a adorar. A praia é muito bonita e almoçámos um arroz de marisco excelente", revelou, entre sorrisos.
Já Artur e Anastasia, casal da Rússia com cerca de 30 anos, admitiram que não sabiam que era hoje que se realizava na Nazaré a etapa do circuito de ondas gigantes da World Surf League, mas aproveitaram o passeio e não quiseram perder pitada.
"Viemos conhecer a Nazaré, mas não viemos de propósito para a prova. Foi uma coincidência muito fixe e estamos a adorar o ambiente", realçou Artur. Já Anastasia apontou para a "beleza" da vila piscatória da Nazaré, revelando que já estiveram em Lisboa e que também se renderam aos encantos da capital portuguesa.
Por seu turno, Patrick Shaughnisse, surfista californiano que se atira a ondas grandes, admitiu à Lusa que passou todo o dia a acompanhar o campeonato, mas que estava desejoso que terminasse para que ele próprio pudesse experimentar as 'bombas' da Nazaré.
E foi apanhado precisamente quando saiu da água, com a prancha debaixo do braço. "Vivo em Santa Cruz [Califórnia, Estados Unidos] e vim passar uma semana de férias à Nazaré para surfar ondas grandes. Estão altos tubos e está a valer a pena", afirmou, deixando elogios ao desempenho dos 'big riders' (surfistas de ondas gigantes) que estiveram em competição.
"Foi muito louco. Aproveitei para aprender com eles", rematou.
Claro que no meio desta autêntica multidão que se deslocou à Nazaré havia também muitos portugueses. Um deles, José Dias, 76 anos, contou à Lusa a sua experiência nesse dia que vai ficar na memória de todos os que estiveram na Praia do Norte.
"Sou um curioso. Moro em Alcobaça e, como sabia que ia haver campeonato na Nazaré, quis ver espreitar. Está um dia bom e digo-lhe, nunca vi isto assim, com tanta gente e tantos turistas como agora", lançou.
E acrescentou: "O americano [Garrett McNamara] que deu alma a isto merecia uma estátua em ouro no meio da vila. Antes, ninguém vinha para cá e agora a Nazaré é conhecida no mundo inteiro. Isto é excelente."
De resto, segundo Francisco Spínola, as ondas do canhão da Nazaré, "algumas com mais de 15 metros", não atraíram apenas os visitantes que se conseguiram deslocar a um dia de semana para assistir ao vivo ao campeonato na Praia do Norte.
"Tenho indicação da WSL que hoje o fluxo de tráfico no nosso 'site' foi um dos maiores do ano. Em termos de comparação, posso dizer que o campeonato de Peniche [do 'Championship Tour' (CT)] contou com 65 milhões de 'pageviews'", indicou o responsável, destacando que o evento de hoje foi um dos "mais desafiantes para organização", mas que pode ser considerado como um "verdadeiro sucesso".
E para o ano há mais.
Fonte: JN

“Turismo náutico tem um enorme potencial e está a crescer”


O Turismo Centro de Portugal (TCP) destacou a importância para a região da certificação entregue a seis estações náuticas localizadas no seu território.
As candidaturas vencedoras foram divulgadas no Porto, durante as comemorações do Dia Nacional do Mar.
Aveiro, Castelo de Bode – Médio Tejo, Ílhavo, Murtosa, Oeste (vários núcleos) e Vagos integram a rede nacional e internacional de oferta turística náutica de qualidade.
O mercado do turismo náutico tem “um enorme potencial e está a crescer na Europa na ordem dos 10 por cento ao ano”, sublinha, em nota de imprensa, Pedro Machado, presidente do TCP.
É também visto como “um produto particularmente interessante” porque despesa diária deste segmento de turistas “é elevado, mas também “permite combater a sazonalidade e está associado a uma imagem de referência e qualidade.”
“Não surpreende que em toda a Europa seja tão evidente a aposta em estruturas ligadas ao turismo náutico. Esta rede nacional de Estações Náuticas, das quais quase metade são no Centro de Portugal, é um investimento ganho à partida”, acrescenta”, referiu Pedro Machado.
A certificação Estação Náutica de Portugal foi entregue durante o Business2Sea/Fórum do Mar, a fechar o encontro de três dias que decorreu no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.
As estações náuticas são organizadas com base na valorização dos recursos náuticos presentes em cada território, que incluem a oferta de alojamento, restauração, actividades náuticas e outras actividades e serviços relevantes para a atracção de visitantes. Ao estarem certificadas pela Federação Europeia, asseguram aos visitantes a qualidade do produto turístico e dos serviços prestados, bem como apoio informativo e a reserva de alojamento e serviços.

Titanic II chega aos mares em 2022. E vai fazer viagem original

Viagem inaugural da réplica do HMS Titanic está planeada para 2022. Barco irá fazer a mesma rota, 110 anos depois da tragédia que resultou em 1.500 mortes.


Já passaram mais de 100 anos mas a memória do RMS Titanic nunca se desvaneceu. A viagem trágica foi transformada em filme, um dos mais rentáveis de sempre, e agora vai ser replicada ao detalhe. Sim, leu bem. Vai dar-se início à construção do Titanic II, cuja viagem inaugural está marcada para 2022.

A empresa a cargo da construção, a australiana Blue Star Line, conseguiu finalmente autorização para continuar um projecto que queria iniciar já em 2012, mas que foi interrompido por causa de problemas financeiros.
O navio terá os mesmo detalhes de luxo do original, desde as salas de jantar de primeira classe até à famosa escadaria central, mas serão incluídas comodidades mais modernas. Está a ser construído na China e terá um custo total de 500 milhões de dólares.
A viagem inaugural irá fazer-se de Southhampton, em Inglaterra, com destino a Nova Iorque, a mesma rota que o navio original ia fazer, em 1912, antes de ter batido contra um icebergue e se ter afundado no Atlântico, causando a morte a 1.500 pessoas. A viagem terá a duração de duas semanas, planeando levar 2.400 passageiros e 900 tripulantes a bordo, conforme indica o MSN.



Peixe parecido com as piranhas ameaçou os mares do Jurássico


Uma nova espécie de peixe, semelhante a uma piranha, e que viveu há 150 milhões, no período Jurássico, é descrita na última edição da revista científica Current Biology. O peixe ósseo – portanto, que não é cartilaginoso – chamado Piranhamesodon pinnatomus tinha dentes como uma piranha, pelo que os cientistas referem que a espécie os utilizava como hoje fazem as piranhas: para arrancar pedaços de carne de outros peixes. É quase como se estivéssemos a assistir a um filme de terror nos mares do Jurássico.

O Piranhamesodon pinnatomus tinha cerca de nove centímetros de comprimento e vivia em recifes de coral em águas superficiais e tropicais na actual Baviera, na Alemanha. Alimentavam-se de pedaços de outros peixes.
Essa ideia surgiu, refere o artigo científico, porque os investigadores encontraram as vítimas dessas “piranhas”: peixes que terão sido mordidos. Estas vítimas foram encontradas nos mesmos depósitos de calcário do Sul da Alemanha, na pedreira de Etting, na região de Solnhofen (Baviera) do que o Piranhamesodon pinnatomus. Esta é a mesma pedreira onde já foi encontrado o Archaeopteryx. 

  “Temos outros peixes do mesmo local com pedaços de barbatana em falta”, disse David Bellwood, da Universidade James Cook (Austrália) e um dos autores do artigo, num comunicado do grupo Cell Press, que edita a Current Biology.

O investigador considerou que há um “paralelismo incrível” entre esse peixe e as actuais piranhas, que se alimentam predominantemente de barbatanas de outros peixes e não de carne. “É uma decisão extremamente inteligente, pois as barbatanas voltam a crescer, são um recurso renovável. Alimente-se de um peixe e ele está morto, morda-lhe as barbatanas e tem comida para o futuro”, referiu ainda David Bellwood.

Ao estudarem cuidadosamente as mandíbulas bem preservadas da espécie fossilizada, esta revelou ter dentes longos e pontiagudos na zona da frente do maxilar superior e inferior. Além disso, no maxilar inferior tinha dentes triangulares em forma de serrilha nas extremidades. O padrão e a forma dos dentes, a morfologia dos maxilares e a sua mecânica sugerem assim que o Piranhamesodon pinnatomus tinha uma boca equipada para cortar carne ou barbatanas, segundo a equipa de cientistas.  

“Ficámos impressionados que estes peixes tivessem dentes semelhantes a piranhas”, disse Martina Kolbl-Ebert, também autora do trabalho e do Museu do Jura (na cidade de Eichstatt, na Baviera), onde estão expostos os fósseis da pedreira de Etting. A responsável acrescentou que o peixe em questão provém de um grupo de peixes, os picnodontídeos, conhecidos por terem dentes fortes.

 “É como encontrar uma ovelha que rosna como um lobo. Mas o que é mais impressionante é que era do período Jurássico. Peixes como nós os conhecemos, peixes ósseos, simplesmente não mordiam a carne de outros peixes nessa altura”, assinalou Martina Kolbl-Ebert, explicando que ao longo do tempo houve peixes que se alimentaram de outros peixes, que os engoliam inteiros, mas que morder as barbatanas só aconteceu muito mais recentemente.

Os cientistas destacam ainda que este é o peixe ósseo mais antigo encontrado até agora. “A nova descoberta representa o registo mais antigo de um peixe ósseo que mordia os outros peixes, e mais do que isso fazia-o no mar”, considerou por sua vez David Bellwood, lembrando que as piranhas de hoje vivem apenas em água doce. Embora tenha parecenças com as piranhas, não conhecemos antepassados do Piranhamesodon pinnatomus. Afinal, a piranha (a autêntica) mais antiga que conhecemos viveu há cerca de 15 milhões de anos.

Fonte: Público



O rectângulo de gelo perfeito apanhado pela NASA a flutuar no oceano


Uma placa de gelo, que mais parece ter sido esculpida pelo Homem, foi fotografada pela NASA e rapidamente conquistou as redes sociais. Apesar do perfil pouco comum, há uma explicação científica.
A imagem foi captada durante a Operação IceBridge, junto da Gronelândia, e publicada nas contas das redes sociais da NASA.
Apesar de a imagem ser pouco comum, Kelly Brunt, um cientista da NASA e da Universidade de Maryland, nos EUA, explicou, à revista "Live Science", que o pedaço de gelo se formou por um processo que é bastante comum junto dos icebergues.
"Temos dois tipos de icebergues. Aqueles que imaginamos na nossa cabeça e que afundaram o Titanic e que parecem triângulos à superfície. Depois há aqueles conhecidos como icebergues tabulares", explicou o especialista.
São icebergues largos, planos e compridos. Separam-se das bordas das plataformas de gelo maiores e começam a flutuar sobre a água como se fossem plataformas independentes. Acredita-se que o icebergue capturado pela NASA tenha vindo da plataforma de gelo Larsen C.
A plataforma Larsen C é uma extensão flutuante de glaciares localizada ao largo da costa oriental da Península Antártica. Em julho de 2017, o icebergue A68, que é o maior registado até hoje, desprendeu-se desse bloco de gelo. Com cerca de mil milhões de toneladas tem mais de 5,5 quilómetros quadrados.
"Os icebergues tabulares formam-se devido a uma processo de crescimento semelhante ao que acontece com as unhas. Quando uma unha cresce demais, vai acabar por partir. Estes icebergues crescem muito e, no final, partem-se. Normalmente ficam com uma forma geométrica", disse o investigador, que não escondeu a surpresa pela forma deste icebergue: "Este é incrivelmente perfeito. Quase que parece um quadrado".
Fonte: JN

A Terra está a comer os seus próprios oceanos


À medida que as placas tectónicas da Terra mergulham umas nas outras, arrastam 3 vezes mais água para o interior do planeta do que se pensava.
Estes são os resultados de um novo artigo publicado a 14 de novembro na revista Nature. Usando os sismos naturais da zona de subducção propensa a terremotos na fossa das Marianas, onde a placa do Pacífico está a deslizar sob a placa das Filipinas, os investigadores da Universidade de Washington estimaram a quantidade de água que é incorporada nas rochas que mergulham profundamente por baixo da superfície.
A descoberta tem grandes ramificações para o entendimento do ciclo das águas profundas da Terra, segundo explica a especialista em geologia marinha e geofísica norte-americana Donna Shillington.
A água por baixo da superfície da Terra pode contribuir para o desenvolvimento do magma e pode lubrificar as falhas, tornando os terremotos mais prováveis, disse Shillington, que não esteve envolvida no estudo.
A água é armazenada na estrutura cristalina dos minerais. O líquido é incorporado na crosta terrestre tanto quando as placas oceânicas se formam como quando as mesmas partem. O processo de subducção é a única forma pela qual a água penetra profundamente na crosta e no manto, mas pouco se sabe sobre a quantidade de água que se move durante o processo, de acordo com Chen Cai, líder do estudo.
Os investigadores usaram dados recolhidos por uma rede de sensores sísmicos posicionados em redor da fossa central das Marianas no oeste do Oceano Pacífico. A parte mais profunda da vala fica a quase 11 quilómetros abaixo do nível do mar. Os sensores detectam terremotos e réplicas que soam na crosta terrestre.
Cai e sua equipa analisaram a rapidez com que esses tremores viajavam: uma desaceleração na velocidade indicaria fracturas cheias de água em rochas e minerais “hidratados” que prendem a água dentro dos seus cristais.

Falta de água

Os investigadores observaram essa desaceleração profunda na crosta, a cerca de 30 quilómetros abaixo da superfície. Usando as velocidades medidas, a equipa calculou que as zonas de subducção puxam 3 mil milhões de teragramas de água para a crosta a cada milhão de anos.
“A quantidade puxada por zonas de subducção é incompreensível“, disse Cai. “É três vezes mais água do que se estimava que as zonas de subducção recebessem”.
Isto levanta algumas questões: a água que desce surge, geralmente, no conteúdo de erupções vulcânicas. A nova estimativa sobre a quantidade de água está a ir para baixo é maior do que as estimativas do quanto está a ser emitido por vulcões, o que significa que falta algo nas estimativas dos cientistas.
“Não há falta de água nos oceanos”, segundo o investigador. “Isso significa que a quantidade de água arrastada para dentro da crosta e a quantidade de água expelida deveriam ser aproximadamente iguais. O facto de não serem sugere que há algo sobre a forma como a água se move através do interior da Terra que os cientistas ainda não entendem.
Fonte: ZAP

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

5 coisas que a água do Mar faz (Muito) bem.

Muitos especialistas usam-na para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição.


As investigações científicas levadas a cabo pelo biólogo francês no final do século XIX vieram confirmar aquilo que, até então, já se suspeitava. A água do mar tem propriedades benéficas para a saúde. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição. Além de potássio, magnésio, iodo e cálcio, fornece ainda cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal.
Um litro desta água fornece cerca de 27 gramas desta substância. No último século, o seu uso tem sido crescente. Também fonte de ferro, zinco e cobre, é aconselhada por muitos especialistas para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Além de ser revitalizante e anti-infecciosa, também tem um poder analgésico. Anti-stresse, combate ainda os estados depressivos.

1. REGULA O METABOLISMO

Devido à forte presença de iodo, um dos minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais que integra na sua composição, estimula a tiroide, uma glândula que regula o metabolismo. Depois de fervida, pode ser bebida, em pequenas quantidades, para garantir o bom funcionamento desse órgão, prevenindo o aparecimento das chamadas doenças da tiroide, como é o caso da doença nodular da tiroide e do cancro da tiroide.

2. COMBATE AS DORES MUSCULARES

Nas alturas em que as condições climatéricas o permitem, uma caminhada com a água ao nível da cintura é um bom exercício para combater dores musculares, articulares, vertebrais, reumáticas, circulatórias, pós-traumáticas e até pós-cirúrgicas, numa fase em que já são aconselhadas.
Mover-se dentro de água exige mais esforço, ainda assim com um impacto mais baixo.
O esforço necessário para manter o equilíbrio que o vai e vem das ondas exige habitualmente também tonifica os músculos. Estudos internacionais confirmaram, nos últimos anos, que a água do mar pode abrandar o avanço do reumatismo a longo prazo.

3. MELHORA A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

Um mergulho no mar contribui para um melhor funcionamento do sistema circulatório do organismo, sendo por isso recomendado para quem sofre de problemas de circulação. Não é, assim, de admirar que muitos especialistas os aconselhem. As pessoas que sofrem de varizes, de hipertensão arterial, de aterosclerose, de miocardite e de doença arterial coronária também acabam por ser beneficiadas.

4. ESTIMULA A PRODUÇÃO DE GLÓBULOS VERMELHOS

Depois de um banho no mar, o número de glóbulos vermelhos, que contêm hemoglobina, uma proteína que assegura o transporte do oxigénio dos pulmões para as restantes células, aumenta, em média, entre 5% a 20% . Os glóbulos brancos, as células defensivas que combatem os agentes infecciosos, também aumentam. As pessoas com o sistema imunológico debilitado e/ou com anemia devem fazê-los com regularidade.

5. LIMPA E PURIFICA A PELE

São indiscutíveis os benefícios da água do mar para a epiderme. Além de ser drenante e purificadora, também tem um poder esfoliante, ajudando a remover as células mortas e a limpar as impurezas da pele. As úlceras cutâneas, o lúpus, a acne e a psoríase são algumas das doenças que melhoram substancialmente após o contacto com os minerais, os oligoelementos e as vitaminas essenciais que a integram.
Fonte: Sapo


Economia do mar emprega quase 100 mil pessoas em Portugal


As quatro fileiras “chave” da economia do mar empregam 99,4 mil pessoas e geram um volume de negócios de 7,5 mil milhões de euros, segundo um estudo promovido pelo BCP apresentado ontem.
O relatório, da autoria das consultoras EY e Augusto Mateus & Associados, focou-se em quatro áreas que considera “chave” (pesca, aquicultura e indústria do pescado; transportes marítimos, portos e logística; construção, manutenção e reparação naval; turismo e lazer ligado ao mar) e concluiu que são “responsáveis em Portugal por cerca de 99,4 mil empregos, 7,5 mil milhões de euros de volume de negócios anual e 2,6 mil milhões de euros de VAB [Valor Acrescentado Bruto]”.
Estes valores, refere o relatório, “correspondem a cerca de 2,7% do emprego e 3,1% do VAB gerado anualmente pelo sector empresarial” do país.
O trabalho, que contabilizou dados até 2016, detalha ainda que o segmento mais relevante é o do turismo e lazer, seguindo-se a pesca, aquicultura e indústria do pescado e a fileira dos transportes marítimos, portos e logística.
“Entre 2009 e 2016, a economia do mar em Portugal apresentou um crescimento acumulado de 29% do VAB, comparado com o crescimento de 6,7% verificado para o PIB [Produto Interno Bruto] nacional no mesmo período”, garantiu o estudo.
Para os autores do estudo, Portugal tem “um potencial muito elevado e ainda por explorar nesta área”, tendo em conta que detém uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas a nível mundial.
“Esta vasta área poderá ser explorada para as mais diversas actividades da Economia do mar como, por exemplo, a produção ‘offshore’ de energia ou a aquicultura marítima (que necessitam de espaço), assim como ao nível da exploração dos recursos naturais que nela residem (minerais ou material biológico)”, referiu o documento.
A localização geográfica do país também pode ser uma vantagem, segundo os autores, e poderá “ser um elemento decisivo na afirmação europeia e, possivelmente, global, de Portugal ao nível do transporte marítimo internacional e da logística”.
O trabalho caracteriza também a economia do mar a nível mundial, citando um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que contabiliza em 1,5 biliões de dólares o VAB deste segmento, ou seja, cerca de 2,5% do PIB mundial. O sector é responsável por mais de 31 milhões de postos de trabalho, o que representa 1% a 1,5% do total mundial.
“A economia do mar incorpora um vasto rol de actividades diversas, incluindo, por exemplo, o ‘offshore oil& gas’, que se destaca em termos de importância relativa no VAB (33,6% do total), bem como a pesca marítima industrial, que se destaca em termos de emprego (35,1%), cuja relevância supera de longe a relevância do VAB (1,4%)”, detalharam os autores.
A Europa e a Ásia são as regiões com maior peso neste segmento, garantiu este relatório.
O estudo será apresentado esta quinta-feira em ílhavo, nas Jornadas Millennium Empresas.

Turismo e lazer é segmento que mais pesa na economia do mar

O turismo e lazer, com 72 mil trabalhadores e uma facturação de quase 4,5 mil milhões de euros, é o segmento que mais se destaca no âmbito da Economia do mar, segundo o mesmo estudo.
“No seu conjunto, as actividades da fileira do turismo e lazer ligado ao mar empregam aproximadamente 72 mil pessoas, geram cerca de 4,5 mil milhões de euros de volume de negócios anual e cerca de 1,7 milhões de euros de VAB [Valor Acrescentado Bruto]”, lê-se no relatório.
Segundo os autores deste trabalho, “o turismo costeiro e, em menor escala, o turismo marítimo são os segmentos turísticos com mais história em Portugal, tendo sido responsáveis pelo primeiro grande ‘boom’ do turismo em Portugal”.
A fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado tem também um peso relevante na Economia do mar, incluindo “cerca de 4 mil e 422 empresas, que empregam aproximadamente 20 mil trabalhadores e geram um volume de negócios de 1,7 mil milhões de euros, um VAB de 238 milhões de euros e um nível de investimento que ronda os 53 milhões de euros anuais”, avançou o estudo.
Segundo os autores, as actividades primárias da fileira são as mais dominantes em termos de emprego, sendo que as industriais geram mais volume de negócios. “No tocante à evolução pós-crise (2012-16), observa-se uma dinâmica de crescimento global da fileira bastante interessante (+20% em termos acumulados). A aquicultura foi a actividade que mais cresceu”, referiram os autores.
Por sua vez, a fileira dos transportes marítimos, portos e logística conta com cerca de 379 empresas, 4.780 trabalhadores, um volume de negócios de 986 milhões de euros, um VAB de 439 milhões de euros e um nível de investimento de cerca de 87 milhões de euros por ano.
No caso dos portos, o de Lisboa é o que mais emprega, com 642 trabalhadores (em 2016) e um volume de negócios de 104 milhões de euros. O VAB mais elevado cabe aos portos de Sines e Algarve (que têm uma administração comum), com 112,1 milhões de euros e uma facturação de 144,5 milhões de euros.
Por fim, na fileira da construção, manutenção e reparação naval actuam 339 empresas, que geram aproximadamente 336 milhões de euros de facturação anual e empregam directamente cerca de três mil trabalhadores. O VAB atinge os 105 milhões de euros e o investimento 19 milhões.
Fonte: Observador