sábado, 17 de novembro de 2018

Crianças do Caniçal fazem Declaração de Amor ao Mar

Alunos, professores e funcionários da escola do 1.º ciclo com pré-escolar e creche do Caniçal assinalaram o Dia Nacional do Mar com o lançamento de um livro, um momento que contou com a presença de dois secretários regionais.
Susana Prada, responsável pela tutela do Ambiente do Governo Regional da Madeira, enalteceu a forma carinhosa como o mar é tratado no livro intitulado 'Amar o Mar'.
A governante lamentou que nem toda a gente tenha a mesma sensibilidade dos jovens do Caniçal razão pela qual todos os anos chegam ao mar "8 milhões de toneladas de plástico".
Segundo lhes disse a governante, a poluição dos oceanos é um problema grave e levou o Governo Regional a implementar a Estratégia MARAM que muito tem contribuído para a adopção de boas práticas no sentido de evitar a poluição das zonas costeiras.
O secretário regional da Educação, também presente, disse que cabe à actual geração alertar para a necessidade de preservar e caberá às novas gerações a responsabilidade de efectivarem essa preservação. À escola, cabe, disse Jorge Carvalho, criar um ambiente propício à mudança de atitudes.

Fonte: JM

Na crista da onda: surf levou milhares à Nazaré



O Nazare Challenge 2018/2019 atraiu ontem, milhares de pessoas à Praia do Norte, na Nazaré, onde assistiram à prova de ondas gigantes do circuito mundial de surf.
"Devem ter passado por aqui, à vontade, 15 mil ou 20 mil pessoas, ainda não temos os números oficiais, mas dá para ter uma ideia", adiantou à agência Lusa Francisco Spínola, diretor geral da World Surf League (WSL) Portugal, a organizadora do campeonato.
Ainda o sol não tinha nascido e já se sentia o corrupio de gente, mais novos ou mais velhos, famílias inteiras, e muitos até acompanhados pelos seus cães, todos seguiam na direcção para os penhascos que rodeiam a Praia do Norte, que ficou conhecida mundialmente por ter as maiores ondas de todo o planeta.
"É uma sensação muito boa estar na Nazaré. Está um dia tão bonito, que tenho até vontade me jogar na água", disse à Lusa a 'carioca' Luciana, que estava acompanhada por uma amiga, também brasileira. "Nasci no Rio de Janeiro, mas moro na Póvoa de Varzim, e estou a adorar. A praia é muito bonita e almoçámos um arroz de marisco excelente", revelou, entre sorrisos.
Já Artur e Anastasia, casal da Rússia com cerca de 30 anos, admitiram que não sabiam que era hoje que se realizava na Nazaré a etapa do circuito de ondas gigantes da World Surf League, mas aproveitaram o passeio e não quiseram perder pitada.
"Viemos conhecer a Nazaré, mas não viemos de propósito para a prova. Foi uma coincidência muito fixe e estamos a adorar o ambiente", realçou Artur. Já Anastasia apontou para a "beleza" da vila piscatória da Nazaré, revelando que já estiveram em Lisboa e que também se renderam aos encantos da capital portuguesa.
Por seu turno, Patrick Shaughnisse, surfista californiano que se atira a ondas grandes, admitiu à Lusa que passou todo o dia a acompanhar o campeonato, mas que estava desejoso que terminasse para que ele próprio pudesse experimentar as 'bombas' da Nazaré.
E foi apanhado precisamente quando saiu da água, com a prancha debaixo do braço. "Vivo em Santa Cruz [Califórnia, Estados Unidos] e vim passar uma semana de férias à Nazaré para surfar ondas grandes. Estão altos tubos e está a valer a pena", afirmou, deixando elogios ao desempenho dos 'big riders' (surfistas de ondas gigantes) que estiveram em competição.
"Foi muito louco. Aproveitei para aprender com eles", rematou.
Claro que no meio desta autêntica multidão que se deslocou à Nazaré havia também muitos portugueses. Um deles, José Dias, 76 anos, contou à Lusa a sua experiência nesse dia que vai ficar na memória de todos os que estiveram na Praia do Norte.
"Sou um curioso. Moro em Alcobaça e, como sabia que ia haver campeonato na Nazaré, quis ver espreitar. Está um dia bom e digo-lhe, nunca vi isto assim, com tanta gente e tantos turistas como agora", lançou.
E acrescentou: "O americano [Garrett McNamara] que deu alma a isto merecia uma estátua em ouro no meio da vila. Antes, ninguém vinha para cá e agora a Nazaré é conhecida no mundo inteiro. Isto é excelente."
De resto, segundo Francisco Spínola, as ondas do canhão da Nazaré, "algumas com mais de 15 metros", não atraíram apenas os visitantes que se conseguiram deslocar a um dia de semana para assistir ao vivo ao campeonato na Praia do Norte.
"Tenho indicação da WSL que hoje o fluxo de tráfico no nosso 'site' foi um dos maiores do ano. Em termos de comparação, posso dizer que o campeonato de Peniche [do 'Championship Tour' (CT)] contou com 65 milhões de 'pageviews'", indicou o responsável, destacando que o evento de hoje foi um dos "mais desafiantes para organização", mas que pode ser considerado como um "verdadeiro sucesso".
E para o ano há mais.
Fonte: JN

“Turismo náutico tem um enorme potencial e está a crescer”


O Turismo Centro de Portugal (TCP) destacou a importância para a região da certificação entregue a seis estações náuticas localizadas no seu território.
As candidaturas vencedoras foram divulgadas no Porto, durante as comemorações do Dia Nacional do Mar.
Aveiro, Castelo de Bode – Médio Tejo, Ílhavo, Murtosa, Oeste (vários núcleos) e Vagos integram a rede nacional e internacional de oferta turística náutica de qualidade.
O mercado do turismo náutico tem “um enorme potencial e está a crescer na Europa na ordem dos 10 por cento ao ano”, sublinha, em nota de imprensa, Pedro Machado, presidente do TCP.
É também visto como “um produto particularmente interessante” porque despesa diária deste segmento de turistas “é elevado, mas também “permite combater a sazonalidade e está associado a uma imagem de referência e qualidade.”
“Não surpreende que em toda a Europa seja tão evidente a aposta em estruturas ligadas ao turismo náutico. Esta rede nacional de Estações Náuticas, das quais quase metade são no Centro de Portugal, é um investimento ganho à partida”, acrescenta”, referiu Pedro Machado.
A certificação Estação Náutica de Portugal foi entregue durante o Business2Sea/Fórum do Mar, a fechar o encontro de três dias que decorreu no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.
As estações náuticas são organizadas com base na valorização dos recursos náuticos presentes em cada território, que incluem a oferta de alojamento, restauração, actividades náuticas e outras actividades e serviços relevantes para a atracção de visitantes. Ao estarem certificadas pela Federação Europeia, asseguram aos visitantes a qualidade do produto turístico e dos serviços prestados, bem como apoio informativo e a reserva de alojamento e serviços.

Titanic II chega aos mares em 2022. E vai fazer viagem original

Viagem inaugural da réplica do HMS Titanic está planeada para 2022. Barco irá fazer a mesma rota, 110 anos depois da tragédia que resultou em 1.500 mortes.


Já passaram mais de 100 anos mas a memória do RMS Titanic nunca se desvaneceu. A viagem trágica foi transformada em filme, um dos mais rentáveis de sempre, e agora vai ser replicada ao detalhe. Sim, leu bem. Vai dar-se início à construção do Titanic II, cuja viagem inaugural está marcada para 2022.

A empresa a cargo da construção, a australiana Blue Star Line, conseguiu finalmente autorização para continuar um projecto que queria iniciar já em 2012, mas que foi interrompido por causa de problemas financeiros.
O navio terá os mesmo detalhes de luxo do original, desde as salas de jantar de primeira classe até à famosa escadaria central, mas serão incluídas comodidades mais modernas. Está a ser construído na China e terá um custo total de 500 milhões de dólares.
A viagem inaugural irá fazer-se de Southhampton, em Inglaterra, com destino a Nova Iorque, a mesma rota que o navio original ia fazer, em 1912, antes de ter batido contra um icebergue e se ter afundado no Atlântico, causando a morte a 1.500 pessoas. A viagem terá a duração de duas semanas, planeando levar 2.400 passageiros e 900 tripulantes a bordo, conforme indica o MSN.



Peixe parecido com as piranhas ameaçou os mares do Jurássico


Uma nova espécie de peixe, semelhante a uma piranha, e que viveu há 150 milhões, no período Jurássico, é descrita na última edição da revista científica Current Biology. O peixe ósseo – portanto, que não é cartilaginoso – chamado Piranhamesodon pinnatomus tinha dentes como uma piranha, pelo que os cientistas referem que a espécie os utilizava como hoje fazem as piranhas: para arrancar pedaços de carne de outros peixes. É quase como se estivéssemos a assistir a um filme de terror nos mares do Jurássico.

O Piranhamesodon pinnatomus tinha cerca de nove centímetros de comprimento e vivia em recifes de coral em águas superficiais e tropicais na actual Baviera, na Alemanha. Alimentavam-se de pedaços de outros peixes.
Essa ideia surgiu, refere o artigo científico, porque os investigadores encontraram as vítimas dessas “piranhas”: peixes que terão sido mordidos. Estas vítimas foram encontradas nos mesmos depósitos de calcário do Sul da Alemanha, na pedreira de Etting, na região de Solnhofen (Baviera) do que o Piranhamesodon pinnatomus. Esta é a mesma pedreira onde já foi encontrado o Archaeopteryx. 

  “Temos outros peixes do mesmo local com pedaços de barbatana em falta”, disse David Bellwood, da Universidade James Cook (Austrália) e um dos autores do artigo, num comunicado do grupo Cell Press, que edita a Current Biology.

O investigador considerou que há um “paralelismo incrível” entre esse peixe e as actuais piranhas, que se alimentam predominantemente de barbatanas de outros peixes e não de carne. “É uma decisão extremamente inteligente, pois as barbatanas voltam a crescer, são um recurso renovável. Alimente-se de um peixe e ele está morto, morda-lhe as barbatanas e tem comida para o futuro”, referiu ainda David Bellwood.

Ao estudarem cuidadosamente as mandíbulas bem preservadas da espécie fossilizada, esta revelou ter dentes longos e pontiagudos na zona da frente do maxilar superior e inferior. Além disso, no maxilar inferior tinha dentes triangulares em forma de serrilha nas extremidades. O padrão e a forma dos dentes, a morfologia dos maxilares e a sua mecânica sugerem assim que o Piranhamesodon pinnatomus tinha uma boca equipada para cortar carne ou barbatanas, segundo a equipa de cientistas.  

“Ficámos impressionados que estes peixes tivessem dentes semelhantes a piranhas”, disse Martina Kolbl-Ebert, também autora do trabalho e do Museu do Jura (na cidade de Eichstatt, na Baviera), onde estão expostos os fósseis da pedreira de Etting. A responsável acrescentou que o peixe em questão provém de um grupo de peixes, os picnodontídeos, conhecidos por terem dentes fortes.

 “É como encontrar uma ovelha que rosna como um lobo. Mas o que é mais impressionante é que era do período Jurássico. Peixes como nós os conhecemos, peixes ósseos, simplesmente não mordiam a carne de outros peixes nessa altura”, assinalou Martina Kolbl-Ebert, explicando que ao longo do tempo houve peixes que se alimentaram de outros peixes, que os engoliam inteiros, mas que morder as barbatanas só aconteceu muito mais recentemente.

Os cientistas destacam ainda que este é o peixe ósseo mais antigo encontrado até agora. “A nova descoberta representa o registo mais antigo de um peixe ósseo que mordia os outros peixes, e mais do que isso fazia-o no mar”, considerou por sua vez David Bellwood, lembrando que as piranhas de hoje vivem apenas em água doce. Embora tenha parecenças com as piranhas, não conhecemos antepassados do Piranhamesodon pinnatomus. Afinal, a piranha (a autêntica) mais antiga que conhecemos viveu há cerca de 15 milhões de anos.

Fonte: Público



O rectângulo de gelo perfeito apanhado pela NASA a flutuar no oceano


Uma placa de gelo, que mais parece ter sido esculpida pelo Homem, foi fotografada pela NASA e rapidamente conquistou as redes sociais. Apesar do perfil pouco comum, há uma explicação científica.
A imagem foi captada durante a Operação IceBridge, junto da Gronelândia, e publicada nas contas das redes sociais da NASA.
Apesar de a imagem ser pouco comum, Kelly Brunt, um cientista da NASA e da Universidade de Maryland, nos EUA, explicou, à revista "Live Science", que o pedaço de gelo se formou por um processo que é bastante comum junto dos icebergues.
"Temos dois tipos de icebergues. Aqueles que imaginamos na nossa cabeça e que afundaram o Titanic e que parecem triângulos à superfície. Depois há aqueles conhecidos como icebergues tabulares", explicou o especialista.
São icebergues largos, planos e compridos. Separam-se das bordas das plataformas de gelo maiores e começam a flutuar sobre a água como se fossem plataformas independentes. Acredita-se que o icebergue capturado pela NASA tenha vindo da plataforma de gelo Larsen C.
A plataforma Larsen C é uma extensão flutuante de glaciares localizada ao largo da costa oriental da Península Antártica. Em julho de 2017, o icebergue A68, que é o maior registado até hoje, desprendeu-se desse bloco de gelo. Com cerca de mil milhões de toneladas tem mais de 5,5 quilómetros quadrados.
"Os icebergues tabulares formam-se devido a uma processo de crescimento semelhante ao que acontece com as unhas. Quando uma unha cresce demais, vai acabar por partir. Estes icebergues crescem muito e, no final, partem-se. Normalmente ficam com uma forma geométrica", disse o investigador, que não escondeu a surpresa pela forma deste icebergue: "Este é incrivelmente perfeito. Quase que parece um quadrado".
Fonte: JN

A Terra está a comer os seus próprios oceanos


À medida que as placas tectónicas da Terra mergulham umas nas outras, arrastam 3 vezes mais água para o interior do planeta do que se pensava.
Estes são os resultados de um novo artigo publicado a 14 de novembro na revista Nature. Usando os sismos naturais da zona de subducção propensa a terremotos na fossa das Marianas, onde a placa do Pacífico está a deslizar sob a placa das Filipinas, os investigadores da Universidade de Washington estimaram a quantidade de água que é incorporada nas rochas que mergulham profundamente por baixo da superfície.
A descoberta tem grandes ramificações para o entendimento do ciclo das águas profundas da Terra, segundo explica a especialista em geologia marinha e geofísica norte-americana Donna Shillington.
A água por baixo da superfície da Terra pode contribuir para o desenvolvimento do magma e pode lubrificar as falhas, tornando os terremotos mais prováveis, disse Shillington, que não esteve envolvida no estudo.
A água é armazenada na estrutura cristalina dos minerais. O líquido é incorporado na crosta terrestre tanto quando as placas oceânicas se formam como quando as mesmas partem. O processo de subducção é a única forma pela qual a água penetra profundamente na crosta e no manto, mas pouco se sabe sobre a quantidade de água que se move durante o processo, de acordo com Chen Cai, líder do estudo.
Os investigadores usaram dados recolhidos por uma rede de sensores sísmicos posicionados em redor da fossa central das Marianas no oeste do Oceano Pacífico. A parte mais profunda da vala fica a quase 11 quilómetros abaixo do nível do mar. Os sensores detectam terremotos e réplicas que soam na crosta terrestre.
Cai e sua equipa analisaram a rapidez com que esses tremores viajavam: uma desaceleração na velocidade indicaria fracturas cheias de água em rochas e minerais “hidratados” que prendem a água dentro dos seus cristais.

Falta de água

Os investigadores observaram essa desaceleração profunda na crosta, a cerca de 30 quilómetros abaixo da superfície. Usando as velocidades medidas, a equipa calculou que as zonas de subducção puxam 3 mil milhões de teragramas de água para a crosta a cada milhão de anos.
“A quantidade puxada por zonas de subducção é incompreensível“, disse Cai. “É três vezes mais água do que se estimava que as zonas de subducção recebessem”.
Isto levanta algumas questões: a água que desce surge, geralmente, no conteúdo de erupções vulcânicas. A nova estimativa sobre a quantidade de água está a ir para baixo é maior do que as estimativas do quanto está a ser emitido por vulcões, o que significa que falta algo nas estimativas dos cientistas.
“Não há falta de água nos oceanos”, segundo o investigador. “Isso significa que a quantidade de água arrastada para dentro da crosta e a quantidade de água expelida deveriam ser aproximadamente iguais. O facto de não serem sugere que há algo sobre a forma como a água se move através do interior da Terra que os cientistas ainda não entendem.
Fonte: ZAP

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

5 coisas que a água do Mar faz (Muito) bem.

Muitos especialistas usam-na para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição.


As investigações científicas levadas a cabo pelo biólogo francês no final do século XIX vieram confirmar aquilo que, até então, já se suspeitava. A água do mar tem propriedades benéficas para a saúde. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição. Além de potássio, magnésio, iodo e cálcio, fornece ainda cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal.
Um litro desta água fornece cerca de 27 gramas desta substância. No último século, o seu uso tem sido crescente. Também fonte de ferro, zinco e cobre, é aconselhada por muitos especialistas para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Além de ser revitalizante e anti-infecciosa, também tem um poder analgésico. Anti-stresse, combate ainda os estados depressivos.

1. REGULA O METABOLISMO

Devido à forte presença de iodo, um dos minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais que integra na sua composição, estimula a tiroide, uma glândula que regula o metabolismo. Depois de fervida, pode ser bebida, em pequenas quantidades, para garantir o bom funcionamento desse órgão, prevenindo o aparecimento das chamadas doenças da tiroide, como é o caso da doença nodular da tiroide e do cancro da tiroide.

2. COMBATE AS DORES MUSCULARES

Nas alturas em que as condições climatéricas o permitem, uma caminhada com a água ao nível da cintura é um bom exercício para combater dores musculares, articulares, vertebrais, reumáticas, circulatórias, pós-traumáticas e até pós-cirúrgicas, numa fase em que já são aconselhadas.
Mover-se dentro de água exige mais esforço, ainda assim com um impacto mais baixo.
O esforço necessário para manter o equilíbrio que o vai e vem das ondas exige habitualmente também tonifica os músculos. Estudos internacionais confirmaram, nos últimos anos, que a água do mar pode abrandar o avanço do reumatismo a longo prazo.

3. MELHORA A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

Um mergulho no mar contribui para um melhor funcionamento do sistema circulatório do organismo, sendo por isso recomendado para quem sofre de problemas de circulação. Não é, assim, de admirar que muitos especialistas os aconselhem. As pessoas que sofrem de varizes, de hipertensão arterial, de aterosclerose, de miocardite e de doença arterial coronária também acabam por ser beneficiadas.

4. ESTIMULA A PRODUÇÃO DE GLÓBULOS VERMELHOS

Depois de um banho no mar, o número de glóbulos vermelhos, que contêm hemoglobina, uma proteína que assegura o transporte do oxigénio dos pulmões para as restantes células, aumenta, em média, entre 5% a 20% . Os glóbulos brancos, as células defensivas que combatem os agentes infecciosos, também aumentam. As pessoas com o sistema imunológico debilitado e/ou com anemia devem fazê-los com regularidade.

5. LIMPA E PURIFICA A PELE

São indiscutíveis os benefícios da água do mar para a epiderme. Além de ser drenante e purificadora, também tem um poder esfoliante, ajudando a remover as células mortas e a limpar as impurezas da pele. As úlceras cutâneas, o lúpus, a acne e a psoríase são algumas das doenças que melhoram substancialmente após o contacto com os minerais, os oligoelementos e as vitaminas essenciais que a integram.
Fonte: Sapo


Economia do mar emprega quase 100 mil pessoas em Portugal


As quatro fileiras “chave” da economia do mar empregam 99,4 mil pessoas e geram um volume de negócios de 7,5 mil milhões de euros, segundo um estudo promovido pelo BCP apresentado ontem.
O relatório, da autoria das consultoras EY e Augusto Mateus & Associados, focou-se em quatro áreas que considera “chave” (pesca, aquicultura e indústria do pescado; transportes marítimos, portos e logística; construção, manutenção e reparação naval; turismo e lazer ligado ao mar) e concluiu que são “responsáveis em Portugal por cerca de 99,4 mil empregos, 7,5 mil milhões de euros de volume de negócios anual e 2,6 mil milhões de euros de VAB [Valor Acrescentado Bruto]”.
Estes valores, refere o relatório, “correspondem a cerca de 2,7% do emprego e 3,1% do VAB gerado anualmente pelo sector empresarial” do país.
O trabalho, que contabilizou dados até 2016, detalha ainda que o segmento mais relevante é o do turismo e lazer, seguindo-se a pesca, aquicultura e indústria do pescado e a fileira dos transportes marítimos, portos e logística.
“Entre 2009 e 2016, a economia do mar em Portugal apresentou um crescimento acumulado de 29% do VAB, comparado com o crescimento de 6,7% verificado para o PIB [Produto Interno Bruto] nacional no mesmo período”, garantiu o estudo.
Para os autores do estudo, Portugal tem “um potencial muito elevado e ainda por explorar nesta área”, tendo em conta que detém uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas a nível mundial.
“Esta vasta área poderá ser explorada para as mais diversas actividades da Economia do mar como, por exemplo, a produção ‘offshore’ de energia ou a aquicultura marítima (que necessitam de espaço), assim como ao nível da exploração dos recursos naturais que nela residem (minerais ou material biológico)”, referiu o documento.
A localização geográfica do país também pode ser uma vantagem, segundo os autores, e poderá “ser um elemento decisivo na afirmação europeia e, possivelmente, global, de Portugal ao nível do transporte marítimo internacional e da logística”.
O trabalho caracteriza também a economia do mar a nível mundial, citando um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que contabiliza em 1,5 biliões de dólares o VAB deste segmento, ou seja, cerca de 2,5% do PIB mundial. O sector é responsável por mais de 31 milhões de postos de trabalho, o que representa 1% a 1,5% do total mundial.
“A economia do mar incorpora um vasto rol de actividades diversas, incluindo, por exemplo, o ‘offshore oil& gas’, que se destaca em termos de importância relativa no VAB (33,6% do total), bem como a pesca marítima industrial, que se destaca em termos de emprego (35,1%), cuja relevância supera de longe a relevância do VAB (1,4%)”, detalharam os autores.
A Europa e a Ásia são as regiões com maior peso neste segmento, garantiu este relatório.
O estudo será apresentado esta quinta-feira em ílhavo, nas Jornadas Millennium Empresas.

Turismo e lazer é segmento que mais pesa na economia do mar

O turismo e lazer, com 72 mil trabalhadores e uma facturação de quase 4,5 mil milhões de euros, é o segmento que mais se destaca no âmbito da Economia do mar, segundo o mesmo estudo.
“No seu conjunto, as actividades da fileira do turismo e lazer ligado ao mar empregam aproximadamente 72 mil pessoas, geram cerca de 4,5 mil milhões de euros de volume de negócios anual e cerca de 1,7 milhões de euros de VAB [Valor Acrescentado Bruto]”, lê-se no relatório.
Segundo os autores deste trabalho, “o turismo costeiro e, em menor escala, o turismo marítimo são os segmentos turísticos com mais história em Portugal, tendo sido responsáveis pelo primeiro grande ‘boom’ do turismo em Portugal”.
A fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado tem também um peso relevante na Economia do mar, incluindo “cerca de 4 mil e 422 empresas, que empregam aproximadamente 20 mil trabalhadores e geram um volume de negócios de 1,7 mil milhões de euros, um VAB de 238 milhões de euros e um nível de investimento que ronda os 53 milhões de euros anuais”, avançou o estudo.
Segundo os autores, as actividades primárias da fileira são as mais dominantes em termos de emprego, sendo que as industriais geram mais volume de negócios. “No tocante à evolução pós-crise (2012-16), observa-se uma dinâmica de crescimento global da fileira bastante interessante (+20% em termos acumulados). A aquicultura foi a actividade que mais cresceu”, referiram os autores.
Por sua vez, a fileira dos transportes marítimos, portos e logística conta com cerca de 379 empresas, 4.780 trabalhadores, um volume de negócios de 986 milhões de euros, um VAB de 439 milhões de euros e um nível de investimento de cerca de 87 milhões de euros por ano.
No caso dos portos, o de Lisboa é o que mais emprega, com 642 trabalhadores (em 2016) e um volume de negócios de 104 milhões de euros. O VAB mais elevado cabe aos portos de Sines e Algarve (que têm uma administração comum), com 112,1 milhões de euros e uma facturação de 144,5 milhões de euros.
Por fim, na fileira da construção, manutenção e reparação naval actuam 339 empresas, que geram aproximadamente 336 milhões de euros de facturação anual e empregam directamente cerca de três mil trabalhadores. O VAB atinge os 105 milhões de euros e o investimento 19 milhões.
Fonte: Observador

Qualquer um pode ser estivador, basta "estar certificado", diz ministra do Mar


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu na tarde da passada quinta-feira que, para se ser estivador em qualquer porto de Portugal, basta ter certificação para tal.
Esta afirmação da ministra com a pasta dos assuntos do mar surge após uma acusação de que Ana Paula Vitorino estaria a compactuar com a tentativa, considerada "ilegal", de substituir trabalhadores do porto de Setúbal por estivadores de Aveiro e Lisboa.
A ministra não respondeu directamente à acusação, mas sublinhou o que está na legislação labora é que "a única coisa necessária para laborar é estarem certificados como estivadores. A partir daí, qualquer pessoa pode "trabalhar".
Nunca confirmando que há, ou não, indicações para efectuar contratações, Ana Paula Vitorino reforça: "O que estou a dizer é que a legislação garante que qualquer pessoa que esteja certificada tenha formação adequada e, depois de notificado o IMT, pode exercer a profissão" de estivador.

domingo, 9 de setembro de 2018

Boyan Slat cria sistema para limpeza dos oceanos


Com apenas 24 anos, Boyan Slat é um jovem holandês que procura resolver problemas da sociedade.
Aos 18 anos, o inventor criou uma solução tecnológica para limpar o plástico dos oceano - o Ocean Cleanup.  Seis anos após a sua fundação, esta startup ambiental vai lançar, hoje, o primeiro sistema de limpeza do oceano denominado por System 001.
A primeira ação do sistema será feita na ilha de lixo do Pacífico Norte, situada entre o Havai e a Califórnia. O objetivo está na limpeza de metade do lixo dessa ilha que existe há cinco anos.
O procedimento consiste na criação de uma barreira artificial no meio do mar, que concentrará o plástico a ser retirado. O System 001 é composto por um tubo em forma de "U" com 600 metros e por uma saia de três metros de profundidade, que ficará a flutuar no mar, o formato do tubo fará com que o plástico fique preso.
A limpeza do plástico acumulado será feita por um navio a cada quatro a seis semanas.
O sistema está exposto às condições naturais como o vento e as correntes marítimas. 
Através do equipamento que o compõe ( iluminação solar, sistemas anti-colisão, câmaras, sensores e satélites), a sua posição será comunicada em tempo real. 
O sistema já foi alvo de críticas às quais o jovem Slat responde: ?Sabemos que não vamos retirar o plástico todo, mas removeremos tudo o que conseguirmos antes que seja tarde de mais.? Segundo alguns estudos feitos ao reconhecimento do lixo, sabe-se que a maioria do plástico a limpar são peças de grandes dimensões, produzidas nas décadas de 70, 80 e 90.
São vários os projectos associados à remoção do lixo. Na Holanda, a Plastic Whale faz barcos e mobiliário com o plástico que retira dos canais de Amesterdão e do Porto de Roterdão, A Ocean Conservancy já recolheu mais de 200 milhões de quilos de lixo das praias de mais de 100 países. Mas Boyan Slat vai, hoje, revolucionar a limpeza oceânica.



Cientistas descobriram uma “bomba relógio” debaixo do oceano Ártico


O Ártico não está apenas ameaçado pelo derretimento do gelo na sua superfície. Um novo estudo mostra que há também um reservatório de água aquecida que se está a acumular debaixo do oceano.
Segundo o Science Alert, uma nova pesquisa descobriu evidências de um vasto reservatório de água aquecida que se está a acumular debaixo do Oceano Ártico e a penetrar de forma profunda no coração da região polar, ameaçando derreter o gelo que se encontra no topo.
“Documentámos um aquecimento oceânico impressionante numa das principais bacias do interior do Oceano Ártico, a Bacia do Canadá”, explica a oceanógrafa da Universidade de Yale Mary-Louise Timmermans.
A investigadora e o resto da equipa analisaram as temperaturas registadas nessa bacia nos últimos 30 anos e descobriram que a quantidade de calor na parte mais quente da água efectivamente duplicou no período entre 1987 e 2017.
Fonte: ZAP

Ciência prova que nível dos oceanos desceu 40 metros há 30 mil anos


Uma equipa internacional de cientistas comprovou que o nível dos oceanos registou uma descida brusca de 40 metros, há 30 mil anos, e voltou a cair outros 20 metros há aproximadamente 22 mil anos.
A investigação, em que participa a Universidade de Granada e cujos resultados são publicados na revista Nature, analisou as mudanças do nível do mar durante o último glaciar máximo utilizando dados geomorfológicos, sedimentológicos e paleontológicos do fundo marinho.
O último glaciar máximo foi o período mais frio da história geológica recente da Terra, que provocou uma enorme acumulação de gelo nas regiões polares, fazendo descer consideravelmente o nível dos oceanos, o que provocou uma mudança na configuração das terras imersas.
Os investigadores afirmaram que, após a brusca descida de 40 metros há 30 mil anos, o nível do mar se manteve bastante estável até voltar a cair 20 metros há cerca de 22 mil anos.
A partir desse momento, produziu-se uma subida lenta do nível do oceano que se acelerou há uns 17 mil anos para desacelerar há 7 mil anos e chegar lentamente aos últimos metros de subida até aos níveis actuais.
"A mudança do nível do mar devido a mudanças do clima é um fenómeno conhecido desde o século XIX e os valores aproximados da descida foram estimadas nas últimas décadas", explicou o catedrático de Paleontologia da Universidade de Granada Juan Carlos Braga, um dos autores do trabalho.
Os investigadores precisaram quer a cronologia quer os valores de variação do nível global dos oceanos durante o último glaciar máximo, graças a dados geomorfológicos e de sedimentação do fundo marinho.
Analisaram também os testemunhos obtidos na perfuração com 34 sondas no subsolo da margem da plataforma no nordeste da Austrália, comparando com dados da Grande Barreira de Coral australiana.
"As descidas bruscas do nível do mar detectadas durante o último glaciar máximo são facilmente explicadas pela mudança climática", destacou o catedrático, que explicou que os dados parecem indicar que houve períodos extremos de calor e frio que são pouco conhecidos dos cientistas.
"Identificar com precisão a magnitude e cronologia das mudanças do nível do mar e do solo são importantes para entender a dinâmica do clima global e também fundamental para entender as conexões das ilhas entre si com os continentes e poder decifrar migrações de espécies, incluindo a humana", concluiu Juan Carlos Braga.
Fonte: JN