sábado, 17 de novembro de 2018

Peixe parecido com as piranhas ameaçou os mares do Jurássico


Uma nova espécie de peixe, semelhante a uma piranha, e que viveu há 150 milhões, no período Jurássico, é descrita na última edição da revista científica Current Biology. O peixe ósseo – portanto, que não é cartilaginoso – chamado Piranhamesodon pinnatomus tinha dentes como uma piranha, pelo que os cientistas referem que a espécie os utilizava como hoje fazem as piranhas: para arrancar pedaços de carne de outros peixes. É quase como se estivéssemos a assistir a um filme de terror nos mares do Jurássico.

O Piranhamesodon pinnatomus tinha cerca de nove centímetros de comprimento e vivia em recifes de coral em águas superficiais e tropicais na actual Baviera, na Alemanha. Alimentavam-se de pedaços de outros peixes.
Essa ideia surgiu, refere o artigo científico, porque os investigadores encontraram as vítimas dessas “piranhas”: peixes que terão sido mordidos. Estas vítimas foram encontradas nos mesmos depósitos de calcário do Sul da Alemanha, na pedreira de Etting, na região de Solnhofen (Baviera) do que o Piranhamesodon pinnatomus. Esta é a mesma pedreira onde já foi encontrado o Archaeopteryx. 

  “Temos outros peixes do mesmo local com pedaços de barbatana em falta”, disse David Bellwood, da Universidade James Cook (Austrália) e um dos autores do artigo, num comunicado do grupo Cell Press, que edita a Current Biology.

O investigador considerou que há um “paralelismo incrível” entre esse peixe e as actuais piranhas, que se alimentam predominantemente de barbatanas de outros peixes e não de carne. “É uma decisão extremamente inteligente, pois as barbatanas voltam a crescer, são um recurso renovável. Alimente-se de um peixe e ele está morto, morda-lhe as barbatanas e tem comida para o futuro”, referiu ainda David Bellwood.

Ao estudarem cuidadosamente as mandíbulas bem preservadas da espécie fossilizada, esta revelou ter dentes longos e pontiagudos na zona da frente do maxilar superior e inferior. Além disso, no maxilar inferior tinha dentes triangulares em forma de serrilha nas extremidades. O padrão e a forma dos dentes, a morfologia dos maxilares e a sua mecânica sugerem assim que o Piranhamesodon pinnatomus tinha uma boca equipada para cortar carne ou barbatanas, segundo a equipa de cientistas.  

“Ficámos impressionados que estes peixes tivessem dentes semelhantes a piranhas”, disse Martina Kolbl-Ebert, também autora do trabalho e do Museu do Jura (na cidade de Eichstatt, na Baviera), onde estão expostos os fósseis da pedreira de Etting. A responsável acrescentou que o peixe em questão provém de um grupo de peixes, os picnodontídeos, conhecidos por terem dentes fortes.

 “É como encontrar uma ovelha que rosna como um lobo. Mas o que é mais impressionante é que era do período Jurássico. Peixes como nós os conhecemos, peixes ósseos, simplesmente não mordiam a carne de outros peixes nessa altura”, assinalou Martina Kolbl-Ebert, explicando que ao longo do tempo houve peixes que se alimentaram de outros peixes, que os engoliam inteiros, mas que morder as barbatanas só aconteceu muito mais recentemente.

Os cientistas destacam ainda que este é o peixe ósseo mais antigo encontrado até agora. “A nova descoberta representa o registo mais antigo de um peixe ósseo que mordia os outros peixes, e mais do que isso fazia-o no mar”, considerou por sua vez David Bellwood, lembrando que as piranhas de hoje vivem apenas em água doce. Embora tenha parecenças com as piranhas, não conhecemos antepassados do Piranhamesodon pinnatomus. Afinal, a piranha (a autêntica) mais antiga que conhecemos viveu há cerca de 15 milhões de anos.

Fonte: Público



O rectângulo de gelo perfeito apanhado pela NASA a flutuar no oceano


Uma placa de gelo, que mais parece ter sido esculpida pelo Homem, foi fotografada pela NASA e rapidamente conquistou as redes sociais. Apesar do perfil pouco comum, há uma explicação científica.
A imagem foi captada durante a Operação IceBridge, junto da Gronelândia, e publicada nas contas das redes sociais da NASA.
Apesar de a imagem ser pouco comum, Kelly Brunt, um cientista da NASA e da Universidade de Maryland, nos EUA, explicou, à revista "Live Science", que o pedaço de gelo se formou por um processo que é bastante comum junto dos icebergues.
"Temos dois tipos de icebergues. Aqueles que imaginamos na nossa cabeça e que afundaram o Titanic e que parecem triângulos à superfície. Depois há aqueles conhecidos como icebergues tabulares", explicou o especialista.
São icebergues largos, planos e compridos. Separam-se das bordas das plataformas de gelo maiores e começam a flutuar sobre a água como se fossem plataformas independentes. Acredita-se que o icebergue capturado pela NASA tenha vindo da plataforma de gelo Larsen C.
A plataforma Larsen C é uma extensão flutuante de glaciares localizada ao largo da costa oriental da Península Antártica. Em julho de 2017, o icebergue A68, que é o maior registado até hoje, desprendeu-se desse bloco de gelo. Com cerca de mil milhões de toneladas tem mais de 5,5 quilómetros quadrados.
"Os icebergues tabulares formam-se devido a uma processo de crescimento semelhante ao que acontece com as unhas. Quando uma unha cresce demais, vai acabar por partir. Estes icebergues crescem muito e, no final, partem-se. Normalmente ficam com uma forma geométrica", disse o investigador, que não escondeu a surpresa pela forma deste icebergue: "Este é incrivelmente perfeito. Quase que parece um quadrado".
Fonte: JN

A Terra está a comer os seus próprios oceanos


À medida que as placas tectónicas da Terra mergulham umas nas outras, arrastam 3 vezes mais água para o interior do planeta do que se pensava.
Estes são os resultados de um novo artigo publicado a 14 de novembro na revista Nature. Usando os sismos naturais da zona de subducção propensa a terremotos na fossa das Marianas, onde a placa do Pacífico está a deslizar sob a placa das Filipinas, os investigadores da Universidade de Washington estimaram a quantidade de água que é incorporada nas rochas que mergulham profundamente por baixo da superfície.
A descoberta tem grandes ramificações para o entendimento do ciclo das águas profundas da Terra, segundo explica a especialista em geologia marinha e geofísica norte-americana Donna Shillington.
A água por baixo da superfície da Terra pode contribuir para o desenvolvimento do magma e pode lubrificar as falhas, tornando os terremotos mais prováveis, disse Shillington, que não esteve envolvida no estudo.
A água é armazenada na estrutura cristalina dos minerais. O líquido é incorporado na crosta terrestre tanto quando as placas oceânicas se formam como quando as mesmas partem. O processo de subducção é a única forma pela qual a água penetra profundamente na crosta e no manto, mas pouco se sabe sobre a quantidade de água que se move durante o processo, de acordo com Chen Cai, líder do estudo.
Os investigadores usaram dados recolhidos por uma rede de sensores sísmicos posicionados em redor da fossa central das Marianas no oeste do Oceano Pacífico. A parte mais profunda da vala fica a quase 11 quilómetros abaixo do nível do mar. Os sensores detectam terremotos e réplicas que soam na crosta terrestre.
Cai e sua equipa analisaram a rapidez com que esses tremores viajavam: uma desaceleração na velocidade indicaria fracturas cheias de água em rochas e minerais “hidratados” que prendem a água dentro dos seus cristais.

Falta de água

Os investigadores observaram essa desaceleração profunda na crosta, a cerca de 30 quilómetros abaixo da superfície. Usando as velocidades medidas, a equipa calculou que as zonas de subducção puxam 3 mil milhões de teragramas de água para a crosta a cada milhão de anos.
“A quantidade puxada por zonas de subducção é incompreensível“, disse Cai. “É três vezes mais água do que se estimava que as zonas de subducção recebessem”.
Isto levanta algumas questões: a água que desce surge, geralmente, no conteúdo de erupções vulcânicas. A nova estimativa sobre a quantidade de água está a ir para baixo é maior do que as estimativas do quanto está a ser emitido por vulcões, o que significa que falta algo nas estimativas dos cientistas.
“Não há falta de água nos oceanos”, segundo o investigador. “Isso significa que a quantidade de água arrastada para dentro da crosta e a quantidade de água expelida deveriam ser aproximadamente iguais. O facto de não serem sugere que há algo sobre a forma como a água se move através do interior da Terra que os cientistas ainda não entendem.
Fonte: ZAP

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

5 coisas que a água do Mar faz (Muito) bem.

Muitos especialistas usam-na para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição.


As investigações científicas levadas a cabo pelo biólogo francês no final do século XIX vieram confirmar aquilo que, até então, já se suspeitava. A água do mar tem propriedades benéficas para a saúde. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição. Além de potássio, magnésio, iodo e cálcio, fornece ainda cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal.
Um litro desta água fornece cerca de 27 gramas desta substância. No último século, o seu uso tem sido crescente. Também fonte de ferro, zinco e cobre, é aconselhada por muitos especialistas para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Além de ser revitalizante e anti-infecciosa, também tem um poder analgésico. Anti-stresse, combate ainda os estados depressivos.

1. REGULA O METABOLISMO

Devido à forte presença de iodo, um dos minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais que integra na sua composição, estimula a tiroide, uma glândula que regula o metabolismo. Depois de fervida, pode ser bebida, em pequenas quantidades, para garantir o bom funcionamento desse órgão, prevenindo o aparecimento das chamadas doenças da tiroide, como é o caso da doença nodular da tiroide e do cancro da tiroide.

2. COMBATE AS DORES MUSCULARES

Nas alturas em que as condições climatéricas o permitem, uma caminhada com a água ao nível da cintura é um bom exercício para combater dores musculares, articulares, vertebrais, reumáticas, circulatórias, pós-traumáticas e até pós-cirúrgicas, numa fase em que já são aconselhadas.
Mover-se dentro de água exige mais esforço, ainda assim com um impacto mais baixo.
O esforço necessário para manter o equilíbrio que o vai e vem das ondas exige habitualmente também tonifica os músculos. Estudos internacionais confirmaram, nos últimos anos, que a água do mar pode abrandar o avanço do reumatismo a longo prazo.

3. MELHORA A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

Um mergulho no mar contribui para um melhor funcionamento do sistema circulatório do organismo, sendo por isso recomendado para quem sofre de problemas de circulação. Não é, assim, de admirar que muitos especialistas os aconselhem. As pessoas que sofrem de varizes, de hipertensão arterial, de aterosclerose, de miocardite e de doença arterial coronária também acabam por ser beneficiadas.

4. ESTIMULA A PRODUÇÃO DE GLÓBULOS VERMELHOS

Depois de um banho no mar, o número de glóbulos vermelhos, que contêm hemoglobina, uma proteína que assegura o transporte do oxigénio dos pulmões para as restantes células, aumenta, em média, entre 5% a 20% . Os glóbulos brancos, as células defensivas que combatem os agentes infecciosos, também aumentam. As pessoas com o sistema imunológico debilitado e/ou com anemia devem fazê-los com regularidade.

5. LIMPA E PURIFICA A PELE

São indiscutíveis os benefícios da água do mar para a epiderme. Além de ser drenante e purificadora, também tem um poder esfoliante, ajudando a remover as células mortas e a limpar as impurezas da pele. As úlceras cutâneas, o lúpus, a acne e a psoríase são algumas das doenças que melhoram substancialmente após o contacto com os minerais, os oligoelementos e as vitaminas essenciais que a integram.
Fonte: Sapo


Economia do mar emprega quase 100 mil pessoas em Portugal


As quatro fileiras “chave” da economia do mar empregam 99,4 mil pessoas e geram um volume de negócios de 7,5 mil milhões de euros, segundo um estudo promovido pelo BCP apresentado ontem.
O relatório, da autoria das consultoras EY e Augusto Mateus & Associados, focou-se em quatro áreas que considera “chave” (pesca, aquicultura e indústria do pescado; transportes marítimos, portos e logística; construção, manutenção e reparação naval; turismo e lazer ligado ao mar) e concluiu que são “responsáveis em Portugal por cerca de 99,4 mil empregos, 7,5 mil milhões de euros de volume de negócios anual e 2,6 mil milhões de euros de VAB [Valor Acrescentado Bruto]”.
Estes valores, refere o relatório, “correspondem a cerca de 2,7% do emprego e 3,1% do VAB gerado anualmente pelo sector empresarial” do país.
O trabalho, que contabilizou dados até 2016, detalha ainda que o segmento mais relevante é o do turismo e lazer, seguindo-se a pesca, aquicultura e indústria do pescado e a fileira dos transportes marítimos, portos e logística.
“Entre 2009 e 2016, a economia do mar em Portugal apresentou um crescimento acumulado de 29% do VAB, comparado com o crescimento de 6,7% verificado para o PIB [Produto Interno Bruto] nacional no mesmo período”, garantiu o estudo.
Para os autores do estudo, Portugal tem “um potencial muito elevado e ainda por explorar nesta área”, tendo em conta que detém uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas a nível mundial.
“Esta vasta área poderá ser explorada para as mais diversas actividades da Economia do mar como, por exemplo, a produção ‘offshore’ de energia ou a aquicultura marítima (que necessitam de espaço), assim como ao nível da exploração dos recursos naturais que nela residem (minerais ou material biológico)”, referiu o documento.
A localização geográfica do país também pode ser uma vantagem, segundo os autores, e poderá “ser um elemento decisivo na afirmação europeia e, possivelmente, global, de Portugal ao nível do transporte marítimo internacional e da logística”.
O trabalho caracteriza também a economia do mar a nível mundial, citando um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que contabiliza em 1,5 biliões de dólares o VAB deste segmento, ou seja, cerca de 2,5% do PIB mundial. O sector é responsável por mais de 31 milhões de postos de trabalho, o que representa 1% a 1,5% do total mundial.
“A economia do mar incorpora um vasto rol de actividades diversas, incluindo, por exemplo, o ‘offshore oil& gas’, que se destaca em termos de importância relativa no VAB (33,6% do total), bem como a pesca marítima industrial, que se destaca em termos de emprego (35,1%), cuja relevância supera de longe a relevância do VAB (1,4%)”, detalharam os autores.
A Europa e a Ásia são as regiões com maior peso neste segmento, garantiu este relatório.
O estudo será apresentado esta quinta-feira em ílhavo, nas Jornadas Millennium Empresas.

Turismo e lazer é segmento que mais pesa na economia do mar

O turismo e lazer, com 72 mil trabalhadores e uma facturação de quase 4,5 mil milhões de euros, é o segmento que mais se destaca no âmbito da Economia do mar, segundo o mesmo estudo.
“No seu conjunto, as actividades da fileira do turismo e lazer ligado ao mar empregam aproximadamente 72 mil pessoas, geram cerca de 4,5 mil milhões de euros de volume de negócios anual e cerca de 1,7 milhões de euros de VAB [Valor Acrescentado Bruto]”, lê-se no relatório.
Segundo os autores deste trabalho, “o turismo costeiro e, em menor escala, o turismo marítimo são os segmentos turísticos com mais história em Portugal, tendo sido responsáveis pelo primeiro grande ‘boom’ do turismo em Portugal”.
A fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado tem também um peso relevante na Economia do mar, incluindo “cerca de 4 mil e 422 empresas, que empregam aproximadamente 20 mil trabalhadores e geram um volume de negócios de 1,7 mil milhões de euros, um VAB de 238 milhões de euros e um nível de investimento que ronda os 53 milhões de euros anuais”, avançou o estudo.
Segundo os autores, as actividades primárias da fileira são as mais dominantes em termos de emprego, sendo que as industriais geram mais volume de negócios. “No tocante à evolução pós-crise (2012-16), observa-se uma dinâmica de crescimento global da fileira bastante interessante (+20% em termos acumulados). A aquicultura foi a actividade que mais cresceu”, referiram os autores.
Por sua vez, a fileira dos transportes marítimos, portos e logística conta com cerca de 379 empresas, 4.780 trabalhadores, um volume de negócios de 986 milhões de euros, um VAB de 439 milhões de euros e um nível de investimento de cerca de 87 milhões de euros por ano.
No caso dos portos, o de Lisboa é o que mais emprega, com 642 trabalhadores (em 2016) e um volume de negócios de 104 milhões de euros. O VAB mais elevado cabe aos portos de Sines e Algarve (que têm uma administração comum), com 112,1 milhões de euros e uma facturação de 144,5 milhões de euros.
Por fim, na fileira da construção, manutenção e reparação naval actuam 339 empresas, que geram aproximadamente 336 milhões de euros de facturação anual e empregam directamente cerca de três mil trabalhadores. O VAB atinge os 105 milhões de euros e o investimento 19 milhões.
Fonte: Observador

Qualquer um pode ser estivador, basta "estar certificado", diz ministra do Mar


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu na tarde da passada quinta-feira que, para se ser estivador em qualquer porto de Portugal, basta ter certificação para tal.
Esta afirmação da ministra com a pasta dos assuntos do mar surge após uma acusação de que Ana Paula Vitorino estaria a compactuar com a tentativa, considerada "ilegal", de substituir trabalhadores do porto de Setúbal por estivadores de Aveiro e Lisboa.
A ministra não respondeu directamente à acusação, mas sublinhou o que está na legislação labora é que "a única coisa necessária para laborar é estarem certificados como estivadores. A partir daí, qualquer pessoa pode "trabalhar".
Nunca confirmando que há, ou não, indicações para efectuar contratações, Ana Paula Vitorino reforça: "O que estou a dizer é que a legislação garante que qualquer pessoa que esteja certificada tenha formação adequada e, depois de notificado o IMT, pode exercer a profissão" de estivador.

domingo, 9 de setembro de 2018

Boyan Slat cria sistema para limpeza dos oceanos


Com apenas 24 anos, Boyan Slat é um jovem holandês que procura resolver problemas da sociedade.
Aos 18 anos, o inventor criou uma solução tecnológica para limpar o plástico dos oceano - o Ocean Cleanup.  Seis anos após a sua fundação, esta startup ambiental vai lançar, hoje, o primeiro sistema de limpeza do oceano denominado por System 001.
A primeira ação do sistema será feita na ilha de lixo do Pacífico Norte, situada entre o Havai e a Califórnia. O objetivo está na limpeza de metade do lixo dessa ilha que existe há cinco anos.
O procedimento consiste na criação de uma barreira artificial no meio do mar, que concentrará o plástico a ser retirado. O System 001 é composto por um tubo em forma de "U" com 600 metros e por uma saia de três metros de profundidade, que ficará a flutuar no mar, o formato do tubo fará com que o plástico fique preso.
A limpeza do plástico acumulado será feita por um navio a cada quatro a seis semanas.
O sistema está exposto às condições naturais como o vento e as correntes marítimas. 
Através do equipamento que o compõe ( iluminação solar, sistemas anti-colisão, câmaras, sensores e satélites), a sua posição será comunicada em tempo real. 
O sistema já foi alvo de críticas às quais o jovem Slat responde: ?Sabemos que não vamos retirar o plástico todo, mas removeremos tudo o que conseguirmos antes que seja tarde de mais.? Segundo alguns estudos feitos ao reconhecimento do lixo, sabe-se que a maioria do plástico a limpar são peças de grandes dimensões, produzidas nas décadas de 70, 80 e 90.
São vários os projectos associados à remoção do lixo. Na Holanda, a Plastic Whale faz barcos e mobiliário com o plástico que retira dos canais de Amesterdão e do Porto de Roterdão, A Ocean Conservancy já recolheu mais de 200 milhões de quilos de lixo das praias de mais de 100 países. Mas Boyan Slat vai, hoje, revolucionar a limpeza oceânica.



Cientistas descobriram uma “bomba relógio” debaixo do oceano Ártico


O Ártico não está apenas ameaçado pelo derretimento do gelo na sua superfície. Um novo estudo mostra que há também um reservatório de água aquecida que se está a acumular debaixo do oceano.
Segundo o Science Alert, uma nova pesquisa descobriu evidências de um vasto reservatório de água aquecida que se está a acumular debaixo do Oceano Ártico e a penetrar de forma profunda no coração da região polar, ameaçando derreter o gelo que se encontra no topo.
“Documentámos um aquecimento oceânico impressionante numa das principais bacias do interior do Oceano Ártico, a Bacia do Canadá”, explica a oceanógrafa da Universidade de Yale Mary-Louise Timmermans.
A investigadora e o resto da equipa analisaram as temperaturas registadas nessa bacia nos últimos 30 anos e descobriram que a quantidade de calor na parte mais quente da água efectivamente duplicou no período entre 1987 e 2017.
Fonte: ZAP

Ciência prova que nível dos oceanos desceu 40 metros há 30 mil anos


Uma equipa internacional de cientistas comprovou que o nível dos oceanos registou uma descida brusca de 40 metros, há 30 mil anos, e voltou a cair outros 20 metros há aproximadamente 22 mil anos.
A investigação, em que participa a Universidade de Granada e cujos resultados são publicados na revista Nature, analisou as mudanças do nível do mar durante o último glaciar máximo utilizando dados geomorfológicos, sedimentológicos e paleontológicos do fundo marinho.
O último glaciar máximo foi o período mais frio da história geológica recente da Terra, que provocou uma enorme acumulação de gelo nas regiões polares, fazendo descer consideravelmente o nível dos oceanos, o que provocou uma mudança na configuração das terras imersas.
Os investigadores afirmaram que, após a brusca descida de 40 metros há 30 mil anos, o nível do mar se manteve bastante estável até voltar a cair 20 metros há cerca de 22 mil anos.
A partir desse momento, produziu-se uma subida lenta do nível do oceano que se acelerou há uns 17 mil anos para desacelerar há 7 mil anos e chegar lentamente aos últimos metros de subida até aos níveis actuais.
"A mudança do nível do mar devido a mudanças do clima é um fenómeno conhecido desde o século XIX e os valores aproximados da descida foram estimadas nas últimas décadas", explicou o catedrático de Paleontologia da Universidade de Granada Juan Carlos Braga, um dos autores do trabalho.
Os investigadores precisaram quer a cronologia quer os valores de variação do nível global dos oceanos durante o último glaciar máximo, graças a dados geomorfológicos e de sedimentação do fundo marinho.
Analisaram também os testemunhos obtidos na perfuração com 34 sondas no subsolo da margem da plataforma no nordeste da Austrália, comparando com dados da Grande Barreira de Coral australiana.
"As descidas bruscas do nível do mar detectadas durante o último glaciar máximo são facilmente explicadas pela mudança climática", destacou o catedrático, que explicou que os dados parecem indicar que houve períodos extremos de calor e frio que são pouco conhecidos dos cientistas.
"Identificar com precisão a magnitude e cronologia das mudanças do nível do mar e do solo são importantes para entender a dinâmica do clima global e também fundamental para entender as conexões das ilhas entre si com os continentes e poder decifrar migrações de espécies, incluindo a humana", concluiu Juan Carlos Braga.
Fonte: JN

Concurso de ideias para a criação de empresas na economia do mar


O gestor executivo da rede de inovação Inova-Ria, Paulo Marques, disse que o objectivo do concurso de ideias “Platicemar” é gerar startups na economia do mar. Falando em Aveiro na apresentação do concurso, cujo prazo de candidatura encerra dia 23, Paulo Marques deu conta de que as energias renováveis, a exploração do solo marinho e a tecnologia marinha são três áreas que gozam de prioridade na grelha de apreciação do júri. Apesar disso, salientou, o concurso “é abrangente a outras temáticas” da economia do mar, onde foram detectadas necessidades a satisfazer por novas empresas, nomeadamente nas áreas logística e portuária. O objectivo de dinamizar a criação de startups na economia do mar é materializado no concurso de ideias, através da configuração dos prémios, que revertem para a startup e não para quem apresentou a ideia a concurso. “Após a selecção, as ideias passam a um processo de aceleração e mentoria porque o nosso objectivo é também estruturar uma rede de mentores locais”, explicou. O Concurso de Ideias de Negócio para a Economia do Mar é uma das realizações do projecto “Platicemar” (Plataforma de Consolidação do Sector da TICE e Empreendorismo na Economia do Mar) que pretende contribuir para que seja alcançado um modelo de desenvolvimento sustentável na Fileira da economia do mar, tendo como base o incremento da cooperação e inovação no sector. Além da rede de inovação Inova-Ria, o projeto “Platicemar” conta com o apoio das universidades de Aveiro, Coimbra e Politécnico de Leiria, de autarquias como a Câmara de Ílhavo, e tem como parceiros o Fórum Oceano, a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, a Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI) e a Sines Tecnopolo. O projecto é financiado pelo Programa COMPETE 2020, no âmbito do Sistema de Apoio a Acções Colectivas – Promoção do Espírito Empresarial.

Lula com mais de 100 kg pescada na Madeira


No passado dia 2 de Setembro, uma lula gigante foi pescada nos mares da Madeira. O animal aparentemente pesa mais de 100 kg.
Em declarações ao Jornal da Madeira, o responsável pela embarcação que capturou a lula diz que o maior problema foi trazer o animal para dentro da embarcação, tendo sido precisos três homens para o fazer. 


O animal foi pescado a 6,4 km da praia de Paul da Madeira.



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Tubarões-baleia podem viver por até 130 anos


O maior peixe do mundo é o misterioso tubarão-baleia, que pode crescer e até pesar mais de 18 toneladas e ter 18 metros de extensão, embora a maioria chegue, no máximo a alguns metros e quilos menos do que isso. Parece também que esses gigantes podem viver por até 130 anos, segundo novas observações e modelos. Estudar como esses tubarões-baleia crescem ao longo do tempo, ou mesmo quantos deles existem, é um desafio. Pesquisas anteriores normalmente dependem de ossos de tubarão morto e podem ser imprecisas. Agora, uma equipe de cientistas trabalhando nas Maldivas está preenchendo as lacunas de conhecimento científico dessas enormes criaturas.
“Estimar as idades de tubarões em geral é difícil”, disse Mahmood Shivji, professor da Universidade de Nova Southeastern, na Flórida, em entrevista ao Gizmodo.
Cientistas estimam a idade de tubarões-baleia baseados em vértebras de espécimes mortos, que parecem ter anéis como as árvores. Mas não está claro como esses anéis se formam ao longo do tempo e se eles são de facto um marcador para o número de anos que a criatura existe.
Esses cientistas visitaram lugares em que os tubarões-baleia se reuniram ao longo de vários anos para fazer as medições. O estudante de pós-graduação Cameron Perry, primeiro autor do estudo da Universidade de Nova Southeastern, fez mergulho livre com tubarões diversas vezes nas Maldivas. A equipa fez medições em fitas, assim como com lasers e câmaras, para deduzir o tamanho. Eles rastrearam os novos e também os que retornavam, recolhendo dados de 186 encontros com 44 tubarões, a maior parte deles juvenil, ao longo de dez anos. Eles conseguiram reconhecer visitantes repetidos com base nos padrões de manchas nas costas dos animais.
Os cientistas então colocaram esses dados num modelo matemático — equações baseadas em observações anteriores e dados de como os tubarões-baleia cresceram ao longo do tempo que podiam estimar a idade do tubarão em diferentes tamanhos. O modelo calculou que os tubarões machos atingiam a maturidade aos 25 anos e viviam até os 130 anos. Essa não é a primeira estimativa da longevidade do tubarão-baleia, mas ela está dentro da faixa de outras estimativas, que vão de 79 a 174 anos. Ela é também parecida com estimativas feitas com contagem de vértebras.
No entanto, houve um número pequeno demais de fêmeas para se fazer uma estimativa da longevidade do tubarão-baleia fêmea. O artigo foi publicado na Marine and Freshwater Research.
Saber o quão grandes esses tubarões podem ficar e por quanto tempo eles podem viver é importante por motivos de conservação. “Uma compreensão mais profunda da idade e dos parâmetros de crescimento levará a estimativas melhores da capacidade das populações de tubarões-baleia de se recuperarem da superexploração, além de ser vital para planos de administração eficazes”, escrevem os cientistas. É mais fácil dizer quantos tubarões existem se souber por quanto tempo eles vivem.
No entanto, isso é um modelo, o que significa que é uma opinião especifica — os cientistas não confirmaram directamente a existência de um tubarão-branco de 130 anos. Ainda assim, essas medidas são as melhores que os cientistas têm a essa altura, disse Shivji, e as mesmas técnicas poderiam, talvez, funcionar com outras espécies de tubarão.
“Este é um novo método de medir tubarões vivos que pode ser aplicado a outros lugares”, disse Shivji. “Você não precisa depender de matar os animais ou de animais que são capturados em pescas.”

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Cinco países firmam histórico acordo sobre status do mar Cáspio



Autoridades dos cinco países à beira do mar Cáspio assinaram, no passado domingo no Cazaquistão, um acordo para definir o status deste mar.
Reunidos no porto cazaque de Aktau, representantes de Rússia, Irão, Cazaquistão, Azerbaijão e Turcomenistão firmaram este documento que concede um status de extensão marinha, em pleno vazio jurídico desde a dissolução da União Soviética.
O documento, que surge após 22 anos de diálogo - iniciado após a dissolução da União Soviética -, vai determinar questões como as actividades nas diferentes partes do Mar Cáspio, mas também matérias mais específicas, como a delimitação territorial, a navegação, a preservação, o meio ambiente e a segurança.
Na assinatura do protocolo, estiveram os líderes Ilham Aliyev (Azerbaijão), Hassan Rohani (Irão), Nursultan Nazarbaev (Cazaquistão), Vladimir Putin (Rússia) e Gubanguli Berdimujamedov (Turquemenistão).
O anfitrião da cerimónia, Nursultan Nazarbaev, do Cazaquistão, salientou na ocasião que este é um "acontecimento histórico".
"O consenso sobre este mar foi difícil de alcançar e demorou algum tempo", admitiu, realçando que "as negociações duraram mais de 20 anos e exigiram esforços significativos e conjuntos das partes envolvidas".
Por seu lado, Vladimir Putin falou numa cimeira "com significado para a época", apelando também a uma maior cooperação militar entre estes países do Mar Cáspio.
Este acordo deverá ainda servir para aliviar as relações diplomáticas entre os países deste território, que tem vastas reservas de hidrocarbonetos, bem como para preservar aquelas águas, uma vez que o fundo do mar e os recursos submarinos serão agora partilhados entre os cinco países.
Segundo Hassan Rohani, do Irão, o acordo está alinhado com o Plano de Acção Conjunto Global, acordo internacional relativo ao programa nuclear iraniano assinado em 2015 com o P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia - e a Alemanha) e a União Europeia.
"Os países do Mar Cáspio vão defender o Plano de Acção Conjunto Global [entretanto abandonado pelos Estados Unidos] como um acordo internacional valioso", sublinhou Hassan Rohani, intervindo na ocasião.