terça-feira, 14 de agosto de 2018

Apenas 13% dos oceanos não foram alterados pelo ser humano


Os oceanos cobrem aproximadamente 70% de toda a superfície da Terra e parece que nada desta expansão marinha está fora do alcance do ser humano – apenas 13% dos mares permanecem inalterados. 
Em todo o mundo, só 13,2% dos mares – cerca de 54 milhões de quilómetros quadrados – estão num estado verdadeiramente selvagem, não tendo sido alterados pelo Humano, aponta um novo estudo publicado na Current Biology.
Em termos de comparação, a Ásia cobre uma área total de 44,5 milhões de quilómetros
“Quase toda a área ainda selvagem está localizada no Ártico, na Antártida ou nas ilhas remotas do Pacífico”, disse Kendall Jones, co-autor do estudo e especialista em planeamento da Wildlife Conservation Society à Live Science.
Acrescentando que “nas regiões costeiras, onde a actividade humana é mais intensa, quase não há mais nenhuma área selvagem”.
“Descobrimos também que quase toda a natureza selvagem está desprotegida, deixando-a assim vulnerável para a ser perdida na totalidade a qualquer momento, já que as melhorias nas tecnologias de pesca e navegação nos permitem chegar e pescar mais fundo nos oceanos”, explicou.
Talvez tão perturbador quanto estes dados, adiantou Jones, é que: apenas 4,9% da natureza marinha selvagem está localizada em áreas protegidas, nas quais a lei restringe as actividades humanas.
Para o estudo, os investigadores consideraram como natureza selvagem as áreas “livres da intensa actividade humana”. Foram compilados dados sobre os níveis de várias actividades humanas nos mares e, em seguida, os cientistas identificaram as áreas de menor actividade humana.
Os investigadores atribuíram a cada quilómetro quadrado do oceano um valor que avalia o quão afectado o espaço foi por um dos 15 factores causados pelo Homem, tais como pesca, transporte comercial, escoamento de nutrientes e pesticidas e ainda factores relacionados com as alterações climáticas – acidificarão dos oceanos e aumento do nível das águas do mar.
“Os nossos resultados demonstram que não há quase nenhum lugar no oceano onde as pessoas não estejam interessadas em usar para algum propósito”, acrescentou Jones.
Então, o que nos reserva o futuro? Isso depende de como agirmos, explicou o especialista.  “É crucial proteger as áreas selvagens marinhas se quisermos proteger toda a biodiversidade marinha para o futuro”, concluiu.
Fonte: Zap

Peritos avançam recomendações para proteger biodiversidade da mineração no Mar


Uma equipa internacional – de que fazem parte três investigadores portugueses – desenvolveu um conjunto de recomendações que auxiliem a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) a proteger a biodiversidade do mar profundo face ao aumento da mineração nessas zonas. A ISA, criada pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, avalia “os pedidos de mineração no solo e subsolo marinhos fora da jurisdição nacional”, indicou à agência Lusa a investigadora Marta Chantal Ribeiro, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar), uma das entidades envolvidas no projecto. Essa entidade, prossegue Marta Chantal Ribeiro, especialista em direito, aplica igualmente um plano de gestão ambiental para essas zonas, “tendo estabelecido um objectivo de conservação de 30% a 50% da área total de gestão em cada região oceânica”. Este projecto, que deu origem a um artigo publicado em Julho na revista científica Science Advances, propõe um conjunto de critérios que permitem à ISA ter a base científica para pôr em prática o plano de gestão ambiental e avaliar o número, a forma, o tamanho, a distância e a localização das áreas seleccionadas para a definição de “zonas sem mineração”, em particular na Dorsal Médio-Atlântica. Estas recomendações foram desenvolvidas por uma equipa internacional com especialistas de 16 instituições de países como, além de Portugal, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Rússia, a Alemanha e a França. Portugueses, além de Marta Chantal Ribeiro, participaram também os biólogos Ana Colaço e Telmo Morato, da Universidade dos Açores. O objectivo destas recomendações é “proteger um número representativo de importantes habitats e espécies associadas”, referiu Marta Chantal Ribeiro, também docente da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. “A mineração é uma actividade altamente destrutiva”, sublinhou, acrescentando que a ISA “não reúne os requisitos científicos necessários para definir as áreas que devem ser excluídas da mineração”. As propostas apresentadas pelo grupo “contribuem de forma significativa para o processo de decisão e gestão da actividade de mineração nos fundos oceânicos, permitindo identificar regiões de importância ambiental crítica, como áreas próximas a fontes hidrotermais activas, onde nenhuma actividade de mineração deverá ocorrer”, indicou ainda. A par dos campos hidrotermais (emanações de fluidos quentes, minerais e metais vindos do interior da Terra), estas recomendações contemplam outros “ecossistemas vitais”, como os montes submarinos e as zonas de agregações de corais. Na plataforma continental portuguesa, aponta a investigadora, existem áreas de interesse geotermal ao largo dos Açores, “cuja gestão poderá beneficiar grandemente com a implementação destes critérios também a nível nacional”. As propostas elaboradas pela equipa levam em consideração as mudanças que podem ocorrer no fundo do mar nos próximos 100 anos devido às alterações climáticas, nomeadamente no que se refere às alterações do pH, da temperatura, do carbono orgânico e do oxigénio dissolvido. “Embora não possamos proteger tudo, é preciso criar zonas amplas de protecção. Dessa forma, caso uma comunidade fora do âmbito da protecção venha a ser afectada pela mineração, existe uma representatividade dentro dos campos dos ecossistemas protegidos, garantindo que as espécies possam comunicar-se, se for necessário”, salientou. “Dentro do grau de incerteza que o conhecimento actual determina”, com estas recomendações os especialistas esperam que, dentro das áreas identificadas, esteja “garantida a viabilidade futura do equilíbrio do oceano Atlântico, um objectivo mais difícil de alcançar”. “Dentro do grau de incerteza que o conhecimento actual determina”, com estas recomendações os especialistas esperam que, dentro das áreas identificadas, esteja “garantida a viabilidade futura do equilíbrio do oceano Atlântico, um objectivo mais difícil de alcançar”.
Marta Chantal Ribeiro contou que outra das preocupações dos envolvidos no projecto é garantir a dinâmica do plano de gestão ambiental regional. Assegurar que áreas abandonadas pelas empresas de mineração, por não serem rentáveis ou interessantes para mineração, passem a ser automaticamente protegidas no âmbito do plano é outro dos intuitos do grupo de trabalho.

Fonte: Público

Data center submerso: veja as câmaras da Microsoft no fundo do mar


A Microsoft escolheu as ilhas Orkney, na Escócia, para instalar um centro de dados debaixo de água com o objectivo de investigar se é possível aumentar a eficiência energética, bem como reduzir o custo do arrefecimento associados aos data center tradicionais.
Na altura, Ben Cutler, o responsável pelo projecto denominado Natick, explicou que dessa maneira seria possível conseguir “um arrefecimento muito mais eficaz dentro de água do que em terra”.
A instalação deste centro de dados “aquático” é também uma tentativa de criar uma alternativa mais sustentável para o armazenamento de dados, visto que pode ser alimentado por torres eólicas localizadas perto da água.
Por fim e tendo em conta que cerca de metade da população mundial vive perto da costa, este data center também vai permitir um acesso mais rápido aos serviços online.
Para ajudar a perceber os desafios que poderiam surgir à volta destes repositórios de dados, a empresa instalou duas câmaras para fazer streaming ao vivo do data center submarino.
Os interessados em saber o que se passa debaixo de água só têm que visitar o site do projecto e escolher a opção “Live Cameras”.
Os servidores instalados neste centro de dados podem ficar no fundo do oceano durante cinco anos.
Fonte: Tek
  

Esqueça as águas cristalinas e os peixes. O mar está entregue ao plástico.


Algumas praias deixaram de ser paraísos e passaram a ser verdadeiros infernos. Bali é um dos exemplos. São cenários trágicos, que chocam, mas continuam a multiplicar-se.

No verão, multiplicam-se sugestões para aproveitar as férias ao máximo. Entre os conteúdos mais partilhados estão listas com algumas das praias mais bonitas do mundo. No entanto, muitas vezes o que a natureza tem para dar já foi estragado pelo homem. É o caso de centenas de praias onde os mergulhos são dados no meio de... lixo. Falamos de casos onde já não há espaço para falar de águas cristalinas, porque estas deram lugar a verdadeiros mares de plástico. Um dos exemplos mais polémicos e dramáticos acontece em Bali, na Indonésia. 
Em Março, um mergulhador chocou o mundo ao partilhar no Youtube e nas redes sociais um vídeo em que nada perto de Bali, num mar onde o que mais se vê é lixo. O material mais visto? “Sacos de plástico, garrafas de plástico, copos de plástico, baldes de plástico, ferramentas de plástico, sacos de plástico, mais sacos de plástico, plástico e plástico. Tanto plástico”, respondeu Rich Horner, na publicação que acabou por ser vista um pouco por todo o mundo. 
Com a situação a horrorizar tanto turistas como ambientalistas, muitos começaram a insistir na necessidade de arranjar soluções, já que a poluição começou a afectar várias espécies. A agravar a situação está ainda o facto de a Indonésia produzir cerca de 130 mil toneladas de lixo sólido todos os dias. Com muito plástico no meio, metade chega às lixeiras, enquanto a outra metade é queimada ilegalmente ou atirada aos rios ou ao mar. 
Também a República Dominicana tem feito correr muita tinta na imprensa internacional. No mês passado, foi notícia que na praia de Montesinos, em Santo Domingo, foram recolhidas, em apenas três dias, 30 toneladas de plástico. Aquelas fotografias de praias paradisíacas desapareceram e deram lugar a outras que mostram uma realidade muito diferente. Um manto de lixo a boiar no mar foi o que se viu num vídeo partilhado por uma equipa da ONG Parley Oceans, que se dedica à conservação dos oceanos. 
“Precisamos de uma onda de mudança e de uma revolução material”, pediu a organização, depois de ter realizado o trabalho de limpeza em conjunto com as forças armadas, elementos da Marinha e ainda cerca de 500 funcionários públicos. 
“No passado enviávamos postais de praias mágicas e palmeiras. Agora, são ondas de resíduos plásticos. A menos que façamos alguma coisa já, a geração futura não irá acreditar que os cenários dos postais alguma vez tenham existido. Estamos a pedir uma Revolução Material – o plástico tem de desaparecer”, tem insistido Cyrill Gutsch, fundador desta organização. A verdade é que, depois de publicadas as imagens desta praia, muitas vozes se lhe têm juntado. 
Para conseguir ter mais expressão nesta luta contra o plástico, a organização decidiu transformar o plástico recolhido em produtos de consumo. A ideia tem como objectivo maior alertar para a poluição dos oceanos e para a necessidade de começar a mudar rotinas e consciências. 

Ao i, Marta Dias conta que, com viagem marcada para Punta Cana, pensou em desistir. Acabou por manter a viagem, mas para outro local: “Vamos na mesma, mas para um local que fica a 180 quilómetros do que estava planeado”. 
Dados assustam Segundo um estudo publicado em Março deste ano, quase 80 mil toneladas de detritos de plástico ocupam no oceano Pacífico, entre a Califórnia e o Havai, uma área que equivale a três vezes o território de França. O coordenador do estudo, o investigador Laurent Lebreton, da Ocean Cleanup Foundation, explica que a quantidade de plástico tem vindo a aumentar “exponencialmente” e salienta que é preciso olhar com atenção para os números. Em 1990, a produção de plástico era metade da actual. Dizem os especialistas que, se nada for feito para evitar o consumo deste material, acabaremos por ter mais plástico do que peixe.
Fonte: Ionline

terça-feira, 17 de julho de 2018

Descoberta de corais profundos nos mares da Madeira



O Observatório Oceânico da Madeira (OOM) anunciou a descoberta de uma planície de corais profundos ao largo da Ribeira Brava, a uma profundidade de dois mil metros, com o auxílio de um robô subaquático. "Para a Madeira é com certeza inédito", afirmou Rui Caldeira, director do OOM, adiantando não ser "muito comum ver-se em mar profundo uma concentração tão grande de espécies de corais" como aqueles que foram encontrados em frente à Ribeira Brava, concelho a oeste do Funchal.
O OOM tem um projecto financiado por fundos do FEDER e parte deste projecto visa ir ao mar para recolher nova informação, depois de uma campanha oceanográfica feita em 2017 que foi focada essencialmente na zona costeira da ilha da Madeira, tendo regressado este ano, durante o mês de Julho.
Em colaboração com o Instituto Hidrográfico e a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental foi possível ter na região o ROV Luso, (do inglês Remotely Operated Vehicle), um veículo de operação remota utilizado no estudo e na exploração do oceano a bordo do navio da Marinha Portuguesa NRP Almirante Gago Coutinho. "Foi durante a tarde do dia cinco de Julho de 2018 que o ROV Luso fez o seu primeiro mergulho a sul da Ilha da Madeira. Após uma hora e 30 minutos de descida, o ROV Luso pousou na planície abissal, a cerca de 2000 metros de profundidade, ao largo da Ribeira Brava", relatou.
Depois de este ser movimentado junto ao fundo, "a equipa de investigadores encontrou pela primeira vez na região uma grande concentração de corais de mar profundo, espécies com grande valor ecológico e importantes indicadores climáticos", disse. Ressalvou que não sendo especialista em corais, lhe é permitido, no entanto, afirmar que a descoberta dos corais é "um bom indicador da qualidade ambiental, por um lado, e como têm um esqueleto de carbonato de cálcio têm muitas assinaturas das alterações climáticas, sendo um indicador importante da saúde do ecossistema".
Disse ainda que "as fotos recolhidas pelo ROV Luso ao largo da Ribeira Brava revelam a diversidade de formas e de cores destes corais descobertos nestas zonas totalmente desprovidas de luz, bem como os complexos ecossistemas que estes ostentam em seu redor", afirmou. De acordo com o responsável, o trabalho científico de recolha vai continuar no sentido de se perceber a diversidade do sistema, numa equipa constituída por investigadores portugueses.


Dourada com sabor a mar!


A dourada tem um corpo de forma oval, de cor cinzento-prata, uma mancha dourada entre os olhos e o sabor que traz a história do oceano.
Apresentamos-lhe a Sparus aurata, ou, por outras palavras, a dourada. Este peixe encontra-se, sobretudo, no Atlântico Nordeste e Mar Mediterrâneo, onde habita a coluna de água em zonas até 150 m de profundidade. Vive solitária ou em pequenos grupos e alimenta-se de moluscos, crustáceos e ouriços-do-mar. Reproduz-se de outubro a dezembro e vive aproximadamente 15 anos, tendo um porte variável de acordo com seu habitat.
Um peixe peculiar
Esta espécie pode ser encontrada por toda a costa Atlântica e Portuguesa, Mediterrâneo e Norte de África e vive em fundos mistos de areia e pedra, procurando zonas de laje rochosa para a desova. Na época da desova, as douradas apresentam-se em grande número nas zonas preferidas de nidificação, como é o caso do Cabo Espichel, Vereda ou ao longo da costa da Comporta, em Setúbal. E, surpreenda-se, com esta particularidade: as douradas são hermafroditas, nascem macho mas com a maturação sexual, por volta dos dois anos, convertem-se em fêmea.
Benefícios do seu consumo
Para além disso, os benefícios do seu consumo para a saúde são muitos. Quando inserida numa alimentação equilibrada e num estilo de vida saudável, a dourada pode trazer inúmeros benefícios. A dourada é um peixe muito rico nutricionalmente, apresentando diversas vitaminas e minerais e contendo, sobretudo, gordura insaturada. Inserida num estilo de vida saudável, e pelo conteúdo em ómega 3 e potássio, pode ajudar no controlo de doenças cardiovasculares, nomeadamente pela manutenção dos níveis de colesterol no sangue e da pressão arterial normais.
Pode consumir a dourada de várias formas, sendo que, no forno, com batatas assadas, e grelhada - com um pouco de azeite e limão -, os seus nutrientes mantêm-se praticamente inalterados. O ceviche é também uma boa opção para consumir este peixe nos dias de maior calor, sendo ideal para quem gosta de marinadas cítricas. Optar por fazer este peixe ao sal pode ser uma boa forma de o tornar ainda mais suculento e húmido. Além disso, pode também fazer uma sopa de peixe utilizando a cabeça da dourada, onde se concentra grande parte do sabor deste peixe tão nutritivo e saboroso.
BENEFÍCIOS
Por ser rica em vitaminas do complexo B e vitamina D, o consumo de dourada, aliada a uma alimentação equilibrada, pode contribuir para o normal funcionamento do sistema imunitário, nervoso, função psicológica e regulação hormonal.
COMO CONSERVAR
A dourada deve ser conservada no frigorífico, na parte inferior, durante 1 a 2 dias.
VALOR NUTRICIONAL (por 100g)
167 kcal
Minerais: P, K
Vitaminas: B1, B3, B6, B12, D
SABIA QUE
No momento de escolher as douradas, deve lembrar-se que os olhos devem ser cristalinos, as escamas aderentes, o corpo brilhante, as guelras avermelhadas e a textura firme.
COMO CONSUMIR
A dourada pode ser consumida assada, grelhada, cozida, no forno ao sal ou em ceviche, uma excelente opção para consumir no verão, já que é refrescante e muito fácil de fazer. O peixe fica embebido nos sucos cítricos, que ajudam a realçar a frescura e o seu sabor marítimo. Fazer uma sopa de dourada é outra forma de a degustar. Se preferir, pode desfiar o peixe e juntá-lo a uma refrescante salada ou mesmo a um delicioso taco com salsa e pimentos.
Fonte: JN

Governo diz que não há razões para proibir pesca da sardinha em 2019


A ministra do Mar disse que o Governo entende que não há razão para proibir a captura de sardinha, considerando que o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES), "por vezes, peca por excesso".
"O ICES dá um parecer científico com base na informação que tem, mas o que é facto é que muitas vezes peca por excesso", disse aos jornalistas a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, em Portimão, à margem da cerimónia de boas-vindas ao navio que faz a ligação entre o Funchal e aquela cidade algarvia.
De acordo com um parecer científico do ICES, a pesca da sardinha deverá ser proibida em 2019 em Portugal e Espanha, tendo em conta a diminuição do 'stock' verificada nos últimos anos.
"O Governo entende, tal como no ano passado, que não estamos em situação de fazer pesca zero. Podemos estabelecer uma cota para a captura mais baixa do que a deste ano e com medidas de gestão dos 'stocks' mais profundas", defendeu a ministra.
De acordo com a governante, o Governo "não acha que seja caso para reduzir à pesca zero, com base na informação científica de que dispõe".
Ana Paula Vitorino afirmou que o Governo "está a fazer um trabalho muito aprofundado sobre a matéria, para tentar conciliar dois objetivos: manter a captura elevada da sardinha e a sustentabilidade da espécie".
"A sardinha tem vindo a diminuir paulatinamente na nossa costa e para se conseguir cumprir o primeiro objetivo temos de garantir que as capturas são de modo a que continuemos a ter sardinha no futuro", sublinhou.
Na opinião de Ana Paula Vitorino, é no equilíbrio entre a captura e a sustentabilidade que terá de ser tomada uma decisão, até porque, sublinhou, "a sardinha faz parte da cultura dos portugueses e da economia".
Segundo a ministra, a quantidade de sardinha no mar português é superior à do ano passado, embora se verifique uma redução dos juvenis, o que se traduz numa redução da espécie em 2019.
"Embora se verifique essa redução de juvenis, não implica reduzir as capturas a zero", considerou a ministra, acrescentando que Portugal está a trabalhar em conjunto com Espanha e em contacto com a Comissão Europeia "para demonstrar que não existem razões socioeconómicas que levem a que os indicadores de preservação da espécie sejam tão exigentes como os apontados pelo ICES".

domingo, 17 de junho de 2018

Sesimbra acolhe Europeu de Vela


Atletas júniores de todo o mundo chegam a Portugal no início de Julho para competir no campeonato organizado pelo Clube Naval de Sesimbra
Sesimbra acolhe pela primeira vez um Campeonato Europeu de Júniores de Vela, organizado pelo Clube Naval de Sesimbra, que decorre entre 3 e 11 de Julho. Cerca de 400 jovens e 200 barcos, entre os 16 e os 24 anos, vão participar no campeonato, que se divide em duas classes: classe 420 e classe 470.
O Clube Naval de Sesimbra tem quase 90 anos de história e um contributo sólido para o crescimento da modalidade localmente, mas também a nível nacional. Receber este campeonato em Sesimbra é sinónimo de que estamos a cumprir a nossa missão na divulgação internacional da excelência das nossas águas para a modalidade, bem como reforça o investimento que temos feito na formação das classes mais jovens e no aumento de adeptos de vela”, comenta César Medalha Pratas, director da Vela do Clube Naval de Sesimbra.
Estão representados 15 países europeus e 5 países do resto do mundo nesta competição, que se realiza anualmente em diferentes países europeus. Em 2017 o campeonato teve lugar em Fraglia Vela Riva. A classe 420 inclui jovens entre os 16 e os 21 anos e a classe 470 com idades compreendidas entre os 20 e os 24 anos.
Os atletas começam a chegar a 3 de Julho, para se registarem e efectuarem medições no percurso. Um dos momentos altos do evento acontece a 4 de Julho, às 19h, com a Cerimónia Oficial de Abertura e desfile dos atletas, com os seus trajes oficiais e bandeiras de cada país, pelo centro de Sesimbra. As provas finais, que determinam os vencedores em cada classe, decorrem no dia 11 de Julho, dia que termina com a Cerimónia de Encerramento às 20h.
Ao longo dos seis dias de provas de qualificação, entre 6 e 11 de julho, decorrem três regatas por dia de cada classe (420 e 470), em dois campos, um para cada classe.
Todo o campeonato decorre com localização privilegiada, na primeira linha da praia do Ouro, no centro da típica vila piscatória de Sesimbra, em frente ao Hotel do Mar, onde funciona o Race Office, para os registos de atletas e equipas, o gabinete de júris e onde são apuradas as classificações e o controlo de rondagens.
O evento é organizado em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra e conta com o apoio da Federação Portuguesa de Vela, das Classes Internacionais de 420 e 470, da APSS e Autoridade Marítima Nacional.
O Clube Naval de Sesimbra, criado em 4 de Setembro de 1930, é uma das principais associações sem fins lucrativos da típica vila piscatória, sinónimo da sua tradição e ligação com o mar. Ao longo de todo o ano o Clube Naval de Sesimbra disponibiliza aulas de vela e canoagem e no verão organiza férias desportivas.
Fonte: Distrito Online Créditos das fotografias: Luis Fráguas

O Oceano Atlântico é a casa de muitas espécies


Uma elevada abundância e diversidade marinhas caracterizam o Oceano Atlântico. A sobrepesca, a poluição e a pesca fantasma são alguns dos motivos que fazem deste oceano um habitat de espécies em perigo de extinção.

A bióloga marinha Sofia Silva, que colabora com o centro de investigação CETEMARES, do Instituto Politécnico de Leiria, explica que o Oceano Atlântico, o segundo maior do mundo, possui uma elevada abundância e diversidade de vida marinha. Considera-se que aproximadamente 95% do volume dos oceanos permanece inexplorado.

“A saúde dos oceanos em muito depende da sua biodiversidade e esta encontra-se em rápido declínio actualmente” que em muito se deve aos efeitos nocivos da sobrepesca, poluição e alterações climáticas.

Se o ser humano não mudar comportamentos muitas espécies continuarão a desaparecer “a um ritmo alarmante sem que antes tenhamos conhecimento da sua existência”.

ESPÉCIES “CARISMÁTICAS” E “EXÓTICAS”

Nos pratos portugueses é possível encontrar bacalhau no forno, sardinha assada ou camarão, mas numa viagem pelo Oceano Atlântico não são as únicas espécies que se podem encontrar. Golfinhos, orcas, baleias e tartarugas são alguns dos animais que compõem as espécies “carismáticas”, como Sofia Silva as apelidou, enquanto as “exóticas” são constituídas por diversos organismos como algumas algas, algumas espécies de peixes e alguns invertebrados. A diversidade não fica por aqui: podem ainda encontrar-se aves marinhas, tubarões e raias.

Para a bióloga, “o oceano Atlântico é a casa de muitas espécies, não apenas das economicamente interessantes (seja pelo seu potencial de uso ao nível da indústria alimentar, biotecnológica ou farmacêutica), mas também das inúmeras que não conhecemos”.

Há fenómenos surpreendentes que se escondem no interior dos nossos oceanos. A confluência entre as águas frias do norte e as águas quentes das regiões tropicais, permite uma elevada biodiversidade, o que contribui para uma elevada riqueza específica derivada à renovação de nutrientes presentes nas águas, formando assim uma cadeia alimentar aquática diversa. Sofia Silva dá o exemplo da presença dos tubarões e aves marinhas atraídos, também, pelo aumento das suas presas em zonas mais próximas da costa, devido aos fenómenos de “upwelling” (fenómeno oceanográfico que consiste na subida das águas subsuperficiais).

AVISTAMENTOS NA COSTA PORTUGUESA
As alterações climáticas, por exemplo, têm impacto “na área de distribuição dos organismos, assim como nos seus padrões migratórios”. Actualmente, já se verifica o “desaparecimento de espécies com afinidades boreais e o aumento ou ocorrência de espécies sub-tropicais”.

A costa portuguesa, por seu lado, tem recebido espécies cuja presença era menos notada. A bióloga marinha justifica o avistamento mais frequente de baleias e tubarões na costa continental com a exploração intensa do meio marinho e esclarece que a incidência destes animais se deve essencialmente ao aumento da presença humana em alto mar.

SABIA QUE...
As baleias-jubarte percorrem mais de 8000 km desde a Antártica até à Costa Rica, e representam a maior migração de um mamífero que ocorre no Oceano Atlântico.

... E QUE...
O fóssil vivo celacanto, que se julgava extinto à mais de 60 milhões de anos, foi capturado vivo em 1938 na costa africana do Oceano Atlântico.~

Fonte: Expresso

Plástico contamina 95% do Mar Mediterrâneo


O plástico representa 95% dos resíduos que flutuam no Mar Mediterrâneo, que alcançam "níveis recordes de contaminação" na maior parte dos países, sobretudo em Turquia e Espanha, indica um estudo da World Wide Fund for Nature (WWF).

A propósito do Dia Mundial dos Oceanos, a Organização Não Governamental chama a atenção para a poluição no Mediterrâneo e pede às instituições, empresas e cidadãos que se comprometam com a luta contra a contaminação marinha. Segundo o relatório, os turistas de um conjunto de países onde se inclui a Turquia, Espanha, Itália, Egito e França, provocam um aumento da poluição marinha em cerca de 40% em cada verão.
Em Portugal, "os microplásticos predominam nas areias das praias, representando 72% do lixo encontrado em zonas industriais e de estuários", salienta um comunicado divulgado pela organização em Lisboa.
O Mar Mediterrâneo está, segundo a WWF, a converter-se numa perigosa lixeira, com níveis recorde de contaminação de microplásticos que ameaçam várias espécies marinhas e a saúde dos seres humanos quando estes produtos entram na cadeia alimentar.
As Nações Unidas lembram que 80% da poluição dos oceanos é proveniente das pessoas.
Na sua página oficial, a ONU lembra também que oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos em cada ano, prejudicando a vida selvagem, mas igualmente a pesca ou o turismo.
E acrescenta que a poluição por plásticos custa a vida a um milhão de aves marinhas e a 100 mil mamíferos, também em cada ano.
E é também em cada ano que o plástico causa oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) de danos nos ecossistemas marinhos.
Fonte: JN Foto: LEGNAN KOULA/EPA

Antártida pode fazer subir água do mar em mais de um metro



As decisões da próxima década vão determinar o futuro da Antártida e do mundo, que pode ter um aumento do nível do mar superior a um metro, alertam cientistas num estudo divulgado. 

O trabalho publicado numa edição especial da revista científica Nature, sobre a Antártida, os cientistas afirmam que o tempo se está a esgotar para salvar o ecossistema antártico e que se não forem tomadas decisões corretas para preservar a Antártida nos próximos 10 anos o mundo sofrerá as consequências.
O estudo avalia o estado da Antártida em 2070 sob dois cenários, um em que não são tomadas medidas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa nem outras medidas de protecção, e outro em que são tomadas medidas de protecção ambiental.
Os autores do trabalho, no qual se incluem cientistas do Imperial College London, uma instituição universitária britânica, dizem que há mudanças que já são irreversíveis e que se nada for feito até 2070 haverá uma "perda dramática" das principais plataformas de gelo e um grande aumento do nível das águas do mar.
Ao contrário, dizem, com baixas emissões de gases com efeito de estufa as plataformas de gelo permanecem, a ameaça da subida do nível do mar é minimizada, a acidificação dos oceanos não piora e os ecossistemas permanecem intactos, e o aumento das temperaturas do mar não iria além dos 0,7 graus celsius.
No pior dos cenários, alertam os responsáveis, o nível das águas dos oceanos subiria um metro, podendo chegar a 3,5 metros, as correntes oceânicas mudariam, a água do mar aquecia mais dois graus e a acidez dos oceanos alcançaria um ponto em que algumas criaturas marinhas seriam incapazes de formar as conchas adequadamente.
Os cientistas defendem a importância de se manter o actual cenário de proibição de extracção de recursos (como carvão ou minério de ferro) na Antártida, e de se minimizar os impactos do turismo e da pesca, e enfatizam a necessidade de cooperação internacional e a criação e aplicação de regulamentos para a Antártida, apoiados em programas de investigação.
Fonte: RTP

Adeus França. Sede europeia da Liga Mundial muda-se para Lisboa


Anúncio foi feito na passada sexta-feira. Sede deixa França depois de 30 anos

A sede europeia da Liga Mundial de Surf (WSL) vai ser instalada em Lisboa, naquele que será mais um passo para "posicionar Portugal como principal país de surf na Europa", confirmou na passada sexta-feira o representante luso da estrutura, Francisco Spínola.

"Lisboa e Portugal vão ser a montra do surf europeu para o mundo", afirmou Francisco Spínola, em declarações à Lusa, confirmando a mudança da sede para a capital portuguesa, depois de quase 30 anos em solo francês.

De acordo com o responsável, esta mudança decorre da organização nas ondas portuguesas das principais provas da WSL, sejam etapas dos circuitos mundiais masculinos, femininos e de ondas gigantes, assim como dos Mundiais de juniores, mas também da proximidade das praias.

"Além de todas as acessibilidades de uma capital europeia, Lisboa oferece surf a meia hora do centro e condições para a prática da modalidade durante todo o ano", frisou, acrescentando que a estrutura vai ser instalada, numa primeira fase, em Lisboa, com cerca de 10 a 12 trabalhadores.

Portugal é o país europeu com mais provas da WSL, organizando, em 2018, uma etapa do circuito mundial (MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche), três do de qualificação (Caparica Pro, Pro Santa Cruz e EDP Billabong Pro Ericeira) e uma de ondas gigantes (Nazaré Challenge).

Segundo Spínola, a estrutura a instalar em Portugal vai ficar como "centro decisório" do surf na Europa, mas também em África e no Médio Oriente.

Fonte: DN Foto: Jorge Amaral/Global Imagens

sábado, 2 de junho de 2018

No fundo Portugal é mar. E nós podemos dar um mergulho


Há uma baleia no jardim. E faróis que iluminam as oliveiras. E há imagens espectaculares do fundo do mar. Até Julho, a Fábrica das Artes do CCB tem um ciclo dedicado ao oceano.

De longe parece mesmo o esqueleto de uma baleia. Mas à medida que nos aproximamos, percebemos que não são ossos. São embalagens de iogurtes e de detergente, em plástico branco. A Baleana plasticus é uma escultura criada em 2014 pela bióloga Ana Pêgo e o fotógrafo Luís Quinta e que agora está instalada no Jardim das Oliveiras do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Está ali, ao lados dos faróis da exposição As portas do mar, chamando a atenção para o ciclo "No fundo Portugal é mar", que vai ocupar a Fábrica das Artes nos próximos meses. Mas, mais do que isso, está ali chamando a atenção o problema da poluição dos oceanos e, especificamente, para o excesso de plástico.

Bióloga marinha, nos últimos anos Ana Pêgo tem-se dedicado à educação ambiental e passa muito do seu tempo recolhendo o plástico que aparece na praia, trazido pelas marés. "A minha preocupação com o lixo marinho foi aumentando", conta. No final de 2015 criou a página de Facebook Plasticus Maritimus para mostrar as coisas que ia encontrando na praia e também para pedir ajuda para identificar esses objectos. "Deixei de olhar para o lixo da praia como lixo mas antes como objectos com história, que já fizeram viagens", explica. Esses objectos são usados nas oficinas que orienta por estes dias no CCB, porque o mais importante agora é informar as pessoas do mal que estamos a fazer ao oceano e educá-las para o ambiente.

Expostos em vitrinas, organizados por cores ou por "famílias", os objectos apanhados na praia não deixam de causar espanto. Pauzinhos de cotonetes (porque as pessoas deitam nas sanitas). As palhinhas. Os balões. "São coisas que não noz fazem realmente falta no nosso dia a dia e são muito prejudiciais. Encontro centenas de bocados de balões, porque rebentam ficam no chão, acabam por ir parar às sarjetas com a chuva e daí para o mar." Bonecos pequenos. Patilhas dos protectores solares. Peças de lego. Flores artificiais. "Estas coisas podem parecer bonitas mas são um manifesto", diz Ana Pêgo.

Toda a programação deste ciclo - que inclui exposições, espectáculos, oficinas e conversas (ver coluna ao lado) - foi concebida em conjunto com a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental . Só assim foi possível ter acesso não só às imagens do fundo do mar como também à réplica do laboratório de campanha e ainda contar com a colaboração dos vários especialistas nestas actividades. "Esta programação tem três eixos: a educação ambiental, a ciência e a a criação artística", explica Madalena Wallenstein, programadora da Fábrica das Artes.

Um dos melhores exemplos dessa interligação é a instalação Terramar: a partir das imagens captadas pelo robot ROV, que vai até seis mil metros de profundidade e tem feito campanhas ao longo da costa portuguesa, e também imagens captadas por mergulhadores, a artista Graça Castanheira criou "quadros vivos" que nos levam literalmente até ao fundo do mar. Oportunidade para conhecer algumas espécies que habitam as profundezas, para nos deliciarmos com imagens do oceano - e também para suspendermos um pouco a nossa vida e deixarmo-nos levar, durante alguns minutos, pelo silêncio e pelo embalo das ondas.

PROGRAMA

As portas do mar e Balaena plasticus
Rui Rebelo imaginou estes faróis, com a colaboração de Marco Fonseca e Teresa Varela. As pessoas podem sentar-se, relaxar e ouvir os sons do mar. E também ver a baleia feita de detritos de plástico encontrados na praia, uma obra de Ana Pêgo e Luís Quinta, de 2014.
Jardim das Oli veiras, até 31 Julho

Terramar - instalação de Graça castanheira
A partir das muitas horas de imagens captadas pelo ROV Luso, um robot que tem andado a mergulhar pelo mar português, Graça Castanheira criou duas peças : um tríptico que nos leva para o fundo do mar e uma exposição com "quadros vivos".
Fábrica das Artes, até 31 Julho

Oficinas de palavras, dança e ambiente
Durante este três meses, a Fábrica das Artes tem programadas uma série de oficinas "à volta" do mar - para escolas mas também para famílias, ao fim de semana. Por exemplo com a bióloga e escritora Judite Canha Fernandes.
Fábrica das Artes, Maio e Junho

Um espectáculo: A menina do mar
Em 2011, Bernardo Sasseti e Beatriz Batarda fizeram uma Menina do Mar. A partir da música original de Sasseti e da história de Sophia, o pianista Filipe Raposo, a actriz Carla Galvão e a ilustraram Beatriz Bagulho criaram este espectáculo
Pequeno Auditório, 19-25 maio

Ciclo de conversas com o mar ao fundo
A chef de cozinha Patrícia Borges, a peixeira Tânia Silva, o investigador João Varela, os pilotos ROV Andreia Afonso e António Calado, o mergulhador Nuno Rodrigues e o pescador António Figueira são alguns dos palestrantes convidados
Jardim das Oliveiras, Maio-Julho

Concertos e contos no jardim
Rita Maria e Filipe Raposos trazem Canções da Terra e do Mar (30 Junho), Rui Rebelo e Carla Galvão fazem um Concerto co Faróis (14 e 15 Julho). E mais sessões de estórias e de músicas, sempre ao ar livre.
Jardim das Oliveias, Junho-Julho

Fonte: DN