Portal do Mar

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Paquete "Infante D.Henrique" - Os Últimos Dias.


O paquete "Infante D. Henrique" realizou o seu último cruzeiro ao Funchal de Dezembro de 1976 a 3 de Janeiro de 1977, ficando fundeado no mar da Palha até Maio de 1977, ano em que o GAS ( Gabinete da área de Sines) o adquiriu para acomodar alguns dos milhares de trabalhadores do complexo da área de Sines. Foi colocado numa lagoa artificial tornando-se uma presença bizarra e cara por terras alentejanas, degradando-se rapidamente.

Ao contrário do que acontecera a outros navios portugueses, cujo o fim era Kaohsiung, o cemitério de navios para a sucata, na Ilha Formosa, no ano de 1986, com o crescimento do mercado de cruzeiros no mundo, o armador grego George Potamianos adquiriu-o e transformou-o num paquete de luxo. Totalmente renovado interiormente, mantendo as linhas clássicas, o navio chegou a Lisboa em 1988, com o nome de «Vasco da Gama». 

Potamianos fez renascer este navio que, durante seis anos, realizou cruzeiros nas Caraíbas e deu a volta ao mundo por diversas vezes. Continuou a ser motivo de admiração e registo em qualquer porto a que aportava.


Em 1994, foi vendido à Premier Cruises, companhia americana, para cruzeiros nas Caraíbas. No ano 2000, ficou sedeado na Europa, em Barcelona, para cruzeiros no Mediterrâneo, mas sem grande sucesso, devido á forte concorrência de outras companhias, como a Costa Crociere, o que provocou, uma vez mais, a sua imobilização. Por falência da companhia e por ordem da Autoridade do Porto de Barcelona, o navio ficou arrestado nesse mesmo ano. O seu último comandante foi Amadeu Albuquerque.


Durante três anos permaneceu acostado ao molhe norte do porto de Barcelona aguardando que alguém novamente o pusesse a navegar pelos quatro cantos do mundo ou simplesmente o adquirisse para o tornar num ex-libris. Encontrava-se em excelentes condições podendo assim navegar por mais uns 40 anos, mas a má sorte bateu de vez à porta.
Foi vendido para sucata e desmantelado na China em 2004.


Fontes: "O Saudosista" e "Restos de Colecção"

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Ordenamento do Espaço Marítimo: Consulta Pública de 30/04 a 30/06


A DGRM – Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, divulgou o Aviso que dá início à abertura do período de discussão pública do projecto de Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo, que decorrerá entre 30 de Abril e 30 de Junho de 2018.

O Plano de Situação é um instrumento de ordenamento do espaço marítimo nacional que constitui uma ferramenta essencial para a política do mar, assegurando o desenvolvimento da economia azul e a sustentabilidade do meio marinho tal como definido pela Directiva-Quadro “Estratégia-Marinha” e pela Estratégia Nacional para o Mar.

Trata-se de um plano estruturante e fundamental, que abrange todo o espaço marítimo nacional, desde as linhas de base até ao limite exterior da plataforma continental, integrando as águas interiores marítimas, o mar territorial, a zona económica exclusiva e a plataforma continental, incluindo para além das 200 milhas náuticas.

O Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo identifica a distribuição espacial e temporal dos usos e actividades existentes e potenciais, identificando também as áreas relevantes para a conservação da natureza, biodiversidade, os valores correspondentes ao património cultural subaquático e as redes e estruturas indispensáveis à defesa nacional, à segurança interna e à protecção civil e combate à erosão costeira.

Promovendo a compatibilização entre usos ou actividades concorrentes, tendo em vista contribuir para um melhor aproveitamento económico do meio marinho e minimizar o impacto das actividades humanas no meio marinho, este plano é ainda o instrumento que permite a atribuição de Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo Nacional.

Objetivos: 
- Executar os objetivos da Estratégia Nacional para o Mar;
- Promover a exploração económica sustentável, racional e eficiente dos recursos marinhos;
- Contribuir para a coesão nacional e reforço da posição geopolítica e geoestratégica de Portugal na bacia do Atlântico;
- Contribuir para o ordenamento da bacia do Atlântico;
- Assegurar o Bom Estado Ambiental das Águas Marinhas;
- Ordenar os usos e actividades, prevenindo e minimizando conflitos entre usos e actividades concorrentes;
- Contribuir para o conhecimento do oceano e reforçar a capacidade científica e tecnológica nacional;
- Garantir a segurança jurídica e a transparência na atribuição dos Título de Utilização Privativa do Espaço marítimo Nacional;

Acompanhe aqui o Plano de Situação


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Yilport Leixões: 3000 TEU diários é mais frequente.


Abril com produtividade a mil – com este provérbio adaptado poderíamos descrever facilmente o trajecto da concessionária Yilport Leixões no que toca à movimentação de contentores no porto nortenho: a empresa voltou, pela segunda vez num espaço de escassos dias, a roçar a marca dos 3 mil TEU diários.
No passado dia 7 de Abril, já a concessionária havia dado conta desse registo de elevada eficiência, com a operação de seis navios que resultou no processamento de 1.803 contentores, ou 2.932 TEU. À data, «faltaram 68 TEU para atingir a marca dos 3.000 TEU», lembrou a Yilport Leixões.
A marca dos 3 mil TEU voltou a pairar no Porto de Leixões no passado dia 11 de Abril, mostrando a persistência dos bons resultados na movimentação de contentores: a «Yilport Leixões voltou a testar a barreira dos 3.000 TEU movimentados num único dia de trabalho», uma meta «cada vez mais frequente», assinalou a empresa.

«Prova da capacidade de resposta da Yilport Leixões», enaltece a empresa

No dia 11 de Abril foram carregados/descarregados «1.739 contentores, a que corresponderam 2.987 TEU», veiculou a empresa, lembrando que apenas «faltaram 13 TEU» para a celebração da meta dos 3 mil TEU diários. «A produção alcançada é tanto mais relevante quanto foi o resultado da operação de oito – oito! – navios, com as exigências operacionais e as perdas de tempo que isso implica».
Fonte: Cargo
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sábado, 28 de abril de 2018

Federação dos trabalhadores portuários exige ser recebida pela ministra do Mar


A Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários (FNSTP) criticou o "silêncio" da ministra do Mar aos pedidos de audiência dos sindicatos, avisando que se não houver resposta até 25 de maio, a greve será uma possibilidade.

Os dirigentes das oito associações sindicais que integram a federação estiveram reunidos no Porto de Sines na quinta e sexta-feira, tendo escrito uma carta à ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, a exigirem para serem recebidos para discutirem "a necessidade de melhorar as condições" dos trabalhadores portuários, disse o presidente da FNSTP, Aristides Peixoto, à Lusa.

Perante a falta de respostas, a federação disse que vai "aguardar até ao dia 25 de maio de 2018" para que a ministra viabilize o encontro, sob pena de a FNSTP "promover iniciativas legais de expressão prejudicial ao normal funcionamento dos portos".

Segundo explicou Aristides Peixoto, "a greve será o último recurso, mas pode acontecer".

A federação acusa a ministra de ter "um procedimento pessoal e institucional insólito e lamentável" desde meados de 2016, uma vez que se abstém desde essa altura de responder ao pedido de audiência que "repetidamente" tem sido feito pela FNSTP.

A falta de resposta a um documento entregue pela federação à ministra em 15 de Julho de 2016 "exprime e denota uma indesculpável irresponsabilidade cívica e política, a par de falta de respeito para com instituições do sector" por parte da governante, dizem os sindicatos na carta dirigida a Ana Paula Vitorino.

Segundo a federação, a UGT também já interveio perante o "anómalo estado de alheamento e indiferença" da ministra do Mar, mas não obteve resposta, submetendo a organização sindical portuária a um "inacreditável silêncio ou ostracismo".

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Vagas de calor no mar estão a aumentar há um século

Um estudo publicado pela Nature Communications mostra que a frequência de vagas de aquecimento da água do mar aumentou, bem como a duração de cada onda de calor.


As vagas de calor no mar aumentaram em número e em intensidade ao longo do século passado, resultado directo do aquecimento global, revela um estudo divulgado.

Publicado pela revista Nature Communications, o estudo foi feito por investigadores do ARC — Centro de Excelência para os Extremos Climatéricos, um consórcio que junta cinco universidades australianas e uma rede de organizações da Austrália e de outros países, e o Instituto de Estudos Marinhos e Antárticos, um centro de investigação da Universidade da Tasmânia, também na Austrália.

Segundo o estudo, entre 1926 e 2016 a frequência de vagas de aquecimento da água do mar aumentou 34% e a duração de cada onda de calor aumentou 17%, o que se traduz num aumento de 54% do número de dias de temperaturas acima do normal no mar em cada ano.
“A nossa investigação também descobriu que desde 1982 houve um assinalável aumento da tendência de vagas de calor marinhas”, disse o principal autor do estudo, Eric Oliver, da Universidade de Dalhousie, Canadá.
“Se bem que podemos desfrutar das águas quentes quando vamos à praia, essas ondas de calor têm impactos significativos nos ecossistemas, biodiversidade, pesca, turismo e aquacultura. Há muitas consequências económicas profundas que andam de mão dada com esses eventos”, disse o responsável.
Uma onda de calor na Austrália Ocidental em 2011 mudou por completo o ecossistema, que deixou de ser dominado por florestas de laminárias (algas de grandes dimensões) para passar a ser dominado por algas rasteiras. No ano seguinte, no Golfo do Maine (costa nordeste dos Estados Unidos) uma onda de calor levou a um aumento da população de lagostas que fez os preços caírem e o sector foi seriamente prejudicado. E entre 2014 e 2016 uma vaga de calor no Pacífico Norte levou ao encerramento de estruturas de aquacultura e à proliferação de algas nocivas ao longo das costas.
Para as conclusões do estudo os investigadores usaram diversos dados, combinando os fornecidos por satélite com outros que ao longo do século foram recolhidos por navios e estações de medição terrestre, descontando no final as oscilações naturais.
“Houve uma relação clara entre o aumento da temperatura média da superfície do mar e o aumento das vagas marinhas de calor”, disse Neil Holbrook, da Universidade da Tasmânia, acrescentando ser provável que essas vagas de calor continuem a aumentar.
Fonte: Observador

on abril 28, 2018 Sem comentários:
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Primeira máquina para limpar o plástico do mar em testes no Pacífico


Vai ser experimentado pela primeira vez um sistema que promete limpar a maior mancha de plástico no mar - são quase 80 mil toneladas de detritos de plástico que ocupam uma área entre a Califórnia e o Havai equivalente a três vezes a França.

O sistema idealizado originalmente pelo adolescente holandês Boyan Slat, agora engenheiro e fundador da fundação The Ocean Cleanup, vai ser implementado este Verão. Pretende limpar o que ficou conhecido como "The Great Pacific Garbage Patch" - a grande mancha de lixo do Pacífico.
Esta mancha, detectada pela primeira vez em 1977, contém mais de 1,8 mil milhões de fragmentos de plástico, segundo o último estudo. E é a primeira vez que se faz a tentativa de a limpar.
Não se trata de uma ilha ou de uma massa única, mas sim de uma vasta área com grandes quantidades de plástico, com detritos que vão dos pequenos bocados a elementos maiores, como redes de pesca abandonadas, que representam 46% do total, segundo o estudo publicado a 22 de Março no boletim Scientific Reports, da revista científica Nature.

MANCHA DE PLÁSTICO EQUIVALENTE A TRÊS FRANÇAS

A quantidade de plástico encontrada nesta área está "a aumentar exponencialmente", de acordo com o trabalho desenvolvido pela fundação Ocean Cleanup e por investigadores de instituições na Nova Zelândia, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Dinamarca.
Os cientistas utilizaram dois aviões e 18 barcos para avaliar a poluição causada pelo plástico no oceano. "Queríamos ter imagem uma clara e precisa daquela extensão de lixo no mar", disse o coordenador do estudo, o investigador Laurent Lebreton, da Ocean Cleanup.
"Pensamos que há cada vez mais plástico a acumular-se nesta área", salientam os cientistas.
A quantidade da massa de plástico presente é quatro a 16 vezes maior que o anteriormente referido e continua a acumular-se mais devido ao sentido das correntes marítimas e ao descuido dos humanos, tanto no mar, como em terra.
A maior parte daquele plástico tem provavelmente origem em países do Pacífico, mas também pode vir de qualquer ponto do mundo pois aquele material anda por todo o oceano e até já foi encontrado no Ártico, segundo Laurent Lebreton.

PLÁSTICOS AMEAÇAM ANIMAIS E ENTRAM NA CADEIA ALIMENTAR

Plásticos, como cotonetes, palhinhas ou sacos de plástico descartáveis, vão parar aos oceanos e deterioram-se, dando origem a pequenas partículas que são ingeridas pelos animais e podem levar à sua morte.
Através dos peixes, os microplásticos chegam à cadeia alimentar humana.
Os microplásticos também são ingrediente de muitos cosméticos e produtos de higiene pessoal, como exfoliantes para cabelo, corpo e rosto, pastas e cremes dentais, entrando na rede de esgotos, mas como são demasiado pequenos para serem completamente filtrados nos sistemas de tratamento vão para os rios e mares.
A poluição do mar pelos plásticos é um problema global. Em 1990, a produção de plástico era metade da actual e daqui a alguns anos poderá existir no oceano mais plástico do que peixe, se nada for feito para evitar o elevado consumo deste material, segundo organizações ambientalistas.
Com o início das operações marcado para Julho deste ano, os especialistas acreditam conseguir retirar metade dos detritos - cerca de 40 mil toneladas - nos próximos cinco anos.
O sistema consiste numa série de tubos gigantes - ironicamente feitos de plástico - que vão formar uma longa barreira flutuante. Telas de nylon (material sintético extraído do petróleo) presas às barreiras vão actuar como pás de lixo a recolher os detritos que as marés vão juntando. Estas telas não são capazes, no entanto, de recolher os microplásticos.
Os peixes vão conseguir escapar as estas redes, nadando por baixo, garante a Ocean Cleanup.
A equipa da Ocean Cleanup prevê começar a instalação nas próximas semanas a partir da baía de São Francisco para que tudo esteja pronto em Julho. Depois, todas as seis a oito semanas, barcos vão recolher às redes o lixo acumulado.
Fonte: Sic Noticias

on abril 28, 2018 Sem comentários:
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Adaptação genética de ‘ciganos do mar’ explica capacidade invulgar de mergulho

Os Bajau têm uma capacidade invulgar de permanecer debaixo de água. Estudo pode ajudar a fazer a ligação entre a genética e a resposta fisiológica à hipoxia (privação de oxigénio).


Os Bajau, conhecidos como ‘ciganos do mar’, têm uma capacidade invulgar de permanecer debaixo de água, que um estudo divulgado esta quinta-feira atribui a uma adaptação genética resultante num baço muito maior que o comum na generalidade dos humanos. O estudo, publicado na revista científica Cell, mostra que os Bajau, que vivem nos mares do arquipélago indonésio, têm um baço 50% maior do que populações vizinhas. A importância do baço na capacidade de os humanos poderem manter-se submersos não é nova, mas a relação entre o tamanho desse órgão e a capacidade de mergulho livre nunca tinha sido antes examinada em seres humanos a nível genético.
O baço tem um papel central no prolongamento do tempo de mergulho, porque se contrai quando o corpo é submergido e lança glóbulos vermelhos oxigenados na circulação, produzindo um aumento de até 9% no oxigénio que chega às células. O estudo divulgado esta quinta-feira tem implicações na investigação médica, porque pode ajudar a fazer a ligação entre a genética e a resposta fisiológica à hipoxia (privação de oxigénio).
Melissa Ilardo, investigadora da Universidade de Copenhaga e primeira autora do estudo, passou meses na ilha indonésia de Jaya Bakti onde colheu amostras de ADN e fez ecografias aos baços do povo Bajau e dos seus vizinhos “terrestres”, os Saluan. Os resultados, sequenciados na Universidade de Copenhaga, mostraram claramente que os Bajau têm um baço em média 50% maior do que os Saluan, incluindo os Bajau que não mergulham.
Conhecido como “ciganos do mar”, o povo Bajau vive no sudeste asiático e embora hoje muitos tenham passado a viver em terra, o modo de vida tradicional, que evoluiu ao longo de séculos, era completamente marítimo, com pequenos barcos ou ‘aldeias’ flutuantes como habitação e subsistindo apenas como caçadores-recoletores marinhos. Vagueando entre a Indonésia, Bornéu, Birmânia e Tailândia, os Bajau (como os Moken, como são designados os “ciganos do mar” na Tailândia) são mergulhadores exímios e a maioria nasceu, viveu e morreu no mar.
Os Bajau que foram objeto do estudo de Melissa Ilardo, que agora vivem na ilha de Jaya Bakti, continuam com forte ligação ao mar e são conhecidos em toda a região pela habilidade no mergulho, em que atingem regularmente profundidades de cerca de 70 metros para caçar peixes, e capacidade de ficarem muitos minutos debaixo de água, apenas com uma lança, uns pesos e óculos rudimentares em madeira. Um deles disse a Melissa Ilardo que tinha mergulhado 13 minutos consecutivos.
A investigadora suspeitava que os Bajau poderiam ter baços geneticamente adaptados, devido ao estilo de vida de caçadores-recoletores marinhos, até pelas descobertas em outros mamíferos. “Não há muita informação sobre os baços humanos em termos de fisiologia e genética”, disse a investigadora, lembrando que as focas, como a foca-de-weddell, uma espécie antártica, têm baços desproporcionadamente grandes.
A equipa de académicos das universidades de Copenhaga (Dinamarca), Cambridge (Reino Unido) e Berkeley (Estados Unidos), eliminou a possibilidade de que o baço maior fosse apenas uma resposta fisiológica ao mergulho, e nos estudos que fez dos Bajau descobriu que este povo tem um gene chamado PDE10A, que os Saluan não têm e que controla os níveis do hormónio tireoidiano T4. A glândula tiroide produz, armazena e liberta as hormonas T3 e T4, que regulam o metabolismo. “Acreditamos que os genes dos Bajau têm uma adaptação que aumenta a hormona da tiroide e, portanto, aumenta o tamanho do baço”, disse Melissa Ilardo.
Esta foi a primeira vez, afirmou, que uma adaptação genética ao mergulho foi encontrada nos humanos, já que “até agora era completamente desconhecido se as populações nómadas marinhas se tinham adaptado geneticamente ou apenas fisiologicamente ao seu estilo de vida extremo”. Nos “ciganos do mar” já tinha sido estudada outra característica, a superior visão subaquática, mas concluiu-se que era uma resposta ao ‘treino’ gerado pelo modo de vida.
As conclusões do estudo abrem o camp para outras investigações em população adaptadas a um modo de vida aquático, como as mulheres mergulhadoras haenyeo, da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, cuja cultura faz parte desde 2016 da lista do Património Cultural Imaterial da UNESCO.
Fonte: Observador

on abril 28, 2018 Sem comentários:
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domingo, 25 de março de 2018

Carga no Porto de Sines desce abruptamente.


De acordo com os dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), os portos de Portugal Continental movimentaram um volume de carga de 7,7 milhões de toneladas em Janeiro de 2018, o que representa um decréscimo de 7,5% em relação ao período homólogo. O Porto de Sines foi fundamental a descida tendo, em comparação com o volume registado em Janeiro do ano passado, movimentado menos 878,3 mil toneladas, correspondente a uma variação negativa de -18,8%”. Dentro dos vários segmentos, foi o de contentores (Terminal XXI) que registou  a maior quebra, com menos 22,8% (-480 mil toneladas).

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Novo cruzeiro científico irá confirmar se há crescimento de ‘stock’ da sardinha

A ministra do Mar anunciou que há dois cruzeiros científicos programados para perceber se há realmente "uma rota de crescimento ou de recuperação" da sardinha ou não.


A ministra do Mar disse em Viana do Castelo, que o cruzeiro científico a realizar na primavera “permitirá confirmar a rota de crescimento ou recuperação ou não” do stock de sardinha na costa portuguesa.
“Temos dois cruzeiros científicos programados. Um já foi feito, o de inverno. Vamos fazer agora (outro), dentro de um mês a um mês e meio, em função do estado do tempo. É na conjugação dos dois que nós vamos ver se, de facto, se confirma que existe uma rota de crescimento ou de recuperação da espécie ou não”, afirmou Ana Paula Vitorino.
Questionada pelos jornalistas, à margem da cerimónia de atribuição da Bandeira Azul à escola secundária de Santa Maria Maior, naquela cidade, Ana Paula Vitorino disse que do cruzeiro científico realizado no inverno resultou a “boa notícia do aumento substancial da biomassa (total do peso do ‘stock’ encontrado no mar), mas também a “má notícia relativamente aos juvenis que estava abaixo do ano anterior”.
“Vamos ver o que nos diz o cruzeiro, novamente. Se se mantêm os níveis de biomassa e cresceram os juvenis ou, se pelo contrário, diminuíram os juvenis. Essa seria a má notícia. A boa notícia seria, no próximo cruzeiro, confirmar-se o crescimento da biomassa e também haver crescimento relativamente aos juvenis”, referiu.
Ana Paula Vitorino adiantou que “os dois cenários já estão previstos naquilo que foi acertado entre Portugal e Espanha com a Comissão Europeia”.
“Há um primeiro período de captura até final de junho em que estão fixadas um pouco mais de sete mil toneladas para capturar, pelos pescadores portugueses e espanhóis. Depois, nessa altura, já na posse dos resultados destes cruzeiros científicos, dos dois, e da sua análise poderemos ver o que fazer a seguir e fixar a quota para o próximo ano”, disse.
Ana Paula Vitorino vai ser chamada à Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar em 4 de abril para prestar esclarecimentos sobre uma eventual alteração da quota de captura de sardinha em 2018. A convocação da ministra Ana Paula Vitorino resultou do facto de os deputados da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar terem aprovado por unanimidade um requerimento do grupo parlamentar do PCP nesse sentido.
No requerimento, os deputados comunistas lembraram a “relevante importância económica, social e cultural” da pesca da sardinha para Portugal e consideraram que a redução da quota de captura “traz grandes problemas à frota do cerco, aos pescadores desta frota e às comunidades piscatórias que com esta atividade se encontram interligadas”.
“A questão das quotas de captura e restantes elementos conexos exigem um acompanhamento minucioso tendo em atenção as diferentes informações e elementos que vão sendo recolhidos ao longo do tempo”, defendeu o PCP no documento. Para este grupo parlamentar, os dados recolhidos dão a possibilidade ao Governo de renegociar em Bruxelas um aumento da quota para a campanha de 2018.
No início de Março, a Associação das Organizações de Produtores da Pesca (ANOP) do Cerco revelou que o stock de sardinha na costa portuguesa, cuja pesca está proibida desde Outubro, mais do que duplicou para 120 mil toneladas em 2017, segundo os resultados do cruzeiro científico realizado em Dezembro pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Aqueles resultados, referiu a ANOP em comunicado, apontam para 120 mil toneladas de sardinha entre Caminha e o Cabo Espichel, um acréscimo de 110% face à biomassa que tinha sido avaliada em dezembro de 2016″ (57 mil toneladas).
A associação acredita que os dados da evolução do stock de sardinha a recolher pela investigação programada para Abril “irão ser ainda mais positivos”, tendo em conta a paragem da pesca que se iniciou em Outubro e que se estende até ao final de Abril. A pesca da sardinha está proibida desde Outubro e vigora até Abril, período durante o qual o Ministério do Mar paga aos pescadores para não trabalharem.
Fonte: Observador

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Dessalinização do mar para resolver crise hídrica coloca problemas



O enviado especial da ONU para os oceanos considerou que a dessalinização da água do mar em grande escala, para enfrentar a falta de água potável, levanta problemas. 
Peter Thomson participou no 8º Fórum Mundial da Água, que decorreu em Brasília, no Brasil.
Segundo Peter Thomson, a dessalinização da água, apesar de ser uma alternativa, coloca problemas, como o que fazer com o resíduo de solução salina resultante do processo.
Para o enviado especial das Nações Unidas, "é necessário trabalhar" nas soluções que "são financeira e cientificamente viáveis".
Thomson entende que diferentes respostas para a crise mundial de água potável devem ser enquadradas numa solução mais ampla e que primeiro deve ser travado o aquecimento global, que está a afectar os oceanos.
"Colocámos o mar em grande perigo", assinalou, enumerando o aumento da temperatura da água, a pesca excessiva e a poluição com plásticos.
Peter Thomson recordou ainda que os gases com efeito de estufa "aquecem os oceanos, elevam o nível da água e privam-na de oxigénio, tornando mais difícil a vida marinha.
Um relatório da ONU, divulgado na segunda-feira, estima que a falta de água potável poderá atingir 5,7 mil milhões de pessoas até 2050.
Fonte: Açoreano Oriental

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Economia do mar: Missão empresarial dos EUA a Portugal avaliou negócios



Em Portugal, encontrou-se uma missão empresarial norte-americana composta por 13 organizações ligadas à Economia do Mar.
A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, esteve presente, no passado dia 23 de Março, em Lisboa, na sessão de abertura da conferência ‘Missão Empresarial TMA (The Maritime Alliance) – Encontros de Negócios Portugal e EUA’.

Os encontros de negócios tiveram como objectivo proporcionar às organizações portuguesas (mais de 40), a oportunidade de reunir com as 13 organizações norte-americanas que integram a missão empresarial a Portugal nesta área da economia azul (economia do mar), potenciando acordos comerciais, projectos ou outras parcerias.
Esta conferência foi completamente dedicada a oportunidades de parceria e de financiamento na Economia Azul.

Fonte: Jornal Económico
on março 25, 2018 Sem comentários:
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Plástico acumulado no mar equivale a três Franças


Quase 80 mil toneladas de detritos de plástico, compostos por 1,8 mil milhões de fragmentos, ocupam no Oceano Pacífico, entre a Califórnia e o Havai, uma área equivalente a três vezes a França, conclui um estudo publicado esta quarta-feira.
A quantidade de plástico encontrada nesta área está "a aumentar exponencialmente", de acordo com o trabalho desenvolvido pela fundação Ocean Cleanup e por investigadores de instituições na Nova Zelândia, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Dinamarca e divulgado no boletim Scientific Reports, da revista científica Nature.
Os cientistas utilizaram dois aviões e 18 barcos para avaliar a poluição causada pelo plástico no oceano.
"Queríamos ter uma imagem clara e precisa daquela extensão de lixo no mar", disse o coordenador do estudo, o investigador Laurent Lebreton, da Ocean Cleanup Foundation.
"Pensamos que há cada vez mais plástico a acumular-se nesta área", salientam os cientistas.
A concentração de lixo flutuante já tem sido descrita como uma "ilha", mas o estudo publicado hoje estima que a quantidade da massa de plástico presente é quatro a 16 vezes maior que o anteriormente referido e continua a acumular-se mais devido ao sentido das correntes marítimas e ao descuido dos humanos, tanto no mar, como em terra.
Não se trata de uma ilha ou de uma massa única, mas sim de uma vasta área com grandes quantidades de plástico, com detritos que vão dos pequenos bocados a elementos maiores, como redes de pesca abandonadas, que representam 46% do total, segundo o estudo.
A maior parte daquele plástico tem provavelmente origem em países do Pacífico, mas também pode vir de qualquer ponto do mundo pois aquele material anda por todo o oceano e até já foi encontrado no Ártico, segundo Laurent Lebreton.
Plásticos, como cotonetes, palhinhas ou sacos de plástico descartáveis, vão parar aos oceanos e deterioram-se, dando origem a pequenas partículas que são ingeridas pelos animais e podem levar à sua morte.
Através dos peixes, os microplásticos chegam à cadeia alimentar humana.
Os microplásticos também são ingrediente de muitos cosméticos e produtos de higiene pessoal, como exfoliantes para cabelo, corpo e rosto, pastas e cremes dentais, entrando na rede de esgotos, mas como são demasiado pequenos para serem completamente filtrados nos sistemas de tratamento vão para os rios e mares.
A poluição do mar pelos plásticos é um problema global. Em 1990, a produção de plástico era metade da actual e daqui a alguns anos poderá existir no oceano mais plástico do que peixe, se nada for feito para evitar o elevado consumo deste material, segundo organizações ambientalistas.
Fonte: JN Foto: Vincent West/REUTERS

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Mar. Mais do que eterna promessa?


“Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!” As palavras são de Fernando Pessoa, em Mar Português, no livro Mensagem. As lágrimas que vertemos de tristeza, pela falta dos nossos entes queridos, poderão transformar-se em lágrimas de alegria quando o mar for, finalmente, uma espécie de petróleo português. Já todos lemos centenas ou milhares de artigos acerca do potencial da economia do mar. Tristemente, no final da história acabamos sempre a ler e a discutir apenas a quota da sardinha, quando deveríamos estar a apresentar planos para o desenvolvimento de uma verdadeira economia azul. O mar representou, durante séculos, a ambição e o carácter destemido dos portugueses. É importante que volte a ser esse símbolo, seja na actividade da pesca, da marinha mercante, do movimento de contentores, no movimento de embarcações e navios de cruzeiros para o turismo ou na produção da energia das ondas.

É preciso visão de futuro, ousadia, financiamento e, claro, vontade política. A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, fala dessa vontade . E deixa críticas à banca por ter fraca sensibilidade em relação, por exemplo, a projectos na área da energia das ondas que tantas vezes são apresentados por startups e que batem muitas vezes com o nariz da porta das instituições financeiras. A falta de histórico e o nível de risco dos projectos não ajudará, bem sei, mas se a banca conseguir olhar o mar com olhos de longo prazo poderá ter aí uma espécie de nova economia em crescimento. Há anos que se fala também da navegabilidade do rio Tejo e de como as barcaças poderiam descer o rio carregadas que bens que vêm abastecer a cidade e substituindo os camiões que enchem e poluem as ruas da capital. Será desta? A ministra está apostada na navegabilidade do rio. E pode ser que a pressão para o cumprimento das metas da ONU, para a descarbonização da economia, até 2030 deem um empurrão a este dossier. Noutras cidades europeias, aqui bem perto, o rio é um eixo central económico. Por cá, continua a faltar-lhe essa centralidade.

Fonte: Dinheiro Vivo Foto: Adelino Meireles/Global Imagens



on março 25, 2018 Sem comentários:
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