Portal do Mar

sábado, 28 de abril de 2018

Primeira máquina para limpar o plástico do mar em testes no Pacífico


Vai ser experimentado pela primeira vez um sistema que promete limpar a maior mancha de plástico no mar - são quase 80 mil toneladas de detritos de plástico que ocupam uma área entre a Califórnia e o Havai equivalente a três vezes a França.

O sistema idealizado originalmente pelo adolescente holandês Boyan Slat, agora engenheiro e fundador da fundação The Ocean Cleanup, vai ser implementado este Verão. Pretende limpar o que ficou conhecido como "The Great Pacific Garbage Patch" - a grande mancha de lixo do Pacífico.
Esta mancha, detectada pela primeira vez em 1977, contém mais de 1,8 mil milhões de fragmentos de plástico, segundo o último estudo. E é a primeira vez que se faz a tentativa de a limpar.
Não se trata de uma ilha ou de uma massa única, mas sim de uma vasta área com grandes quantidades de plástico, com detritos que vão dos pequenos bocados a elementos maiores, como redes de pesca abandonadas, que representam 46% do total, segundo o estudo publicado a 22 de Março no boletim Scientific Reports, da revista científica Nature.

MANCHA DE PLÁSTICO EQUIVALENTE A TRÊS FRANÇAS

A quantidade de plástico encontrada nesta área está "a aumentar exponencialmente", de acordo com o trabalho desenvolvido pela fundação Ocean Cleanup e por investigadores de instituições na Nova Zelândia, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Dinamarca.
Os cientistas utilizaram dois aviões e 18 barcos para avaliar a poluição causada pelo plástico no oceano. "Queríamos ter imagem uma clara e precisa daquela extensão de lixo no mar", disse o coordenador do estudo, o investigador Laurent Lebreton, da Ocean Cleanup.
"Pensamos que há cada vez mais plástico a acumular-se nesta área", salientam os cientistas.
A quantidade da massa de plástico presente é quatro a 16 vezes maior que o anteriormente referido e continua a acumular-se mais devido ao sentido das correntes marítimas e ao descuido dos humanos, tanto no mar, como em terra.
A maior parte daquele plástico tem provavelmente origem em países do Pacífico, mas também pode vir de qualquer ponto do mundo pois aquele material anda por todo o oceano e até já foi encontrado no Ártico, segundo Laurent Lebreton.

PLÁSTICOS AMEAÇAM ANIMAIS E ENTRAM NA CADEIA ALIMENTAR

Plásticos, como cotonetes, palhinhas ou sacos de plástico descartáveis, vão parar aos oceanos e deterioram-se, dando origem a pequenas partículas que são ingeridas pelos animais e podem levar à sua morte.
Através dos peixes, os microplásticos chegam à cadeia alimentar humana.
Os microplásticos também são ingrediente de muitos cosméticos e produtos de higiene pessoal, como exfoliantes para cabelo, corpo e rosto, pastas e cremes dentais, entrando na rede de esgotos, mas como são demasiado pequenos para serem completamente filtrados nos sistemas de tratamento vão para os rios e mares.
A poluição do mar pelos plásticos é um problema global. Em 1990, a produção de plástico era metade da actual e daqui a alguns anos poderá existir no oceano mais plástico do que peixe, se nada for feito para evitar o elevado consumo deste material, segundo organizações ambientalistas.
Com o início das operações marcado para Julho deste ano, os especialistas acreditam conseguir retirar metade dos detritos - cerca de 40 mil toneladas - nos próximos cinco anos.
O sistema consiste numa série de tubos gigantes - ironicamente feitos de plástico - que vão formar uma longa barreira flutuante. Telas de nylon (material sintético extraído do petróleo) presas às barreiras vão actuar como pás de lixo a recolher os detritos que as marés vão juntando. Estas telas não são capazes, no entanto, de recolher os microplásticos.
Os peixes vão conseguir escapar as estas redes, nadando por baixo, garante a Ocean Cleanup.
A equipa da Ocean Cleanup prevê começar a instalação nas próximas semanas a partir da baía de São Francisco para que tudo esteja pronto em Julho. Depois, todas as seis a oito semanas, barcos vão recolher às redes o lixo acumulado.
Fonte: Sic Noticias

on abril 28, 2018 Sem comentários:
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Adaptação genética de ‘ciganos do mar’ explica capacidade invulgar de mergulho

Os Bajau têm uma capacidade invulgar de permanecer debaixo de água. Estudo pode ajudar a fazer a ligação entre a genética e a resposta fisiológica à hipoxia (privação de oxigénio).


Os Bajau, conhecidos como ‘ciganos do mar’, têm uma capacidade invulgar de permanecer debaixo de água, que um estudo divulgado esta quinta-feira atribui a uma adaptação genética resultante num baço muito maior que o comum na generalidade dos humanos. O estudo, publicado na revista científica Cell, mostra que os Bajau, que vivem nos mares do arquipélago indonésio, têm um baço 50% maior do que populações vizinhas. A importância do baço na capacidade de os humanos poderem manter-se submersos não é nova, mas a relação entre o tamanho desse órgão e a capacidade de mergulho livre nunca tinha sido antes examinada em seres humanos a nível genético.
O baço tem um papel central no prolongamento do tempo de mergulho, porque se contrai quando o corpo é submergido e lança glóbulos vermelhos oxigenados na circulação, produzindo um aumento de até 9% no oxigénio que chega às células. O estudo divulgado esta quinta-feira tem implicações na investigação médica, porque pode ajudar a fazer a ligação entre a genética e a resposta fisiológica à hipoxia (privação de oxigénio).
Melissa Ilardo, investigadora da Universidade de Copenhaga e primeira autora do estudo, passou meses na ilha indonésia de Jaya Bakti onde colheu amostras de ADN e fez ecografias aos baços do povo Bajau e dos seus vizinhos “terrestres”, os Saluan. Os resultados, sequenciados na Universidade de Copenhaga, mostraram claramente que os Bajau têm um baço em média 50% maior do que os Saluan, incluindo os Bajau que não mergulham.
Conhecido como “ciganos do mar”, o povo Bajau vive no sudeste asiático e embora hoje muitos tenham passado a viver em terra, o modo de vida tradicional, que evoluiu ao longo de séculos, era completamente marítimo, com pequenos barcos ou ‘aldeias’ flutuantes como habitação e subsistindo apenas como caçadores-recoletores marinhos. Vagueando entre a Indonésia, Bornéu, Birmânia e Tailândia, os Bajau (como os Moken, como são designados os “ciganos do mar” na Tailândia) são mergulhadores exímios e a maioria nasceu, viveu e morreu no mar.
Os Bajau que foram objeto do estudo de Melissa Ilardo, que agora vivem na ilha de Jaya Bakti, continuam com forte ligação ao mar e são conhecidos em toda a região pela habilidade no mergulho, em que atingem regularmente profundidades de cerca de 70 metros para caçar peixes, e capacidade de ficarem muitos minutos debaixo de água, apenas com uma lança, uns pesos e óculos rudimentares em madeira. Um deles disse a Melissa Ilardo que tinha mergulhado 13 minutos consecutivos.
A investigadora suspeitava que os Bajau poderiam ter baços geneticamente adaptados, devido ao estilo de vida de caçadores-recoletores marinhos, até pelas descobertas em outros mamíferos. “Não há muita informação sobre os baços humanos em termos de fisiologia e genética”, disse a investigadora, lembrando que as focas, como a foca-de-weddell, uma espécie antártica, têm baços desproporcionadamente grandes.
A equipa de académicos das universidades de Copenhaga (Dinamarca), Cambridge (Reino Unido) e Berkeley (Estados Unidos), eliminou a possibilidade de que o baço maior fosse apenas uma resposta fisiológica ao mergulho, e nos estudos que fez dos Bajau descobriu que este povo tem um gene chamado PDE10A, que os Saluan não têm e que controla os níveis do hormónio tireoidiano T4. A glândula tiroide produz, armazena e liberta as hormonas T3 e T4, que regulam o metabolismo. “Acreditamos que os genes dos Bajau têm uma adaptação que aumenta a hormona da tiroide e, portanto, aumenta o tamanho do baço”, disse Melissa Ilardo.
Esta foi a primeira vez, afirmou, que uma adaptação genética ao mergulho foi encontrada nos humanos, já que “até agora era completamente desconhecido se as populações nómadas marinhas se tinham adaptado geneticamente ou apenas fisiologicamente ao seu estilo de vida extremo”. Nos “ciganos do mar” já tinha sido estudada outra característica, a superior visão subaquática, mas concluiu-se que era uma resposta ao ‘treino’ gerado pelo modo de vida.
As conclusões do estudo abrem o camp para outras investigações em população adaptadas a um modo de vida aquático, como as mulheres mergulhadoras haenyeo, da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, cuja cultura faz parte desde 2016 da lista do Património Cultural Imaterial da UNESCO.
Fonte: Observador

on abril 28, 2018 Sem comentários:
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domingo, 25 de março de 2018

Carga no Porto de Sines desce abruptamente.


De acordo com os dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), os portos de Portugal Continental movimentaram um volume de carga de 7,7 milhões de toneladas em Janeiro de 2018, o que representa um decréscimo de 7,5% em relação ao período homólogo. O Porto de Sines foi fundamental a descida tendo, em comparação com o volume registado em Janeiro do ano passado, movimentado menos 878,3 mil toneladas, correspondente a uma variação negativa de -18,8%”. Dentro dos vários segmentos, foi o de contentores (Terminal XXI) que registou  a maior quebra, com menos 22,8% (-480 mil toneladas).

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Novo cruzeiro científico irá confirmar se há crescimento de ‘stock’ da sardinha

A ministra do Mar anunciou que há dois cruzeiros científicos programados para perceber se há realmente "uma rota de crescimento ou de recuperação" da sardinha ou não.


A ministra do Mar disse em Viana do Castelo, que o cruzeiro científico a realizar na primavera “permitirá confirmar a rota de crescimento ou recuperação ou não” do stock de sardinha na costa portuguesa.
“Temos dois cruzeiros científicos programados. Um já foi feito, o de inverno. Vamos fazer agora (outro), dentro de um mês a um mês e meio, em função do estado do tempo. É na conjugação dos dois que nós vamos ver se, de facto, se confirma que existe uma rota de crescimento ou de recuperação da espécie ou não”, afirmou Ana Paula Vitorino.
Questionada pelos jornalistas, à margem da cerimónia de atribuição da Bandeira Azul à escola secundária de Santa Maria Maior, naquela cidade, Ana Paula Vitorino disse que do cruzeiro científico realizado no inverno resultou a “boa notícia do aumento substancial da biomassa (total do peso do ‘stock’ encontrado no mar), mas também a “má notícia relativamente aos juvenis que estava abaixo do ano anterior”.
“Vamos ver o que nos diz o cruzeiro, novamente. Se se mantêm os níveis de biomassa e cresceram os juvenis ou, se pelo contrário, diminuíram os juvenis. Essa seria a má notícia. A boa notícia seria, no próximo cruzeiro, confirmar-se o crescimento da biomassa e também haver crescimento relativamente aos juvenis”, referiu.
Ana Paula Vitorino adiantou que “os dois cenários já estão previstos naquilo que foi acertado entre Portugal e Espanha com a Comissão Europeia”.
“Há um primeiro período de captura até final de junho em que estão fixadas um pouco mais de sete mil toneladas para capturar, pelos pescadores portugueses e espanhóis. Depois, nessa altura, já na posse dos resultados destes cruzeiros científicos, dos dois, e da sua análise poderemos ver o que fazer a seguir e fixar a quota para o próximo ano”, disse.
Ana Paula Vitorino vai ser chamada à Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar em 4 de abril para prestar esclarecimentos sobre uma eventual alteração da quota de captura de sardinha em 2018. A convocação da ministra Ana Paula Vitorino resultou do facto de os deputados da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar terem aprovado por unanimidade um requerimento do grupo parlamentar do PCP nesse sentido.
No requerimento, os deputados comunistas lembraram a “relevante importância económica, social e cultural” da pesca da sardinha para Portugal e consideraram que a redução da quota de captura “traz grandes problemas à frota do cerco, aos pescadores desta frota e às comunidades piscatórias que com esta atividade se encontram interligadas”.
“A questão das quotas de captura e restantes elementos conexos exigem um acompanhamento minucioso tendo em atenção as diferentes informações e elementos que vão sendo recolhidos ao longo do tempo”, defendeu o PCP no documento. Para este grupo parlamentar, os dados recolhidos dão a possibilidade ao Governo de renegociar em Bruxelas um aumento da quota para a campanha de 2018.
No início de Março, a Associação das Organizações de Produtores da Pesca (ANOP) do Cerco revelou que o stock de sardinha na costa portuguesa, cuja pesca está proibida desde Outubro, mais do que duplicou para 120 mil toneladas em 2017, segundo os resultados do cruzeiro científico realizado em Dezembro pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Aqueles resultados, referiu a ANOP em comunicado, apontam para 120 mil toneladas de sardinha entre Caminha e o Cabo Espichel, um acréscimo de 110% face à biomassa que tinha sido avaliada em dezembro de 2016″ (57 mil toneladas).
A associação acredita que os dados da evolução do stock de sardinha a recolher pela investigação programada para Abril “irão ser ainda mais positivos”, tendo em conta a paragem da pesca que se iniciou em Outubro e que se estende até ao final de Abril. A pesca da sardinha está proibida desde Outubro e vigora até Abril, período durante o qual o Ministério do Mar paga aos pescadores para não trabalharem.
Fonte: Observador

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Dessalinização do mar para resolver crise hídrica coloca problemas



O enviado especial da ONU para os oceanos considerou que a dessalinização da água do mar em grande escala, para enfrentar a falta de água potável, levanta problemas. 
Peter Thomson participou no 8º Fórum Mundial da Água, que decorreu em Brasília, no Brasil.
Segundo Peter Thomson, a dessalinização da água, apesar de ser uma alternativa, coloca problemas, como o que fazer com o resíduo de solução salina resultante do processo.
Para o enviado especial das Nações Unidas, "é necessário trabalhar" nas soluções que "são financeira e cientificamente viáveis".
Thomson entende que diferentes respostas para a crise mundial de água potável devem ser enquadradas numa solução mais ampla e que primeiro deve ser travado o aquecimento global, que está a afectar os oceanos.
"Colocámos o mar em grande perigo", assinalou, enumerando o aumento da temperatura da água, a pesca excessiva e a poluição com plásticos.
Peter Thomson recordou ainda que os gases com efeito de estufa "aquecem os oceanos, elevam o nível da água e privam-na de oxigénio, tornando mais difícil a vida marinha.
Um relatório da ONU, divulgado na segunda-feira, estima que a falta de água potável poderá atingir 5,7 mil milhões de pessoas até 2050.
Fonte: Açoreano Oriental

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Economia do mar: Missão empresarial dos EUA a Portugal avaliou negócios



Em Portugal, encontrou-se uma missão empresarial norte-americana composta por 13 organizações ligadas à Economia do Mar.
A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, esteve presente, no passado dia 23 de Março, em Lisboa, na sessão de abertura da conferência ‘Missão Empresarial TMA (The Maritime Alliance) – Encontros de Negócios Portugal e EUA’.

Os encontros de negócios tiveram como objectivo proporcionar às organizações portuguesas (mais de 40), a oportunidade de reunir com as 13 organizações norte-americanas que integram a missão empresarial a Portugal nesta área da economia azul (economia do mar), potenciando acordos comerciais, projectos ou outras parcerias.
Esta conferência foi completamente dedicada a oportunidades de parceria e de financiamento na Economia Azul.

Fonte: Jornal Económico
on março 25, 2018 Sem comentários:
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Plástico acumulado no mar equivale a três Franças


Quase 80 mil toneladas de detritos de plástico, compostos por 1,8 mil milhões de fragmentos, ocupam no Oceano Pacífico, entre a Califórnia e o Havai, uma área equivalente a três vezes a França, conclui um estudo publicado esta quarta-feira.
A quantidade de plástico encontrada nesta área está "a aumentar exponencialmente", de acordo com o trabalho desenvolvido pela fundação Ocean Cleanup e por investigadores de instituições na Nova Zelândia, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Dinamarca e divulgado no boletim Scientific Reports, da revista científica Nature.
Os cientistas utilizaram dois aviões e 18 barcos para avaliar a poluição causada pelo plástico no oceano.
"Queríamos ter uma imagem clara e precisa daquela extensão de lixo no mar", disse o coordenador do estudo, o investigador Laurent Lebreton, da Ocean Cleanup Foundation.
"Pensamos que há cada vez mais plástico a acumular-se nesta área", salientam os cientistas.
A concentração de lixo flutuante já tem sido descrita como uma "ilha", mas o estudo publicado hoje estima que a quantidade da massa de plástico presente é quatro a 16 vezes maior que o anteriormente referido e continua a acumular-se mais devido ao sentido das correntes marítimas e ao descuido dos humanos, tanto no mar, como em terra.
Não se trata de uma ilha ou de uma massa única, mas sim de uma vasta área com grandes quantidades de plástico, com detritos que vão dos pequenos bocados a elementos maiores, como redes de pesca abandonadas, que representam 46% do total, segundo o estudo.
A maior parte daquele plástico tem provavelmente origem em países do Pacífico, mas também pode vir de qualquer ponto do mundo pois aquele material anda por todo o oceano e até já foi encontrado no Ártico, segundo Laurent Lebreton.
Plásticos, como cotonetes, palhinhas ou sacos de plástico descartáveis, vão parar aos oceanos e deterioram-se, dando origem a pequenas partículas que são ingeridas pelos animais e podem levar à sua morte.
Através dos peixes, os microplásticos chegam à cadeia alimentar humana.
Os microplásticos também são ingrediente de muitos cosméticos e produtos de higiene pessoal, como exfoliantes para cabelo, corpo e rosto, pastas e cremes dentais, entrando na rede de esgotos, mas como são demasiado pequenos para serem completamente filtrados nos sistemas de tratamento vão para os rios e mares.
A poluição do mar pelos plásticos é um problema global. Em 1990, a produção de plástico era metade da actual e daqui a alguns anos poderá existir no oceano mais plástico do que peixe, se nada for feito para evitar o elevado consumo deste material, segundo organizações ambientalistas.
Fonte: JN Foto: Vincent West/REUTERS

on março 25, 2018 Sem comentários:
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Mar. Mais do que eterna promessa?


“Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!” As palavras são de Fernando Pessoa, em Mar Português, no livro Mensagem. As lágrimas que vertemos de tristeza, pela falta dos nossos entes queridos, poderão transformar-se em lágrimas de alegria quando o mar for, finalmente, uma espécie de petróleo português. Já todos lemos centenas ou milhares de artigos acerca do potencial da economia do mar. Tristemente, no final da história acabamos sempre a ler e a discutir apenas a quota da sardinha, quando deveríamos estar a apresentar planos para o desenvolvimento de uma verdadeira economia azul. O mar representou, durante séculos, a ambição e o carácter destemido dos portugueses. É importante que volte a ser esse símbolo, seja na actividade da pesca, da marinha mercante, do movimento de contentores, no movimento de embarcações e navios de cruzeiros para o turismo ou na produção da energia das ondas.

É preciso visão de futuro, ousadia, financiamento e, claro, vontade política. A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, fala dessa vontade . E deixa críticas à banca por ter fraca sensibilidade em relação, por exemplo, a projectos na área da energia das ondas que tantas vezes são apresentados por startups e que batem muitas vezes com o nariz da porta das instituições financeiras. A falta de histórico e o nível de risco dos projectos não ajudará, bem sei, mas se a banca conseguir olhar o mar com olhos de longo prazo poderá ter aí uma espécie de nova economia em crescimento. Há anos que se fala também da navegabilidade do rio Tejo e de como as barcaças poderiam descer o rio carregadas que bens que vêm abastecer a cidade e substituindo os camiões que enchem e poluem as ruas da capital. Será desta? A ministra está apostada na navegabilidade do rio. E pode ser que a pressão para o cumprimento das metas da ONU, para a descarbonização da economia, até 2030 deem um empurrão a este dossier. Noutras cidades europeias, aqui bem perto, o rio é um eixo central económico. Por cá, continua a faltar-lhe essa centralidade.

Fonte: Dinheiro Vivo Foto: Adelino Meireles/Global Imagens



on março 25, 2018 Sem comentários:
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sábado, 3 de março de 2018

Próximos 5 anos vão definir elevação dos níveis dos oceanos para os próximos séculos


Nos próximos 200 anos, a elevação média do nível dos oceanos será de 70 centímetros a 1,2 metro, caso seja cumprida a meta do Acordo de Paris que limita o aquecimento global a um máximo de 2°C até o final do século. Mas a estimativa só vale caso as médias globais de temperatura cheguem ao seu pico até 2020 e comecem a cair em seguida. Após 2020, cada cinco anos de atraso para atingir o pico de aquecimento correspondem a 20 centímetros a mais no nível dos mares. As conclusões são de um estudo liderado por cientistas do Instituto Postdam para Pesquisas sobre o Impacto Climático (Alemanha) e publicado  na revista Nature Communications. No artigo, os investigadores também concluíram que não existe mais a possibilidade de uma estabilização do nível dos oceanos, ainda que as metas do Acordo de Paris sejam rapidamente atingidas. As mudanças climáticas provocadas pelo homem já deixaram pré-programada uma certa quantidade de elevação do nível dos oceanos para os próximos século e, com isso, pode parecer para alguns que nossas acções actuais não fazem grande diferença. Mas o estudo mostra como essa percepção é errada — disse o autor principal do estudo, Matthias Mengel, do Instituto Postdam. A cada cinco anos de atraso para chegar ao pico das emissões, entre 2020 e 2035, poderemos ter um aumento adicional de 20 centímetros do nível dos oceanos - o que é a mesma medida da elevação registada nas costas de todo o mundo desde o início da era pré-industrial — explicou Mengel. De acordo com Mengel, a elevação global do nível dos oceanos é causada pelo aquecimento e consequente expansão da água do mar, assim como pelo derretimento dos glaciares, mantos de gelo e das vastas plataformas de gelo da Groenlândia e da Antártica. Esses factores respondem de diferentes maneiras e em diferentes escalas de tempo ao clima mais quente, variando de séculos a milénios. Para analisar a elevação do nível dos oceanos sob o Acordo de Paris e as consequências dos atrasos na mitigação do problema, os cientistas utilizaram uma combinação de modelos climáticos e marítimos. Os modelos então foram alimentados com um conjunto de cenários de reduções de emissões alinhados com as metas do Acordo de Paris, simulando distintas taxas de redução, com picos de emissão em diversos anos. O modelo utilizado pelos cientistas representa individualmente os factores que contribuem para o aumento do nível do mar, reflectindo assim as suas diferentes respostas a um mundo em aquecimento. Os autores incorporaram ao estudo novos dados científicos que levam em conta a extrema sensibilidade do manto de gelo da Antártica ao aquecimento da atmosfera. De facto, a incerteza sobre a futura elevação do nível dos oceanos é actualmente dominada pela resposta da Antártica. Com o conhecimento actual sobre a instabilidade do manto de gelo, uma grande perda de gelo na Antártica parece provável mesmo com um modesto cenário de aquecimento alinhado com o Acordo de Paris — afirmou Mengel. — Até mesmo uma elevação do nível do mar de três metros até 2300 não pode ser descartada completamente, já que ainda não temos sobre como o manto de gelo da Antártica responderá ao aquecimento global — disse o cientista. O Acordo de Paris estabelece que se chegue ao pico de emissões o mais rápido possível. Isso pode soar como uma frase vazia para alguns, mas os nossos resultados mostram que haverá consequências quantificáveis caso as acções sofram atrasos. Assim, mesmo no alcance do Acordo de Paris, uma rápida mitigação climática é crucial para limitar riscos adicionais. Para milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras, cada centímetro pode fazer uma enorme diferença — disse outro dos autores da pesquisa, Carl-Friedrich Schleussner, também do Instituto Postdam.

Fonte: Gauchazh

on março 03, 2018 Sem comentários:
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Nova espécie de tubarão é encontrada no Oceano Atlântico


O tubarão-albafar é uma das criaturas mais misteriosas dos oceanos. Raríssimos, eles têm um par extra de abertura de guelras e, há muito tempo, dividiram-se em duas espécies: o tubarão-vaca (Hexanchus griseus), que pode viver a até 2,4 mil metros de profundidade (a zona escura dos oceanos, lar dos peixes abissais), e o zorro-olho-grande (Hexanchus nakamurai), que habita os 700 metros de profundidade – mais raso, só que, ainda assim, de difícil alcance para os investigadores.

E agora biólogos descobriram que há uma nova espécie de albafar. Num primeiro momento, acreditaram que se tratava de mais um exemplar de zorro-olho-grande. O zorro, porém, vive no Índico. E a população em questão foi descoberta no Atlântico.

A equipa, então recorreu à genética para fazer o tira teima. Analisaram pares de genes mitocondriais para confirmar que a nova população do Atlântico é diferente o bastante da do Índico para ser considerada uma nova espécie. E ei-la aqui. É o Hexanchus vitulus. Bem vindo ao mundo maravilhoso da catalogação biológica, vitulus!

Fonte: Super Abril

on março 03, 2018 Sem comentários:
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Encontrada placenta gigante boiando no Oceano


O oceano continua surpreender: enquanto percorriam a região costeira do Havaí, nos Estados Unidos, membros da ONGPacific Whale Foundation encontraram um material branco e sinuoso boiando no oceano. Poderia até ser uma sacola plástica gigante ou outro tipo de dejecto descartado por humanos. Mas um olhar mais atento indicou algo muito mais interessante: essa seria uma placenta de uma baleia jubarte que acabara de nascer. Especializados em preservar as baleias nos oceanos, os membros da ONG recolheram amostras do material e levaram para uma análise em laboratório. Antes da confirmação por meio de testes, entretanto, os pesquisadores estão confiantes na descoberta: ao realizarem uma comparação com imagens do registo do nascimento de uma baleia jubarte que aconteceu em 1994, o formato e tamanho da placenta eram os mesmos. Considerado um achado "raríssimo" pelos especialistas, o achado ajuda a entender os comportamentos das baleias que vivem próximas ao Havaí. Investigadores afirmam que é comum encontrar exemplares de filhotes na região, o que reforça a importância de preservação do local. Com o nome científico de Megaptera novaeangliae, a baleia jubarte pode ter até 40 toneladas e alcançar 17 metros de comprimento. Presentes em todos os oceanos do planeta, esses mamíferos marinhos chegam a percorrer mais de 25 mil quilómetros durante seu processo migratório. Proporções superlativas não poderiam ser diferentes durante o nascimento desses animais.
Fonte: Galileu

on março 03, 2018 Sem comentários:
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Liga Meo Surf alerta para preservação dos oceanos


Um dos pilares da edição deste ano da Liga Meo Surf será a sustentabilidade. Uma vez que o campo de batalha dos surfistas é o mar, é urgente assegurar que as condições necessárias para a prática da modalidade estão reunidas. É urgente preservar os oceanos.
«Nós, enquanto surfistas, temos a responsabilidade e o dever de sermos os guardiões daquele que é o nosso principal recurso, o mar. Através da Liga Meo Surf temos um palco para pôr em prática algumas das ideias que realmente gostávamos de ver realizadas para a defesa dos oceanos», conta José Ferreira, vice-campeão nacional de 2016.
A par do foco na sustentabilidade, a Liga Meo Surf deste ano terá novidades no campo da transmissão. João Epifânio, CSO B2C da Altice Portugal, revela que a competição será transmitida integralmente em televisão, através do canal MCS Extreme SD e HD.
Também no site da liga será possível assistir a todos os momentos. Quem preferir ver apenas os pontos altos da Liga Meo Surf poderá ver os resumos diários n’A Bola TV.
Figueira da Foz, Ericeira, Porto/Matosinhos, Praia Grande e Carcavelos/Guincho serão as praias por onde os surfistas participantes irão passar. A primeira etapa começa a 9 de Março e a última a 4 de Outubro.
Foto de Pedro Mestre/ANSurfistas
Fonte: Marketeer

on março 03, 2018 Sem comentários:
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Lançada a rede Escola Azul para levar os oceanos aos mais novos

Coordenado pela Direcção-Geral de Política do Mar, o pontapé de saída oficial do programa foi em Matosinhos. A Escola Azul pretende sensibilizar alunos desde o ensino pré-escolar até ao 12.º ano sobre as questões dos oceanos. Depois, eles só têm de espalhar a palavra.


Uma bandeira azul foi hasteada na entrada da Escola Básica Professor Óscar Lopes, em Matosinhos, pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. Nesse momento estará lançado oficialmente em Portugal o programa Escola Azul, uma rede que quer espalhar a literacia do oceano pelos mais novos. Esta escola de Matosinhos é uma das escolas-piloto do programa e, portanto, recebe as honras de ser a primeira com esta bandeira, numa cerimónia onde também estará a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro. Além de Portugal continental, a ideia é que o projecto também tenha escolas nos Açores, como se depreende no site do programa.

O conceito e o desenvolvimento da Escola Azul começaram há cerca de dois anos e este ano lectivo o programa iniciou-se nas escolas. Tem a coordenação da Direcção-Geral de Política do Mar (DGPM), tutelada pelo Ministério do Mar, e a coordenação científica e de cooperação é da agência Ciência Viva. Há ainda uma comissão científico-pedagógica com 13 entidades, como a Associação Portuguesa de Lixo Marinho, a Comissão Nacional da UNESCO, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

“A Escola Azul foi criada com o intuito de estimular e distinguir as escolas portuguesas que realizam trabalhos ligados ao mar, articulando os diferentes projectos de literacia do oceano desenvolvidos por todo o país”, lê-se num comunicado da DGPM. Este projecto tem assim entre os seus objectivos, segundo o comunicado, estimular uma relação mais forte entre os alunos e os oceanos, apoiar as escolas portuguesas a desenvolver temas ligados ao mar e reforçar a interacção entre este sector e as escolas. No final, espera-se que os alunos tenham ferramentas para compreender melhor os oceanos, comunicar sobre eles e fazer algo pelo seu futuro.

Ao todo, são 48 as escolas que estão na rede da Escola Azul, algumas das quais ainda estão no processo de candidatura. Calcula-se que a Escola Azul já envolva cerca de 6500 alunos desde o ensino pré-escolar até ao 12.º ano.

Fonte: Público

on março 03, 2018 Sem comentários:
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