sábado, 3 de março de 2018

Próximos 5 anos vão definir elevação dos níveis dos oceanos para os próximos séculos


Nos próximos 200 anos, a elevação média do nível dos oceanos será de 70 centímetros a 1,2 metro, caso seja cumprida a meta do Acordo de Paris que limita o aquecimento global a um máximo de 2°C até o final do século. Mas a estimativa só vale caso as médias globais de temperatura cheguem ao seu pico até 2020 e comecem a cair em seguida. Após 2020, cada cinco anos de atraso para atingir o pico de aquecimento correspondem a 20 centímetros a mais no nível dos mares. As conclusões são de um estudo liderado por cientistas do Instituto Postdam para Pesquisas sobre o Impacto Climático (Alemanha) e publicado  na revista Nature Communications. No artigo, os investigadores também concluíram que não existe mais a possibilidade de uma estabilização do nível dos oceanos, ainda que as metas do Acordo de Paris sejam rapidamente atingidas. As mudanças climáticas provocadas pelo homem já deixaram pré-programada uma certa quantidade de elevação do nível dos oceanos para os próximos século e, com isso, pode parecer para alguns que nossas acções actuais não fazem grande diferença. Mas o estudo mostra como essa percepção é errada — disse o autor principal do estudo, Matthias Mengel, do Instituto Postdam. A cada cinco anos de atraso para chegar ao pico das emissões, entre 2020 e 2035, poderemos ter um aumento adicional de 20 centímetros do nível dos oceanos - o que é a mesma medida da elevação registada nas costas de todo o mundo desde o início da era pré-industrial — explicou Mengel. De acordo com Mengel, a elevação global do nível dos oceanos é causada pelo aquecimento e consequente expansão da água do mar, assim como pelo derretimento dos glaciares, mantos de gelo e das vastas plataformas de gelo da Groenlândia e da Antártica. Esses factores respondem de diferentes maneiras e em diferentes escalas de tempo ao clima mais quente, variando de séculos a miléniosPara analisar a elevação do nível dos oceanos sob o Acordo de Paris e as consequências dos atrasos na mitigação do problema, os cientistas utilizaram uma combinação de modelos climáticos e marítimos. Os modelos então foram alimentados com um conjunto de cenários de reduções de emissões alinhados com as metas do Acordo de Paris, simulando distintas taxas de redução, com picos de emissão em diversos anos. O modelo utilizado pelos cientistas representa individualmente os factores que contribuem para o aumento do nível do mar, reflectindo assim as suas diferentes respostas a um mundo em aquecimento. Os autores incorporaram ao estudo novos dados científicos que levam em conta a extrema sensibilidade do manto de gelo da Antártica ao aquecimento da atmosfera. De facto, a incerteza sobre a futura elevação do nível dos oceanos é actualmente dominada pela resposta da Antártica. Com o conhecimento actual sobre a instabilidade do manto de gelo, uma grande perda de gelo na Antártica parece provável mesmo com um modesto cenário de aquecimento alinhado com o Acordo de Paris — afirmou Mengel. — Até mesmo uma elevação do nível do mar de três metros até 2300 não pode ser descartada completamente, já que ainda não temos sobre como o manto de gelo da Antártica responderá ao aquecimento global — disse o cientista. O Acordo de Paris estabelece que se chegue ao pico de emissões o mais rápido possível. Isso pode soar como uma frase vazia para alguns, mas os nossos resultados mostram que haverá consequências quantificáveis caso as acções sofram atrasos. Assim, mesmo no alcance do Acordo de Paris, uma rápida mitigação climática é crucial para limitar riscos adicionais. Para milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras, cada centímetro pode fazer uma enorme diferença — disse outro dos autores da pesquisa, Carl-Friedrich Schleussner, também do Instituto Postdam.

Fonte: Gauchazh

Nova espécie de tubarão é encontrada no Oceano Atlântico


O tubarão-albafar é uma das criaturas mais misteriosas dos oceanos. Raríssimos, eles têm um par extra de abertura de guelras e, há muito tempo, dividiram-se em duas espécies: o tubarão-vaca (Hexanchus griseus), que pode viver a até 2,4 mil metros de profundidade (a zona escura dos oceanos, lar dos peixes abissais), e o zorro-olho-grande (Hexanchus nakamurai), que habita os 700 metros de profundidade – mais raso, só que, ainda assim, de difícil alcance para os investigadores.

E agora biólogos descobriram que há uma nova espécie de albafar. Num primeiro momento, acreditaram que se tratava de mais um exemplar de zorro-olho-grande. O zorro, porém, vive no Índico. E a população em questão foi descoberta no Atlântico.

A equipa, então recorreu à genética para fazer o tira teima. Analisaram pares de genes mitocondriais para confirmar que a nova população do Atlântico é diferente o bastante da do Índico para ser considerada uma nova espécie. E ei-la aqui. É o Hexanchus vitulus. Bem vindo ao mundo maravilhoso da catalogação biológica, vitulus!

Fonte: Super Abril

Encontrada placenta gigante boiando no Oceano


O oceano continua surpreender: enquanto percorriam a região costeira do Havaí, nos Estados Unidos, membros da ONGPacific Whale Foundation encontraram um material branco e sinuoso boiando no oceano. Poderia até ser uma sacola plástica gigante ou outro tipo de dejecto descartado por humanos. Mas um olhar mais atento indicou algo muito mais interessante: essa seria uma placenta de uma baleia jubarte que acabara de nascer. Especializados em preservar as baleias nos oceanos, os membros da ONG recolheram amostras do material e levaram para uma análise em laboratório. Antes da confirmação por meio de testes, entretanto, os pesquisadores estão confiantes na descoberta: ao realizarem uma comparação com imagens do registo do nascimento de uma baleia jubarte que aconteceu em 1994, o formato e tamanho da placenta eram os mesmos. Considerado um achado "raríssimo" pelos especialistas, o achado ajuda a entender os comportamentos das baleias que vivem próximas ao Havaí. Investigadores afirmam que é comum encontrar exemplares de filhotes na região, o que reforça a importância de preservação do local. Com o nome científico de Megaptera novaeangliae, a baleia jubarte pode ter até 40 toneladas e alcançar 17 metros de comprimento. Presentes em todos os oceanos do planeta, esses mamíferos marinhos chegam a percorrer mais de 25 mil quilómetros durante seu processo migratório. Proporções superlativas não poderiam ser diferentes durante o nascimento desses animais.
Fonte: Galileu

Liga Meo Surf alerta para preservação dos oceanos


Um dos pilares da edição deste ano da Liga Meo Surf será a sustentabilidade. Uma vez que o campo de batalha dos surfistas é o mar, é urgente assegurar que as condições necessárias para a prática da modalidade estão reunidas. É urgente preservar os oceanos.
«Nós, enquanto surfistas, temos a responsabilidade e o dever de sermos os guardiões daquele que é o nosso principal recurso, o mar. Através da Liga Meo Surf temos um palco para pôr em prática algumas das ideias que realmente gostávamos de ver realizadas para a defesa dos oceanos», conta José Ferreira, vice-campeão nacional de 2016.
A par do foco na sustentabilidade, a Liga Meo Surf deste ano terá novidades no campo da transmissão. João Epifânio, CSO B2C da Altice Portugal, revela que a competição será transmitida integralmente em televisão, através do canal MCS Extreme SD e HD.
Também no site da liga será possível assistir a todos os momentos. Quem preferir ver apenas os pontos altos da Liga Meo Surf poderá ver os resumos diários n’A Bola TV.
Figueira da Foz, Ericeira, Porto/Matosinhos, Praia Grande e Carcavelos/Guincho serão as praias por onde os surfistas participantes irão passar. A primeira etapa começa a 9 de Março e a última a 4 de Outubro.
Foto de Pedro Mestre/ANSurfistas
Fonte: Marketeer

Lançada a rede Escola Azul para levar os oceanos aos mais novos

Coordenado pela Direcção-Geral de Política do Mar, o pontapé de saída oficial do programa foi em Matosinhos. A Escola Azul pretende sensibilizar alunos desde o ensino pré-escolar até ao 12.º ano sobre as questões dos oceanos. Depois, eles só têm de espalhar a palavra.


Uma bandeira azul foi hasteada na entrada da Escola Básica Professor Óscar Lopes, em Matosinhos, pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. Nesse momento estará lançado oficialmente em Portugal o programa Escola Azul, uma rede que quer espalhar a literacia do oceano pelos mais novos. Esta escola de Matosinhos é uma das escolas-piloto do programa e, portanto, recebe as honras de ser a primeira com esta bandeira, numa cerimónia onde também estará a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro. Além de Portugal continental, a ideia é que o projecto também tenha escolas nos Açores, como se depreende no site do programa.

O conceito e o desenvolvimento da Escola Azul começaram há cerca de dois anos e este ano lectivo o programa iniciou-se nas escolas. Tem a coordenação da Direcção-Geral de Política do Mar (DGPM), tutelada pelo Ministério do Mar, e a coordenação científica e de cooperação é da agência Ciência Viva. Há ainda uma comissão científico-pedagógica com 13 entidades, como a Associação Portuguesa de Lixo Marinho, a Comissão Nacional da UNESCO, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

“A Escola Azul foi criada com o intuito de estimular e distinguir as escolas portuguesas que realizam trabalhos ligados ao mar, articulando os diferentes projectos de literacia do oceano desenvolvidos por todo o país”, lê-se num comunicado da DGPM. Este projecto tem assim entre os seus objectivos, segundo o comunicado, estimular uma relação mais forte entre os alunos e os oceanos, apoiar as escolas portuguesas a desenvolver temas ligados ao mar e reforçar a interacção entre este sector e as escolas. No final, espera-se que os alunos tenham ferramentas para compreender melhor os oceanos, comunicar sobre eles e fazer algo pelo seu futuro.

Ao todo, são 48 as escolas que estão na rede da Escola Azul, algumas das quais ainda estão no processo de candidatura. Calcula-se que a Escola Azul já envolva cerca de 6500 alunos desde o ensino pré-escolar até ao 12.º ano.

Fonte: Público

Pesca explora mais de metade de todos os Oceanos


A pesca industrial explora mais de metade de todos os oceanos, uma área quatro vezes maior que a utilizada pela agricultura, havendo mais actividade no norte do Atlântico e do Pacífico, conclui um estudo divulgado na passada quinta-feira. Os resultados da investigação, divulgada pela Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência, revelam que "a pesca industrial ocorre em mais de 55% da área de oceano, com uma extensão superior a quatro vezes aquela da agricultura". As zonas mais concorridas para a pesca são o nordeste do Atlântico e o noroeste do Pacífico, assim como as regiões da América do Sul e do oeste de África, com águas muito ricas em nutrientes. Os investigadores referem ainda que as épocas de actividade com maior intensidade de pesca estão mais relacionadas com acontecimentos culturais e políticos, como férias ou períodos de defeso, que com factores económicos ou ambientais. As frotas de cinco países - China, Espanha, Taiwan, Japão e Coreia do Sul - são responsáveis por mais de 85% dos esforços de pesca em alto mar. Atendendo à vastidão dos oceanos, que cobrem cerca de 70% da superfície do planeta, o trabalho de quantificar a extensão da actividade global de pesca era um desafio. Para ultrapassar esta dificuldade, os cientistas aproveitaram a informação obtida através do sistema de identificação automático das embarcações (a tecnologia AIS), cada vez mais utilizado e que fornece a intervalos de segundos dados como identidade do navio, a sua posição ou velocidade. O sistema tinha como objectivo inicial evitar colisões no mar, mas fornece grande quantidade de informação sobre a actividade de frotas pesqueiras. Para o estudo, foram processados 22 mil milhões de mensagens automáticas de identificação obtidas de mais de 70 mil embarcações industriais de pesca, entre 2012 e 2016.



Mar7 Debateu Indústria Naval Em Setúbal



A MAR7 - Associação para o Desenvolvimento da Economia do Mar no Distrito de Setúbal iniciou, na passada quarta-feira, um ciclo de iniciativas, intitulado “Mar7 Pitchs |CEOs@SEA”, que visa uma reflexão sobre temas específicos, promovendo a criação de sinergias entre os seus diferentes actores.  A primeira sessão teve por tema “A indústria naval em Setúbal.  Projectos diferenciadores da cadeia de valor.” e realizou-se no auditório da Casa da Baía. A próxima sessão realizar-se-á em Abril.
A iniciativa contou com oradores de reconhecido mérito e com uma audiência diversificada e participativa. Da troca de ideias gerada entre os dois lados, palco e plateia, ficou a convicção da necessidade de desenvolver um trabalho conjunto, por parte dos agentes do sector, para superar os desafios e construir soluções coordenadas, que proporcionem a geração de emprego e riqueza, subjacente um vasto conjunto de indústrias associadas à indústria naval.
No inicio dos trabalhos, Paulo Ribeiro, presidente da Direção da MAR7, apresentou a razão de ser deste conjunto de iniciativas, manifestando a importância de se conhecer, divulgar e reflectir sobre o que de bom se faz no nosso distrito na Economia do Mar. A Câmara Municipal de Setúbal, fez-se representar pelo Vereador Carlos Rabaçal, que começou por afirmar que “o Município de Setúbal está virado para o mar” e, por essa razão, congratulou-se com a existência da Mar7, enquanto associação vocacionada para as actividades do mar.
O tema da sessão foi enquadrado por Miguel Marques, partner da PwC, que começou por referir que “faz-se economia do mar em Setúbal”, acrescentando um conjunto de atributos que podem conduzir esta região a uma participação ainda mais alargada nesta área, destacando os RH capacitados, a localização geográfica e o clima. Quanto à indústria naval, os dados apresentados mostraram a forte liderança de três países (China, Coreia do Sul e Japão) com uma quota de 80% das encomendas de embarcações. Contudo, a região de Setúbal, que já é forte em alguns segmentos de mercado, pode seguir a tendência europeia de aposta em nichos de mercado, tais como a construção e manutenção de embarcações vocacionadas para a náutica de recreio e para a marítimo turística.
Peter Luijckx, administrador da Lisnave, falou na gestão flexível inerente modelo bem sucedido dos serviços de reparação e manutenção naval da empresa, na aposta em recursos humanos qualificados, formados indoor, e no interesse para atrair novos e jovens quadros. A Lisnave precisa de muitos jovens técnicos especializados para os próximos anos, para os quais oferece anualmente formação a vários candidatos, sendo uma oportunidade que pode ser aproveitada pelos jovens.
Pedro da Maia, representou a Hempel, uma empresa de sucesso localizada na região, que exporta tintas de fundo para mais de trinta países. O foco foi dado ao SilicOne, produto destinado a embarcações da náutica de recreio, da marítimo-turística e da pesca desportiva, que se caracteriza pelo não deposito e fácil libertação das incrustações devido à baixa tensão superficial do revestimento em contacto com a água, proporciona poupança de combustível e redução de emissões.

Jorge Martins, da Neptune, apresentou o seu projecto de refit de embarcações náuticas, que surgiu da identificação de uma oportunidade de mercado em Portugal e da convicção que tem sobre a apetência de Setúbal para esta atividade e para a localização de empresas ligadas ao fornecimento de produtos e serviços para a náutica de recreio, retomando competências básicas, como por exemplo carpintaria, pintura, estofador, etc, que se foram perdendo ao longo dos anos, ajustando-as às novas tendências tecnológicas.
Sérgio Ribeiro e Silva, da KDS Offshore, começou por colocar a questão: “Será Possível Desenvolver a Marítimo-turística no Estuário do Sado?”. O orador, que participou no projecto de recuperação da embarcação “Maravilha do Sado”, apresentou a vocação da empresa para projectar embarcações novas, com uma tipologia catamaran, em poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV), especificamente concebidas para a actividade marítimo-turística, que configuram vantagens na navegação e melhores padrões de conforto e de segurança.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Mar vai ser tema para moeda comemorativa em 2019


Os alunos das escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico do Município de Aveiro vão desenhar o motivo da moeda comemorativa dedicada à temática ‘O Mar’, que faz parte do plano numismático da Imprensa Nacional – Casa da Moeda para o ano de 2019.  O Concurso Desenhar a Moeda foi iniciado em 2017 pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda e nele participaram os jovens dos 2º e do 3º ciclos do ensino básico das escolas do concelho de Setúbal. O tema da primeira edição foi ‘O Futuro’ e o prémio foi arrecadado pelo jovem Martim Estanislau. O desenho de Estanislau teve a cunhagem limitada a 60 mil exemplares, valor facial de 5 euros, em cuproníquel com acabamento normal, e 2500 exemplares em prata, com acabamento proof e inserção de cor. Com o objectivo de fomentar a criatividade e sensibilizar o universo escolar para a riqueza cultural, patrimonial e artística da moeda, em particular junto dos jovens, o concurso visa agora a participação dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico de Aveiro na criação de um desenho sobre ‘O Mar’. A data limite de entrega das propostas é 30 de Março. Espera-se a participação de cerca de 1900 alunos. A divulgação dos trabalhos finalistas e vencedores será efectuada até 27 de Abril de 2018. Após avaliação, o júri do concurso fará ainda a selecção de uma short list que irá integrar uma exposição a realizar em Aveiro, durante o mês de Junho de 2018, em local a definir, sendo posteriormente classificada a proposta vencedora e as duas menções honrosas.



Tempo. Pior já passou mas mar e vento vão manter-se fortes

Sábado e domingo não vão repetir o estado de tempo primaveril do passado fim de semana. Todo o cuidado com o mar é pouco.


O mau tempo tornou ontem a deixar um rasto de estragos no continente e ilhas. Na Trafaria, na margem sul do Tejo, a força das ondas foi tanta que chegou a arrastar um carro para o mar. Duas famílias ficaram desalojadas, disse ao i o comandante Pedro Araújo da Protecção Civil, oficial de operações de emergência.
Ao final do dia estavam a ser feitas diligências para verificar se poderiam ficar em casa de familiares. A agitação marítima causou ainda estragos noutras três casas mas não eram primeira habitação.
Nos próximos dias prevê-se um desagravamento das condições meteorológica mas Pedro Araújo sublinha que o cenário estará longe das condições primaveris do passado fim de semana, alertando que tanto o mar como o vento vão manter-se fortes. Ontem ao final do dia o aviso relativamente à agitação marítima passou de laranja a amarelo, mas o porta-voz explica que o mar, ao estar com muita energia, pode facilmente levar a ondas de 6 a 7 metros, com tendência a baixar mas ainda assim são um perigo. Já os avisos sobre vento forte, embora haja períodos de acalmia, são para levar a sério e o alerta mantém-se até à madrugada de sábado.
Centenas de pedidos de ajuda Ontem a Protecção Civil registou 427 ocorrências, em particular nos distritos de Lisboa, Faro e Viseu. As duas situações mais graves fruto do mau tempo que se fez sentir no final desta semana aconteceram na Madeira e em Beja.
Na praia Formosa, no Funchal, um homem foi arrastado para o mar na noite de quarta-feira e quinta-feira ao final do dia continuava desaparecido. Já em Beja, uma mulher de 37 anos que participava no Campeonato Nacional das Profissões ficou em estado grave ao ser atingida por uma peça metálica que se soltou de uma das tendas onde estava a decorrer o evento.
Pedro Araújo sublinha que, com as actuais condições atmosféricas e vento que pode chegar aos 80/90km/h, o uso de tendas está desaconselhado.
Além de danos pessoais, os danos materiais em diferentes pontos do país estão ainda por contabilizar. Na praia da Rocha, em Portimão, o temporal arrasou o bar Nosolo Aqua, que ocupa parte da frente marítima, adiantou o jornal “Sul Informação”. Na Madeira, nos últimos dias fustigada pelo mau tempo e com muitos voos cancelados – algumas viagens para o continente que estavam previstas para a última segunda-feira só estavam ontem a ser remarcadas para esta sexta-feira – o governo traça um balanço negro, com danos em marinas, portos, pavilhões e infraestruturas desportivas.
Segundo o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, os danos ultrapassam centenas de milhares de euros. “Já investimos 600 milhões de euros nas obras de protecção e reforço das infraestruturas. Agora, temos de ter sempre uma atitude proativa em termos de prevenção para enfrentar as consequências das alterações climáticas. Vamos continuar a investir na formação da Protecção Civil, na formação da população para situações de emergência e também no reforço das infraestruturas”, disse Albuquerque, lembrando que as rajadas fortes pedem cautelas como evitar parques ou fazer levadas.
O céu deverá manter-se muito nublado durante o fim de semana, com chuva ou aguaceiros. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê queda de neve nas regiões mais altas do Norte e Centro e ocorrência de trovoada. Tempo de inverno, depois de um Janeiro e grande parte do mês de Fevereiro quente e seco.
Fonte: Sol

Ministra do Mar anuncia Janela Única Logística

Projecto-piloto deverá estar pronto a ser implementado "até ao final do ano". Ana Paula Vitorino revela que investimento vai criar benefícios de 50  milhões de euros nos três primeiros anos.


A Ministra do Mar assinou o contrato de adjudicação para a definição e criação da Janela Única Logística (JUL) celebrando acordos com 20 associações e empresas que participam neste projecto.
"Temos aqui um investimento de 5,1 milhões de euros, dos quais 85% financiados a fundo perdido pelo Compete 2020, portanto o Estado paga menos de um milhão de euros [...] e a economia consegue internalizar esse custo e além disso ter um benefício de 50 milhões de euros nos três anos seguintes", disse hoje Ana Paula Vitorino.
O objetivo foi criar uma nova versão do modelo de referência nacional dos sistemas de gestão portuária, criando uma nova geração de software que será alargada a todos os meios de transporte e operações logísticas. Com esta atualização, pretende-se assegurar a fluidez da informação referente ao transporte de mercadorias de/e para os portos de mar nacionais. Trata-se, no entender de Ana Paula Vitorino, "de um fator de competitividade essencial". 
O projecto-piloto da JUL deverá estar pronto a ser implementado "até ao final do ano", altura em que a ministra do Mar espera que o sistema esteja a funcionar em Sines, que foi também o porto nacional onde foi implementado o projecto-piloto da JUP, mas também em Leixões.
Fonte: Sol

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Mergulhar com tubarões e jamantas sem sair do sofá

Equipa portuguesa do centro de engenharia aeronáutica do CeiiA participou na construção de uma câmara subaquática não invasiva que andou à boleia de tubarões e jamantas nos Açores. Este “mergulho” é um dos episódios de um documentário da BBC que se estreou na passada quinta-feira.


Uma equipa de investigadores do centro de engenharia aeronáutica do CeiiA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel), em Matosinhos, tornou possível a experiência de passar várias horas lado a lado com tubarões e jamantas. Basta enlaçar uma câmara subaquática no seu dorso e esperar que as imagens gravadas, com o que viram e fizeram, venham à superfície. Na passada quinta-feira, a BBC One apresentou o episódio que nos leva à boleia de tubarões e jamantas dos Açores.

É um dispositivo não invasivo que permite mergulhar com grandes animais marinhos e espreitar o seu mundo sem interferências. O pequeno torpedo vermelho – recheado com uma câmara de filmar na ponta de um cabo que é enlaçado no dorso dos animais – não só parece não os incomodar, como também dispensa a intrusiva presença humana que pode alterar o seu comportamento. Trata-se de um equipamento que o grupo de engenheiros da área de mar e espaço do CeiiA, liderado por Tiago Rebelo, ajudou a desenvolver para biólogos e outros investigadores do Instituto do Mar (Imar), nos Açores. Essa era a missão original dos dispositivos. Porém, o projecto foi temporariamente desviado para um documentário sobre a vida animal da cadeia de televisão BBC que juntou realizadores e cientistas.

O programa chama-se Animals with Cameras e quis mostrar uma perspectiva única do mundo de vários animais, “quase” pelos seus olhos. Colocaram câmaras, como chapéus, no topo da cabeça de chitas na Namíbia, pequenos dispositivos nas costas de pinguins na Argentina e introduziram as suas câmaras no equipamento subaquático desenvolvido por portugueses e rebocado por tubarões e raias dos Açores para obter imagens únicas.

“É uma espécie de torpedo e pode pesar entre 800 gramas e dois quilos, sempre com flutuabilidade positiva, o que significa que vai sempre acima do animal e é rebocado, dependendo do tamanho do animal e do tipo de filmagem que se pretende”, explica Tiago Rebelo apontando para o modelo que está em cima de uma mesa na sala que reúne dezenas de engenheiros a trabalhar num espaço aberto do edifício que desenharam em Matosinhos. O tal “torpedo” em exibição, que quase parece imitar o desenho de uma miniatura de um tubarão que engoliu uma câmara, tem algumas marcas de “guerra”. “Este foi o que foi mordido por outro tubarão que, por alguma razão, implicou com isto”, explica o coordenador da equipa do centro de engenharia aeronáutica.

Os sinais de agressão no equipamento provam que os animais notam a sua presença, mas Tiago Rebelo assegura que uma das prioridades do projecto é precisamente não causar qualquer tipo de desconforto ao animal. Assim, a colocação do dispositivo é feita através de um cabo à volta do dorso com isolamento que impede o mínimo arranhão na pele e que depois se estende para longe do seu corpo, como uma antena, com a câmara na ponta, a reboque.

No caso da jamanta é exigido um mergulhador dentro de água para enlaçar o animal. No caso do tubarão, a colocação do dispositivo faz-se usando um isco que o chama para junto da borda do barco, para depois procurar o sucesso na pontaria fazendo com que entre no meio do arco do cabo. “Nas imagens parece mais ou menos fácil mas foi preciso fazer algumas tentativas até conseguirmos”, lembra Jorge Fontes, biólogo marinho do Imar que acompanhou a produção televisiva. O biólogo, que vai continuar a usar estas câmaras e nota que, apesar de existirem outros dispositivos para filmar estes animais, o equipamento do CeiiA tem várias inovações como o facto de não ser invasivo, ser rebocado e ser reutilizável. “Além disso, as imagens obtidas são óptimas”, refere, adiantando que o método foi validado com a publicação de um artigo numa revista internacional que conclui que não foi registada qualquer reacção adversa no comportamento dos animais.

Segundo Tiago Rebelo, para já, existem três modelos diferentes destes equipamentos. Um mais pequeno que não tem uma câmara incorporada e serve “apenas” para monitorizar o comportamento do animal, um médio com câmara, e outro um pouco maior (com dois focos de luz) que é usado quando se pretende imagens do escuro fundo do mar que estes animais vão visitando ao longo do seu dia-a-dia. “O desafio da BBC acelerou a introdução de câmaras neste equipamento”, explica Tiago Rebelo, que reforça: “Nunca tinha sido feito isto de forma não invasiva, sem que fosse preciso estar um robô dentro de água, espetar ou prender um equipamento na barbatana do animal ou colocar outra coisa no ecossistema. Permitiu imagens nunca antes vistas.”

Os “extraordinários mergulhos” das jamantas
Jorge Fontes confirma que a “intensa e gratificante” experiência trouxe ainda alguns dados importantes para o estudo destes animais. “Percebemos, por exemplo, que as jamantas – que normalmente associamos a águas quentes, abertas e junto à superfície – conseguem dar mergulhos extraordinários, chegando a 1800 metros de profundidade, com uma imensa pressão e com temperaturas de quatro graus Celsius”, conta.

O projecto com a BBC envolveu cerca de três semanas de filmagens numa colaboração entre a equipa da cadeia de televisão e os cientistas do Imar e do CeiiA. No entanto, estes dispositivos vão continuar a ser usados pelo Imar nas várias campanhas científicas que realizam em várias alturas do ano. Aliás, a colaboração com os investigadores dos Açores já vem desde 2015 e começou com o Medusa Deep Sea, um robô submarino para exploração do fundo do mar desenvolvido, entre outros, pelo Instituto Superior Técnico, e que tem cerca de três metros de comprimento e 300 quilos. Um grande intruso, portanto.

Além de pouco invasivas, os três “torpedos” tem várias coisas em comum e uma delas é o facto de se “soltarem” dos animais, sem que seja preciso qualquer intervenção humana. Isto é conseguido com sensores que são colocados no cabo que está em volta do dorso do animal e também no cabo suspenso que segura a câmara. Depois de um período pré-programado (os cientistas definem qual o tempo que precisam), o cabo parte-se e a câmara vem à superfície.

As câmaras foram concebidas e testadas para funcionar até 24 horas seguidas, mas, segundo Tiago Rebelo, será possível criar as condições para que filmem durante vários dias ou semanas. Uma vez posicionado, o equipamento regista nos seus sensores dados em tempo real sobre a profundidade, a localização, a velocidade e temperatura. O posicionamento do equipamento que fica distante do corpo do animal permite também uma visão com alguma amplitude e visualizar, por exemplo, o fundo marinho.

Melhorar a luz e a cor
Apesar do sucesso destas experiências feitas em colaboração com a BBC e que acabaram por acelerar este projecto fazendo com que os dispositivos pensados para o Imar fossem estreados num documentário de televisão, ainda há espaço para melhorias. Talvez se deva mudar a cor do torpedo, sugere Tiago Rebelo, recordando o “ataque” de um tubarão numa das filmagens. Por outro lado, as filmagens a maior profundidade também podem ser melhoradas com outro tipo de luz menos intrusiva (talvez amarela ou intermitente) para os animais que, em algumas ocasiões, terão manifestado algumas alterações de comportamento quando os focos iluminaram o que naturalmente é escuro como breu.

Além dos três modelos já concebidos e a funcionar, a equipa de engenheiros do CeiiA vai agora construir mais três modelos para o Imar e estão também a tentar desenvolver as suas próprias câmaras para conseguir ter um “produto” no mercado. “Os dados recolhidos têm sido de uma qualidade extrema”, confirma o investigador. E, para chegar até aqui, foi preciso encontrar respostas para complexos problemas de engenharia que tinham de ter em conta as diferenças no comportamento dos animais. Por exemplo: a que distância deve ser colocado o dispositivo para um animal de tamanho X que se movimenta a uma velocidade Y?

No futuro, querem ter soluções para oferecer para os investigadores que queiram vigiar várias espécies. “O tamanho é uma limitação, não podem ser muito pequenos. Tudo o que seja do atum para cima deve ser possível”, refere Tiago Rebelo. Depois cada animal oferece o seu desafio, se o atum é rápido e difícil de “laçar”, os saltos de um golfinho podem ser uma ameaça à integridade do equipamento.

No entanto, o projecto com tubarões e jamantas mostrou que o resultado, obviamente, compensa o esforço. “No documentário da BBC conseguiram obter imagens que eles dizem estar lindíssimas da cria de uma raia a dar pontapés o ventre da mãe. E foi a primeira vez que conseguiram ver isto a 1500 metros de profundidade. Foi algo único”. Único e, provavelmente, só possível de ver quando estamos lado a lado com estes animais num mergulho profundo.

Fonte: Público

Portugueses preocupados com oceanos, mas revelam pouco conhecimento

Um inquérito realizado a dois mil portugueses adultos indica que 75% estão preocupados com o futuro dos oceanos. Contudo, estes revelam saber pouco sobre o assunto.


Os portugueses defendem mais informação sobre os ecossistemas marinhos e estão preocupados com o futuro dos oceanos, mas revelam pouco conhecimento sobre os mesmos, pode concluir-se das respostas a um inquérito divulgado .
O inquérito, feito no passado mês de Janeiro,  junto de dois mil portugueses adultos, indica que 75% estão preocupados com o futuro dos oceanos. Mas 54% respondeu “baleia azul”, um mamífero, à pergunta “qual o maior peixe do oceano?”. Só 20% referiram correctamente o tubarão-baleia como o maior peixe.
O inquérito foi feito por uma empresa britânica para a plataforma de aluguer de alojamento ‘Airbnb’, e, se forem extrapoladas as respostas, 76% dos portugueses pensa que os oceanos são muito importantes para a vida da humanidade. E também que a maior parte (65%) defende um melhor conhecimento dos mares, e que 63% quer ver o Governo a fazer mais para garantir que a população aprenda mais sobre o impacto dos humanos sobre os oceanos e como protegê-los.
Metade dos portugueses (ainda extrapolando os resultados do inquérito) consome pescado e marisco sem conhecer se a origem é sustentável e mais de um terço admite que deveria proteger os oceanos apesar de não saber como, mas ainda assim é grande a percentagem (40%) dos que se comprometem a reciclar produtos plásticos.
O inquérito revela ainda que 80% dos portugueses dizem que há cinco oceanos no planeta e ainda há uma franja de 1% que está convencida de que existem apenas dois oceanos.
O inquérito surge a propósito de um desafio a habitantes de 13 países, quatro deles na Europa, Portugal incluído, para que expliquem o que sonham explorar no fundo mar. As três melhores respostas são premiadas com a possibilidade de mergulhar num submergível até aos mil metros nas Bahamas.
Para concretizar a iniciativa, a ‘Airbnb’ e a cadeia de televisão britânica BBC Worldwide anunciaram neste dia que o navio de investigação marítima da OceanX (uma organização de investigação e divulgação oceânica), Alucia (usado na série da BBC Blue Planet II), passou a ser anunciado na plataforma.
Fonte: Observador

No “jacuzzi do desespero” no fundo do mar (quase) nenhuma criatura sobrevive



Chamam-lhe o “jacuzzi do desespero” porque a sua água é tão salgada que mata quase todas as criaturas que têm a infelicidade de lá parar. Trata-se de um lago de salmoura que foi descoberto no fundo do mar, no Golfo do México.
Esta piscina circular com cerca de 30 metros de diâmetro e 3,6 metros de profundidade fica situada a mais de mil metros abaixo da superfície do Golfo do México, atestam os investigadores que efectuaram a descoberta num artigo científico no jornal Oceanography.
Segundo o Seeker.com, a água deste “jacuzzi do desespero”, que pode ser a chave para encontrar vida noutros planetas, é “quatro ou cinco vezes mais salgada do que a água do mar circundante”.
“A salmoura é tão densa que fica assente no fundo, formando um caldeirão subterrâneo de químicos tóxicos que incluem gás metano e sulfato de hidrogénio que não se mistura com a água do mar circundante”, sublinha a publicação.
Este lago de sal formou-se à medida que “a água do mar se infiltrava nas brechas no fundo do mar, misturada com as formações de sal subterrâneas da região”, e que o gás metano era drenado.

Uma descoberta de outro mundo…

Tudo começou há entre 200 a 145,5 milhões de anos, no período Jurássico, com “um mar superficial no local do actual Golfo do México”, como salienta o site Iflscience.com.
Com a movimentação das placas tectónicas, “este mar foi eventualmente separado do resto do oceano” e, “num mundo incrivelmente quente“, começou a evaporar-se, deixando para trás “uma massa de sal”.
“O mar interior evaporado” acabou por ser inundado, ficando novamente ligado aos oceanos. Mas, nessa altura, “vastas camadas de sal, com vários quilómetros de espessura, já tinham sido cobertas por sedimentos insolúveis”, refere o site.
“Extraordinariamente, à medida que o peso da água do mar esmagou este sal, uma parte dele foi forçado a voltar para o fundo marinho através de um processo chamado “tectónicas de sal”. Este sal acabou a “interagir com a água do mar, dissolveu-se e formou nuvens de salmoura que se instalaram no fundo do mar”.
Foi a partir daí que esta “piscina morta” surgiu e “é uma das coisas mais espantosas no fundo do mar”, como refereo investigador que descobriu o local, Erik Cordes.
“Vai-se até ao fundo do oceano e olha-se para um lago ou um rio a fluir. Parece que não estamos neste mundo”, nota o professor de Biologia na Universidade Temple, em Filadélfia, nos EUA.

Mexilhões gigantes que se alimentam de gases nocivos

As primeiras imagens do lago foram obtidas em 2014, graças a um robô subaquático operado remotamente. Mas depois foi possível estudar mais de perto a salmoura com um mini-submarino que podia transportar três pessoas. Dois cientistas e o piloto do submergível demoraram quase uma hora a descer até ao fundo do mar.
Quando lá chegaram, encontraram nas bordas da “piscina morta” carcaças de caranguejos de águas profundas, que foram apanhados na “armadilha” da salmoura quando procuravam comida.
Também descobriram “mexilhões gigantes com as brânquias impregnadas de bactérias simbióticas” que conseguem “sobreviver alimentando-se dos gases nocivos” que existem no lago de salmoura, como explica o Iflscience.com.
A piscina era contida por “um tapete vivo de bactérias e de depósitos de sal” e era cercada por gás metano. As amostras retiradas do gás denso e da água permitiram detectar vida microbiana que se adaptou à alta salinidade e aos baixos níveis de oxigénio.
Erik Cordes acredita que estas criaturas podem assemelhar-se a formas de vida noutros planetas do nosso sistema solar ou de outros mundos.
“Há muitas pessoas a olharem para estes habitats extremos na Terra como modelos para o que poderemos descobrir quando formos para outros planetas”, sustenta o investigador.
Fonte: ZAP