domingo, 21 de janeiro de 2018

Trump quer abrir todos os oceanos nos EUA à exploração petrolífera


A Administração Trump propôs a abertura de quase todas as suas águas territoriais à exploração de gás e petróleo, ignorando protecções ambientais nos oceanos Árctico, Atlântico e Pacífico.

A opção de expandir a produção de energia nos EUA enfrenta objecções de ambientalistas, autoridades estatais e de alguns grupos empresariais, preocupados com derrames e com o potencial impacto sobre o turismo nas zonas costeiras.

O secretário do Interior, Ryan Zinke, disse que o Programa de Exploração de Petróleo e Gás na Plataforma Continental Exterior Nacional de 2019 a 2024 irá permitir que mais de 90% da área da plataforma continental exterior esteja disponível para exploração, incluindo áreas que tinham sido protegidas pela Administração Obama.

“Queremos fazer crescer a nossa indústria energética nacional offshore, em vez de perdermos lentamente capacidade para o estrangeiro”, afirmou Zinke, enquanto apresentava parte do programa da Administração Trump “Domínio Energético Americano”.

O Departamento do Interior identificou 47 potenciais vendas de direitos de exploração, comparado com apenas 11 presentes na estratégia de Barack Obama. Este seria “o número mais elevado de vendas de contratos de exploração na história dos EUA”, diz Zynke, calendarizados num plano federal a cinco anos.

Semanas antes de abandonar a presidência, Obama proibiu novas explorações de petróleo e gás natural nas águas federais nos oceanos Atlântico e Árctico, deixando sob protecção 46,5 milhões de hectares de água ao largo do Alasca e 1,5 milhões ao largo da Nova Inglaterra e da Baía de Chesapeake.

Em Abril, o Presidente Donald Trump pediu a reversão dos planos de exploração existentes, que o Departamento do Interior dizia deixar de fora da exploração 94% da plataforma continental exterior.

A proposta surge numa altura em que o baixo preço do petróleo e o crescimento da produção em terra têm reduzido a procura por explorações offshore, levantando questões acerca dos benefícios da decisão.

Antes do anúncio da passada quinta-feira, congressistas dos dois partidos, grupos ambientalistas e empresários locais da costa atlântica, mostraram oposição a qualquer iniciativa para abrir a zona costeira a explorações energéticas, citando os riscos ambientais e as ameaças à lucrativa indústria do turismo.

Um porta-voz do governador republicano da Florida, Rick Scott, disse estar “agressivamente a lutar para proteger o ambiente da Florida, ao propor um pacote de mais de 3,8 mil milhões de dólares para o preservar”.

O fundador da Câmara do Comércio das Pequenas Empresas da Carolina do Sul, Frank Knapp, acusou o Departamento do Interior de favorecer os sectores do petróleo e do gás em desfavor do turismo. “A que parte do sector empresarial estão eles atentos? Não é certamente às pequenas empresas do litoral”, afirmou.

Fonte: Público

Os Polvos estão a tomar conta dos Oceanos


Desde os anos 50 do século passado que a população de cefalópodes (polvos, lulas e chocos) tem vindo a crescer drasticamente nos Oceanos globais, avança um estudo publicado no jornal Current Biology, e ninguém – ou melhor, nenhum cientista – sabe ao certo porquê.
Desenvolvido por um grupo de investigadores da Universidade de Adelaide, o estudo acaba por afirmar que uma mistura entre efeitos das alterações climáticas, sobrepesca e acidificação do Oceano tem causado o aumento do número de muitas espécies de peixes e crustáceos.
Ainda assim, os cientistas arriscaram uma explicação: o que está a causar a proliferação destas criaturas tentaculares é o facto de os humanos estarem a caçar muitos dos predadores que, normalmente, competem com os crustáceos pelo mesmo tipo de alimentos. Por outro lado, estas criaturas também estarão melhor equipadas para lidar com o aumento das temperaturas do mar que outros animais marinhos.
“Os cefalópodes podem expandir-se rapidamente – são chamados as ervas daninhas do mar. Se as condições ambientais forem boas, eles podem rapidamente explorá-las, uma vez que crescem de forma muito rápida”, explicou um autor principal do estudo, Zoe Doubleday, ao Gizmodo.
Infelizmente, estas não são boas notícias para as espécies envolvidas neste processo. Os investigadores avisaram que se o número de cefalópodes for demasiado alto, os animais podem ser forçados a recorrer ao canibalismo devido à falta de alimentos. E à medida que eles tomam conta de porções cada vez maiores do ecossistema marinho, eles podem também ser armazenados em grandes números e tornarem-se numa parte cada vez mais importante da dieta humana. Pelas piores razões, porém.
Fonte: Greensavers Foto: Jim Boon / flickr 

Maior travessia sobre o Mar do mundo vai ligar Hong Kong a Macau

A Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau é, apesar do que indica o nome, mais do que uma ponte: a travessia que une as pontas do Delta é constituída ainda por um túnel submarino e ilhas artificiais.


55 quilómetros de comprimento, 400 mil toneladas de metal e 16 mil milhões de euros: são estes os números que melhor descrevem a grandiosidade daquela que será a maior travessia sobre o mar do mundo. A construção vai ligar Hong Kong, Zhuhai e Macau, no Delta do Rio das Pérolas, região que conta ainda com as cidades de Guangzhou e Shenzen — uma espécie de Sillicon Valley chinês — e onde, ao todo, vivem cerca de 60 milhões de pessoas.
A travessia sobre o Mar da China meridional, onde desagua o Rio das Pérolas, é constituída por três pontes suspensas, um túnel submarino e duas ilhas artificiais. O objectivo é impulsionar a economia da região, que é responsável por 9,1% do PIB chinês e por 26% das exportações.
A construção vai permitir ligar as três cidades em 45 minutos, algo que demora agora entre 60 a 70 minutos de ferry e entre três a quatro horas de carro. A ponte, que está em construção desde 2009 e deveria ter sido inaugurada em 2016, deve ficar pronta ainda em 2018.
Os números da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau são estrondosos, mas os escândalos e problemas que a acompanham também. Sobre a obra pairam atrasos na construção, problemas técnicos e ambientais e cerca de 300 acidentes laborais, que resultaram em dez vítimas mortais e 600 feridos, escreve o El País.
A ponte esteve também no centro de um escândalo de corrupção que acabou com a detenção de 21 subcontratados acusados de falsificar provas da resistência do betão usado na ponte a troco de dinheiro.
Há também quem questione o impacto ambiental da obra na fauna local, nomeadamente do boto (golfinho) cor-de-rosa, uma espécie que já está em risco de desaparecer das águas chinesas.
A somar a tudo isto estão os sobrecustos, que parecem não ter fim. Já em Janeiro foi anunciado um gasto extra de 600 milhões de euros na construção da parte central da ponte, o qual será repartido entre os governos da China, de Hong Kong e de Macau.
Se por um lado a ponte está a ser promovida como um elo de ligação entre a China continental, Macau e Hong Kong, e um meio de aumentar o desenvolvimento económico da região, por outro há quem diga que o projecto é, acima de tudo, político e que pode resultar numa perda de identidade das regiões autónomas. Nathan Law, político e activista de Hong Kong e um dos líderes da Revolução dos Guarda-chuvas, afirma que a obra “é um projecto político que procura a integração de Hong Kong na China continental, algo que debilitará a singularidade e habilidade de desenvolvimento independente.”
Os mesmos que colocam em causa as razões para a construção da ponte também se questionam se os astronómicos 16 mil milhões de euros não poderiam ter sido investidos em educação, saúde ou na habitação, sendo esta última um grande problema de Hong Kong, que é a cidade com o preço de solo mais alto do mundo.
Fonte: Observador




Economia do mar depende de capital humano qualificado


O sector já emprega cerca de 160 mil portugueses, mas barómetro da PwC defende maior aposta na qualificação do capital humano de forma a melhorar a eficiência e produtividade.

Apesar da crise, a economia do mar foi resiliente e conseguiu «resistir bem» aos tempos mais turbulentos. E isso é visível pelo crescimento contínuo das exportações na fileira alimentar do mar, pelo número de turistas – que utilizam as nossas praias e viajam em transportes marítimos – e pela carga nos portos nacionais. «As evidências que o LEME tem reportado ao longo dos seus oito anos de existência são claras no que se refere à grande resiliência da economia do mar como um todo. Ou seja, nos picos da crise a economia do mar aguentou-se e quando a crise abrandou a economia do mar cresceu. Neste contexto, a evolução geral da economia do mar é positiva», revela a 8.ª edição do estudo LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar, apresentado esta semana em Lisboa.
Ainda assim, Miguel Marques, partner da consultora, acredita que o sector poderia estar ainda mais forte, uma vez que continua a enfrentar vários obstáculos. Daí defender que muitos dos desafios estão relacionados com a necessidade de redução da burocracia, a necessidade de consistência das medidas no médio e longo prazo e a necessidade de investimento e financiamento pacientes, ou seja, que tenham maturidades também de médio e longo prazo. Outro desafio considerado importante é o da necessidade de renovação das frotas da marinha de guerra e de comércio, assim como a da pesca.
Capital humano 
Apesar dos recursos humanos associados a este sector terem melhorado nos últimos anos – mais de 160 mil em Portugal trabalham nas indústrias do mar, pesca, recreio e turismo – o barómetro continua a chamar a atenção para a necessidade de melhorar. E dá exemplos: em 2016, o número de pescadores e número de alunos colocados na 1.ª fase das candidaturas em cursos do ensino superior relacionados com o mar aumentou, mas em contrapartida o pessoal militar ao serviço da Marinha continuou a descer.
No entanto, o estudo da consultora aponta para a necessidade de dinamizar os diversos subsectores da economia do mar de forma a criar um impacto positivo no emprego, apostar na qualificação do capital humano de todos os subsectores para melhorar a eficiência e produtividade, assim como a capacidade inovadora do país.
Mas os desafios não ficam por aqui. É aconselhado também que o mar seja encarado como uma escola de talento e de competências base, como liderança, trabalho em equipa, flexibilidade, etc., aplicáveis a todos os sectores da economia portuguesa. «O ser humano apenas conhece uma pequena parte de todas as riquezas e potencialidades dos oceanos. Portugal deve investir no conhecimento e na investigação científica do mar Português», diz o documento. Um cenário que foi admitido pelos vários intervenientes que participaram na apresentação do estudo. Também o comandante Fernando Grego Dias, proprietário de dois navios, apontou para a falta de recursos humanos qualificados no sector.
Revolução industrial em marcha
Esta edição do LEME incluiu um inquérito a gestores de topo e personalidades da economia do mar. 90% dos inquiridos admite que a revolução digital terá um grande impacto no sector. 
«Os líderes das diferentes indústrias do mar, começam a ter a noção de que, se não abraçarem a revolução digital, aproveitando todos os seus benefícios e construindo bases sólidas de protecção contra ciberataques, a economia do mar será como uma embarcação à deriva num vendaval de transformações», revela Miguel Marques.
Ainda assim, o partner da PwC admite que «embora o interesse pelos temas da transformação digital tenha aumentado consideravelmente no seio da comunidade marítima portuguesa e as acções digitais no terreno tenham também iniciado caminho, o conhecimento dos riscos associados a ciberataques e sua mitigação é ainda incipiente».
Sector em crescimento
O Governo também já veio assumir a importância da economia do mar e assumiu que pretende duplicar o seu peso de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 5% até 2020. A pensar nessa meta, o Executivo anunciou 600 milhões de euros para financiar projectos na economia azul até ao final da legislatura. E dá exemplos. O Fundo Azul terá uma dotação de 54 milhões de euros e pretende apoiar o financiamento das actividades emergentes assim como apoiar o financiamento da inovação e do aumento da intensidade tecnológica ligada a este sector.
Já a partir do segundo semestre do ano vai ser lançado o programa EEA Grants com uma dotação de 44,5 milhões de euros para financiamento de novos projectos empresariais e de investigação científica inovadores e sustentáveis.
O Executivo disponibiliza o programa Operacional Mar 2020 destinado ao sector das pescas e aquacultura com uma verba de 500 milhões de euros. Em relação a este último programa, a ministra esclarece que já foram transferidos 52 milhões de euros para as empresas do sector, em especial para as empresas de transformação, congelados, conservas e aquicultura.
Ao mesmo tempo, o ministério do Mar prepara-se para alcançar níveis recorde nos portos. De acordo com Ana Paula Vitorino, o Porto de Lisboa deverá registar um crescimento de 8% nas escalas e uma subida de 18% no número de passageiros durante este ano.
Também o de Leixões deverá manter a trajectória de crescimento verificada no ano passado e irá registar uma subida de 19% de cruzeiros, crescendo de 84 para 100 cruzeiros e um aumento de 33% de passageiros (passando de quase 72 mil passageiros em 2016 para mais de 95 mil em 2017).
«O novo ano que agora começa será mais um histórico para os portos nacionais», referiu a ministra durante a apresentação do LEME, elogiando ainda os resultados obtidos pelos portos comerciais no ano passado ao registar um movimento total de 95,8 milhões de toneladas, o que se traduziu num crescimento de 3% face a 2016. Um valor que, segundo a mesma, está de acordo «com a nossa estimativa prevista na estratégia para aumento de competitividade da rede de portos comerciais do continente-horizonte 2026».
Fonte: Ionline

Terminal XXI entrou com novo horário


O ano de 2018 no Terminal XXI iniciou com a implementação de um novo horário de trabalho. O novo horário de trabalho, que envolveu um braço de ferro entre a PSA ( a concessionária do Terminal XXI) e o Sindicato XXI ( O mais representativo dentro do Terminal XXI ), culminou com uma assinatura de um acordo que previa a implementação de um novo horário de trabalho, ( abaixo das 40 horas semanais), a constituição de uma quinta equipa, a formação dos trabalhadores para novas funções e a contratação de mais de uma centena de novos elementos. 





sábado, 20 de janeiro de 2018

Hugo Vau surfou "Bomba" na Nazaré "Diferente de todas as outras"


O surfista português Hugo Vau recordou  a 'bomba' que surfou na quarta-feira na Praia do Norte, na Nazaré, distinguindo-a pela "velocidade impressionante" e pela "descida interminável".


"Esta sim, foi diferente de todas as outras ondas e tinha um tamanho acima da média da Praia do Norte. Estávamos à espera há sete anos de uma onda destas e esta rebentou de uma forma muito poderosa, muito agressiva e muitos dos presentes disseram que nunca tinham visto nenhuma deste tamanho", explicou Hugo Vau, em declarações à Lusa.



Perante a possibilidade de esta ter sido a maior onda já surfada no local, o surfista escusou-se a quantificar, remetendo esta avaliação para as entidades especializadas: "Naturalmente esta onda está entre as candidatas aos prémios XXL [para ondas gigantes], que tem um comité de avaliação".

Em 1 de novembro de 2011, o norte-americano Garrett McNamara surfou na Praia do Norte uma onda com uma altura estimada de 23,77 metros, o que constitui um recorde inscrito no livro do Guinness. No entanto, esta marca já poderá ter sido ultrapassada na Nazaré por outros surfistas, nomeadamente Hugo Vau, embora não haja registos oficiais.

"Não há um método científico para a medição, normalmente calculam o tamanho da onda a partir da altura do surfista", referiu, dedicando e agradecendo o seu feito à sua equipa, constituída pelos também surfistas Alex Botelho e Marcelo Luna e ainda pelo fotógrafo Jorge Leal.

Hugo Vau recordou que esta 'bomba' surgiu ao final da tarde de quarta-feira, depois de várias horas de espera, enquanto alguns dos surfistas que acorrem à praia nazarena 'deambulavam' entre o porto de abrigo e a Praia do Norte, numa altura em que aguardavam no canal, do lado da vila, fora da rebentação.

Fonte: Record

Jorge d’Almeida: «Se tudo funcionasse tão bem como o sistema portuário…»



Na sessão de apresentação da 8.ª edição do LEME – Barómetro da PwC para a Economia do Mar, liderada ontem por Miguel Marques (PwC) no Pavilhão do Conhecimento, Jorge d’Almeida foi uma das ilustres personalidades ligadas ao mar a ter oportunidade de dar o seu ponto de vista sobre a forma como vê a evolução da Economia do Mar em Portugal.
Desafiado a tecer alguns comentários sobre as áreas que tão bem domina – o shipping e os portos -, Jorge d’Almeida defendeu que uma das grandes oportunidades para o nosso país passa por criar um hub de referência do shipping mundial. «As empresas não têm de estar onde estão os navios», vinca Jorge d’Almeida, lembrando que devemos potenciar Portugal nesta área, não só pela sua ligação ao mar mas também por ser um «sítio agradável para viver» ou por ter «custos muito competitivos». «O principal entrave é mesmo a barreira fiscal, mas penso que estamos finalmente a resolver isso», acrescentou ainda o especialista.
Ora, Miguel Marques (PwC) aproveitou a introdução deste tema para recordar o trabalho que tem vindo a ser feito na dinamização do Registo Internacional de Navios da Madeira, vincando que este é um exemplo de «uma área na qual podemos ser um hub mundial».
Ainda neste campo de oportunidades, Jorge d’Almeida recordou a recente visita à China de uma comitiva portuguesa, liderada pela Ministra do Mar, na qual esteve presente. E, em jeito de balanço, admitiu que os trabalhos correram manifestamente bem e mostrou esperança de que a iniciativa servirá para colher frutos em diversas áreas da Economia do Mar.

Muitos elogios para os portos e para quem os tem liderado


Já sobre os portos nacionais, Jorge d’Almeida vincou que é das áreas que «melhor correm em Portugal» – algo que, na sua opinião, se deve muito «às pessoas que estiveram à frente dos portos nos últimos anos».
Lembrando que «não há nenhum porto português que não tenha crescido nos últimos anos», Jorge d’Almeida concluiu de forma esclarecedora: «Se tudo funcionasse tão bem como o sistema portuário…».
Porém, a verdade é que as várias edições do LEME têm deixado claro que nem todas as áreas do mar estão a ser devidamente aproveitadas no nosso país. E, no certame desta quinta-feira, a PwC questionou os participantes em relação ao aproveitamento do país de todo o potencial do seu mar. As respostas foram claras: 97% dos que estiveram presentes responderam que NÃO fazemos o devido aproveitamento do nosso mar!

Falta de financiamento trava Economia do Mar

A PwC divulgou um estudo onde destaca o atraso no desenvolvimento da economia do mar, derivado da falta de financiamento. Ainda assim, actividades do mar continuam em crescimento.


A economia do mar parece estar a passar por maus momentos, com as actividades ligadas ao mar a caírem há dois anos consecutivos, revela um estudo divulgado esta quinta-feira pela PwC. Uma quebra que pode ser justificada pela falta de conhecimento dessas áreas e, consequentemente, pela falta de financiamento. Ainda assim, os inquiridos considera que o mar português tem “boa qualidade ambiental”.
No estudo da PwC — “LEME – Barómetro PWC da Economia do Mar” –, há um problema por combater: o atraso no desenvolvimento da economia do mar. Contrariamente às restantes variáveis analisadas no estudo, este tema é o único que não regista uma evolução positiva no seu crescimento, estando em queda há dois anos consecutivos.
Este desempenho pode ser justificado pela falta de financiamento na actividades do mar, como explica José Marques, partner da PwC ao Jornal de Negócios (acesso pago): “A redução de estruturas no sistema financeiro provocou perda de conhecimento em diversas áreas económicas, uma dessas áreas foi o mar”. Isto faz com que, esses financiamentos, sejam realizados apenas nas áreas económicas mais conhecidas, como é o caso dos “portos e transportes marítimos”, onde o conhecimento ainda é “suficiente”. “Só se investe e só se financia aquilo que realmente se conhece e se consegue avaliar”. Por isso, explica que “o primeiro passo para resolver este problema é dotar novamente o sistema financeiro do conhecimento necessário sobre a realidade económica das indústrias do mar”.
No estudo, a PwC destaca que “a actual turbulência nos mercados financeiros tem agravado a possibilidade de obtenção de financiamento por parte de sectores que, por serem novos, não têm histórico, logo, esbarram na aprovação de produtos tradicionais de financiamento”. Uma realidade que se alarga “aos sectores tradicionais que, apesar de terem um histórico, revelam dificuldades estruturais, afastando as mesmas fontes tradicionais de financiamento”.
Ainda assim, apesar destas limitações no financiamento, as actividades da economia do mar continuam a crescer. “Se com limitações grandes ao financiamento a economia do mar tem crescido, como seria se tivesse melhor financiamento?”, questiona José Marques. Dados do Instituto Nacional de Estatística, citados no estudo, indicam que mais de 4,6 mil milhões de euros da economia portuguesa são gerados pelos mais de 160 mil portugueses que trabalham nas indústrias do mar.

Gestores reconhecem “boa qualidade” ambiental do mar português

Do total dos que defendem a boa qualidade do mar (72%), 78% afirmam que este é um argumento “usado de forma insuficiente por Portugal”. Já dos que consideraram que a qualidade do mar português é “fraca”, 96% sublinha que, no contexto europeu, as consequências da baixa qualidade no mar português são “significativas”.
Entre o total dos inquiridos, 39% refere que “acontece frequentemente” a presença de lixo no mar português e 24% diz que se verifica, com regularidade, situações de sobrepesca. Por sua vez, 77% diz que há um risco “reduzido” de se encontrarem resíduos radioativos e 62% defende a mesma posição face ao desmantelamento de navios no mar português. Relativamente ao impacto, 61% considera que a verificar-se derrames será “elevado” e 88% defendem a mesma posição em relação aos resíduos radioativos.
Conforme indica o ‘LEME’, “dos nove riscos analisados, sete (78%) estão no quadrante de risco e o impacto acima do razoável, a tender para o elevado. Assim, embora Portugal tenha uma muito boa qualidade da água, comparativamente com outros países europeus, está sujeito a riscos e possíveis impactos elevados, que podem vir a afetar negativamente a sustentabilidade ambiental, caso não se mantenha, no terreno, uma ação constante de monitorização e de mitigação de riscos”.
A PwC nota ainda que, ao solicitar aos inquiridos sugestões para que Portugal seja uma referência, no contexto internacional, em termos de boa qualidade ambiental do mar, de uma forma geral, foram referidas, entre outras, o tratamento de resíduos urbanos e industriais, o reforço da educação ambiental e o uso de energias limpas. Sobre o impacto futuro da economia do mar na revolução digital, 90% dos inquiridos diz que é “elevado”, 8% refere que é “médio” e 2% defende que é “baixo”.
Fonte: ECO




quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Go Foodies junta ciência e gastronomia para promover o mar português


Há ciência por trás daquilo que comemos. Sabemos que é assim, mas será que conhecemos realmente os produtos que aparecem nos nossos pratos? Go Foodies é um projecto que Nuno Nobre, consultor na área da gastronomia, acaba de lançar e que pretende precisamente aproximar a ciência e a gastronomia.
O arranque aconteceu no passado dia 18, em Ponta Delgada, Açores, e envolveu chefs, cientistas e as protagonistas principais: as algas. O jantar 5 Algas, 5 Cientistas, 5 Pratos, no restaurante Jardim do Azoris Royal Garden Leisure & Conference Hotel, serviu de pretexto para mostrar o potencial gastronómico das algas, que foram trabalhadas por Nuno Nobre, o chef Pedro Oliveira, da Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada e Michael Ross, chef do Azoris.

Numa parceria com a Associação de Promoção dos Produtos de Aquicultura e Pescas dos Açores (APPAQUA), o Go Foodies desafiou os cinco cientistas especialistas em algas – Ana Neto, da Universidade dos Açores, Isabel Sousa Pinto da Universidade do Porto, Leonel Pereira da Universidade de Coimbra, Ricardo Melo da Universidade de Lisboa e Rui Santos da Universidade de Faro – que se deslocaram a Ponta Delgada para um encontro em que discutiram projectos de produção de algas nos Açores, a explicarem durante o jantar as características e o potencial de cada alga. Para completar a experiência, na manhã do dia seguinte houve uma saída para o terreno para observar e apanhar algas.

Este é o modelo de evento que o Go Foodies pretende implementar a partir de agora, com outros jantares já previstos para 2018 nos Açores (para explorar, por exemplo, a relação das lapas com as pedras a que se agarram ou para trabalhar peixes menos valorizados) e com a internacionalização. A ideia, explica Nuno Nobre, é levar produtos ligados ao mar português – as algas são um exemplo, os ouriços-do-mar, outro, mas há o peixe, o marisco, etc. – a outros países, sempre com a componente científica associada.

Em Janeiro, coincidindo com o festival gastronómico Madrid Fusión, o Go Foodies vai levar o ouriço-do-mar até Madrid para três jantares, ligando este produto, que pretende valorizar, à Ericeira e ao Festival do Ouriço-do-Mar, que ali se realiza e que é também uma iniciativa de Nuno Nobre.

Segue-se, em Abril, outra iniciativa em Espanha, desta vez em Barcelona, no âmbito da feira Alimentaria 2018 e com a colaboração do chef Roberto Sihuay, do restaurante Ceviche 103. Os planos de Nuno Nobre incluem ainda jantares com produtos do mar português na Noruega (em Alesund, com o chef Tiago Lopes), em Moçambique, e em Londres, no restaurante Lima, do chefperuano Virgílio Martinez. 

Fonte: Público

Cientistas alertam para a rápida degradação dos mares nos últimos 20 anos



Cientistas de Espanha e França alertam para a rápida degradação dos ecossistemas marítimos, sobretudo nos últimos vinte anos, e a sua grave repercussão em todo o planeta.
Fizeram-no através do livro “Fuzileiro naval Animal Forest”, editado por Springer-Nature, no qual abordam o novo conceito de “floresta animal” e lembram o importante papel dos mares e oceanos em relação às alterações climáticas.
O livro proporciona uma visão geral dos ecossistemas do fundo do mar e explica que uma “floresta animal” é formada por comunidades que residem no fundo do mar dominadas por corais,, esponjas ou bivalves, que criam estruturas complexas que servem pela sua vez de lar a muitas novas espécies.
Os cientistas pertencem ao Centro Nacional de Pesquisa Científica francês e aos espanhóis Instituto de Oceanografia e o de Ciência e Tecnologia Ambiental, da Universidade de Barcelona.
Os autores denunciam que nos últimos anos o homem tem provocado mudanças drásticas e aceleradas nos ecossistemas marítimos, alterando a sua capacidade natural para absorver os crescentes níveis de dióxido de carbono da atmosfera.
Fonte: ZAP

Surf: princípio de acordo a pensar em Tóquio 2020


Circuito mundial de surf (WSL) e a Associação Internacional (ISA) da modalidade anunciaram um princípio de acordo com vista aos princípios de qualificação para os Jogos Olímpicos.
O circuito mundial de surf (WSL) e a Associação Internacional (ISA) da modalidade anunciaram um princípio de acordo com vista aos princípios de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
O princípio de acordo entre as duas partes, que já foi anunciado , determina que os surfistas do circuito mundial terão acesso a 18 vagas disponíveis, 10 para homens e oito para mulheres.
As restantes 22 vagas serão atribuídas consoante a participação nos World Surfing Games de 2019 e 2020, organizados pela ISA, e nos Jogos Pan-Americanos Lima2019, que vão incluir pela primeira vez a modalidade.
Duas vagas, uma no masculino e outra no feminino, serão ainda atribuídas ao Japão, país anfitrião dos Jogos que estreiam o surf no quadro olímpico.
Outra das medidas acordadas é a necessidade de os surfistas da WSL estarem disponíveis para representarem as seleções nacionais nos World Surfing Games em 2019 e 2020, no caso de serem selecionados.
A proposta será agora submetida a aprovação do Comité Executivo do Comité Olímpico Internacional (COI), na reunião agendada para fevereiro de 2018.
Portugal conta com um representante no circuito profissional, Frederico Morais, que terminou a temporada de 2017 no 14.º posto, naquele que foi o seu ano de estreia.
Nos World Surfing Games de 2017, Portugal terminou no segundo lugar, atrás da anfitriã França, tendo participado com Pedro Henrique, terceiro classificado no aberto, José Ferreira, Guilherme Fonseca e Miguel Blanco, no quadro masculino, e Teresa Bonvalot e Carol Henrique no feminino.
O presidente da Associação Internacional, Fernando Aguerre, mostrou-se "feliz" pelo que considerou ser "um acordo histórico" que garante que "os melhores do mundo vão competir pelo ouro na estreia do surf em Tóquio" e "condições universais de acesso" à prova olímpica.
Já a directora-executiva do circuito mundial, Sophie Goldschmidt, realçou a "plataforma incrível" dos Jogos Olímpicos e a parceria entre a WSL, a ISA e os próprios atletas para um acordo para o apuramento.
Fonte: ojogo


Misteriosos turbilhões de água se juntam no oceano com força incrível



Em mares do sul, estranhos redemoinhos oceânicos podem medir quase 100 km e movem-se a uma velocidade muito maior do que a dos turbilhões comuns.
Os cientistas britânicos descobriram recentemente uma série de estranhos turbilhões de água nos mares da Austrália e da África do Sul ao examinar imagens correspondentes recebidas através de satélites nos últimos 25 anos.
O mais curioso do fenómeno é que os redemoinhos se movem a uma grande velocidade e se estendem por dezenas de quilómetros, informa o jornal Popular Science
Segundo descobriram os investigadores, estes turbilhões de água podem atingir o tamanho de quase 100 km. Ao mesmo tempo, acredita-se que podem surgir por junção de dois redemoinhos e consequentemente estenderem-se. São capazes de se deslocarem a uma velocidade entre 8 e 16 km, em comparação com a velocidade de 2 km que costumam atingir os turbilhões comuns.
"Quando alcançam uma certa força, começam espontaneamente a mover e transformar-se em turbilhões", explicou Chris Hughes, oceanógrafo da Universidade de Liverpool (Inglaterra). 
Estes turbilhões duplos, que são criados pela turbulência dos correntes oceânicas, realizam uma função muito importante de misturar água e nutrientes de diferentes zonas e transportá-los a quilómetros de distância.
Por outro lado, estão ligados sob a água por um vórtice em forma de "U" e absorvem pequenos animais marinhos que são deslocados a grandes distâncias.
Ao observar as imagens de satélites que mostram a superfície do oceano de todo o mundo, tentado entender melhor esse fenómeno, os investigadores determinaram os seguintes passos: revelar a origem da formação e saber a razão do seu comportamento.
Fonte: Sputnik News

Mais plástico do que peixe no mar? Estamos no mau caminho…

A Quercus diz que a produção de plástico é insustentável. O que mais sofre são os oceanos e o que lá vive.


A produção de plástico vai aumentar 40% nos próximos anos, em resultado de 180 mil milhões de dólares de investimento em fábricas de plástico bruto nos EUA, desde 2010.
A tendência vem já desde o tempo em que Obama ocupava a Casa Branca, mas não é exclusiva dos EUA, explica João Branco, presidente da Quercus.
"Isto é deveras preocupante porque nós já sabemos que o plástico está a tornar-se insustentável nomeadamente no lixo oceânico. O mercado é totalmente liberal no que respeita à produção de plásticos descartáveis.”
“Defendemos, há muito, que deve haver restrições governamentais à produção, também em Portugal. Isto não acontece apenas nos EUA, acontece em todo o mundo e também no nosso país”, explica.
As restrições, considera a Quercus, não podem limitar-se aos sacos de plástico. “Tem que haver proibição aos plásticos descartáveis, mas deve haver também uma redução gradual, mas forte, à utilização de embalagens de plástico.”
“Temos plástico em tudo...nas embalagens de iogurte, do presunto, do champô, nos refrigerantes. E tudo isto alimenta a industria.”
A maior preocupação é mesmo a poluição nos oceanos, até porque, como explica João Branco, se tudo continuar como está, “temos estudos sérios a dizer-nos que em 2050 vai haver mais plástico do que peixe nos oceanos.”
Fonte: RR