O ano de 2018 no Terminal XXI iniciou com a implementação de um novo horário de trabalho. O novo horário de trabalho, que envolveu um braço de ferro entre a PSA ( a concessionária do Terminal XXI) e o Sindicato XXI ( O mais representativo dentro do Terminal XXI ), culminou com uma assinatura de um acordo que previa a implementação de um novo horário de trabalho, ( abaixo das 40 horas semanais), a constituição de uma quinta equipa, a formação dos trabalhadores para novas funções e a contratação de mais de uma centena de novos elementos.
domingo, 21 de janeiro de 2018
sábado, 20 de janeiro de 2018
Hugo Vau surfou "Bomba" na Nazaré "Diferente de todas as outras"
O surfista português Hugo Vau recordou a 'bomba' que surfou na quarta-feira na Praia do Norte, na Nazaré, distinguindo-a pela "velocidade impressionante" e pela "descida interminável".
"Esta sim, foi diferente de todas as outras ondas e tinha um tamanho acima da média da Praia do Norte. Estávamos à espera há sete anos de uma onda destas e esta rebentou de uma forma muito poderosa, muito agressiva e muitos dos presentes disseram que nunca tinham visto nenhuma deste tamanho", explicou Hugo Vau, em declarações à Lusa.
Perante a possibilidade de esta ter sido a maior onda já surfada no local, o surfista escusou-se a quantificar, remetendo esta avaliação para as entidades especializadas: "Naturalmente esta onda está entre as candidatas aos prémios XXL [para ondas gigantes], que tem um comité de avaliação".
Em 1 de novembro de 2011, o norte-americano Garrett McNamara surfou na Praia do Norte uma onda com uma altura estimada de 23,77 metros, o que constitui um recorde inscrito no livro do Guinness. No entanto, esta marca já poderá ter sido ultrapassada na Nazaré por outros surfistas, nomeadamente Hugo Vau, embora não haja registos oficiais.
"Não há um método científico para a medição, normalmente calculam o tamanho da onda a partir da altura do surfista", referiu, dedicando e agradecendo o seu feito à sua equipa, constituída pelos também surfistas Alex Botelho e Marcelo Luna e ainda pelo fotógrafo Jorge Leal.
Hugo Vau recordou que esta 'bomba' surgiu ao final da tarde de quarta-feira, depois de várias horas de espera, enquanto alguns dos surfistas que acorrem à praia nazarena 'deambulavam' entre o porto de abrigo e a Praia do Norte, numa altura em que aguardavam no canal, do lado da vila, fora da rebentação.
Fonte: Record
Jorge d’Almeida: «Se tudo funcionasse tão bem como o sistema portuário…»
Na sessão de apresentação da 8.ª edição do LEME – Barómetro da PwC para a Economia do Mar, liderada ontem por Miguel Marques (PwC) no Pavilhão do Conhecimento, Jorge d’Almeida foi uma das ilustres personalidades ligadas ao mar a ter oportunidade de dar o seu ponto de vista sobre a forma como vê a evolução da Economia do Mar em Portugal.
Desafiado a tecer alguns comentários sobre as áreas que tão bem domina – o shipping e os portos -, Jorge d’Almeida defendeu que uma das grandes oportunidades para o nosso país passa por criar um hub de referência do shipping mundial. «As empresas não têm de estar onde estão os navios», vinca Jorge d’Almeida, lembrando que devemos potenciar Portugal nesta área, não só pela sua ligação ao mar mas também por ser um «sítio agradável para viver» ou por ter «custos muito competitivos». «O principal entrave é mesmo a barreira fiscal, mas penso que estamos finalmente a resolver isso», acrescentou ainda o especialista.
Ora, Miguel Marques (PwC) aproveitou a introdução deste tema para recordar o trabalho que tem vindo a ser feito na dinamização do Registo Internacional de Navios da Madeira, vincando que este é um exemplo de «uma área na qual podemos ser um hub mundial».
Ainda neste campo de oportunidades, Jorge d’Almeida recordou a recente visita à China de uma comitiva portuguesa, liderada pela Ministra do Mar, na qual esteve presente. E, em jeito de balanço, admitiu que os trabalhos correram manifestamente bem e mostrou esperança de que a iniciativa servirá para colher frutos em diversas áreas da Economia do Mar.
Muitos elogios para os portos e para quem os tem liderado
Já sobre os portos nacionais, Jorge d’Almeida vincou que é das áreas que «melhor correm em Portugal» – algo que, na sua opinião, se deve muito «às pessoas que estiveram à frente dos portos nos últimos anos».
Lembrando que «não há nenhum porto português que não tenha crescido nos últimos anos», Jorge d’Almeida concluiu de forma esclarecedora: «Se tudo funcionasse tão bem como o sistema portuário…».
Porém, a verdade é que as várias edições do LEME têm deixado claro que nem todas as áreas do mar estão a ser devidamente aproveitadas no nosso país. E, no certame desta quinta-feira, a PwC questionou os participantes em relação ao aproveitamento do país de todo o potencial do seu mar. As respostas foram claras: 97% dos que estiveram presentes responderam que NÃO fazemos o devido aproveitamento do nosso mar!
Falta de financiamento trava Economia do Mar
A PwC divulgou um estudo onde destaca o atraso no desenvolvimento da economia do mar, derivado da falta de financiamento. Ainda assim, actividades do mar continuam em crescimento.
A economia do mar parece estar a passar por maus momentos, com as actividades ligadas ao mar a caírem há dois anos consecutivos, revela um estudo divulgado esta quinta-feira pela PwC. Uma quebra que pode ser justificada pela falta de conhecimento dessas áreas e, consequentemente, pela falta de financiamento. Ainda assim, os inquiridos considera que o mar português tem “boa qualidade ambiental”.
No estudo da PwC — “LEME – Barómetro PWC da Economia do Mar” –, há um problema por combater: o atraso no desenvolvimento da economia do mar. Contrariamente às restantes variáveis analisadas no estudo, este tema é o único que não regista uma evolução positiva no seu crescimento, estando em queda há dois anos consecutivos.
Este desempenho pode ser justificado pela falta de financiamento na actividades do mar, como explica José Marques, partner da PwC ao Jornal de Negócios (acesso pago): “A redução de estruturas no sistema financeiro provocou perda de conhecimento em diversas áreas económicas, uma dessas áreas foi o mar”. Isto faz com que, esses financiamentos, sejam realizados apenas nas áreas económicas mais conhecidas, como é o caso dos “portos e transportes marítimos”, onde o conhecimento ainda é “suficiente”. “Só se investe e só se financia aquilo que realmente se conhece e se consegue avaliar”. Por isso, explica que “o primeiro passo para resolver este problema é dotar novamente o sistema financeiro do conhecimento necessário sobre a realidade económica das indústrias do mar”.
No estudo, a PwC destaca que “a actual turbulência nos mercados financeiros tem agravado a possibilidade de obtenção de financiamento por parte de sectores que, por serem novos, não têm histórico, logo, esbarram na aprovação de produtos tradicionais de financiamento”. Uma realidade que se alarga “aos sectores tradicionais que, apesar de terem um histórico, revelam dificuldades estruturais, afastando as mesmas fontes tradicionais de financiamento”.
Ainda assim, apesar destas limitações no financiamento, as actividades da economia do mar continuam a crescer. “Se com limitações grandes ao financiamento a economia do mar tem crescido, como seria se tivesse melhor financiamento?”, questiona José Marques. Dados do Instituto Nacional de Estatística, citados no estudo, indicam que mais de 4,6 mil milhões de euros da economia portuguesa são gerados pelos mais de 160 mil portugueses que trabalham nas indústrias do mar.
Gestores reconhecem “boa qualidade” ambiental do mar português
Do total dos que defendem a boa qualidade do mar (72%), 78% afirmam que este é um argumento “usado de forma insuficiente por Portugal”. Já dos que consideraram que a qualidade do mar português é “fraca”, 96% sublinha que, no contexto europeu, as consequências da baixa qualidade no mar português são “significativas”.
Entre o total dos inquiridos, 39% refere que “acontece frequentemente” a presença de lixo no mar português e 24% diz que se verifica, com regularidade, situações de sobrepesca. Por sua vez, 77% diz que há um risco “reduzido” de se encontrarem resíduos radioativos e 62% defende a mesma posição face ao desmantelamento de navios no mar português. Relativamente ao impacto, 61% considera que a verificar-se derrames será “elevado” e 88% defendem a mesma posição em relação aos resíduos radioativos.
Conforme indica o ‘LEME’, “dos nove riscos analisados, sete (78%) estão no quadrante de risco e o impacto acima do razoável, a tender para o elevado. Assim, embora Portugal tenha uma muito boa qualidade da água, comparativamente com outros países europeus, está sujeito a riscos e possíveis impactos elevados, que podem vir a afetar negativamente a sustentabilidade ambiental, caso não se mantenha, no terreno, uma ação constante de monitorização e de mitigação de riscos”.
A PwC nota ainda que, ao solicitar aos inquiridos sugestões para que Portugal seja uma referência, no contexto internacional, em termos de boa qualidade ambiental do mar, de uma forma geral, foram referidas, entre outras, o tratamento de resíduos urbanos e industriais, o reforço da educação ambiental e o uso de energias limpas. Sobre o impacto futuro da economia do mar na revolução digital, 90% dos inquiridos diz que é “elevado”, 8% refere que é “médio” e 2% defende que é “baixo”.
Fonte: ECO
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Go Foodies junta ciência e gastronomia para promover o mar português
Há ciência por trás daquilo que comemos. Sabemos que é
assim, mas será que conhecemos realmente os produtos que aparecem nos nossos
pratos? Go Foodies é um projecto que Nuno Nobre, consultor na área da
gastronomia, acaba de lançar e que pretende precisamente aproximar a ciência e
a gastronomia.
O arranque aconteceu no passado dia 18, em Ponta Delgada, Açores, e
envolveu chefs, cientistas e as protagonistas principais: as algas. O jantar 5
Algas, 5 Cientistas, 5 Pratos, no restaurante Jardim do Azoris Royal Garden
Leisure & Conference Hotel, serviu de pretexto para mostrar o potencial
gastronómico das algas, que foram trabalhadas por Nuno Nobre, o chef Pedro
Oliveira, da Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada e
Michael Ross, chef do Azoris.
Numa parceria com a Associação de Promoção dos Produtos de
Aquicultura e Pescas dos Açores (APPAQUA), o Go Foodies desafiou os cinco
cientistas especialistas em algas – Ana Neto, da Universidade dos Açores,
Isabel Sousa Pinto da Universidade do Porto, Leonel Pereira da Universidade de
Coimbra, Ricardo Melo da Universidade de Lisboa e Rui Santos da Universidade de
Faro – que se deslocaram a Ponta Delgada para um encontro em que discutiram
projectos de produção de algas nos Açores, a explicarem durante o jantar as
características e o potencial de cada alga. Para completar a experiência, na
manhã do dia seguinte houve uma saída para o terreno para observar e apanhar
algas.
Este é o modelo de evento que o Go Foodies pretende
implementar a partir de agora, com outros jantares já previstos para 2018 nos
Açores (para explorar, por exemplo, a relação das lapas com as pedras a que se
agarram ou para trabalhar peixes menos valorizados) e com a
internacionalização. A ideia, explica Nuno Nobre, é levar produtos ligados ao
mar português – as algas são um exemplo, os ouriços-do-mar, outro, mas há o
peixe, o marisco, etc. – a outros países, sempre com a componente científica
associada.
Em Janeiro, coincidindo com o festival gastronómico Madrid
Fusión, o Go Foodies vai levar o ouriço-do-mar até Madrid para três jantares,
ligando este produto, que pretende valorizar, à Ericeira e ao Festival do
Ouriço-do-Mar, que ali se realiza e que é também uma iniciativa de Nuno Nobre.
Segue-se, em Abril, outra iniciativa em Espanha, desta vez em Barcelona, no âmbito da feira Alimentaria 2018 e com a colaboração do chef Roberto Sihuay, do restaurante Ceviche 103. Os planos de Nuno Nobre incluem ainda jantares com produtos do mar português na Noruega (em Alesund, com o chef Tiago Lopes), em Moçambique, e em Londres, no restaurante Lima, do chefperuano Virgílio Martinez.
Fonte: Público
Cientistas alertam para a rápida degradação dos mares nos últimos 20 anos
Cientistas de Espanha e França alertam para a rápida degradação dos ecossistemas marítimos, sobretudo nos últimos vinte anos, e a sua grave repercussão em todo o planeta.
Fizeram-no através do livro “Fuzileiro naval Animal Forest”, editado por Springer-Nature, no qual abordam o novo conceito de “floresta animal” e lembram o importante papel dos mares e oceanos em relação às alterações climáticas.
O livro proporciona uma visão geral dos ecossistemas do fundo do mar e explica que uma “floresta animal” é formada por comunidades que residem no fundo do mar dominadas por corais,, esponjas ou bivalves, que criam estruturas complexas que servem pela sua vez de lar a muitas novas espécies.
Os cientistas pertencem ao Centro Nacional de Pesquisa Científica francês e aos espanhóis Instituto de Oceanografia e o de Ciência e Tecnologia Ambiental, da Universidade de Barcelona.
Os autores denunciam que nos últimos anos o homem tem provocado mudanças drásticas e aceleradas nos ecossistemas marítimos, alterando a sua capacidade natural para absorver os crescentes níveis de dióxido de carbono da atmosfera.
Fonte: ZAP
Surf: princípio de acordo a pensar em Tóquio 2020
Circuito mundial de surf (WSL) e a Associação Internacional (ISA) da modalidade anunciaram um princípio de acordo com vista aos princípios de qualificação para os Jogos Olímpicos.
O circuito mundial de surf (WSL) e a Associação Internacional (ISA) da modalidade anunciaram um princípio de acordo com vista aos princípios de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
O princípio de acordo entre as duas partes, que já foi anunciado , determina que os surfistas do circuito mundial terão acesso a 18 vagas disponíveis, 10 para homens e oito para mulheres.
As restantes 22 vagas serão atribuídas consoante a participação nos World Surfing Games de 2019 e 2020, organizados pela ISA, e nos Jogos Pan-Americanos Lima2019, que vão incluir pela primeira vez a modalidade.
Duas vagas, uma no masculino e outra no feminino, serão ainda atribuídas ao Japão, país anfitrião dos Jogos que estreiam o surf no quadro olímpico.
Outra das medidas acordadas é a necessidade de os surfistas da WSL estarem disponíveis para representarem as seleções nacionais nos World Surfing Games em 2019 e 2020, no caso de serem selecionados.
A proposta será agora submetida a aprovação do Comité Executivo do Comité Olímpico Internacional (COI), na reunião agendada para fevereiro de 2018.
Portugal conta com um representante no circuito profissional, Frederico Morais, que terminou a temporada de 2017 no 14.º posto, naquele que foi o seu ano de estreia.
Nos World Surfing Games de 2017, Portugal terminou no segundo lugar, atrás da anfitriã França, tendo participado com Pedro Henrique, terceiro classificado no aberto, José Ferreira, Guilherme Fonseca e Miguel Blanco, no quadro masculino, e Teresa Bonvalot e Carol Henrique no feminino.
O presidente da Associação Internacional, Fernando Aguerre, mostrou-se "feliz" pelo que considerou ser "um acordo histórico" que garante que "os melhores do mundo vão competir pelo ouro na estreia do surf em Tóquio" e "condições universais de acesso" à prova olímpica.
Já a directora-executiva do circuito mundial, Sophie Goldschmidt, realçou a "plataforma incrível" dos Jogos Olímpicos e a parceria entre a WSL, a ISA e os próprios atletas para um acordo para o apuramento.
Fonte: ojogo
Misteriosos turbilhões de água se juntam no oceano com força incrível
Em mares do sul, estranhos redemoinhos oceânicos podem medir quase 100 km e movem-se a uma velocidade muito maior do que a dos turbilhões comuns.
Os cientistas britânicos descobriram recentemente uma série de estranhos turbilhões de água nos mares da Austrália e da África do Sul ao examinar imagens correspondentes recebidas através de satélites nos últimos 25 anos.
O mais curioso do fenómeno é que os redemoinhos se movem a uma grande velocidade e se estendem por dezenas de quilómetros, informa o jornal Popular Science.
Segundo descobriram os investigadores, estes turbilhões de água podem atingir o tamanho de quase 100 km. Ao mesmo tempo, acredita-se que podem surgir por junção de dois redemoinhos e consequentemente estenderem-se. São capazes de se deslocarem a uma velocidade entre 8 e 16 km, em comparação com a velocidade de 2 km que costumam atingir os turbilhões comuns.
"Quando alcançam uma certa força, começam espontaneamente a mover e transformar-se em turbilhões", explicou Chris Hughes, oceanógrafo da Universidade de Liverpool (Inglaterra).
Estes turbilhões duplos, que são criados pela turbulência dos correntes oceânicas, realizam uma função muito importante de misturar água e nutrientes de diferentes zonas e transportá-los a quilómetros de distância.
Por outro lado, estão ligados sob a água por um vórtice em forma de "U" e absorvem pequenos animais marinhos que são deslocados a grandes distâncias.
Ao observar as imagens de satélites que mostram a superfície do oceano de todo o mundo, tentado entender melhor esse fenómeno, os investigadores determinaram os seguintes passos: revelar a origem da formação e saber a razão do seu comportamento.
Fonte: Sputnik News
Mais plástico do que peixe no mar? Estamos no mau caminho…
A Quercus diz que a produção de plástico é insustentável. O que mais sofre são os oceanos e o que lá vive.
A produção de plástico vai aumentar 40% nos próximos anos, em resultado de 180 mil milhões de dólares de investimento em fábricas de plástico bruto nos EUA, desde 2010.
A tendência vem já desde o tempo em que Obama ocupava a Casa Branca, mas não é exclusiva dos EUA, explica João Branco, presidente da Quercus.
"Isto é deveras preocupante porque nós já sabemos que o plástico está a tornar-se insustentável nomeadamente no lixo oceânico. O mercado é totalmente liberal no que respeita à produção de plásticos descartáveis.”
“Defendemos, há muito, que deve haver restrições governamentais à produção, também em Portugal. Isto não acontece apenas nos EUA, acontece em todo o mundo e também no nosso país”, explica.
As restrições, considera a Quercus, não podem limitar-se aos sacos de plástico. “Tem que haver proibição aos plásticos descartáveis, mas deve haver também uma redução gradual, mas forte, à utilização de embalagens de plástico.”
“Temos plástico em tudo...nas embalagens de iogurte, do presunto, do champô, nos refrigerantes. E tudo isto alimenta a industria.”
A maior preocupação é mesmo a poluição nos oceanos, até porque, como explica João Branco, se tudo continuar como está, “temos estudos sérios a dizer-nos que em 2050 vai haver mais plástico do que peixe nos oceanos.”
Fonte: RR
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Primeira mulher admitida no curso de submarinista da Marinha
A Marinha portuguesa vai contar pela primeira vez com uma mulher a frequentar o curso de submarinista, em Janeiro, após um período de provas de selecção que cumpriu com aproveitamento.
A militar, Noémie Freire, auxiliar de navegação, tinha decidido em Março concorrer ao curso que ia começar em Outubro, altura em que a Marinha decidiu abrir aquela formação a mulheres, pondo fim a uma exclusão quase centenária.
Segundo disse à Lusa o porta-voz da Marinha, comandante Coelho Dias, concorreram 20 militares, dos quais três eram mulheres e duas ficaram aptas, tendo sido uma admitida ao curso, cujos critérios de seleção passam pela conjugação entre "as necessidades concretas e a antiguidade dos militares" a concurso.
A militar integrou a esquadrilha na segunda-feira e irá iniciar o curso, com a duração de nove meses, no dia 05 de janeiro, com uma aula inaugural lecionada pelo comandante, capitão de mar-e-guerra Silva Gouveia.
Em média, cerca de 15 a 20% dos formandos desistem do curso de submarinista.
"É um marco importante que nos orgulha. Mulheres na Marinha não é novidade, mas nos submarinos é a primeira vez e foi bem acolhida, com naturalidade", disse o porta-voz do ramo, comandante Coelho Dias.
Com a especialidade de Operações, a praça Noémie Freire poderá desempenhar funções na operação de radares, sistemas de guerra eletrónica e sistemas de deteção submarina.
Em março passado, Noémie Freire foi, com outras militares, convidada pela Marinha a visitar o submarino Arpão, numa iniciativa do ramo para "atrair" candidatas ao primeiro curso aberto aos dois sexos.
Com um filho de três anos, a militar disse na altura aos jornalistas que o mais difícil será estar bastante tempo sem poder comunicar com a família mas afirmou contar com o apoio do marido, também militar, para poder dar este passo na sua carreira.
Há seis anos que a Marinha portuguesa já dispõe de submarinos com condições logísticas e de habitabilidade que permitem responder aos requisitos de privacidade seja para homens ou mulheres mas apenas este ano o ramo decidiu incentivar as militares a concorrer à especialidade.
A taxa de participação das mulheres nas Forças Armadas portuguesas é de cerca de 11%.
Fonte: JN Foto: José Coelho/Lusa
Navegação solitária. Recorde de volta ao mundo pulverizado
A bordo do super trimaran Macif, François Gabart fez a volta
ao mundo à volta em 42 dias e 16 horas, a uma média superior a 50 km/hora.
Tirou mais de seis dias ao anterior recorde.
Quando o francês Thomas Coville reduziu, em 2016, o recorde
da volta ao mundo à vela em solitário de 57 dias para 49 dias, toda a gente na
comunidade internacional da vela oceânica pensou que se trataria de uma marca
que demoraria anos a ser batida. Nada mais errado.
Um ano depois, um outro francês, François Gabart, volta a
pulverizar o recorde, reduzindo a marca para 42 dias, 16 horas, 40 minutos e 35
segundos.
Aos 34 anos - e sendo velejador profissional há apenas dez
anos - tirou ao anterior recorde seis dias, 10 horas, 23 minutos e 53 segundos.
Toda a gente volta a dizer que é outra marca do outro mundo - mas agora
verdadeiramente já ninguém garante nada. Gabart cruzou a linha de chegada (que
tinha sido a de partida), entre os faróis de Lizard (Reino Unido) e
Créac"h (França), na entrada do Canal da Mancha, às 2.45 da madrugada de
domingo (menos uma hora em Lisboa) e pelo amanhecer estava a chegar ao porto de
Brest, onde o aguardavam, além da sua equipa de terra e família, centenas de
entusiastas da vela e uma multidão de jornalistas (o jornalismo desportivo em
França não é dominado pela monocultura do futebol).
Decisivo para a obtenção deste recorde foram condições
meteorológicas globais quase sempre favoráveis e um veleiro - o trimaran Macif,
de 30 metros, lançado ao mar em 2015 - que é o suprasumo da tecnologia e dispõe
de foils, os patilhões em forma de "J" que fazem os cascos
erguerem-se acima da água, diminuindo o atrito e aumentado assim brutalmente a
velocidade da embarcação. França é o único país do mundo onde se continuam a
fazer estas verdadeiras naves espaciais à vela.
Além do mais, foi também importante um enorme talento na
definição dos rumos (do próprio Gabart mas também da sua equipa de terra, com
quem estes navegadores solitários se mantém sempre em contacto) e alguma
capacidade de risco. No Pacífico, por exemplo, Gabart desceu mais a sul do que
Coville, quase a tocar no paralelo 60, em procura de ventos mais fortes - e a
tal ponto que a certa altura se assustou com a presença de icebergs, pondo
ligeiramente o "pé no travão" e rumando de novo a norte. O valor da
proeza de Gabart é reforçado pelo facto de ter sido conseguida à primeira
tentativa. Coville só lá chegou depois de quatro fracassos.
Para conseguir o recorde, o velejador francês - que já tinha
vencido em 2013 a Vendée Globe, regata solitária de volta ao mundo em monocasco
- teve de fazer uma velocidade média de 27,2 nós (50,3 km/hora), com a
velocidade máxima a chegar aos 39,2 nós (72,5 km/hora). Percorreu, ao todo,
27859 milhas (51,5 mil km).
A barreira dos 40 dias
Com a marca agora estabelecida, Gabart fica a menos de 48
horas do recorde absoluto de volta ao mundo à vela, que é de uma tripulação de
seis homens capitaneada pelo francês Francis Joyon, a bordo do IDEC 3: 40 dias,
23h, 30m e 30 segundos. Destruir a barreira dos 40 dias na circumnavegação do globo
parece ser agora o grande desafio da vela oceânica. Para isso foi lançado ao
mar há semanas um outro super trimaran, o Banque Populaire IX, com mais dois
metros de comprimento do que o Macif. Há uma outra equipa, a do trimaran
Spindrift, pronta para partir.
Fonte: DN
Quotas para a pesca em 2018 são "globalmente positivas"
Ministros das Pescas da União Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018 fixaram a manutenção das quotas de pesca do biqueirão e um corte de 12% nas capturas de pescada em águas nacionais.
O acordo para os limites de capturas de pescado para 2018, alcançado em Bruxelas pelos ministros das Pescas da União Europeia,
"é globalmente positivo" para a Federação dos Sindicatos dos
Trabalhadores da Pesca.
"Consideramos positivo o aumento de quotas na raia, no
lagostim e no tamboril e julgamos que poderiam ser aumentadas ainda", afirmou
o coordenador da Federação, Frederico Pereira, à agência Lusa, tendo
considerado "globalmente positivo" o acordo conseguido.
"Em relação à raia, que tem importância para a pesca
nacional e que tem sido muito castigada pela diminuição das quotas, é significativo
este aumento das possibilidades de pesca", acrescentou.
Em relação ao biqueirão, cujo Total Admissível de Capturas
(TAC) vai manter-se, a Federação dos Sindicatos defendeu que "devia ser
aumentado, porque é a espécie que tem salvado a pesca do Cerco, tendo em conta
as quantidades deste pescado que se consegue pescar".
O acordo alcançado pelos ministros das Pescas da União
Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018, após mais
de 20 horas de negociação em Bruxelas, fixou a manutenção das quotas de pesca
do biqueirão (onde havia uma proposta da redução de 20%).
As capturas de pescada em águas nacionais vão ter um corte
de 12%, abaixo dos 30% inicialmente propostos por Bruxelas, e as capturas de
carapau são reduzidas em 24%, sendo que em nenhuma das espécies a quota é atingida
pelos pescadores portugueses.
Em águas nacionais vão aumentar em 2018 as possibilidades de
pesca de raias (15%), lagostins (13%) e areeiros (19%), mantendo-se as quotas
de julianas, solhas, linguados e tamboris.
Fonte: Público Foto: Rui Farinha/NFACTOS
Jonh Jonh Florence bi-campeão de Surf
O havaiano John John Florence revalidou segunda-feira o título mundial de surf, ao beneficiar da eliminação do brasileiro Gabriel Medina nos quartos de final do Billabong Pipe Masters, 11.ª e última etapa do circuito mundial.
Para ser campeão em Banzai Pipeline, em Oahu, no Havai, Gabriel Medina estava obrigado a vencer a prova — depois de John John Florence ter atingido as meias-finais — e esperar que o havaiano não atingisse a bateria decisiva, mas acabou por permitir que o campeão festejasse mais cedo.
O campeão de 2014 acabou por ser eliminado pelo francês Jeremy Flores na terceira bateria dos quartos de final, ao fazer apenas 6,04 pontos, contra 12,76 do gaulês.
No segundo ‘heat’ dos quartos de final, John John Florence tinha batido Julian Wilson, ao terminar a bateria com 17,60 pontos, contra 2,64 do australiano.
Já campeão, Florence, o primeiro surfista a revalidar o cetro em seis anos, depois de Kelly Slater, em 2011, ainda atingiu a final, sendo batido (16,23 pontos contra 16,16) por Flores, o ‘carrasco’ de Medina, que somou o seu terceiro triunfo no circuito.
“Ganhar o título em casa era o meu objetivo. Foi uma prova muito tensa, mas acabou tudo de forma excecional. Aprendi muito sobre mim mesmo este ano, com toda a pressão de que fui alvo”, disse o agora bicampeão mundial, de 25 anos.
O português Frederico Morais foi eliminado na segunda ronda, terminando o Pipe Masters no 25.º lugar. O campeonato de 2018, que conta com 11 provas, arranca em Gold Coast, na Austrália, de 11 a 22 de Março.
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