quarta-feira, 26 de julho de 2017

Estratégia do governo para Atlântico: não é um mar de rosas


Pequim tem planos para recuperar a sua rota da seda, por terra e mar, e Portugal (e Sines) são particularmente importantes neste gigantesco plano de ter portos em todos mares estrategicamente relevantes.

A estratégia dos governos da República para o Atlântico é mais ou menos como aquele velho adágio de Alexandre O’Neill: há mar e mar, há ir e voltar. O assunto é convidativo e tentador para se fazer política. O problema é que entre as ideias de uns e de outros, que vêm e que vão, corremos o risco das oportunidades naufragarem pelo caminho.
Como aqui tenho escrito abundantemente, já não estamos na fase do powerpoint ou do diagnóstico. Estamos no tempo de fazer.
Li há dias uma entrevista de Ana Paula Vitorino onde se reflete sobre a estratégia do governo para o Atlântico. Fiquei interessado e preocupado em doses iguais.
Bem, a ministra do Mar aponta ao arranque, muito em breve, do Fundo Azul, um acelerador financeiro dasstartups tecnológicas nocluster do mar. Bem, sobe a fasquia do peso da economia do mar na formação do pib português – dos atuais 3.1% para 5%. Positivo, também, uma referência justa ao trabalho positivo do anterior governo (autor da Estratégia Nacional para o Mar no horizonte 2013-2020) afirma que, mesmo do período de crise, o cluster do mar foi resiliente e cresceu.
Esta foi a parte do interesse. A parte da preocupação veio logo a seguir. Continuo a não ver no governo uma vontade e visão estratégica para capturar o momento único que vivemos. Como já aqui escrevi, há três acontecimentos que podem reforçar a centralidade marítima do país se deles soubermos tirar proveito. Primeiro: a extensão da Plataforma Continental na ONU.
Caso as Nações Unidas reconheçam os objetivos nacionais, teremos no mar uma área equivalente à da India e do Paquistão juntos. Com tudo o que isso implica em termos de política externa e de defesa, de desenvolvimento científico e tecnológico, de progresso económico. Não há sinais que esta visão holística e multissectorial esteja a ser trabalhada pelo governo. Segundo: a criação do Mercado Europeu de Energia. O sul da Europa será o coração energético na produção de energias limpas, nomeadamente a energia solar e eólica. Ora um mercado comum pode fazer do país um dos pontos geoestratégicos mais importantes na rota das energias limpas para a Europa. Também não se conhece uma ideia do governo sobre o assunto. Terceiro: a afirmação da China como ator marítimo global. Pequim tem planos para recuperar a sua rota da seda, por terra e mar, e Portugal (e Sines) são particularmente importantes neste gigantesco plano de ter portos em todos mares estrategicamente relevantes.
Também no domínio da preocupação, tenho notado nas últimas intervenções dos membros do governo a intenção de centralizar tudo em Lisboa. Devo lembrar aos mais desatentos que Cascais tinha acordado com o governo anterior a localização, em Cascais, do grande Centro de Mar. Tinha até acordado o espaço para acolher tal empresa nacional: o Forte de Santo António – que a história popularizou como Forte Salazar. Com este governo o projeto não saiu de doca seca. Pior: o forte acabou por ficar nas mãos do Estado apenas e só para se continuar a degradar. Tenho esperança que ainda não seja tarde para recuperar o tempo perdido. Por três razões. Em primeiro lugar, porque se falamos de Mar o centro não pode ficar em Lisboa (que tem frente de rio mas não tem frente de mar). Há algum lugar na área metropolitana melhor do que o Forte de Santo António para ser a sede do Centro Nacional de Mar? Não creio. Em segundo lugar, porque Cascais tem uma tremenda história marítima. Foi a partir de Cascais que o Rei D. Carlos encetou as suas primeiras investigações e expedições oceanográficas. Ou seja, foi em Cascais que começou verdadeiramente a ciência oceanográfica. Em terceiro lugar, porque Cascais é dos municípios portugueses mais avançados na construção de uma estratégia para o Mar. Em 2001 a SAER, liderada pelo saudoso Professor Hernâni Lopes, entregou a Cascais a primeira versão de um estudo para um Centro de Mar. Em 2013 recebemos a Fundação Drager, um relevantíssimo player alemão que trouxe a Cascais a sua grande conferência sobre sustentabilidade do mar na qual participaram o príncipe Alberto do Mónaco ou o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros trabalhista, David Miliband – que em entrevista ao ‘i’ considerou que Cascais estava a “sair-se melhor da crise porque é a zona turística mais rica de Portugal”. Em 2014 acolhemos o BioMarine, a maior convenção mundial de CEO’s e empresas ligadas à exploração de recursos marinhos. Para o ano cá estarão outra vez. Em 2015 assistimos ao lançamento da BlueBio Alliance, uma organização não-governamental que reúne toda a cadeia de valor dos bio recursos marinhos, empresas que estão ao serviço do progresso científico e da exportação dos produtos do mar.
E até uma publicação exclusivamente dedicada aos assuntos do mar, o Jornal da Economia do Mar, tem sede em Cascais.
Cascais já é um player relevante na produção de pensamento e na afirmação da economia do Mar. Porque teve estratégia e visão. Porque tem massa crítica instalada no território. E porque tem ambição, tradição e vocação. Por todas estas razões, o grande Centro Nacional para o Mar não pode ir para onde não há Oceano. Só pode mesmo ter lugar neste concelho atlântico.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

"Parar a pesca da sardinha 15 anos é um absurdo"

Carlos Sousa Reis, biólogo e investigador, diz que recomendação do Conselho Internacional para a Exploração do Mar de parar a pesca da sardinha durante 15 anos não faz sentido. E que não vai resultar.


Um “absurdo” e uma “leviandade” que, no limite e a ser posta em prática, vai atirar para o desemprego uma geração inteira de pescadores, tornar obsoleta uma frota especializada de mais de 100 embarcações, e alterar profundamente os hábitos alimentares dos portugueses. Eis o que Carlos Sousa Reis, biólogo, professor universitário e investigador especialista em Pescas, Ecologia Marinha e Recursos Vivos Marinhos, tem a dizer sobre a recomendação de parar de pescar sardinha durante 15 anos que o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES) apresentou recentemente à Comissão Europeia como solução para a reposição do stock no mar ibérico.
Ao Observador, o especialista, que foi vice-presidente e presidente do Instituto Nacional de Investigação das Pescas (INIP) e do Instituto Português de Investigação do Mar (IPIMAR) durante uma década, garante que a medida, que não foi ainda aprovada, não faz sentido e não vai resultar. Essencialmente porque negligencia os principais factores que, desde 2006, têm feito com que exista cada vez menos sardinha em Portugal.
O ciclo de vida da sardinha são 5 ou 6 anos. Quando falamos em suspender as pescas durante 15 anos estamos a falar em três ciclos de vida. Em que é que isso resolveria o problema? Por que não parar durante 150 anos? Mais vale dizer que os portugueses estão proibidos de comer sardinhas.”
De acordo com Carlos Sousa Reis, o primeiro e maior responsável por a população de sardinha estar tão diminuída é o homem. Além da poluição das águas, o biólogo aponta o dedo às barragens: “A primeira coisa que se devia fazer era acabar com todos os açudes e hidroeléctricas que não estão a produzir nada. Devíamos destruir barragens, como a Noruega fez. No total, entre açudes feitos em valas, mini-hídricas e grandes barragens, temos cerca de 800 retenções de água no país. Mais um vizinho com 180 barragens, Espanha é só o quinto maior país do mundo em número de barragens”.
O que tem uma coisa a ver com outra? Tudo, garante o especialista: com a retenção em barragens, as águas dos rios deixam de correr livremente para o mar, pelo que os nutrientes e sais minerais (que uma vez na água salgada e em contacto com a luz do sol se transformam em fitoplâncton e em zooplâncton) de que as sardinhas precisam para se desenvolverem, ainda em fase larvar, também ficam pelo caminho. “Se não tiverem nutrientes, as larvas não se conseguem alimentar e morrem“, explica.
Há mais: como os sedimentos também se depositam no fundo das barragens, há cada vez menos areia junto à orla costeira, o que também dificulta a vida da sardinha na fase mais incipiente, que é atirada pelo agitação marítima para longe — e aí, diz Sousa Reis, é que os níveis de alimento baixam radicalmente para zero.
E os predadores naturais da sardinha? Ninguém fala deles? Temos um acordo baleeiro desde 1986 — e ainda bem–, que fez crescer exponencialmente as populações de golfinhos na costa portuguesa. Como já não têm predadores naturais, hoje há uma superpopulação de golfinhos, que se alimenta de sardinhas e outras espécies. Mas ninguém se atreve a avaliar isso”, diz o especialista.
Apesar de dar a entender que parte da solução para o problema da falta de sardinha — a que também não é alheio o aquecimento global, que afecta directamente os níveis de salinidade e de temperatura da água — pode passar pelo controlo das populações de cetáceos, Sousa Reis diz que não arrisca sugerir tal medida, necessariamente impopular junto de ambientalistas e defensores dos animais.
“Uma vez aconselhei um senhor ministro da África do Sul sobre a necessidade de os cientistas começarem a estudar formas de controlar as populações de focas no país, que estavam cada vez maiores, sobretudo junto à Cidade do Cabo, chegavam até a atacar os pescadores. Acontece que foi dizer isso para os jornais e foi despedido no dia seguinte. Este problema com as focas existe também no Canadá, na Gronelândia, é um problema real, mas há coisas que não se podem dizer, porque caem mal. Percebo isso. Mas também acredito que há-de chegar uma altura em que vamos ter de decidir: ou o homem ou os outros.”
Fonte: Observador

Portugal pressionado para não pescar sardinha durante 15 anos

Parecer é do Conselho Internacional para a Exploração do Mar, o organismo científico que aconselha a União Europeia.


A recomendação é inédita. Um organismo científico de aconselhamento da Comissão Europeia defende que Portugal deve parar por completo a pesca de sardinha, pelo menos, por 15 anos para que o stock regresse a níveis aceitáveis.
Segundo o “Jornal de Negócios” o parecer do Conselho Internacional para a Exploração do Mar, organismo científico que aconselha a União Europeia, não é vinculativo. 
O relatório conclui que o stock de sardinha no mar ibérico está muito abaixo dos limites mínimos, pelo que seria necessário que Portugal e Espanha suspendessem totalmente as capturas durante década e meia para permitir o regresso a níveis aceitáveis.
Em declarações ao jornal, o secretário de Estado das Pescas contesta o parecer por não ter dados actualizados sobre a sardinha em Portugal, mas reconhece que a evolução da população de sardinha na costa nacional é um problema.
Para José Apolinário a redução do stock “é uma consequência directa das alterações climáticas visto que não tem havido um aumento do esforço de pesca”. 
O diário lembra outro parecer, relativo a 2016, onde o mesmo organismo recomendou que as capturas não superassem as 1.584 toneladas e Portugal e Espanha. Mas após negociações com a Comissão Europeia, alcançaram um valor superior, primeiro de 14 mil e depois de 17 mil toneladas.
Em Março, um despacho publicado em “Diário da República” deu a conhecer os valores da captura.
"Portugal e Espanha definiram um total de capturas de 10.000 toneladas de sardinha, até 31 de Julho de 2017, das quais 6.800 toneladas a capturar pela frota portuguesa. Estas medidas de gestão complementam o período de interdição adoptado por ambos os países nos meses de Janeiro e Fevereiro", referia o documento.

Fonte: RR


Frederico Morais fica em 2º lugar na final do circuito mundial de Surf

'Kikas', o primeiro português a chegar à final de um campeonato do circuito mundial de surf, foi batido pelo brasileiro Filipe Toledo, ficando em 2º lugar na final do Corona Open J-Bay, na África do Sul.



Frederico Morais perdeu hoje a final da etapa sul-africana do circuito mundial de surf para o brasileiro Filipe Toledo. No entanto, este foi o melhor resultado de sempre de um português na prova.
Depois de se ter tornado no primeiro português a marcar presença numa final de uma prova do circuito mundial de surf, ao derrotar nas meias-finais outro brasileiro, Gabriel Medina, Frederico Morais acabou por perder por uma diferença de 0,27 pontos, ao efetuar 8,33 e 9,40 (17,73), contra os 8,83 e 9,17 (18,00) de Toledo.
Com este resultado, o surfista português deu um salto no 'ranking' mundial, subindo de 18.º para 12.º e ficando assim cada vez mais perto de assegurar a manutenção entre a elite do surf mundial.
'Kikas' foi o primeiro português a chegar a uma final de um campeonato depois de, na quarta-feira, ter igualado a presença nas meias-finais alcançada por Vasco Ribeiro, na etapa de Peniche de 2015, e por Tiago Pires, que, durante os sete anos entre a elite, chegou por três vezes às meias-finais.
‘Saca' foi terceiro classificado no Rip Curl Pro Search, em Bali, em 2008, no Quiksilver Pro France, em Hossegor, em 2009, e no Quiksilver Pro Gold Coast, na Austrália, em 2011, tendo sido afastado das finais por Freddy Patacchia Jr, Mick Fanning e Kelly Slater, respetivamente.
Esta foi a primeira vez que 'Kikas' participou neste circuito.
Veja a prova de Frederico Morais:

terça-feira, 18 de julho de 2017

Porque é que a água do mar é azul e não transparente?


Quando estamos na praia e começamos a caminhar na água conseguimos ver tudo, pois a água é transparente. Porém, quando estamos em alto mar não vemos nada, pois a água torna-se azul escura e deixamos de ver o fundo.

Mas afinal por que razão isto acontece? A explicação é-nos dada num artigo do jornal catalão La Vanguardia.
A causa para esta diferença está na luz e na forma como os nossos olhos a percepcionam. A luz que nos chega do sol é branca, embora seja composta pela cores violeta, azul, roxo, verde, laranja e amarelo.
Mas ao penetrar na água, uma parte da luz é absorvida, em especial a parte onde estão as cores violeta, roxo e laranja. Em contrapartida, o verde e o azul não são absorvidos e, por isso, continuam a penetrar a água.
Esta é então a razão para a água do mar ser azul e em certos locais verde, pois são estas as cores que não são absorvidas pela água e, por isso, continuam a atravessá-la.
Claro que existem outros factores que condicionam a cor da água do mar, como as plantas marítimas ou as descargas poluentes.

Oceanos em risco de colapso ecológico


Os cientistas da Universidade de Oxford alertaram para o aumento da temperatura dos oceanos e a poluição marítima. Dizem ser urgente que os governos tomem medidas para proteger o alto mar, sujeito a constantes mudanças cada vez mais rápidas e imprevisíveis.
Depois de compilarem 271 estudos feitos desde 2012, os oceanólogos do departamento de Zoologia da universidade britânica concluíram que os oceanos são muito mais complexos do que se pensava antes e que há regiões que estão à beira do colapso ecológico.
Os cientistas dão como exemplo a baía de Bengala. Com as alterações climáticas e de descargas de fertilizantes agrícolas estão a acabar com o oxigénio na água, o que terá um impacto mundial, como as perturbações nos ecossistemas dos quais as populações dependem para pescar.
O aumento de temperatura provocado pela actividade humana é um problema global que significa que o mar fica mais ácido, uma vez que absorve dióxido de carbono. Além disso, contribui para o aumento de bactérias responsáveis por doenças como a cólera, gastroenterite ou septicémia.
"Os impactos da actividade humana estão a sentir-se nos oceanos, não apenas em cada Zona Económica Exclusiva. [?] Precisamos urgentemente de estruturas de governo para gerir o alto mar e aplicar o princípio de garantir a sustentabilidade da actividade humana", defende a coordenadora da Aliança do Alto Mar, Peggy Kalas.
Na terça-feira, reuniu-se nas Nações Unidas um comité preparatório para tentar chegar a uma conferência entre governos. O objectivo está em criar um novo tratado internacional para proteger os oceanos.
Seria o primeiro tratado dedicado à protecção da vida marinha no mar alto, que cobre quase metade da superfície do planeta, sem jurisdições nacionais.
O impacto da quantidade cada vez maior de lixo plástico nos mares ainda está por avaliar completamente, mas não restam dúvidas aos cientistas de que é inevitável.
Ao fim de décadas, sentem-se também os impactos da extracção de minerais, o que salienta a necessidade de se estudar antecipadamente onde se vai perfurar.

Economia do mar é o futuro


Numa mensagem em vídeo que abriu as Conferências do Mar, sob o tema “Crescimento Azul”, que decorreu no Pestana Casino Park Hotel, o comissário europeu para a Investigação, Inovação e Ciência, Carlos Moedas, destacou o papel do mar no crescimento de Portugal, a Europa e o Mundo.
É no mar que se fará o futuro da economia, é certo, mas Carlos Moedas realça que não haverá meio mais interessante do que o espaço da Macaronésia, mercado cheio de oportunidades, que compõe uma imensa região de influência económica, exigindo forte aposta no conhecimento e inovação, como é exemplo o Observatório do Oceano na Madeira, que inaugurou.
Na abertura dos trabalhos e do primeiro painel, o director geral da Direcção-Geral de Política do Mar da Comissão Europeia, Fausto Brito e Abreu lembra que 2017 está a revelar-se um ano invulgarmente importante para o desenvolvimento da economia azul
Relembrou que Portugal candidatou a receber uma conferencia internacional sobre o Mar em 2020, mas destacou a importância desse nicho que hoje representa em Portugal 3,2% da nossa riqueza (PIB) e 3,1% do emprego .
Daí a importância da extensão a plataforma continental, cujas negociações na ONU, tendo sucesso, trarão acesso a novos recursos e oportunidades, tanto mais para a Madeira e os Açores, pois teremos 80% do nosso mar nas regiões autónomas.
Por isso, acredita, o Investimento em ciência será crucial para conseguir tirar maior proveito e de forma sustentável das riquezas do mar.

Bloco de gelo com 6 mil quilómetros quadrados solta-se



O aviso para essa possibilidade tinha sido dado há dias e concretizou-se
Um bloco de gelo com quase seis mil quilómetros quadrados - a dimensão do Algarve - desprendeu-se da designada plataforma de gelo Larsen C, da Antártida Ocidental, a sul do continente americano.
A NASA e a Universidade da Califórnia já tinham avisado que o bloco de gelo, um dos maiores de que há registo, estava em vias de se desprender. Estava unido à massa de gelo apenas por cinco quilómetros, com a separação a verificar-se já ao longo de 200 quilómetros.

As partes do bloco que já se desprenderam começaram a deslocar-se para o mar e deixaram as outras "próximas do ponto de ruptura", avisou então o cientista que monitoriza Larsen C, na Universidade de Swansea, no País de Gales, Adrian Luckman. Adrian Luckman admitiu ser difícil de prever a progressão do icebergue no mar. "Pode manter-se como um bloco mas é mais provável que se quebre em fragmentos. Algum do gelo pode permanecer durante décadas na zona, enquanto outras partes do icebergue podem encaminhar-se para norte para águas mais quentes", disse, citado pela agência Reuters.
A separação, porém, não vai afectar o nível do mar, porque o gelo que já se desprendeu já estava no oceano, se bem que alguns cientistas receiam que possa acelerar a desestabilização da Larsen C.
O icebergue, que deverá ganhar o nome de A68, poderá contudo afectar a navegação. Segundo a Agência Espacial Europeia (AEE) e o cientista Noel Gourmelen, da Universidade de Edimburgo, o icebergue será um dos maiores da Antártida, com 1.155 quilómetros cúbicos de gelo, equivalente à água necessária para encher 462 milhões de piscinas olímpicas. A AEE assinalou também que as plataformas vizinhas, Larsen A e Larsen B, experimentaram um processo similar com "fragmentações espectaculares" em 1995 e 2002, respectivamente.

Fonte: DN

sábado, 8 de julho de 2017

O que acontece ao teu corpo quando entras na água do mar?



É do conhecimento geral que a água do mar é muito benéfica!

Muitos problemas de saúde podem ser ultrapassados com a ajuda da água do mar.

Mas muito provavelmente não sabes exactamente o que ela faz pelo teu corpo sempre que entras nela!

A água do mar tem sido estudada desde a antiguidade como um poderoso remédio natural. Estudos recentes comprovaram a eficácia desta água salgada no combate a uma série de doenças, seja pelo contacto externo ou pela ingestão da água do mar.

As propriedades medicinais da água do mar: Quando entramos no mar sentimos um relaxamento imediato do nosso corpo, mas saiba que além do alívio da ansiedade essa água é poderosa para tratar diversas doenças, todos os dias novas descobertas são feitas quanto às propriedades medicinais da água do mar.

Vê o que já está comprovado:

1- Limpa o intestino grosso: Estudos comprovam que a ingestão da água do mar promove uma limpeza do intestino grosso, desintoxica o organismo e renova as energias do corpo, especialmente em crianças.

2- É um antibiótico natural: Por ser rica em zinco, iodo, potássio e oligoelementos, a água do mar é uma excelente aliada para cura de doenças de pele e para a cicatrização em geral pelo seu efeito antibiótico.

3- Alivia problemas respiratórios: Quem possui asma e outros problemas respiratórios é indicado ir à praia para respirar a brisa e tomar banhos no mar. A água salgada do mar favorece a eliminação de toxinas e elementos que atacam os pulmões de quem sofre de doenças respiratórias. É uma boa prática também para quem sofre de tosse intensa e muito catarro acumulado.

4- Diminui as dores de artrite e artrose: Quem tem problemas reumáticos precisa de estar em contacto com a água do mar, pois ela alivia de forma significativa as dores causadas por essas doenças.

5- Acalma e elimina a ansiedade: Por conter magnésio, a água do mar é um importante calmante e alivia consideravelmente a ansiedade. Quem vive tenso com o stress do dia a dia, deve ir à praia não só pelo ambiente relaxante, mas também pelas propriedades medicinais calmantes da água do mar.

6- Trata problemas no fígado e nos rins: A água do mar é ideal para tratar doenças no fígado e rins pois acelera o processo de regeneração das células danificadas por doenças como a cirrose, por exemplo. A água do mar ajuda a eliminar o excesso de água acumulado no abdómen, que ocorre como consequência da doença.

7- Trata doenças de pele: Quem tem doenças de pele como a psoríase e também caspa, indica-se esfregar água do mar no local com intenção de descamar a pele e tratar a doença. A água do mar elimina a comichão e a pele morta acumulada.

8- Reduz a insónia: Quem sofre de insónia pode recuperar o sono perdido e ganhar uma noite bem dormida ao passar o dia todo na praia, em frente ao mar, respirando a brisa, ouvindo o barulho das ondas, em contacto com a água.


ISQ cria plataforma de qualificação na Economia do Mar



A empresa procura inserir-se na formação de quadros enquadrada na digitalização de processos portuários e na investigação para a construção naval, por exemplo.

O ISQ assinouum protocolo de cooperação com várias entidades incluindo da indústria naval, do ensino universitário, centros tecnológicos e outros organismos nacionais e regionais. O acordo estabelece para a criação de um “hub” ou plataforma agregadora para qualificação e formação no sector marítimo e economia do mar.
“Trata-se de criar uma parceria sólida e sustentável entre ‘stakeholders’ estratégicos em Portugal (…) que permita dinamizar, inovar, criar emprego qualificado, gerar maiores níveis de competitividade, impulsionar a internacionalização e acompanhar os desafios do paradigma económico e tecnológico da digitalização da industria no quadro da indústria 4.0”, explica Pedro Matias, presidente do ISQ.
A cooperação incluirá os segmentos da construção, reparação naval, mas também gestão portuária e é assinado durante a 7ª. edição do Forum do Mar – Business2Sea 2017. Integrado na plataforma deve evoluir um consórcio formado pelo ISQ, AtlanticEagle Shipbuilding, Universidade de Coimbra e Quasar. Este será “uma parceria privada que visa dinamizar a qualificação dos profissionais que trabalham nos portos, a partir de experiências já realizadas noutros países e que são consideradas boas práticas”, diz Margarida Segard, adjunta da direcção de formação do ISQ.
O objectivo é alargar o grupo a a outros parceiros, “nomeadamente na área da investigação e desenvolvimento” tendo em vista a internacionalização. “São necessárias novas competências para a Economia Azul e novas estratégias de formação para responder aos desafios da digitalização dos portos, adaptação ao LNG (Liquefied Natural Gas) e à modernização das indústrias navais”, explica a responsável.
O instituto lembra em comunicado que a economia do mar em Portugal apresenta alguma deficiência de qualificações e uma população envelhecida sobretudo ao nível da adaptação aos novos equipamentos, processos e serviços. “Na área de construção e reparação naval e gestão de portos, o cenário é ainda mais preocupante, não há quadros qualificados e a solução passa pela subcontratação a fornecedores externos (Espanha, Argélia e Marrocos)”, diz a nota de imprensa.

Figueira recebe “hub” da construção naval



 Atlanticeagle Shipbuilding e a Universidade de Coimbra são dois dos parceiros do “hub” (consórcio) de qualificação e formação para a construção, reparação naval e gestão portuária que irá ser criada na Figueira da Foz. O acordo foi rubricado na 7.ª edição do Fórum do Mar – Business2Sea, que decorreu na Alfândega do Porto.

Para além da dona dos Estaleiros Navais do Mondego e da instituição universitária de Coimbra, o acordo engloba ainda o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) e a Quasar (consultora de recursos humanos). O objectivo é “criar uma parceria sólida e sustentável entre ‘stakeholders’ estratégicos em Portugal neste sector (…) que permitam dinamizar, inovar, criar emprego qualificado, gerar maiores níveis de competitividade, impulsionar a internacionalização e acompanhar os desafios do paradigma económico e tecnológico da digitalização da industria no quadro da indústria 4.0”, afirmou o presidente do ISQ, Pedro Matias.
Esta decisão decorre do facto de, no início do ano, o barómetro Leme, da consultora PwC, ter referido que “mais do que resiliente, como até agora tem sido, a economia do Mar está numa trajectória de crescimento”. Devido ao elevado potencial de empregabilidade e localização geográfica privilegiada, o sector da construção e reparação naval, assim como a área de gestão de portos, enfrenta um problema: “não tem quadros qualificados”, o que tem levado a indústria naval a subcontratar pessoal em países como Espanha, Argélia e Marrocos.

Fósseis revelam o papel do oceano na última Era do Gelo


Fósseis encontrados em sedimentos marítimos fornecem algumas chaves para se entender a função do oceano na última Era do Gelo, ocorrida de 18 mil a 125 mil anos atrás.
O estudo, publicado na revista Earth and Planetary Science Letters, analisa a forma como o oceano absorveu o dióxido de carbono da atmosfera nesse período glacial a partir de um banco de dados da temperatura do mar nos últimos 125 mil anos.
Esta base de dados foi determinada com a ajuda de elementos químicos e biológicos achados em fósseis, que permite colocá-los em categorias de temperatura.
“Este estudo mostra pela primeira vez como as temperaturas mudaram em todo o oceano à medida que a Terra vivia a sua última Era Glacial”, explica a autora principal do estudo, Karen Kohfeld, em comunicado da Universidade da Tasmânia.
Segundo Kohfeld, o gelo marítimo à volta da Antártida reagiu com rapidez ao arrefecimento do mar, enquanto que outras partes, como as correntes profundas do fundo do mar, fizeram-no mais lentamente e precisaram de mais 30 mil anos para mudar o seu estado.
O estudo da temperatura do mar serve para explicar a variação do nível de dióxido de carbono na atmosfera, cuja concentração caiu várias vezes antes de entrar na última glaciação, há 20 mil anos.
Uma primeira queda de dióxido de carbono ocorreu há 115 mil anos devidos a um arrefecimento antecipado dos pólos e a expansão do gelo oceânico à volta da Antártida. Uma outra descida aconteceu há 70 mil anos, ao coincidir com uma reorganização das profundidades do oceano e um aumento da produtividade dos mares.
Segundo a cientista, nível mais baixo foi registado há 20 mil anos, quando as temperaturas do oceano, a produtividade, a circulação profunda e o gelo marítimo sofreram a maior quantidade de mudanças.
Fonte: ZAP

"O surf foi o desporto que mais evoluiu em Portugal, depois do futebol"

Nic Von Rupp acredita que o surf nacional está em constante crescimento e, em entrevista ao Desporto ao Minuto, diz acreditar que não ficará por aqui. Quanto aos planos para o futuro, o atleta português fala de um... "triângulo amoroso".


Nick Von Rupp considera que o surf é o desporto que mais cresce em Portugal, não só em termos técnicos mas como também a nível mediático.  
o surfista enumerou os nomes que têm elevado o surf português além fronteiras, falou das "maravilhas" que o deixam cada vez mais rendido ao país que o viu nascer e revelou quais os planos para o futuro. 
Num continente onde o futebol reina, como está a ser desenvolvido o surf europeu?
Há países em que o surf ainda não está muito desenvolvido, como o caso da Alemanha e a Suécia, que poderão ter surfistas de topo nos próximos anos. Tudo graças à construção de piscinas com ondas, que ajudarão os atletas a evoluírem. Daqui a uns tempos poderemos ter surfistas de qualidade sem nunca terem estado no mar. Poderemos ter uma revolução no surf.
E em Portugal?
Agora, com os campeonatos que se disputam em Portugal, tudo melhorou. Para além disso somos o país europeu que recebe mais competições internacionais, à frente dos Estados Unidos por exemplo. De acrescentar ainda que os campeonatos nacionais estão muito bem estruturados. Posso dizer que o surf foi o desporto que mais evoluiu em Portugal, depois do futebol. No entanto, o nosso país é pequeno e há pouco investimento e poucos praticantes da modalidade
Conseguiremos ter um surfista português no topo mundial nos próximos anos?
Nós já temos, não é dada é a devida atenção mediática... Por exemplo, o Alexandre Botelho, um surfista de ondas grandes, que, para mim, é o melhor que está a surfar ondas gigantes da Nazaré. Temos o Frederico Morais que está na ‘fórmula 1’ do surf ou até mesmo o Vasco Ribeiro, que foi vice-campeão do mundo de juniores… estamos rodeados de grandes talentos
E qual é para ti, além de Frederico Morais, o surfista que agora está mais em voga em Portugal?
Em Portugal temos vários e, para além disso, os surfistas têm momentos. Isto no surf não é como um campo de futebol, onde a tua performance por vezes depende da equipa onde te inseres. No surf está dependente do mar, do clima... Existem vários fatores que afetam um surfista. Contudo, tenho de dizer que o Vasco Ribeiro, que foi campeão do mundo de juniores há três anos, é um surfista que tem estado em grande forma no surf nacional
O que é necessário para um atleta singrar no surf?
Qualquer carreira de um surfista é feita de altos e baixos. Se olharmos para o famoso Kelly Slater vimos que passou mais tempo a perder do que a ganhar. Nas competições é difícil mostrar o teu melhor surf em apenas 25 minutos. Temos sempre o fator X, que é o mar. Acima de tudo, é preciso ter sorte neste desporto
Para terminar, o que pretendes ainda conquistar nesta modalidade?
Se um psicólogo ouvir o que vou dizer dá-me um tiro [risos]. Bem, como já referi, o mais importante não é propriamente a competição. Eu tenho um triângulo amoroso: surfar, manter a forma física e ser feliz com o que faço. Por exemplo, ainda no outro dia vi que havia uma boa ondulação no Taiti e arranquei para lá. Quando cheguei a Portugal estive cá 12 horas e parti novamente, desta vez para a outra ponta do mundo, a Indonésia. Mas, como é claro, gostaria de continuar a ganhar campeonatos
E quando já não tiveres ‘pernas’ para prosseguires a prática do Surf, qual será a próxima etapa na tua vida?
Eu tenho imenso prazer de receber pessoas no nosso país, fartei-me de viajar e de dar a conhecer Portugal, numa altura em que não estava na moda. Quando dizia que era de Portugal, muitas das pessoas não sabiam onde ficava ou perguntavam mesmo de se fazia parte de Espanha. Eu dizia que ‘Portugal é um país brutal, tem história, tem cultura, é seguro e tem belas praias. Mas pronto, hoje em dia isso é diferente e toda a gente passou a conhecer as maravilhas deste país e eu fico contente. Como se pode ver, eu gostaria de me envolver em projectos ligados ao turismo.