domingo, 30 de abril de 2017

Armadores unidos para colocar o MAR em 1.º


São cerca de 30 armadores internacionais, mas no futuro poderão ser muitos mais os que estão registados no MAR - Registo Internacional de Navios da Madeira, um dos ‘braços’ do Centro Internacional de Negócios da Madeira. A opinião é unânime, todos acreditam no potencial de crescimento do MAR além das mais de 500 embarcações que, no final de Março, ostentavam a bandeira de Portugal e o nome ‘Madeira’ na popa.
Na primeira reunião anual da ‘European International Shipowners Association of Portugal (EISAP), que decorreu no Funchal, fica claro que a crença no potencial de crescimento deste registo de navios, embora os entraves ao seu maior desenvolvimento continuem e estão claramente identificados. Tanto da parte dos armadores, como do concessionário do CINM, a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), apontam os três aspectos a melhorar e insistem que o Estado português tem de acelerar as alterações legislativas.
Considerando “um encontro muito importante para o MAR”, Roy Garibaldi, membro da Comissão Executiva da SDM, salientou que a associação junta os maiores armadores com navios registados neste domínio, onde debatem “todas as questões relacionadas com o registo, tanto as positivas como as menos positivas, nomeadamente as que precisam ser melhoradas ao nível do Governo da República”. Entre os pontos a melhorar, “tem de haver uma melhoria ao nível da certificação das tripulações, pois neste momento temos um serviço deficiente em Portugal”, através do Ministério do Mar que emite certificados ainda em papel e não desmaterializaram para as plataformas informáticas (online), além de “impedir, afasta” armadores do MAR.
Outro ponto passa por criar legislação que permita às embarcações terem tripulantes com porte e uso de armas contra a pirataria do mar, o que deixa Portugal entre os três únicos países que não aprovaram ainda legislação nesse sentido. “Estamos na cauda da Europa”, desabafou.
Albrecht Gundermann, membro da EISAP e director da Euromar, destacou “o enorme crescimento nos últimos três anos e esperamos que assim continue”. No entanto, “temos alguns desafios legislativos e administrativos que têm de ser resolvidos”, destacando o apoio da Marinha Portuguesa, através do vice-almirante, que garantiu que está a trabalhar numa legislação para guardas privados armados, “ponto crucial para a protecção dos nossos navios”. Sobre a posição do MAR no sector a nível mundial, utilizou um termo popular: “É o novo puto do bairro. No mundo marítimo, a Madeira está muito visível mapa mundo, com um fantástico crescimento nos últimos três anos. Mas não devemos estar satisfeitos com isso, pois acreditamos que é possível tomar medidas necessárias para tornar o MAR o principal registo de navios da Europa (actualmente é o terceiro, atrás do Chipre e de Malta). Mas, para isso é preciso trazer o ‘Simplex’ para o MAR.”
Por fim, o armador com maior número de navios, a TB Marine Shipmanagement com 160 navios destacou as “consideráveis melhorias do registo nos últimos 8 a 10 anos”, destacando que “é preciso melhorar o processo de registo e ainda a segurança dos navios com homens armados”, disse Sven Kruse.

Investigadores do Porto exploram recursos do Mar profundo

Para os investigadores, o desafio deste projecto passa por "conseguir reunir todos estes requisitos numa tecnologia que permita monitorizar em tempo real parâmetros físicos, químicos e biológicos num sistema complexo como é o mar".


“Conhecer para intervir” é o lema do projecto de investigação científica desenvolvido por investigadores do Porto, que recorre ao uso de novas ferramentas tecnológicas para uma exploração sustentável dos recursos marinhos do mar profundo.
Denominado de CORAL – Sustainable Ocean Exploitation: Tools and Sensors, este projecto resulta de uma parceria entre o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR) e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).
“O mar profundo contém uma vasta reserva de recursos, tanto de origem mineral como biológica, com um vasto potencial no entanto, muitos desses recursos estão localizados em ecossistemas sensíveis, que são mal estudados e compreendidos”, revela Filipe Castro, um dos coordenadores do projeto e investigador no CIIMAR, em comunicado. Neste contexto, torna-se “fundamental o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e sensores adequados para assegurar uma exploração sustentável e responsável destes recursos marinhos e ainda a implementação de acções estratégicas com impacto nacional e regional”, salienta.
O projecto terá uma duração de 3 anos e possui duas linhas de investigação.
A primeira, apelidada de Bluetools, pretende responder à necessidade crescente da criação de ferramentas e tecnologias robóticas de ponta, capazes de operar em ambientes marinhos, para monitorização e exploração do solo dos fundos marinhos. Estas novas soluções, “serão combinadas com o desenvolvimento de directivas, métodos de avaliação de risco e impacto e recomendações para uma futura exploração mineira dos recursos não vivos de profundidade na União Europeia”, explica Eduardo Silva, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC e docente no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), em comunicado.
Quanto à segunda linha, a BlueSensors, é dedicada ao desenvolvimento de sensores inovadores baseados em tecnologia fotónica para operação em ambientes marinhos, cujo carácter instável e agreste levanta vários desafios científicos. A criação de sensores físicos, químicos e biológicos para uma percepção in-situ capaz de fornecer informações críticas em múltiplas dimensões: compreensão da evolução da qualidade da água, avaliação do impacto na biodiversidade, avaliação da integridade dos navios e Infraestruturas marinhas, é condição fundamental para uma gestão eficiente e sustentável da exploração dos recursos marinhos.
CORAL – Sustainable Ocean Exploitation: Tools and Sensors  é financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE2020) através Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

sábado, 29 de abril de 2017

Do alto-mar para a terra de Vasco da Gama. Veleiros chegam a Sines


 festa faz-se no porto de Sines, que recebe 20 embarcações - alguns dos maiores veleiros do mundo. São esperadas 300 mil pessoas no The Tall Ships Races 
Hoje, em terra, a caldeirada até é generosa e "inunda" de bom cheiro o convés da caravela Vera Cruz. No tacho há garoupa, raia, pata-roxa, tamboril e safio. Mas no alto mar é bem diferente. "Não há nada disto. Vai tudo contado e só comemos peixe fresco quando conseguimos pescar. De resto, é bacalhau, por ser salgado, atuns e alguma carne", explica o cozinheiro de serviço. Eugénio Ribeiro admite que ou se avia bem em terra e preenche a agenda com a logística adaptada às tiradas ou corre o risco de deixar a tripulação sem comida. "Em 17 anos nunca aconteceu", diz orgulhoso.
São histórias como as que se têm vivido na pequena cozinha da Vera Cruz que podem ser ouvidas pelo público que visitar o porto de Sines, onde estão atracados alguns dos maiores veleiros do mundo que participam no Tall Ships Regata 2017, que vai percorrer sete mil milhas náuticas transatlânticas, visitando sete países.
Sines, historicamente ligada aos caminhos do mar, de onde partiu o explorador Vasco da Gama, recebe cerca de 20 embarcações, com perto de mil tripulantes. Há garrafas de vinho da costa alentejana amadurecido no fundo do mar durante sete meses para oferecer aos navegadores, com uma qualidade nunca alcançada por estas paragens. São aguardadas 300 mil pessoas até domingo, quando a regata segue para as Bermudas com passagem por Las Palmas. Em 2016, Lisboa recebeu a The Tall Ships Races, garantindo 650 mil espectadores, 3797 tripulantes e 51 navios.
Enquanto Eugénio Ribeiro espeta o peixe e dá a caldeirada como estando no ponto para ir à mesa, na proa o Director da tripulação, Felipe Costa, explica a visitantes de "palmo e meio" que nos tempos dos descobrimentos a tripulação dormia no chão durante quatro longo anos. "E não se tapavam? Não tinham frio?", perguntava o João. "Usavam serapilheira, mas também lhes era dado vinho. Meio litro ao almoço e um litro ao jantar", explicava Felipe.
Risos. "Sim, às vezes a bebida provocava zaragata", confirmava, aproveitando para exortar a importância da "camaradagem" a bordo.
Entre os grandes navios atracados em Sines está o navio-escola Sagres, com 120 tripulantes e capacidade de embarque para 60 cadetes, sendo mesmo o mais visitado pelos milhares de pessoas que ontem já estiveram no certame, que inclui muita animação nocturna. O comandante António Gonçalves elogiava as "águas profundas" do porto alentejano, sobretudo por estar "em contacto com o oceano. Não é preciso navegar muitas milhas, como em Lisboa ou em Setúbal, para se chegar ao porto. Está dentro do oceano e também por isso tem uma grande dinâmica de crescimento", sublinhou.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Surf. Teresa Bonvalot tricampeã


Teresa Bonvalot sagrou-se, pela terceira vez, campeã do Caparica Junior Pro, etapa do Junior Tour da WSL integrada no Caparica Primavera Surf Fest.
A carreira de Bonvalot no Caparica Primavera Surf Fest 2017 ainda não terminou, pois ainda compete no WQS feminino, o Caparica Pro.
«O meu objectivo é vencer em qualquer prova em que participe, pelo que também vou competir no Junior Tour. Mas a prioridade é o WQS», disse Teresa, apontada pelos especialistas como a provável primeira portuguesa a entrar no World Tour feminino.
Fonte: Ionline

Xávega passa a contar para as quotas de pesca


A ministra do Mar confirmou aos representantes da pesca que o Governo prepara nova legislação para regulamentar a chamada arte xávega.

Ana Paula Vitorino manteve recentemente uma ronda de diálogo com as partes envolvidas naquele tipo de pesca artesanal ainda muito presente, com várias campanhas em actividade nas zonas do Norte e Centro do País.

A ministra adiantou aos representantes das entidades, municípios, pescadores e armadores que a legislação terá de ser actualizada à luz das exigências dos regulamentos europeus, "nomeadamente a sua inclusão nas quotas de pesca, além de outros aspectos".
 
Ana Paula Vitorino garantiu aos presentes no encontro que o Governo não irá "descurar" as  vertentes social e cultural "muito importante nas comunidades onde esta arte ainda é praticada".

Em 2013, os armadores representados na Associação Portuguesa de Arte Xávega propôs a criação de quotas para a pesca de carapau com tamanho abaixo dos limites mínimos definidos por lei, interditando a actividade aos barcos que as ultrapassem até final do ano.

Em Janeiro de 2013, o Governo PSD-CDS criou uma Comissão de Acompanhamento da Pesca com Arte Xávega que deu origem a um relatório apresentado em Janeiro de 2015 com diagnóstico e propostas, estas últimas ficaram por sair do papel.

Estava prevista a alteração do número de veículos de tracção motora de apoio à actividade das embarcações e iniciativas para permitir a manutenção do registo na pesca local quando o comprimento de fora a fora ultrapassa os nove metros, assim como aumento da potência propulsora máxima prevista para os respectivos motores.

Alterações que os partidos representados na Assembleia da República apoiaram ao votar por unanimidade a Resolução da Assembleia da República nº 93/2013.

Este tipo de pesca artesanal por arrasto costeiro alagem para terra tinha há dois anos cerca de quarenta embarcações a operação.

Estudo inglês diz que Portugal não gere pescas no interesse público

Um estudo da Fundação Nova Economia, entidade inglesa, indica que Portugal "não está a gerir as pescas no interesse público", seguindo a tendência europeia.


Um estudo da Fundação Nova Economia, entidade inglesa, indica que Portugal “não está a gerir as pescas no interesse público”, seguindo a tendência europeia de “incapacidade geral de obtenção dos melhores resultados para a indústria e para os cidadãos”.
“Embora os totais admissíveis de captura nas águas europeias sejam acordados através de negociações entre os ministros europeus, a distribuição dos direitos de pesca é posteriormente determinada por cada um dos governos. A análise da fundação demonstra que cada um dos Estados-Membros, incluindo Portugal, pode fazer muito mais para garantir um acesso justo às unidades populacionais de peixes”, frisa o trabalho da New Economics Foundation (NEF ou Fundação Nova Economia), instituição com sede em Londres.
O relatório da fundação averigua como 12 Estados-Membros da União Europeia (Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido) tomam essas decisões e as consequências que daí podem advir. “As pescas devem ser não só sustentáveis, como também justas. Portugal pode apoiar os pescadores e as comunidades pesqueiras do litoral através de uma melhor gestão das possibilidades de pesca”, sustenta Griffin Carpenter, um dos economistas que desenvolveu o trabalho da Fundação Nova Economia.
Embora alguns Estados-membros da UE “tenham melhor desempenho do que outros, em todos eles a gestão das pescas se revela dispendiosa e geradora de fraca receita pública”, é também referido, e o acesso à indústria pesqueira para novos operadores “é difícil e a transparência de muitos dos sistemas de possibilidades de pesca é baixa”, adverte a entidade britânica.
Fonte: Observador

Nações Unidas anunciam primeiro festival mundial do oceanos

A ONU anunciou que vai realizar o primeiro Festival Mundial do Oceano no dia 4 de Junho. O evento precederá conferência sobre o tema, que ocorre entre 5 e 9 de Junho, na sede da Organização em Nova Iorque.


A ONU anunciou que vai realizar o primeiro Festival Mundial do Oceano no dia 4 de Junho. O evento precederá conferência sobre o tema, que ocorre entre 5 e 9 de Junho, na sede da Organização em Nova Iorque.
Líderes internacionais devem participar da reunião sobre protecção e sustentabilidade dos oceanos, que visa a incentivar os cidadãos a ajudar a reverter o declínio da saúde dos mares.
O festival, que se concentra no Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 14, é realização pela ONU com a cidade de Nova Iorque e será organizado pela Fundação Global Brian.
O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, lembrou que a situação do oceano é bastante crítica. Segundo ele, se as tendências actuais continuarem, haverá mais plásticos que peixes na água.
Ele explicou que a poluição marinha ameaça os estoques de peixe, que estão diminuindo no momento. Para Thomson, não existe saída a não ser o desenvolvimento sustentável.
O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, por sua vez, reconheceu a importância de as cidades liderarem a protecção contra a degradação por meio do consumo sustentável e através da gestão eficaz dos recursos naturais do mundo.
O presidente da Assembleia Geral da ONU afirmou que Nova Iorque é um modelo não só para os Estados Unidos, mas para todo o mundo sobre como as capitais podem integrar os ODSs em seu planeamento urbano.
Thomson lembrou ainda que 40% da causa para o aumento dos níveis do mar devem-se ao aquecimento dos oceanos. O festival terá ainda uma marcha do oceano que consistirá de um desfile de velejadores na ilha de Manhattan e ao longo de 10 milhas náuticas de Manhattan e Brooklyn do rio Hudson ao Rio Leste, conhecido como East River.
Saiba tudo sobre a conferência dos oceanos em https://oceanconference.un.org.













sexta-feira, 14 de abril de 2017

Turcos interessados no projecto do Terminal do Barreiro


O projecto do Terminal do Barreiro também está a despertar o interesse turco, país de onde virá um investimento na ordem dos 300 milhões de euros só durante 2017. Também o porto de águas profundas na Praia da Vitória (Açores) está na mira, assim como o sector dos estaleiros navais.

No total, o pacote de investimento directo turco em Portugal tem 300 milhões de euros para investir este ano, segundo anunciou a nova Associação Portuguesa de Cooperação com a Turquia, 'The Trade Connection'. Nas palavras de João Pestana Dias, CEO da associação que falou ao DN, os estaleiros navais são uma de três principais áreas de investimento turco para este ano (juntando-se ao turismo de luxo e à habitação). 

Mas o sector portuário é também aposta forte de investimento turco no país, expresso desde logo no investimento da Yilport (Grupo Yildirim). Pestana Dias salienta: «Os turcos têm muito dinheiro disponível para investir e estão a descobrir que Portugal é um país interessante. A maior parte dos turcos não conhece Portugal, nem o potencial do país. Muitos procuram Malta e Dubai para terem vistos gold, mas Portugal tem melhores oportunidades de investimento».

«Estes investimentos turcos têm um horizonte temporal de 10 anos e precisam da chamada paz social» acrescenta o responsável da associação, apontando depois a mira ao sector portuário. 

«Os maiores investimentos nos portos em Portugal têm sido feitos por turcos», defendeu, adiantando que os investidores turcos estão de olho no novo terminal no Barreiro - um projecto que exige um investimento de 600 milhões de euros e que pode contar com 100 milhões de investimento turco. 

Para além desse projecto, os turcos estarão também atentos ao porto de águas profundas na Praia da Vitória, nos Açores.

Já o Embaixador da Turquia, Hasan Gögüs, salientou: «Portugal era desconhecido para a Turquia. Estes 300 milhões de investimentos, alguns deles ainda numa fase muito inicial, são um bom sinal e o valor pode aumentar». 



Pré-Avisos de Greve no Terminal XXI


O Sindicato XXI, que representa a maioria dos Estivadores do Terminal XXI, entregou dois pré-avisos à Concessionária, nomeadamente à PSA Sines. Os dois pré-avisos visam:

. Pré-Aviso de Greve com efeito a partir das 00:00h do dia 29 de Abril de 2017 até à 00:00h do dia 29 de Abril de 2018, com paralisação total das operações realizadas em qualquer período de trabalho suplementar ( antecipações, prolongamento e serviço extraordinário). 
. Pré-Aviso de Greve  com efeito a partir das 00:00h do dia 29 de Abril de 2017 até à 00:00h do dia 13 de Maio de 2017 , com paralisação total das operações realizadas, nas duas últimas horas de cada período de trabalho de cada turno.
Apesar dos vários motivos apresentados, o que motivou a convocação do plenário dos trabalhadores e posteriormente convocação da greve, foi o encerramento das negociações sobre o novo horário de trabalho para os quase 1000 trabalhadores que existem no maior terminal de contentores do país.

Carol Henrique sagra-se vice-campeã na Caparica


A francesa Justine Dupont venceu o Caparica Pro, mas precisou de esperar pela nota da última onda para bater a surfista portuguesa.

A francesa Justine Dupont venceu o Caparica Pro, mas precisou de esperar pela nota da última onda para bater a portuguesa Carol Henrique, que chegou a estar, momentaneamente, na liderança da final desta etapa portuguesa do Circuito Mundial de Qualificação (WQS).
Dupont confirmou o favoritismo que o currículo de ex-competidora do World Tour lhe atribuía à partida, mas a campeã nacional quase lhe estragou as contas, mercê da habitual combatividade que lhe é reconhecida. E isto numa final com ondas muito pequenas e difíceis de surfar que terminou com a norte-americana Marissa Shaw em terceiro posto e a revelação taitiana de apenas 14 anos, Vahine Fierro, em quarto lugar.
"O campeonato foi todo disputado em condições muito difíceis, pelo que foi mesmo uma questão de adaptação", explicou Carol Henrique, satisfeita pelo segundo lugar nesta etapa de 1000 pontos do Circuito de Qualificação Mundial (WQS) feminino.
"Normalmente temos de ir ao estrangeiro para competir no QS pelo que é sempre bom poder competir aqui na Caparica, onde aliás costumo treinar. Perdi na última onda, mas penso que foi um honroso segundo lugar", concluiu a campeã nacional, que este ano luta pela qualificação para o circuito mundial.
Para a campeã do Caparica Pro, Justine Dupont, este triunfo foi particularmente difícil. Depois de uma temporada de Inverno dedicada a perseguir ondas gigantes no Havai, França e Nazaré, onde agora tem residência, a francesa encarou as ondas pequenas da Caparica como um desafio:
"No surf, como na vida, temos de encontrar novos desafios e este campeonato foi um verdadeiro desafio para mim. Estou feliz porque este 'prize money' vai permitir-me fazer mais umas etapas, já que estou sem patrocinador principal. Talvez agora que estou a viver parte do ano em Portugal consiga um patrocinador português, quem sabe?"

Pedro Henrique e Vasco Ribeiro nas meias-finais
No Caparica Pro, as cores portuguesas continuam fortes, com o campeão nacional Pedro Henrique e Vasco Ribeiro a vencerem as suas baterias dos dos quartos-de-final. Menos sorte para Miguel Blanco e Eduardo Fernandes, eliminados nesta fase da competição.
Pedro Henrique atribuiu o sucesso à "estratégia": "O mar esteve muito difícil o dia todo, especialmente de manhã, por isso foi preciso surfar muito na base da estratégia. Este campeonato é importante para colocar o "surf no pé", ou seja, adquirir ritmo competitivo ara o restante da temporada internacional. Nesse sentido, está a ser muito bom."
Referência também para Gony Zubizarreta, surfista espanhol que reside e compete em Portugal e que também garantiu um lugar nas meias-finais, vencendo categoricamente o seu heat com as duas ondas mais pontuadas do dia (8.33 e 8.40).

Theo Julitte triunfa no Caparica Junior Pro
No Caparica Junior Pro, o francês Theo Julitte sagrou-se campeão desta etapa do Junior Tour da WSL, batendo o taitiano Kauli Vaast, o basco Ruben Vitoria e o francês Marco Mignot.
Os melhores portugueses foram João Moreira e o local da Caparica Guilherme Ribeiro que ficaram pelas meias-finais.

Fonte: DN

Jovens recusam 20 mil euros para entrar na pesca


O programa para atrair jovens pescadores ficou quase deserto. Num ano, o Ministério do Mar recebeu apenas duas candidaturas. Os armadores recorrem a estrangeiros sem licença para pescar.
"Bem procurámos, um pouco por todo o país, sinais de jovens pescadores dispostos a usar as ajudas do governo para comprar o primeiro barco. A oferta é de 20 mil euros, a maior parte de fundos comunitários, para pescadores com menos de 40 anos. Arrisca-se a ser dinheiro deitado ao mar. Até hoje, o executivo só recebeu duas candidaturas que ainda estão a ser analisadas. Não há quem queira tornar-se armador" porque, explica Jerónimo Rato, da CAPA, a Cooperativa e Armadores da Pesca Artesanal, "não há tripulantes para novas embarcações, só um maluco é que se metia nisso!".
Os reformados também envelhecem
Nos últimos anos, a solução tem sido embarcar pescadores reformados. O sector permite a reforma a quem tenha 55 anos de idade e 30 anos de actividade, porque pescar é considerada uma profissão de desgaste rápido.
Por lei, os pescadores na reforma não podem ir ao mar. "Mas alguns vão enquanto podem, para compor as contas ou para ajudar familiares com barcos. O problema é que muitos já não podem, já não têm condições físicas". Concentram-se por isso no trabalho de reparação e nos preparativos nos armazéns.
No Porto de Peniche, a média de idades já terá ultrapassado os 50 anos. À hora de descarregar os barcos para a lota, raramente se encontra alguém que não tenha entrado para esta vida aos 14 ou 15 anos. Entre os mais novos há quem fique "por gosto", mas também quem se prepare para virar costa ao mar. Os outros são reformados.
A alternativa à falta de gente nova no mar não é nova, embora só recentemente tenha sido admitida. Contratam-se pescadores estrangeiros, quase sempre sem cédula marítima, o documento exigido a quem anda à pesca.
Estrangeiros pescam como "observadores"
A multa para quem traga um "observador" - um pescador sem documentos para pescar, ronda os 300 euros para o mestre da embarcação e outro tanto para o pescador. As autoridades tendem a fechar os olhos, excepto quando há fiscalizações no mar "aí, é a doer, não perdoam", diz Jerónimo Rato.
O armador garante que a generalidade dos mestres paga aos estrangeiros como aos portugueses, com uma parte do que se pesca. Mas nem sempre é assim. Há os que pagam 500 euros e oferecem a alimentação e o barco como casa.
Duarte Joana tem dois filhos, um nunca pôs os pés no barco do pai. O outro fez duas viagens e nunca mais, trabalha numa fábrica. Duarte Joana assume que tem um indonésio a bordo, mas está legal. "Contactei uma agência em Espanha. O homem veio com toda a documentação, de residência e permanência em Portugal, só não tinha cédula marítima".
O capitão do porto pode autorizar a entrada a bordo de estrangeiros nesta situação, mas legalmente não podem pescar. São classificados como "observadores". Se forem apanhados à pesca, a multa é certa. Duarte Joana conta que quando deixou de ter autorização para este "observador" indonésio teve que lhe pagar para tirar a cédula, "foram três meses em terra para tirar o curso".
O pescador indonésio vai agora de férias, outro está doente e o barco de Duarte Joana está outra vez com falta de tripulantes.
"Toda a gente sabe e ninguém faz nada"
O recurso a pescadores estrangeiros em situação irregular não é de hoje, nem é exclusiva de nenhuma zona do país em particular. "Começou há anos, fomos pondo trabalhadores reformados e depois filipinos, marroquinos, indonésios, homens de leste..." conta Jerónimo Rato.
A par das multas, o Presidente da Cooperativa de Pesca Artesanal, que representa 160 armadores, alerta que o grande risco é em caso de acidente. "Se a seguradora não pagar, não há armador nenhum que tenha dinheiro para pagar as despesas no hospital!"
Os estrangeiros são obrigados a ter certificado de aptidão marítima bem como seguro de acidente pessoal e de trabalho. No entanto, a confirmar-se que estavam à pesca quando estão apenas autorizados a estar a bordo como "observadores", é natural que o seguro não cubra as despesas em caso de acidente.
"Da autoridade portuária ao Ministério do Mar, toda a gente sabe o que se passa". Jerónimo Rato garante que da autoridade portuária à ministra do Mar, todos sabem o que se passa nos barcos de pesca. O armador diz que o sector está saturado de esperar por respostas.
Já no tempo do anterior governo, foi decidido avançar com o Regulamento de Inscrição Marítima, um diploma que permitiria reconhecer os documentos de pescadores dos países que têm acordos com Portugal. "Nem o anterior governo, nem este que já lá está há quinze meses, resolvem o problema".
Jerónimo Rato diz que, por este andar, não resta outra saída "senão encostar os barcos à muralha". Outra alternativa seria a reestruturação da frota de pesca nacional. Com menos barcos, pelo menos por uns tempos, os portugueses poderiam chegar.
Fonte: TSF

"Aquatropolis Academy"


Nasceu em Peniche o primeiro centro de excelência para a transformação digital do sector aquícola.
Tomado pelo impulso da Industria 4.0, o consórcio do projecto “Aquatropolis” - projecto em copromoção cofinanciado pelo Compete 2020 - assumiu como compromisso colocar os princípios da quarta vaga da Revolução Industrial ao serviço da modernização e competitividade do sector aquícola português, desenvolvendo uma framework tecnológica para optimizar processos crítico da produção.

Neste contexto, a Compta e a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, consolidaram uma parceria inédita, entre ensino superior e empresas, com a missão de formar e capacitar os futuros profissionais do sector aquícola com competências nos domínios técnicos e científicos da Economia Digital: - A Aquatropolis Academy.

Contentores dão a Sines o melhor trimestre

O porto de Sines movimentou no primeiro trimestre 13,5 milhões de toneladas, mais 19,6% do que no período homólogo de 2016. O movimento de contentores subiu 60% e ficou perto do meio milhão de TEU.


Depois de ser oficial que Sines cresceu 30,4% nos dois primeiros meses do ano, o porto alentejano anunciou uma subida de 19,6% nos movimentos nos primeiros três meses. Sinal de que o ritmo abrandou em Março? Seguramente não nos contentores.
Entre Janeiro e Março, o Terminal XXI processou mais de 494 mil TEU, um disparo homólogo de 60% (mais que os 56% registados no final de Fevereiro).
Em linha com a movimentação de contentores, a carga geral (contentorizada) atingiu em Sines, no balanço do trimestre, os 6,3 milhões de toneladas. E ultrapassou os granéis líquidos (líderes históricos) que apenas acrescentaram 5% aos cerca de 5,4 milhões de toneladas registados há um ano.
A administração portuária não divulgou os números relativos aos granéis sólidos, mas feitas as contas conclui-se que terão ficado cerca dos 1,5 milhões de toneladas (no primeiro trimestre de 2016 contaram-se 1,8 milhões).

Sines mais perto do pódio ibérico

O crescimento exponencial de Sines acontece num momento em que Algeciras e Valência, os principais portos espanhóis, sofrem as consequências da instabilidade laboral. Mas não se explicará apenas pelas dificuldades alheias.
Barcelona, o número três ibérico, tem sido dos principais beneficiados com a transferência de escalas e movimentos dos portos mais afectados pela crise da estiva. E, todavia, no primeiro trimestre “apenas” cresceu 34,2% (os movimentos de transhipment mais do que duplicaram) até aos 662 mil TEU.
Facto é que com esta performance Sines e o Terminal XXI ficaram mais perto, no final do primeiro trimestre, do pódio ibérico dos terminais de contentores.