sexta-feira, 14 de abril de 2017

"Aquatropolis Academy"


Nasceu em Peniche o primeiro centro de excelência para a transformação digital do sector aquícola.
Tomado pelo impulso da Industria 4.0, o consórcio do projecto “Aquatropolis” - projecto em copromoção cofinanciado pelo Compete 2020 - assumiu como compromisso colocar os princípios da quarta vaga da Revolução Industrial ao serviço da modernização e competitividade do sector aquícola português, desenvolvendo uma framework tecnológica para optimizar processos crítico da produção.

Neste contexto, a Compta e a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, consolidaram uma parceria inédita, entre ensino superior e empresas, com a missão de formar e capacitar os futuros profissionais do sector aquícola com competências nos domínios técnicos e científicos da Economia Digital: - A Aquatropolis Academy.

Contentores dão a Sines o melhor trimestre

O porto de Sines movimentou no primeiro trimestre 13,5 milhões de toneladas, mais 19,6% do que no período homólogo de 2016. O movimento de contentores subiu 60% e ficou perto do meio milhão de TEU.


Depois de ser oficial que Sines cresceu 30,4% nos dois primeiros meses do ano, o porto alentejano anunciou uma subida de 19,6% nos movimentos nos primeiros três meses. Sinal de que o ritmo abrandou em Março? Seguramente não nos contentores.
Entre Janeiro e Março, o Terminal XXI processou mais de 494 mil TEU, um disparo homólogo de 60% (mais que os 56% registados no final de Fevereiro).
Em linha com a movimentação de contentores, a carga geral (contentorizada) atingiu em Sines, no balanço do trimestre, os 6,3 milhões de toneladas. E ultrapassou os granéis líquidos (líderes históricos) que apenas acrescentaram 5% aos cerca de 5,4 milhões de toneladas registados há um ano.
A administração portuária não divulgou os números relativos aos granéis sólidos, mas feitas as contas conclui-se que terão ficado cerca dos 1,5 milhões de toneladas (no primeiro trimestre de 2016 contaram-se 1,8 milhões).

Sines mais perto do pódio ibérico

O crescimento exponencial de Sines acontece num momento em que Algeciras e Valência, os principais portos espanhóis, sofrem as consequências da instabilidade laboral. Mas não se explicará apenas pelas dificuldades alheias.
Barcelona, o número três ibérico, tem sido dos principais beneficiados com a transferência de escalas e movimentos dos portos mais afectados pela crise da estiva. E, todavia, no primeiro trimestre “apenas” cresceu 34,2% (os movimentos de transhipment mais do que duplicaram) até aos 662 mil TEU.
Facto é que com esta performance Sines e o Terminal XXI ficaram mais perto, no final do primeiro trimestre, do pódio ibérico dos terminais de contentores.

Mulheres Profissões de Mar no Feminino

Mulheres de reconhecido sucesso profissional partilham, no próximo dia 27 de Abril em Setúbal, a sua experiência, contribuindo para uma reflexão conjunta sobre dificuldades e oportunidades inerentes a estas profissões nos dias de hoje.
Ideia: Divulgar oportunidades de formação e emprego tradicionalmente masculinas, integradas em actividades da economia do mar. Target: Jovens e adultos interessados/as em conhecer melhores oportunidades profissionais e de formação ligadas ao Mar.
Inscrições A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, até ao dia 24 de Abril. Graça Viegas | Email: soroptimist.setubal@gmail.com | Telefone: 968576779

Programa
14h00 Sessão de abertura
Pedro Dominguinhos Instituto Politécnico de Setúbal | Presidente
Helena Álvaro Escola Profissional de Setúbal | Presidente do Conselho Diretivo
Inês Falcão FOR-MAR Núcleo Regional de Lisboa e Alentejo | Diretora
José Meneses Luís Centro de Emprego e Formação Profissional de Setúbal | Diretor
Fátima Évora Soroptimist Clube de Setúbal | Presidente

14h40 Enquadramento: Desafios e oportunidades da Economia do Mar
Miguel Marques PwC | Partner

15h00 Mesa redonda: Experiências Profissionais com Mar
Moderador Hugo Metelo Diogo, Bluegrowth by Compta | Project Manager
Oradoras: 8. Laura Rodrigues OPDR Iberia | General Manager
Raquel Gaspar Bióloga Marinha | Associação Ocean Alive | General Manager
Margarida Pereira Porto de Setúbal | Estivadora
Cristina Alves Cmdt Marinha Mercante | Portline Bulk International | CEO
Rosa Ferreira Pescadora
Maria da Luz Santos Rebonave | Presidente

16h15 Perguntas & Respostas
16h50 Sessão de encerramento
Maria das Dores Meira Câmara Municipal de Setúbal | Presidente (a confirmar)

17h00 Coffee & networking
Inclui divulgação de informação sobre a oferta de cursos do ensino superior e ensino técnico nas áreas do Mar.



sábado, 8 de abril de 2017

Caparica Primavera Surf Fest: Longboard de regresso


Uma das novidades desta terceira edição do Caparica Primavera Surf Fest é a organização do Mundial de longboard. "A grande novidade são mesmo as provas internacionais. Dois Mundiais de surf regressam à Caparica depois de uma pausa de mais de dez anos. O Mundial de surf e o de longboard. São provas com os melhores surfistas do Mundo que vão marcar presença na Caparica", refere Miguel Inácio, o responsável pela componente desportiva do festival que alia desporto durante o dia e música todas as noites.
A Caparica volta a receber o Mundial de longboard depois de anos de ausência da elite do surf clássico nas praias do concelho de Almada, desta feita na praia do Paraíso e na praia do Dragão Vermelho. A prova decorre entre os dias 10 e 15 de Abril, dias em que os melhores do Mundo nas pranchas grandes vêm mostrar o que de melhor se faz nesta modalidade. Entre os portugueses, nomes como o dos locais Luís ‘Lufi’ Bento e José de La Fuente ou o do campeão nacional João Dantas são nomes a ter em conta.
"Na etapa da Caparica, espero dar-me bem e seguir o mesmo plano do Nacional, fazer o meu surf e ir em busca do melhor resultado possível. Este ano o Campeonato Nacional passou para segundo plano, tendo como foco a qualificação para o Mundial. No entanto, vou competir em todas as etapas do Nacional que conseguir e o objectivo será o que sempre foi: fazer o meu surf e ganhar", começa por dizer a Record João Dantas, que este ano gostava ainda de revalidar o título nacional. E pode também sair-se bem aqui na Caparica, já que o Nacional de longboard também tem paragem nestas ondas, desta feita no dia 9 de Abril. "Tenho-me treinado muito e dedicado muito tempo para estar preparado para esta época, e o facto de ter início na Caparica que é ao lado de casa é excelente!", admite, dizendo ainda que "esta paragem do Mundial de qualificação mostra que Portugal está a dar um passo em frente no que diz respeito ao desenvolvimento desta modalidade, o que é óptimo".
João confessa ainda que tem "muito respeito por todos os atletas" com que vai competir porque a maior parte "não tem patrocínios como a maioria dos atletas que correm este tipo de circuito". "Todos os longboarders que fazem este circuito fazem-no por paixão, dedicação e sobretudo esperança que o longboard venha a ter o mérito que merece. Vou defrontar alguns dos meus ídolos mas vou pôr isso de lado e dar o melhor naqueles 20 minutos dentro de água", conclui o jovem, de 19 anos, de São Pedro do Estoril.
No feminino, Kathleen Barrigão é o grande destaque. No ano passado ficou em 2º na categoria sub-18 na etapa da Costa de Caparica do Campeonato Nacional. "Este evento na Costa é um dos maiores que irá decorrer no ano todo. Como no ano passado não houve um Mundial de longboard na Costa, as expectativas que tenho para o evento são altas, não só porque vai ser o primeiro LQS europeu do ano mas também por ser na Costa, onde espero apanhar altas ondas," diz.
E Kathleen não se acanha. Compete na categoria open masculino sem medos. "Este ano quero alcançar as finais no campeonato nacional na categoria open masculino e usar o campeonato nacional como um preparativo e treino para os campeonatos europeus e internacionais", diz ainda. "Desde que comecei a competir no longboard nacional sempre competi com os rapazes, inicialmente ficava um pouco intimidada por serem rapazes e serem um pouco mais agressivos a competir, mas pouco a pouco habituei-me. Hoje em dia nem penso neles como rapazes mas simplesmente como adversários e amigos meus, pois tenho aprendido muito com eles", diz Kathleen
Quanto ao Mundial, a jovem atleta recorda que no ano passado teve a oportunidade de viajar pela primeira vez para competir nos Europeus de qualificação para o Mundial. "Serviu como um experiência boa para poder surfar com as/os melhores e competir sob uma pressão muito mais elevada. Este ano já estou mais acostumada e preparada e darei o meu melhor para mostrar o meu surf e sempre com a expectativa de me qualificar para o Tour ou para as provas finais do Mundial", refere a jovem, que tem como principal objectivo este ano qualificar-se para o Mundial de longboard.

Lufi Expression  e Lufi Tag Team

Lufi, um dos mais conceituados ‘shapers’ de longboard do Mundo, dá o nome e o apoio a duas iniciativas que pretendem mostrar o lado mais divertido da modalidade. O Lufi Expression Session é uma sessão que reúne nomes grandes do longboard para mostrarem o lado mais espetacular do surf de prancha grande sem o calculismo da competição, enquanto o Lufi Tag Team coloca várias equipas de longboarders frente a frente numa competição com características especiais.

João Kopke: surf e música unidos

Se há quem alie bem, tal como o Caparica Primavera Surf Fest, o surf e a música é João Kopke. Com 21 anos, é uma figura única no panorama do surf nacional. Além de surfista profissional, estuda Canto Lírico no Conservatório e Ciência Política e Relações Internacionais na Univ. Nova. E será também uma das presenças neste festival. O surfista top 16 nacional, além de competir no Caparica Pro, também tem algumas surpresas na manga: "Estou a preparar, com a organização, algumas brincadeiras paralelas à minha participação desportiva. Este é um ano de transição para mim, em que continuo empenhado na competição, como sempre, mas em que também estou a desenvolver alguns projectos que combinam o surf, a música e o ‘storytelling’. Espero ainda ter muito para mostrar num futuro próximo, além do surf", diz João Kopke.

Que ganhem as melhores manobras 
O Kayaksurf volta a marcar presença no Caparica Primavera Surf Fest, no dia 14 de Abril, com ‘expressions sessions’ que mostram o potencial dos kayaks de ondas. "Entre os convidados estarão 8 atletas de kayaksurf e 8 de waveski para apresentar manobras mais radicais e com maior adrenalina", explica Ricardo Ribeiro, da organização. "Além disso, também haverá baptismo das modalidades abertos a quem quiser participar e aprender um pouco mais sobre este desporto", diz.

No mesmo dia, haverá ainda espaço para o bodysurf, a base de todos os desportos de ondas, que permite aproveitar o corpo para deslizar nas ondas. O bodysurf tem conhecido um desenvolvimento notável em Portugal, tendo mesmo merecido pódios no circuito europeu da modalidade para os atletas nacionais e o Caparica Surf Fest não esquece também esta modalidade e organiza no dia 14 uma ‘expression session’, em que vence quem fizer a melhor manobra.

No dia seguinte, dia 15, é tempo de assistir ao SUP Battle que vai colocar cerca de 100 pranchas de Stand Up Paddle na água para uma corrida especial em que os atletas partem da areia, numa batalha de resistência e capacidade atlética além de perícia na prancha.

Skimboard estreia-se  no festival

Este ano, o skimboard estreia-se entre as modalidades no Caparica Primavera Surf Fest. Hoje decorre o Caparica Skim Challenge – Demo Best Trick Award. A iniciativa é apadrinhada pelo antigo campeão nacional Emanuel ‘Mega’ Embaixador, que junta alguns skimboarders para uma demonstração com um cheirinho a competição, atribuindo um prémio ao executante da melhor manobra. "São de 16 a 20 convidados. Mas esta prova tem uma vertente especial. Os atletas são puxados por um 'whinch', que é um motor com um cabo agregado que proporciona ao atleta uma velocidade impossível de conseguir através do skimboard tradicional. Espera-se grandes manobras e muita acção na praia. Vai ser um dos eventos mais divertidos e dinâmicos", garante Emanuel ‘Mega’ Embaixador. "Também vamos ter demonstrações do skimboard tradicional e vamos oferecer aulas aos interessados." 
Fonte: Record

Pescadores recebem apoios para a gasolina


O Ministério do Mar vai apoiar as embarcações de pesca profissionais que utilizam gasolina, pagando "um valor equivalente à redução do imposto sobre os produtos petrolíferos já existente no gasóleo consumido na pesca".
Em comunicado, o ministério anuncia que este ano serão abrangidas 1715 embarcações de pesca num montante total inicial de 500 mil euros.
Este apoio "é calculado tendo por base a potência do motor de cada embarcação e o número de dias de actividade registada em lota validados pela DOCAPESCA", explica o ministério.
Os pescadores que quiserem candidatar-se podem fazê-lo no site da Direcção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Existem dois prazos de candidatura: até 15 de Julho (para o primeiro semestre) e até 15 de Dezembro (para a segunda parte do ano).
A portaria que autoriza este apoio será publicada "nos próximos dias e com efeitos retroactivos a 1 de Janeiro".
Segundo o Governo, este é "um apoio muito importante para a pequena pesca local e artesanal e contribui para a sustentabilidade económica e social desta actividade e das comunidades ribeirinhas".
Além desta medida, o Ministério do Mar, através do Programa MAR 2020tem em aberto as candidaturas de investimentos a bordo que melhorem a eficiência energética de embarcações de pesca profissional.
Fonte: TSF Foto: Pedro Granadeiro / Global Imagens

Empresário da Pesca português conhecido por "codfather" confessa crimes


O empresário português Carlos Rafael, acusado de capturar e vender espécies protegidas de peixe nos EUA, assumiu a culpa na próxima quarta-feira.
Segundo a procuradoria-geral dos EUA, Carlos Rafael vai comparecer em tribunal para confessar a culpa dos crimes de incumprimento de quotas e contrabando dos lucros para Portugal.
A procuradoria não confirmou se a confissão significa que o empresário e o tribunal chegaram a acordo e o caso não segue para julgamento.
O imigrante da ilha do Corvo é dono de uma das maiores operações de pesca comercial do noroeste americano, a Carlos Seafood Inc, e aguarda julgamento em liberdade, com pulseira electrónica, depois de ter pago uma caução de um milhão de dólares (cerca de 930 mil euros).
O empresário, de 64 anos, conhecido por 'codfather' (um trocadilho com as palavras bacalhau e o título do filme Padrinho em inglês) está a ser acusado de 27 crimes, incluindo conspiração e prestação de registos falsos.
Segundo a acusação, o imigrante açoriano mentiu durante anos às autoridades sobre as quantidades e espécies de peixe capturadas pela sua frota para contornar quotas de pesca sustentável. Rafael venderia depois o peixe por "sacos de dinheiro" a um vendedor por atacado de Nova Iorque.
Ainda segundo a acusação, o empresário usava compartimentos falsos para transportar o peixe e usava rótulos errados para evitar as quotas. O mesmo canal garante que a investigação ainda decorre e mais detenções podem acontecer.
A investigação, que envolveu o fisco dos EUA, os serviços de investigação da Guarda Costeira e a Organização Nacional dos Oceanos e Atmosfera, começou depois de Rafael colocar o seu negócio a venda no ano passado.
Quando dois agentes à paisana se fizeram passar por potenciais compradores, o português confessou a sua operação "fora dos cadernos".
Em Janeiro do ano passado, Rafael e a sua contabilista explicaram o passo-a-passo da operação, a que se referiam como "a dança", durante uma reunião com os falsos compradores.
No encontro, Carlos Rafael afirmou que tinha ganhado 668 mil dólares (cerca de 614 mil euros). Os investigadores acreditam que parte do dinheiro foi desviada para Portugal através do aeroporto de Boston.

O julgamento de António Freitas, o alegado cúmplice de Carlos Rafael no Departamento do Xerife de Bristol, foi adiado, estando agendado para 15 de maio.
Fonte: JN

Cargas esperam até oito semanas para serem embarcadas

A falta de capacidade no transporte de contentores entre a Europa e a Ásia está a causar atrasos de até oito semanas nos envios das mercadorias, denuncia o Conselho Europeu de Carregadores (ESC, na sigla em inglês).


O assunto motivou uma reunião de emergência do ESC. “Esta reunião teve lugar na semana passada e centrou-se na actual situação no sector marítimo: os bens a exportar têm estado à espera até oito semanas para serem carregados nos navios. A capacidade presente é insuficiente para realizar todos os embarques”, refere a nota divulgada a propósito.
O órgão representante dos carregadores na Europa salienta que esta realidade “está a obrigar muitas empresas a cancelarem os contratos de vendas existentes e a limitarem as vendas futuras. Para o ESC, este é um motivo de preocupação para as exportações europeias e as consequências negativas para a competitividade da economia europeia”.
O ESC diz ainda ter dúvidas sobre se a situação actual é o resultado duma normal adaptação do mercado às mudanças na oferta de capacidade no sector marítimo (por causa do arranque das novas alianças, por exemplo), ou se “é um cenário artificialmente criado por determinadas companhias marítimas para aumentar a sua rentabilidade”.
Na sequência da reunião de emergência, o conselho de administração do ESC decidiu criar um grupo temporário de observadores, composto por representantes dos exportadores europeus, para acompanhar de perto a situação. “A informação recolhida será usada para decidir possíveis passos seguintes”, indica o ESC.
Fonte: T e N

Tecnologia transforma em combustível plástico que polui os oceanos


Um desportista náutico e um especialista em química anunciaram ter descoberto forma de transformar em combustível resíduos de plástico que poluem os oceanos, tecnologia que poderia ser instalada directamente em embarcações. "Estão a desenvolver um processo para reutilizar determinados plásticos, que passam de lixo sem utilidade a combustível com valor, através de um pequeno reactor móvel", refere uma informação da Sociedade Norte-Americana de Química hoje divulgada. Os dois empreendedores, que apresentaram o projecto no 253.º Encontro Nacional e Exposição daquela Sociedade, que decorreu em San Francisco, Estados Unidos, dizem aspirar a que a tecnologia "possa um dia ser globalmente instalada em terra e, possivelmente, colocada nos barcos de modo a converter o lixo de plástico que está no oceano em combustível para alimentar as embarcações". "Alguns anos atrás, estava a navegar pelo canal de Panamá, e quando parei numa ilha no lado do Atlântico, fiquei admirado com a quantidade de plástico que cobria a praia. Pensei que, se tivesse a oportunidade de fazer alguma coisa, devia faze-lo", disse o marinheiro James Holm. Acabou por criar uma organização sem fins lucrativos, a Clean Oceans International. O especialista em química orgânica Swaminathan Ramesh, investigador na empresa BASF durante 23 anos e que "procurava uma ideia com o poder de mudar o mundo", juntou os seus conhecimentos às preocupações de James Holm relacionadas com a poluição do oceano devido aos plásticos. O projecto baseia-se na simplificação da tecnologia da pirólise (decomposição molecular através do calor e na ausência de oxigénio), usada para decompor compostos plásticos derivados de hidrocarbonetos (petróleo), mas que exige processos complexos e dispendiosos para refinar como combustível a matéria resultante. O novo processo utiliza um catalisador, que actua sobre uma reacção de pirólise controlada para produzir directamente combustível semelhante ao gasóleo sem necessidade de posterior refinação e é economicamente viável em pequena escala, funciona a baixas temperaturas e é móvel, explica a informação da Sociedade Norte-Americana de Química. "Se conseguirmos que pessoas em todo o mundo utilizem isto para transformar resíduos de plástico em combustível e ganhem dinheiro, ficaremos a ganhar. Podemos mesmo eliminar o lixo de plástico antes de chegar aos oceanos, criando valor localmente, numa base global", defendeu James Holm.

Fonte: CM


O Árctico está a ficar parecido com o Atlântico


Que o oceano Árctico está a ficar diferente já não é novidade. O que agora é novo é que a parte leste do Árctico está a ficar cada vez mais parecida com o oceano Atlântico. Ou seja, as camadas de água na bacia euroasiática do Árctico estão a ficar menos densas, permitindo a sua mistura com águas vindas do Atlântico, pelo menos assim é relatado num artigo na revista Science da passada sexta-feira.

Na última década, no Árctico houve uma perda recorde de gelo marítimo durante o Verão. E, desde 2011, a bacia euroasiática ficou mesmo quase sem gelo no final do Verão. Agora, a equipa do oceanógrafo Igor Polyakov, do Centro de Investigação Internacional do Árctico (Alasca), fez medições da espessura do gelo nesta região do oceano entre 2013 e 2015 com vários sensores. 
O Árctico prolonga-se por 1800 quilómetros e é separado pela bacia américo-asiática e pela bacia euroasiática. Foi nesta última que os cientistas detectaram o que já tem sido designado por “atlantificação” do Árctico. As águas da parte leste da bacia euroasiática estão a perder a sua forte estratificação, o que torna o aquecimento do Árctico muito mais fácil.

E que factores estão a contribuir para esta “atlantificação” do Árctico? De acordo com Igor Polyakov, há dois factores principais. Primeiro, o facto de haver menos áreas de gelo no oceano, pois há menos produção de gelo no Inverno. “A formação de gelo faz com que a água doce do topo da coluna de água seja extraída para formar o gelo, e o sal remanescente torna essa água à superfície mais densa e pesada do que aquela que está por baixo”, explica o investigador. “Estas águas à superfície têm-se misturado e isso tem-se intensificado nos últimos anos.”
O segundo factor tem a ver com a variação dos níveis de salinidade: a uma profundidade entre os 50 e 150 metros ocorre, geralmente, uma variação brusca na salinidade. Essa faixa é a haloclina. O que agora se está a observar é uma redução na diferença de salinidade, o que facilita a mistura entre as camadas de água e permite que as águas do Atlântico cheguem ao Árctico.

Se a “atlantificação” do Árctico continuar, haverá cada vez menos gelo nesta região. Para minimizar estes efeitos, Igor Polyakov diz ao que é urgente combater o aquecimento global e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Mas não será fácil. “Temos vindo a observar estas mudanças [a ‘atlantificação’] há já algum tempo, por isso é difícil fazer algo rapidamente que tenha um efeito imediato.”

Sete sítios a proteger

Também esta semana, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês) divulgou um relatório em que identifica sete lugares marinhos no Árctico para serem classificados como Património Mundial da UNESCO. “O Árctico tem um papel crucial na regulação do aquecimento global e alberga uma variedade diferente de espécies, muitas delas em perigo”, afirma, em comunicado, Carl Lundin, director dos programas marinhos e polares da IUCN. “A Convenção do Património Mundial tem a grande potencialidade para aumentar o reconhecimento e a protecção dos habitats mais excepcionais da região.”
Os sete lugares incluem o Gelo Marinho Remanescente com Múltiplos Anos e a Águas Polínias da Ecorregião Nordeste, que têm gelo espesso e são um bom habitat para os ursos polares no século XXI. A polínia é qualquer área de águas abertas no meio de um banco de gelo (ou banquisa) ou de gelo fixo. Está também a Ecorregião do Estreito de Bering, uma das maiores zonas de migração de aves e mamíferos marinhos. A Ecorregião do Nordeste da Baía de Baffin, que tem muitas espécies de aves marinhas, como a torda-anã.

Fonte: Público


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Publicado regime jurídico da aquicultura



O Governo instituiu esta semana o regime jurídico relativo à instalação e exploração dos estabelecimentos aquicultura, incluindo em águas de transição e águas interiores. De acordo com o diploma que cria este regime, o Decreto-Lei 40/2017, de 4 de Abril, o Executivo cumpre assim o objectivo do desenvolvimento sustentável da aquicultura definido no seu Programa de Governo.
Conforme de lê no preâmbulo do diploma, a competitividade desta actividade, a protecção do meio ambiente e, sobretudo, a simplificação da regulação aplicável, são as grandes finalidades desta lei, na linha, aliás, do programa SIMPLEX+2016, oportunamente lançado pelo Governo, e que visa a simplificação geral dos procedimentos da administração pública.
Igualmente importante para o Executivo é a diversificação da produção aquícola, considerada um “vector-chave” das políticas relacionadas com a economia do mar. Nesse sentido, a lei pretende contribuir para alcançar “metas concretas de quantidades de produção, tanto para consumo interno, como para exportação”, segundo o texto do diploma, e implementar medidas como o lançamento de um “programa de aquicultura offshore” a retoma da “aquicultura semi -intensiva e extensiva de bivalves em estuários e em rias”, o apoio à “introdução estudada de novas espécies” e a criação de “uma plataforma comum para gestão de informação de estabelecimentos de aquicultura”.



CEGE pede cautelas na municipalização das áreas portuárias

A transferência para os municípios da gestão de áreas portuárias deve ser feita caso a caso, por um prazo limitado e acautelando futuros desenvolvimentos e necessidades dos portos, que hoje poderão não ser sequer previsíveis, avisa o CEGE - Centro de Estudos de Gestão do ISEC.



“Sem discordar do princípio” da gestão comum ou conjunta com os municípios das áreas urbanas junto aos portos, o CEGE  alerta para alguns riscos de uma aplicação “cega” desse processo de descentralização anunciado pelo Governo para ser implementado nos próximos anos. Desde logo, é lembrada a importância das receitas dos usos dominiais para o equilíbrio financeiro de alguns portos (ao cobrirem parte dos custos das actividades portuárias de interesse nacional). Mas também se sublinha o facto de, por exemplo, “grande parte das docas de recreio ou pesca integradas em portos [possuirem] de forma comum usos portuários diversos, albergando embarcações de combate à poluição, de autoridades, etc. e [beneficiarem]  de obras de manutenção, protecção marítima ou dragagens comuns”. No relativo ao tráfego fluvial, o CEGE  sustenta que “é um tema nacional, ou pelo menos intermunicipal, uma continuidade das estradas nacionais, não devendo ser licenciado por este ou aquele município, mas sim pelo IMT ou por um porto”. No texto divulgado, resultado da audição de “especialistas do sector portuário”, avisa-se ainda que “algumas praias são de potencial expansão portuária”, e que “as atcividades marítimo-turísticas, desenvolvidas dentro de portos, devem ser licenciadas obedecendo a limitações da atividade portuária, pelos portos e não pelos municípios”. “Nos outros países criaram-se regimes especiais de protecção do domínio portuário por ser de interesse nacional (Espanha, França, Itália, Holanda). Em Portugal avança-se em sentido contrário?”, questiona-se. Em defesa da prudência que acautele futuros desenvolvimentos portuários, mesmo que actualmente insuspeitados, o CEGE lembra o que está a acontecer com a necessidade de criar instalações de abastecimento de LNG a navios, ocupando-se para tal terrenos que se pensava não serem precisos para funções portuárias. “Como se faria se o modelo das áreas de jurisdição portuária não tivesse, no passado, sido previsto com espaço amplo o suficiente para estas iniciativas, até então imprevisíveis?”, questiona. Em conclusão, remata o CEGE, “considera-se indispensável a realização de estudo aprofundado dos impactos económicos e financeiros destas medidas para os portos e a economia”. O CEGE é presidido por José Augusto Felício e, entre muitas outras iniciativas, promove a pós-graduação em Shipping and Port  Management.

Fonte: T e N

Transporte marítimo de contentores perdeu menos que o esperado

Um quarto trimestre melhor que o inicialmente previsto terá permitido reduzir as perdas globais do transporte marítimo de contentores em 2016, considera a Dreery. A tendência de recuperação será para manter em 2017, mas com cautelas.


A previsão inicial da Drewry para o ano findo apontava para perdas operacionais do sector em torno dos cinco mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros). Mas um desempenho no quarto trimestre acima do esperado terá reduzido os prejuízos conjuntos para 3,5 mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros).
A Drewry acredita mesmo que o pior já passou para as companhias de transporte marítimo de contentores e que 2017 será já um ano de ligeira recuperação. A consultora avisa, ainda assim, que o mar não é de rosas para o sector.
Os preços médios dos fretes, tal como a procura, estão a manter, em 2017, a tendência de ligeiro crescimento. Mas a Drewry adverte que não é preciso muito para condenar as companhias de transporte marítimo de contentores a novo ano de prejuízos. Um súbito aumento dos custos dos combustíveis ou mais guerras de preços nas principais rotas seriam suficientes para um novo ano mau.
A consultora salienta que 2016 foi mau para os transportadores marítimos, mas que, “por mais doloroso que possa ter sido, deu à indústria o alerta necessário para corrigir algumas das suas opções”. A Drewry salienta que “os dias de sustentar as transportadoras em falência precisam ser uma coisa do passado”.
Numa perspectiva de mais longo prazo, os operadores poderão tirar vantagens da redução do número de concorrentes (graças à recente onda de fusões e aquisições) e da maior capacidade de gerir o equilíbrio entre oferta e procura (através de adiamentos de entregas de novos navios). “Se as companhias aproveitam isso ou não é outra questão”, avisa a Drewry.
Fonte: T e N

quarta-feira, 5 de abril de 2017

SURFaddict levou Festa do Surf Adaptado ao Litoral Alentejano


Mais de duas dezenas de pessoas com deficiência, com a ajuda de 30 voluntários, tiveram a oportunidade de experimentar, no passado sábado, os benefícios do surf adaptado na praia de São Torpes, no litoral alentejano.

No evento inaugural da temporada 2017, a Fábrica dos Sorrisos da SURFaddict (Associação Portuguesa de Surf Adaptado) proporcionou a todos os que se deslocaram a São Torpes a oportunidade destes surfistas especiais desfrutaram da sensação única de deslizar nas ondas.

São Torpes, que se apresenta como uma das melhores praias do país no que diz respeito às condições para receber o surf adaptado, foi o palco de mais uma grande festa dos sorrisos.

A Federação Portuguesa de Surf, o Instituto Hidrográfico e o Município de Sines foram os parceiros institucionais deste evento, que contou ainda com o apoio local da ESLA - Escola de Surf do Litoral Alentejano, Dom Nuno Hotéis, Quinta da Cilha, Mercado à Mesa.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é a parceira principal da SURFaddict. Os fornecedores oficiais para 2017 são a Ericeira Surf & Skate, o Lisbon Marriott Hotel, a JT - design& publicidade, Trinton Websites, Fonte Viva, Simplefruit, Marlin Fins, Sushi@Home, Tomtom Portugal e Boardculture Surfboards.

Fonte: SurfPortugal