Vários
voluntários conseguiram salvar neste sábado, 100 baleias que
ficaram encalhadas numa praia perto da cidade de Nelson, na costa
leste da Nova Zelândia, informou a imprensa local. As baleias-piloto
estavam com as 400 que chegaram desorientadas à região esta semana,
mas 300 morreram. A operação foi acompanhada por uma multidão, que
ajudava os voluntários cantando músicas e formando uma corrente
humana. As
baleias-piloto podem medir até seis metros de comprimento e pesar
cerca de três toneladas. Os
cientistas ainda não sabem o motivo de elas terem ido para nas
praias, mas o facto ocorre com certa frequência e, geralmente, sem
sucesso nas tentativas de salvamento.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
"Mar Algarve- Feira do Mar'17": Março em Portimão
Conferências com especialistas convidados, náutica de recreio, embarcações e actividades marítimas diversificadas são alguns dos atractivos para incentivar a visita dos profissionais e do público ao certame «Mar Algarve – Feira do Mar’17», a decorrer em Portimão entre os dias 23 e 25.
A organização já está fazer os contactos com potenciais empresas e interessados em participar no evento, que este ano assentará em quarto grandes vertentes: exposição, educativa, gastronómica e de negócios.
Na vertente de exposição, pretende-se que estejam patentes empresas de vários subsetores ligados direta e indiretamente ao cluster do mar, desde a aquacultura, pesca profissional, pesca desportiva, indústria conserveira, marinas, centros de mergulho, estaleiros de construção naval, salicultura e empresas marítimo-turísticas, entre outras, assim como entidades públicas com responsabilidades institucionais e reguladoras, nas áreas dos portos comerciais e de recreio, além de centros de investigação, municípios, clubes e associações.
A vertente educativa contemplará a visita de vários agrupamentos escolares e cursos profissionais ao evento, com intuito de despertar a juventude para as possibilidades de carreiras relacionadas com o mar. Esta vertente fomentará ainda a participação ativa das escolas na sua organização e animação, através da participação especial de cursos de organização de eventos, música, teatro, fotografia e som.
Na vertente gastronómica, haverá uma área de restauração em que as iguarias provenientes do mar e ligadas à dieta mediterrânica estarão em destaque, estando prevista a realização de ações específicas de promoção a determinados recursos piscatórios.
A «Mar Algarve – Feira do Mar’17» visa ainda proporcionar aos vários profissionais uma oportunidade de se encontrarem, debaterem problemas comuns, desenvolverem negócios e parcerias. Esta vertente de negócios contará ainda com a apresentação de diversos programas de financiamento ao investimento. O programa vai também acolher I Congresso das Marítimo-Turísticas no qual serão discutidos assuntos de interesse para esta atividade que tem tido um crescimento significativo no Algarve. Aquando da primeira edição, que teve igualmente lugar em Portimão, em 2014, este certame foi bem recebido, com a presença de 70 expositores e uma afluência superior aos 5 mil visitantes.
A «Mar Algarve – Feira do Mar’17» é uma co-organização entre o município de Portimão e a Maralgarve – Associação para a Dinamização do Conhecimento e da Economia do Mar no Algarve e conta, para já, com o apoio institucional do Ministério do Mar, os parceiros Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar e ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, os patrocínios da Docapesca – Portos e Lotas, da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, do Grupo HPA Saúde, o apoio da Universidade do Algarve e da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão – Turismo de Portugal. Os interessados em marcar presença ou associar-se poderão entrar em contacto com a organização através do telefone 282 470 874 ou do email: maralgarveexpo@cm-portimao.pt
Fonte: Barlavento.pt
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Como tornar potável a água dos oceanos
As técnicas modernas de dessanilização revertem a salinização da água dos mares e oceanos, com o objectivo de torná-la potável.
Vista do espaço a Terra é um ponto azul-claro. A água cobre dois terços da superfície terrestre. Mas 97% dessa água é salgada. Dos 3% de água doce que os seres humanos usam nas suas actividades diárias e na produção de alimentos, dois terços estão nas geleiras, calotas polares e permafrosts. Com isso, resta menos de 1% de água acessível em rios, lagos e aquíferos. Em resumo, a salinidade dos oceanos resulta em escassez de água para consumo. Por que a água do mar é salgada?
O sal presente na água dos oceanos é em grande parte consequência do processo de meteorização, que transfere sais minerais das rochas para o mar. A água da chuva não é pura, porque contém pequenas quantidades de dióxido de carbono absorvidas da atmosfera. Por isso, a água da chuva é ligeiramente ácida. Quando cai no solo, minúsculos fragmentos de minerais desprendem-se das rochas e misturam-se com a água, dividindo-se em partículas electricamente carregadas chamadas iões. Por fim, os iões seguem para os riachos, rios e oceanos. Grande parte é eliminada por plantas e animais marinhos, mas outras partículas permanecem na água durante milhões de anos.
Mais de 90% dos iões presentes na água do mar, que representam cerca de 3% do oceano em peso, são iões de sódio e cloro, os componentes químicos do sal comum. Outros processos também desempenham um papel na salinização da água. Os vulcões submersos e os respiradouros hidrotermais no fundo dos oceanos jogam sais minerais na água. E concentrações isoladas de água, sem drenagem suficiente, podem ficar cada vez mais salgadas por meio da evaporação. O mar Morto, que contém cerca de 30% de sais minerais por peso, é o exemplo mais conhecido.
O processo natural de salinização da água do mar pode ser revertido com as técnicas de dessanilização da água, com o objectivo de torná-la potável. Esses métodos físico-químicos retiram o sal presente na água dos mares e oceanos por meio da destilação, congelamento e osmose reversa, com uma pressão elevada e a passagem da água por meio de uma membrana semipermeável. Embora seja uma técnica cara porque precisa de motores eléctricos, nos últimos anos a osmose reversa mostrou ser bem mais eficiente em termos energéticos. Pelo fato desses métodos usarem muita energia, as usinas de dessanilização são construídas em geral em lugares com escassez de água, mas com o custo de energia barato, como o Oriente Médio.
A mudança climática está causando um desequilíbrio no clima natural e locais húmidos ficaram mais húmidos, enquanto outros ficaram ainda mais secos. A demanda por água doce aumentará nos próximos anos. Segundo estimativas, metade da população do mundo irá viver em lugares com escassez de água em 2050. Políticas mais eficientes de administração de recursos hídricos e de práticas agrícolas, como a irrigação por gotejamento, são soluções que podem melhorar a escassez de água no futuro. O aperfeiçoamento das técnicas de dessanilização também é importante, para que a humanidade possa aproveitar a abundância da água dos mares e oceanos.
Fonte: Opinião e Notícia
2050: Oceanos vão ter mais plástico do que peixes
A Fundação Ellen MacArthur apresentou um estudo que alerta para o elevado número de poluição nos mares. O relatório estima ainda que a produção de plásticos duplique nos próximos 20 anos e quase quadruplique até 2050.
O Fórum Económico Mundial de Davos é conhecido por ser uma cimeira de líderes mundiais nas áreas da economia e política. Instantemente associado a um encontro financeiro, este ano confirmou ser mais bem mais do que isso. Tecnologia, startups ou ambiente foram alguns dos temas para os quais as figuras internacionais viraram a sua atenção.
A Fundação Ellen MacArthur aproveitou a ocasião apresentar um estudo sobre o impacto ambiental da quantidade de plásticos nos oceanos. A investigação concluiu que todos os anos “pelo menos oito milhões de toneladas de plásticos são atiradas ao mar, o que equivale a despejar o conteúdo de um caminhão de lixo no oceano a cada minuto”.
De acordo com o relatório, a produção de plásticos aumentou vinte vezes desde 1964, atingindo 311 milhões de toneladas em 2014 e estima-se que duplique nos próximos 20 anos e quase quadruplique até 2050.
“Num cenário normal, o oceano deverá conter uma tonelada de plástico por cada três toneladas de peixe em 2025 e, em 2050, mais plásticos que peixes [por peso]”, pode ler-se no documento, citado pelo jornal britânico “The Guardian”.
Os cientistas também descobriram que há inúmeros fragmentos pequenos que acabam por ficar no fundo dos oceanos. O impacto ambiental e na saúde desta situação permanece desconhecido e, sobre o assunto, o estudo diz que a indústria de plásticos não resolve a questão.
Martin Stuchtey, um dos responsáveis pela investigação, afirmou ao diário que é necessário haver inovação na produção do produto, dado que “os plásticos são o material de trabalho da economia moderna”, têm “propriedades invioláveis”, contudo, são também um material “de uso único”.
Fonte: Jornal Económico
Destroços de submarino da II Guerra Mundial encontrados nos Açores
Os destroços do submarino alemão "U-581", utilizado na II Guerra Mundial, foram encontrados a quase 900 metros de profundidade no mar dos Açores por uma equipa de investigadores da Fundação Rebikoff-Niggeler.
"A descoberta foi feita no dia 13 de Setembro de 2016. O naufrágio do submarino encontra-se a sul [de São Mateus] da ilha do Pico, nos Açores", afirmou em declarações à agência Lusa Kirsten Jakobsen, que conjuntamente com o marido Joachim Jakobsen, encontrou os destroços do submarino, entretanto transformados "num autêntico recife de coral de águas frias".
A alemã Kristen Jakobsen, que vive há 17 anos na ilha do Faial, adiantou que o submarino alemão "U-581" foi afundado a 02 de Fevereiro de 1942 pela própria tripulação junto à ilha do Pico, após ter sido perseguido e atacado pelo navio inglês "HMS Westcott".
"O naufrágio transformou-se num autêntico recife de coral de águas frias. Está a 870 metros de profundidade e é uma oportunidade [para estudo científico] grande, porque foi colonizada por corais, sobretudo esponjas", referiu Kristen Jakobsen, sublinhando que "estamos perante ecossistemas vulneráveis" dos quais "se sabe ainda muito pouco sobre as taxas de crescimento".
Numa primeira fase, decorrida entre Março e Setembro de 2016, a equipa da Fundação Rebikoff-Niggeler localizou o sítio dos destroços do "U-581", primeiro estudando os relatórios sobre o afundamento e, a seguir, usando equipamentos de alta tecnologia, incluindo métodos de detecção remota com sonar multifeixe e sonar de varrimento lateral.
Em comunicado, a Fundação Rebikoff-Niggeler explica que Kirsten e Joachim Jakobsen verificaram a posição dos destroços do submarino utilizando o submersível tripulado "LULA1000" e que a prospecção decorreu com "a devida autorização da Direcção Regional da Cultura do Governo Regional dos Açores".
"Usámos tecnologias acústicas remotas para a busca e, devido à grande vigia panorâmica do nosso submersível, conseguimos encontrar visualmente o naufrágio", precisou Joachim Jakobsen no comunicado.
Para Kristen Jakobsen, que desenvolve com o marido tecnologia para investigação subaquática do meio marinho profundo, o facto de os destroços estarem no fundo do mar é por si só "uma razão de protecção e salvaguarda" deste património, que "vai agora ser estudado no seu âmbito histórico, social e também do ponto de vista da biologia marinha".
A Fundação Rebikoff-Niggeler é uma instituição de utilidade pública com sede na ilha do Faial. Opera o único submersível tripulado de investigação existente em Portugal, o "LULA1000", com capacidade para mergulhar até 1000 metros de profundidade, com uma tripulação de três pessoas.
Além dos projectos de investigação científica e mapeamento de habitats do mar profundo, o "LULA1000" tem sido utilizado para realizar filmagens para documentários, em canais como a BBC, a National Geographic e outros.
Fonte: JN
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Alguns peixes comunicam entre si através da urina
A comunicação de alguns animais surge-nos de forma bastante evidente: os gatos miam, os cães ladram e até os pássaros cantam. Outros, porém, não dão sinais tão óbvios, como os peixes.
A comunicação de alguns animais surge-nos de forma bastante evidente: os gatos miam, os cães ladram e até os pássaros cantam. Outros, porém, não dão sinais tão óbvios, como os peixes. Investigadores descobriram agora que algumas espécies comunicam entre si através da urina, enviando sinais químicos para os seus rivais durante momentos agressivos. O estudo foi publicado pela revista Science.
Para efectuar a experiência, os investigadores colocaram peixes grandes e peixes pequenos em dois aquários separados por uma divisão. Metade dessa divisão tinha furos e permitia que a água fluísse, a outra metade tinha uma barreira sólida. De seguida, os cientistas injectaram num dos peixes um corante violeta que transformava a urina em azul brilhante, como descreve a Science. Quando os peixes se veriam uns aos outros, levantaram as suas barbatanas e nadaram em direcção à divisória.
Depois de se verem, a sua forma de urinar mudou, libertando químicos mais activos. Os peixes que estavam separados pela barreira sólida não conseguiram identificar a urina do adversário, o que levou a que os outros peixes libertassem ainda mais urina, para passarem a sua mensagem. Como não eram ‘ouvidos’, os peixes mais pequenos continuavam a tentar atacar os seus rivais maiores.
Esta experiência foi partilhada este mês na Behavioral Ecology and Sociobiology. Segundo os autores do estudo, existem outros sinais (que não são perceptíveis à vista humana, de imediato). Para além dos químicos da urina, os animais comunicam também através de vibrações sísmicas, electricidade e luz ultravioleta. Ainda que alguns sinais visuais, como alguns movimentos, sejam facilmente visíveis e analisados, os cientistas ressalvaram a importância de continuar a procurar formas de comunicação que não são tão visíveis, para que se consiga entender alguns comportamentos dos animais.
Fonte: Observador
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Em 2050, pode haver no mar mais plástico do que peixe
Novo estudo prevê que dentro de 33 anos haja 937 toneladas de resíduos de plástico nos oceanos.
Se recolhêssemos todo o plástico nos oceanos e o pesássemos, o seu peso seria 25 vezes superior ao da Grande Pirâmide de Gizé.
Há atualmente cerca de 165 toneladas de plástico nos oceanos, número que tende a aumentar de ano para ano.
Em 2050, haverá no mar mais plástico do que peixe, prevê um novo estudo da fundação Ellen MacArthur em parceria com o Fórum Económico Mundial.
Enquanto todos os peixes somariam 895 toneladas, os detritos não degradáveis de plástico vão superar os 937 toneladas.
Apenas 14% do plástico pode ser reciclado. O que não o é vai parar a lixeiras e aterros a partir de onde pode ir parar ao oceano, recorda este relatório, citado pelo Internacional Business Times.
Fonte: Notícias ao Minuto
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Porto de Sines cresce 16% e bate recordes
O porto de Sines encerrou 2016 com um recorde de 51,2 milhões de toneladas movimentadas, mais 16,4%, ou 7,2 milhões de toneladas, que no ano anterior.
Para o novo recorde absoluto foi determinante o comportamento da carga geral, entenda-se carga contentorizada. Cresceu 25% e atingiu os 20,7 milhões de toneladas. O movimento de contentores no Terminal XXI avançou 13,6% e superou pela primeira vez os 1,5 milhões de TEU: foram precisamente 1 513 083.
Em forte alta esteve também a movimentação de granéis líquidos: subiu 14,3% e chegou aos 24,6 milhões de toneladas.
A impedir um crescimento ainda mais pronunciado de Sines, a movimentação de granéis sólidos praticamente estagnou cerca dos 5,9 milhões de toneladas (mais 0,2% em termos homólogos); penalizada pelas menores necessidades de carvão para a produção de energia eléctrica.
Ao longo de 2016, o porto de Sines foi demandado por 2 422 navios.Mais navios (mais 235, ou 10,7% em termos homólogos) e de maiores dimensões, com a tonelagem média a crescer 18,3%.
Fonte: T e N
Açores participam em estudo europeu sobre utilização do mar
A Fundação Gaspar Frutuoso vai participar no projecto Usos Múltiplos nos Mares Europeus (MUSES), que visa analisar como o oceano está a ser utilizado e dotar a Comissão Europeia de informação para tomar decisões.
“Este projecto pretende informar a política europeia sobre quais são os obstáculos ou as formas de facilitar o multiuso do espaço marítimo”, declarou a docente da Universidade dos Açores Helena Calado.
A investigadora afirmou que o projecto surge na sequência da política europeia de ordenamento marítimo e da gestão dos seus recursos, como as pescas ou as áreas marinhas protegidas.
Helena Calado frisou que se pretende “perceber como é que se pode tirar o máximo proveito de cada uso num determinado espaço e se aquele pode ou não facilitar os usos marítimos”.
A investigadora considerou que, no caso específico dos Açores, “haverá, eventualmente, forma de facilitar a coutilização do espaço marítimo” pela pesca, turismo, mergulho e defesa do património cultural, entre outras áreas.
A responsável referiu que a academia açoriana, que é um dos dez parceiros europeus do projecto, ficou responsável pela bacia do Atlântico Norte e, especificamente, pelo caso do arquipélago.
Helena Calado adiantou que o projecto, como visa informar a Comissão Europeia, tem um espaço temporal para a sua elaboração “muito curto”, até dois anos, estando vocacionado para “encontrar soluções operacionais”.
Segundo a docente, os primeiros relatórios devem ser produzidos no final de 2017, concluindo-se, assim, o processo com as informações necessárias para Bruxelas tomar as suas decisões.
O MUSES é financiado pelo programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia. É maior programa de investigação e inovação da União Europeia, com cerca de 80 mil milhões de euros de financiamento disponível ao longo de sete anos (2014 a 2020).
O projecto MUSES é desenvolvido por especialistas da Polónia, Alemanha, Itália, Grécia, Portugal (Açores), Países Baixos e Escócia.
As zonas contempladas pelo MUSES são o Báltico, mar do Norte, Mediterrâneo, mar Negro e o Atlântico.
Fonte: Açoriano Oriental Foto: Eduardo Resendes
Tanto mar... e só um investigador de acidentes marítimos
Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos esteve meses em 2016 sem Director-geral e há anos que tem falta de meios. Só na última semana aconteceram três acidentes graves.
Portugal tem a terceira maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia. São cerca de 19 vezes o tamanho da área terrestre, mas o Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos do país tem funcionado com falta de meios.
O último relatório desta entidade, dependente do Ministério do Mar, referente ao primeiro semestre de 2016, recorda que "o transporte marítimo funciona 24 horas por dia, de forma ininterrupta, e que os acidentes neste sector podem acontecer a qualquer altura", mas o gabinete não tem o mapa de pessoal completo nas funções de investigação.
É preciso mais pessoal e o objectivo é "dispor de uma equipa de investigação 365 dias por ano".
Várias fontes adiantam que o gabinete funciona há muito tempo com apenas um investigador, mas além desta falta esteve vários meses de 2016, em diferentes períodos, sem director-geral.
Com nomeações e demissões, no último ano passaram pelo gabinete pelo menos três directores-gerais (a maioria acumulando com outras funções no Estado) e o último foi nomeado há dias.
Três acidentes preocupantes na última semana
Entre Janeiro e Junho de 2016 Portugal registou 14 acidentes marítimos considerados muito graves, 32 graves e 44 pouco graves, com o relatório oficial a admitir que a tendência é para mais casos.
Só na última semana aconteceram três acidentes relevantes: com um catamarã em Lisboa que causou 34 feridos; com um navio encalhado na foz do Tejo; e com um navio de carga que abalroou um petroleiro e o terminal de Leixões causando prejuízos de 3 milhões de euros.
Há cerca de mês e meio que se tenta falar, sem resposta, com algum responsável do Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos.
O presidente da Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários admite que a situação deste gabinete, que tem tido uma sucessão de directores, é ridícula: "Para além de poucos investigadores... um é quase irrisório", sobretudo quando se ouve "tanto governante a falar do mar..." Alexandre Delgado acrescenta que a última investigação concluída que conhece tem mais de um ano.
Sousa Coutinho, presidente do Sindicato dos Oficiais de Mar, que representa os pilotos das barras, partilha da mesma opinião, avança os mesmos números e diz que a situação é grave: "falta orçamento, meios e investigadores que deixam os concursos desertos porque o ordenado não compensa, além da desmotivação natural" que leva os sucessivos directores a abandonarem o barco.
O último relatório oficial do gabinete recorda que o Estado português já foi alvo, nesta área, de um processo da Comissão Europeia, algo que Sousa Coutinho alerta que pode repetir-se em breve, pois o país voltará a ser alvo, em Fevereiro, de uma auditoria de Bruxelas.
Governo desdramatiza e garante reforço de pessoal
Contactado o Ministério do Mar confirma que durante 2016 o Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos "cumpriu com as suas obrigações e deveres com um investigador", mas desdramatiza a situação pois o quadro de pessoal não é muito maior e existiu sempre o apoio da Direcção-Geral de Política do Mar, decorrendo actualmente o processo de recrutamento para completar as vagas em aberto.
O mapa de pessoal aprovado tem, na parte de investigação de acidentes, um chefe de equipa de investigação, um investigador, um apoio técnico/administrativo, sendo segundo o governo suficiente para cumprir com a missão e prevenir acidentes no transporte marítimo.
A resposta do Ministério garante ainda que em 2016 foram iniciadas e concluídas investigações, com todos os casos a decorrerem dentro dos prazos legais.
Ao todo, no último ano foram reportados 230 acidentes, dos quais cerca de 20 classificados como muito graves.
Fonte: TSF
Subida do nível do mar poderá ser mais rápida
O aumento do nível do mar até ao final do século poderá ser mais rápido do que o previsto, adverte a agência Oceânica norte-americana, alertando para um risco acrescido de inundações devastadoras.
O aumento do nível do mar até ao final do século poderá ser mais rápido do que o previsto, adverte a agência Oceânica norte-americana, alertando para um risco acrescido de inundações devastadoras se acontecer um cenário extremo.
Tendo em conta os últimos estudos e observações, nomeadamente sobre o gelo da Antártida e a sua instabilidade, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) considera “plausível” um aumento do nível das águas “de 2 a 2,7 metros até 2100”.
Os autores do relatório da NOAA recomendam “rever em alta o cenário extremo da subida do nível médio do mar de 2,5 metros até 2100” previsto num relatório publicado em 2014.
Robert Kopp, professor na Universidade Rutgers, precisou em declarações à agência France Presse que uma subida daquela amplitude poderá acontecer com “o pior cenário em termos de emissões de gases com efeitos de estufa”.
Ou seja, se nada for feito para os reduzir, o que poderá levar a um aumento das temperaturas de três a cinco graus Celsius em relação à era pré-industrial.
Os especialistas também reviram em alta a estimativa da subida mínima do nível do mar, de 0,1 a 0,3 metros até ao final do século, após terem analisado dados sobre a amplitude das marés e variações na altura em relação ao nível médio das águas do mar medidas por satélites durante 25 anos.
O relatório visa sobretudo determinar os possíveis riscos de inundação das zonas costeiras norte-americanas e ajudar as autoridades a prepararem-se.
Fonte: Observador
Detectada mancha de poluição com 126 hectares
A Força Aérea portuguesa informou em comunicado, que foi descoberta uma nova mancha de poluição no mar, entre Portugal e Espanha, provocada pela lavagem de tanques de um navio petroleiro.
A mancha de poluição tem a extensão de 126 campos de futebol e foi detectada a noroeste da costa continental portuguesa, apesar de se situar sobretudo em águas espanholas. O porta-voz da Força Aérea, o coronel Rui Roque, explicou que ainda não são conhecidos os componentes da mancha de poluição mas que não há risco da mancha atingir as zonas costeiras dos dois países. A mancha parece deslocar-se cada vez mais para norte (Espanha), devido às correntes marítimas.
A Força Aérea e a Marinha portuguesas receberam o alerta no início do ano passado e enviaram uma aeronave — equipada com sensores para a detecção e avaliação de poluição marítima — até ao local para avaliar a mancha de poluição.
O Centro de Reconhecimento e Vigilância e Informações da Força Aérea recebeu, no dia 23 de Janeiro de 2017 um reporte da European Maritime Safety Agency sobre uma potencial mancha de poluição localizada na zona Norte de Portugal.
A Força Aérea confirma que a mancha foi provocada “por derrame de combustível” mas ainda não conseguiu detectar a origem da mancha. A TSF avança que análises feitas pela Marinha concluíram tratar-se de um hidrocarboneto pouco denso, provavelmente, causado pela lavagem de tanques de um navio petroleiro.
Em declarações à Rádio Renascença, o comandante Pedro Coelho Dias da Marinha disse que a mancha, entretanto, já se terá dissipado e que pode ter sido provocada por uma descarga extensa e autorizada de combustível.
Este tipo de ocorrências são relativamente comuns. Este mês uma mancha de espuma branca e amarelada — constituída por óleo de palma — foi detectada na costa da Ria Formosa, no Algarve. A capitania do Porto de Olhão investigou o caso mas não descobriu os responsáveis nem se o despejo foi propositado ou acidental.
No passado mês de Outubro de 2016, ocorreu um derrame de óleo combustível que poluiu o estuário do rio Sado e um areal com 800 metros de extensão. A Polícia Marítima investigou o incidente e atribuiu culpas à “The Navigator Company”, empresa de fabrico e comercialização de papel.
Fonte: Observador
Morreu o oceanógrafo Mário Ruivo
O
Biólogo e especialista em oceanografia Mário Ruivo morreu aos 89
anos. Biólogo formado pela Universidade de Lisboa, Mário Ruivo
especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos
Vivos na Universidade de Paris – Sorbonne. Considerado um cientista
e político pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das
temáticas ambientais em Portugal. Mário Ruivo foi presidente da
Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior, presidente do Conselho Nacional do
Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e presidente do Comité
para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO. Entre
1995 e 1998 foi coordenador da comissão mundial independente para os
oceanos e ainda conselheiro científico da Expo'98. Entre outros
cargos foi ministro dos Negócios Estrangeiros em 1974-75, secretário
de Estado das Pescas, Director-geral dos Recursos Aquáticos e
Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas (1975-1979) e
presidente da Comissão Nacional para o Fundo das Nações Unidas
para a Agricultura (1974-1979). Foi agraciado com vários galardões,
como a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico (Brasil),
Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Portugal), Grande Oficial da Ordem
Militar de Santiago de Espada (Portugal) ou Grande Oficial da Ordem
do Infante D. Henrique (Portugal).
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