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Biólogo e especialista em oceanografia Mário Ruivo morreu aos 89
anos. Biólogo formado pela Universidade de Lisboa, Mário Ruivo
especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos
Vivos na Universidade de Paris – Sorbonne. Considerado um cientista
e político pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das
temáticas ambientais em Portugal. Mário Ruivo foi presidente da
Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior, presidente do Conselho Nacional do
Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e presidente do Comité
para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO. Entre
1995 e 1998 foi coordenador da comissão mundial independente para os
oceanos e ainda conselheiro científico da Expo'98. Entre outros
cargos foi ministro dos Negócios Estrangeiros em 1974-75, secretário
de Estado das Pescas, Director-geral dos Recursos Aquáticos e
Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas (1975-1979) e
presidente da Comissão Nacional para o Fundo das Nações Unidas
para a Agricultura (1974-1979). Foi agraciado com vários galardões,
como a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico (Brasil),
Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Portugal), Grande Oficial da Ordem
Militar de Santiago de Espada (Portugal) ou Grande Oficial da Ordem
do Infante D. Henrique (Portugal).
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No último verão, os quatro investigadores escavaram vestígios de fitossauros na Gronelândia de uma espécie ainda por determinar.
Além disso, poderá trazer novas explicações para a paleogeografia. “Se for mais aparentado a uma espécie europeia, quer dizer que do ponto de vista paleogeográfico aquela zona da Gronelândia tinha conexões terrestres com a Europa. Se for mais aparentado a espécies norte-americanas, mostra o contrário” apontou o especialista, esclarecendo que “a maioria da fauna daquela região tem uma afinidade europeia maior, o que é estranho, porque do ponto de vista geológico a Gronelândia pertence ao continente americano”.
“Todo aquele território está por explorar. É uma oportunidade para os paleontólogos descobrirem material novo”, disse Octávio Mateus.
Sendo um local inóspito e polar, os paleontólogos são transportados de helicóptero para as expedições e têm de levar tendas para pernoitar, mantimentos alimentares e foram ensinados a manusear armas para lidar com possíveis encontros com ursos polares.
Os achados escavados na última expedição científica acabam de chegar ao laboratório do Museu da Lourinhã para serem preparados e estudados e seguirem depois para exposição num museu dinamarquês, o Geocenter Moensklint.
“É uma forma de dar continuidade a um trabalho de relacionamento com instituições de vários países com projectos e materiais que vieram de outras parte do globo, desde Moçambique, Angola e Estados Unidos da América”, afirmou Lubélia Gonçalves, presidente da direcção do Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã, associação que gere o museu.
Trata-se da maior colecção estrangeira recebida pelo Museu da Lourinhã.
Texto: Lusa (FYC)
Edição: Francisco Marques















