sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Álvaro Marinho conquistou Título Nacional de Match Racing


O velejador Álvaro Marinho conquistou o 5.º título nacional de Match Racing, depois de vencer todas as regatas disputadas junto à Afurada, em Vila Nova de Gaia. Numa co-organização da Federação Portuguesa de Vela e da Academia de Vela BBDouro, as 8 equipas em competição realizaram um total de 40 regatas durante o fim-de-semana.


Acompanhado por Nuno Barreto, Joaquim Moreira e Gil Conde, o treinador olímpico Álvaro Marinho eliminou a concorrência e acabou por defrontar na final a tripulação comandada por Gustavo Lima, o velejador com quem Marinho partilhou a última experiência de alta competição no Rio de Janeiro.



"Regressar ao leme foi uma sensação óptima, e terminar um fim de semana bastante competitivo com o título nacional é algo que ainda estou a assimilar. Confesso que já tinha saudades de subir ao pódio. Ter conquistado o meu 5.º título de Match Racing numa final contra o Gustavo Lima foi a cereja no topo do bolo. Por ser um amigo com quem partilhei 20 anos de espírito olímpico, e por ser um dos melhores velejadores do Mundo em qualquer modalidade da vela", salientou Álvaro Marinho.

Gustavo Lima, velejador da classe Laser que participou ao lado do irmão Jorge Lima - olímpico da classe 49er no Rio de Janeiro - perdeu três regatas consecutivas contra a tripulação de Marinho e terminou o campeonato na 2.ª posição. "Foi uma vitória indiscutível do Álvaro Marinho. Foram a tripulação mais forte durante todo o campeonato e mereceram o título. Admiro muito o Álvaro e a forma como se apresenta para discutir o 1.º lugar em todos os campeonatos", adiantou.

Classificação final:

1.º Álvaro Marinho
2.º Gustavo Lima
3.º Afonso Leite
4.º Manuel Marques
5.º David Aleixo 
6.º Tiago Roquette 
7.º Diogo Costa
8.º Frederico Melo

Artigo e Foto do Record

A volta ao mundo em menos de 80 dias em Vela


A mais radical e extrema de todas as maratonas oceânicas começou dia 6 de Novembro, em França. Uma volta ao mundo, um velejador só por barco, sem paragens nem assistência.
Começou no passado dia 6 de Novembro em Les Sables d"Olonne, na baía da Biscaia, costa atlântica francesa, a mais louca de todas as regatas oceânicas. Ocorre de quatro em quatro anos e exige dos velejadores o que nenhuma outra competição no mundo da vela exige.
Pelas 11.00 da manhã, 29 homens cruzaram a linha de partida para uma volta ao mundo. Cada um só no seu barco (monocascos de 18,28 metros). Todos sabendo que a prova tem duas regras sagradas: não parar em lado nenhum (quanto muito podem regressar à partida para reparações e voltar a partir); e não serem de forma alguma assistidos a partir do exterior. Mais do que uma competição, é uma epopeia. Dos 138 velejadores que já tentaram fazer a prova, só 71 terminaram.

A Vendée Globe - assim se chama a prova - fascina amantes da vela no mundo inteiro, em particular em França. Por estes dias, a marina onde os 29 barcos estão estacionados tem sido visitada por centenas de mihares de pessoas, numa romaria incessante.
O que provoca este entusiasmo é do domínio do misterioso. O que se tem passado até agora para merecer a visita de tantas pessoas? Nada. Os barcos lá estão, parados. Às vezes é possível uma selfie com os skippers. A prova é francesa, os media franceses dão-lhe grande destaque e todas as sete edições que já decorreram (a primeira foi em 89/90) foram vencidas por velejadores franceses. Dos 29 marinheiros que partiram - um recorde na história da prova - vinte são franceses. O mais velho, Rich Wilson, norte-americano, tem 65 anos; o mais novo, Alan Roura, suiço , apenas 23. Já houve mulheres a competir (a melhor classificada foi, em 2000/2001, a britânica Ellen Macarthur, que ficou em segundo lugar) mas desta vez nenhuma avançou.
Um único homem conseguiu vencer duas vezes: Michel Desjoyeaux. É um lobo solitário do alto mar e na última Volvo Ocean Race (outra volta ao mundo, mas esta com várias paragens e tripulações) integrou na primeira etapa, entre Alicante (Espanha) e a Cidade do Cabo (África do Sul), a tripulação de nove homens de uma equipa espanhola, o Team Mapfre. As coisas não correram bem. O barco foi o último a chegar à Cidade do Cabo. Desjoyeaux não voltaria a embarcar.
Este ano há uma novidade nos barcos que pode revolucionar a vela oceânica em monocasco: os chamados foils. São dois patilhões colocados lateralmente nos veleiros, num formato que faz lembrar o bigode de Salvador Dali. Com condições favoráveis, fazem o casco içar-se da água, perdendo atrito e com isso ganhando velocidade. Literalmente, os veleiros planam, e podem atingir velocidades na ordem dos 30 nós. A revolução começou em 2013 nos multicascos que disputaram a Taça América (a Fórmula 1 da vela) mas agora estende-se a monocascos para uma volta ao mundo sem paragens nem assistência. Dos 29 barcos concorrentes, sete estão equipados com foils. Caso esta solução técnica vença, então todas as outras maratonas oceânicas - a mais conhecida das quais é a Volvo Ocean Race - tenderão a imitá-la.

Mas essa é a grande dúvida. Um veleiro que quase literalmente voa torna-se bastante mais difícil de controlar do que um convencional. A tensão a que estarão sujeitos os materiais (velas, cascos, patilhões, leme) aumentará brutalmente, sendo portanto mais natural que surjam avarias. Além do mais, esta é uma regata que se percorre em grande parte nos furiosos mares do sul. E há outra coisa com os que velejadores dos barcos convencionais também contam: o esgotamento físico dos concorrentes dos barcos voadores. Controlar um barco destes exige muito mais músculo do que nos outros. Necessariamente terão de levantar o pé do acelerador.
O recorde da prova foi estabelecido na última edição (2012-13) por François Gabart: 78 dias, 2h e 16m. Se os foils vencerem, espera-se que essa marca seja batida por três ou quatro dias. Se assim for, tudo mudará. Até lá, dias e dias no mar a dormir 20 minutos de quatro em quatro horas e enfrentando sós a natureza mais extrema.

O David Beckham dos mares
A Vendée Globe é uma prova de franceses - e por isso os britânicos não descansam enquanto não a vencerem. O principal pivot desse esforço é Alex Thomson, uma super-estrela da vela a quem o patrocínio milionário da Hugo Boss obriga a uma pose que faz lembrar David Beckham e a proezas acrobáticas com propagação viral na net como a famosa caminhada no mastro. Na última edição ficou em 3º.

Fonte: DN

Sábado, visite este belo Veleiro Holandês em Sines


Inspirado no desenho das escunas do século XIX, o veleiro Atyla parece saído de um filme de piratas. Vai estar no porto de recreio de Sines este fim de semana e estará aberto a visitas no sábado, 12 de Novembro, nos períodos 10h00-13h00 e 15h00-18h00.
O Atyla é um dos veleiros que vai participar na regata Tall Ships de 2017, mas antecipa a sua presença em Sines com uma escala da viagem que está a fazer do Mediterrâneo para Bilbau.
Este navio-escola internacional, com pavilhão holandês, foi construído em Espanha entre 1980 e 1984. Tem 31 metros de comprimentos, 7 metros de largura e um impressionante perfil de dois mastros.
É um dos raros grandes veleiros de casco de madeira fabricado à mão ainda em actividade.
A presença do Atyla em Sines é uma iniciativa da Aporvela, com o apoio da APS e da Câmara Municipal de Sines, no âmbito da promoção da Regata dos Grandes Veleiros – Rendez-vous 2017 Tall Ships Regatta.

João Guedes nas ondas da Indonésia em "Notes From Paradise".


O surfista João Guedes, ex-campeão nacional e campeão europeu amador, acaba de apresentar o seu  mais recente filme, ‘Notes from Paradise’, um relato de uma surf trip à Indonésia. A apresentação oficial decorreu no Posto de Turismo, em Matosinhos, com a presença de João Guedes e de mais de 250 representantes de quatro gerações de surfistas nortenhos.
‘Notes from Paradise’, o novo vídeo de João Guedes, relata aquilo que são as viagens deste surfista ao arquipélago da Indonésia, das movimentadas cidades às inóspitas praias destas ilhas, mostrando todo o potencial deste destino como local de eleição para a prática do surf.
Rodado entre Java, Sumbawa e as ilhas Mentawai, o filme conta com imagens de Inês Rodrigues, Luís Villa de Brito e Miguel Soares, edição de Luís Villa de Brito, design gráfico de Hugo Almeida e o apoio da Deeply e da Polen Surfboards.
“O filme apresenta 10 minutos de pura energia e liberdade, num cenário de ondas e surf breaks perfeitos, praias de areia branca, vegetação exuberante, calor e sol. Tudo isso associado à simpatia das pessoas são factores que fazem da Indonésia o último paraíso dos surfistas! Voltar lá é sempre uma experiência nova, por isso foi com grande entusiasmo que aceitei este desafio e agradeço à Deeply e à Polen o apoio a este projecto de projecção do surf, nacional e internacional”, afirma João Guedes.
Sobre João Guedes

João Guedes, 30 anos, é um atleta e surfista profissional, reconhecido entre os melhores do país. Natural de Cascais, João Guedes foi viver para o Porto muito jovem, elegendo as praias da região Norte do país durante todo o seu percurso de formação. De salientar no seu palmarés o título de Campeão Nacional absoluto em 2009 e Vice-Campeão Europeu Amador em 2010, para além de muitos outros resultados e performances de excelência que tem vindo a obter.

Lago descoberto sob o mar mata tudo que nada ali [ Com Vídeo ]


Investigadores descobriram um “lago” no Golfo do México que fica no fundo do mar. Praticamente todo o ser vivo que entra ali morre rapidamente, e é possível ver carcaças de caranguejos nas margens deste reservatório de água tóxica. Erik Cordes, professor de biologia da Universidade Temple (EUA), publicou as suas descobertas na revista Oceanography.
“Foi uma das coisas mais incríveis do mar profundo. Vamos até o fundo do oceano e observamos um lago ou um rio fluindo. Parece que não estamos nesse mundo”, diz Cordes.
A água neste lago é cerca de cinco vezes mais salgada que o restante da água da região e contém concentrações tóxicas de metano e sulfeto de hidrogénio. Assim, ela não se mistura com o restante do mar.
Ela fica contida por uma pequena barragem de minerais e moluscos, mas esta barreira é frágil e rompe-se em alguns pontos. Nesses locais, é possível ver a água mais escura fluindo como uma pequena cachoeira debaixo de água.
Apenas bactérias, poliquetas e camarões conseguem sobreviver às condições deste ambiente. Para os caranguejos esse pode ser um local terrível, mas para os cientistas é como um parque de diversões para as suas pesquisas. Eles podem explorar como alguns organismos conseguem sobreviver em habitats extremos.
“Muitas pessoas vêem estes habitats extremos na Terra como modelos para o que poderemos encontrar quando formos para outros planetas”, explica Cordes. 


Plástico, esferovite e materiais de pesca. Há de tudo no Mar Português


O primeiro estudo sobre o lixo que flutua no mar português, realizado por uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA), registou mais de 750 mil objectos a boiar.

O estudo, centrado apenas no lixo com mais de dois centímetros e realizado em quase toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, coloca as águas portuguesas na "lista negra" das mais poluídas, tanto mais que o lixo que boia à superfície do mar corresponde apenas a uma pequena parte do que está debaixo de água.
A recolha de dados foi efectuada no verão de 2011 por vários observadores, durante a campanha oceânica a bordo da embarcação Santa Maria Manuela, no âmbito do projecto "LIFE+ MarPro", coordenado pela Universidade de Aveiro. Os dados que agora começam a ser publicados correspondem à área entre as 50 e as 220 milhas náuticas, abrangendo assim grande parte da ZEE portuguesa.
Com o registo total de 752.740 objectos e uma densidade média de detritos marinhos flutuantes de 2,98 itens por cada quilómetro quadrado, os valores registados na ZEE nacional são similares aos de estudos realizados, por exemplo, no Mar do Norte, nas águas costeiras do Japão e na Península Antárctica.
De acordo com Sara Sá, investigadora responsável pelo estudo do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro, entre os materiais encontrados, o plástico domina. Seguem-se a esferovite, restos de materiais de pesca, papel, cartão e pedaços de madeira.
O lixo com dimensões entre os 10 centímetros e um metro foi o mais abundante.
Estes objectos, explica Sara Sá, "incluíam vários tipos de plásticos, cabos e linhas de pesca, sendo por isso material bastante resistente e persistente, podendo flutuar por longos períodos de tempo".
Foi no norte da Zona Económica exclusiva que a equipa encontrou maior diversidade e abundância de lixo, resultado que a investigadora crê estar relacionado com o elevado número de corredores de navegação e embarcações de pesca a operar nessa zona, as quais podem representar importantes fontes de lixo flutuante nas águas oceânicas mais profundas.
Fonte: TSF Foto: Pedro Correia / Global Imagens

Póvoa de Varzim comemora o Dia Nacional do Mar


No dia 16 de Novembro, o Município da Póvoa de Varzim vai comemorar o Dia Nacional do Mar, com um vasto leque de iniciativas do património marítimo poveiro.
Da parte da manhã, às 11h50, na Escola EB Aver-o-Mar, terá lugar “O Mar na Toponímia Poveira”, sessão orientada pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal e Presidente da Comissão Municipal de Toponímia, Luís Diamantino. Esta actividade pedagógica é alusiva à cultura marítima patente na Toponímia Poveira, que evoca lugares, feitos, heróis e personalidades ligadas ao Mar e à comunidade piscatória.
De tarde, às 14h30, na Escola Básica Dr. Flávio Gonçalves, as “Histórias do Mar da Póvoa” serão contadas por José de Azevedo, que através duma conversa informal irá abordar os mares e os costumes da comunidade piscatória poveira, evocando personalidades da terra cujos feitos marcam a nossa história.
Às 18h00, a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto irá promover o lançamento do livro “Os Braços da Lancha”, de José Peixoto, e o filme documental (DVD) com o mesmo título, da autoria de Manuel Martins, José Peixoto e Paulo Pinto. A apresentação das duas obras será feita pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal, Luís Diamantino.
Estas três sessões pretendem reforçar as raízes culturais marítimas numa data comemorativa da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou e vigor a 16 de Novembro de 1994, tendo sido ratificada por Portugal a 14 de Outubro de 1997. Um ano mais tarde, em 1998, o dia 16 de Novembro foi institucionalizado pela Resolução de Conselho de Ministros nº83/1998, de 10 de Julho, como o Dia Nacional do Mar. 


Fonte: C.M.Póvoa do Varzim

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Mar 2020 já recebeu 226 candidaturas

Programa operacional que irá apoiar as pescas até 2020 deverá ter 5% do valor global previsto, de 508 milhões a sete anos, executado até ao final deste ano, disse Ana Paula Vitorino.


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu esperar 10% do valor global de 508 milhões destinados para o período 2014-2010 aprovados até ao final desde ano. O que, a concretizar-se, representa contractos no valor de 50,8 milhões de euros.

Até ao final deste ano, também, a ministra tem a "ambição", disse na apresentação do Mar 2020 na Gare Marítima de Alcântara, "5% do total em execução", ou seja 25,4 milhões de euros disponibilizados às empresas e entidades que vejam os seus contractos aprovados e financiados pelos mecanismos do Estado que gerem o quadro de apoio às pescas, nomeadamente o IFAP.

Para comparticipar as verbas que virão de Bruxelas, o Orçamento do Estado para 2017 tem uma comparticipação nacional de 60 milhões de euros para o próximo ano, acrescentou a governante.


De acordo com os dados de Teresa Almeida, gestora do Programa Operacional Mar 2020, também apresentados esta sexta-feira, o mecanismo de apoio às pescas, aquicultura e outras actividades associadas à economia do mar recebeu já 226 candidaturas no Continente. O Mar 2020 arrancou em Junho último.

Das candidaturas aprovadas, segundo a gestora, foram aprovadas 33, "representativas de um investimento elegível de 12 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de 11,2 milhões de euros".

Nos Açores, através do programa local POSEI, foram aprovadas 650 candidaturas, "representativas de um investimento elegível de 14 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de igual montante", de acordo com os dados da gestão. Não foram cedidos dados relativos à Madeira.





Tubarão filmado a comer vaca no Oceano Índico


Um grupo de amigos filmou um tubarão-tigre a comer uma vaca no meio do Oceano Índico.
São no mínimo bizarras as imagens gravadas por uma câmara aquática de um grupo de amigos, que estava a viajar perto da ilha francesa de Maiote, no Oceano Índico.
O vídeo mostra um tubarão-tigre, com cerca de cinco metros de comprimento, a comer a carcaça de uma vaca.




Fecho do Atlântico e Pacífico fará nascer novo supercontinente


Cenário está previsto, em novo estudo, para daqui a 300 milhões de anos
Cientistas em Portugal e na Austrália defendem, como cenário provável, a formação de um novo supercontinente, a que deram o nome Aurica, dentro de 300 milhões de anos, em resultado do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico.
O cenário, traçado com base em modelos computacionais, cálculos matemáticos, evidências e na história geológica da Terra, é sustentado pelos geólogos João Duarte e Filipe Rosas, do Instituto Dom Luiz e do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e Wouter Schellart, da Universidade de Monash, na Austrália.
Os resultados do estudo foram publicados na edição digital da revista Geological Magazine.
Ciclicamente, ao longo da história da Terra, a cada 500 milhões de anos, os oceanos fecham-se e os continentes juntam-se, formando um supercontinente.
Há 200 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam a Terra, todos os continentes estavam reunidos num supercontinente, a Pangeia, em que a América do Sul estava ligada à África.
No novo supercontinente, apresentado pelos três investigadores, o núcleo é formado pela Austrália e pela América, que estão ligadas, daí o nome Aurica atribuído ('Au' de Austrália e 'rica' de América).
A hipótese da formação de um supercontinente, a partir do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico, baseia-se na "evidência de que novas zonas de subducção se estão a propagar no Atlântico", refere a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em comunicado.
As zonas de subducção (locais onde uma placa tectónica mergulha sob a outra) são requisitos para os oceanos fecharem.
"Para fechar os oceanos, é necessário que as margens dos continentes se transformem em margens activas, se formem novas zonas de subducção", esclareceu à Lusa o geólogo João Duarte.
O Pacífico, explicou, "está rodeado de zonas de subducção", nomeadamente próximo do Japão, do Alasca (EUA) e da região dos Andes (América do Sul).
As zonas de subducção "propagam-se de um oceano para o outro, do Pacífico para o Atlântico", sublinhou.
No Atlântico, já existem duas zonas de subducção totalmente desenvolvidas: o Arco da Escócia e o Arco das Pequenas Antilhas.
Uma nova zona de subducção poderá estar a formar-se ao largo da margem sudoeste ibérica, que apanha território português.
Segundo João Duarte, a chamada Falha de Marquês de Pombal, localizada ao largo do Cabo de São Vicente, no Algarve, e apontada como "uma das possíveis fontes do sismo de 1755", em Lisboa, está "a marcar o início dessa nova zona de subducção".
Hipóteses anteriores, de outros cientistas, sugerem a formação de um novo supercontinente a partir do fecho de um dos oceanos, do Atlântico ou do Pacífico.
O geólogo português, e investigador-principal no estudo, lembra que, no passado, dois oceanos tiveram de se fechar para dar origem a um supercontinente.
João Duarte advogou que manter o Pacífico ou o Atlântico aberto significa que um dos dois oceanos vai perdurar para lá da sua 'esperança de vida', cifrada em 200 a 300 milhões de anos.
"Isso é contraditório com a história, a geologia da Terra. Os oceanos não vivem mais do que 200 ou 300 milhões de anos", frisou.
O investigador acrescentou outro dado para sustentar a sua tese: a da fracturação da Euroásia (Europa e Ásia).
De acordo com João Duarte, o Oceano Índico "está a abrir" na Euroásia e existem novos riftes (fissuras da superfície terrestre causadas pelo afastamento e consequente abatimento de partes da crosta) que "estão a propagar-se para norte".
A cadeia montanhosa dos Himalaias, a Índia e o interior da Euroásia correspondem a "uma zona de ruptura, onde as placas tectónicas vão partir-se num futuro", permitindo "partir ao meio" a Euroásia, cenário possível dentro de 20 milhões de anos, admitiu.
Para o cientista, a fractura da Euroásia irá possibilitar o fecho dos oceanos Atlântico e Pacífico.
João Duarte e restante equipa propõem-se, agora, testar "até à exaustão", com modelos computacionais mais avançados, o cenário "muito provável" que avançaram, o de um novo supercontinente chamado Aurica.

Fonte: DN

Resgatado após 17 horas em mar com tubarões


Um mergulhador britânico de 68 anos foi resgatado após ter passado 17 horas em águas infestadas de tubarões na costa nordeste da Austrália. Les Brierley aventurou-se sozinho no mar, na tarde de domingo, para explorar um naufrágio em Cape Bowling Green, Queensland, mas acabou por ser arrastado por fortes correntes. Exausto e com queimaduras solares, foi encontrado por um helicóptero de resgate na manhã do dia seguinte, a cerca de 25 km do barco. 

Fonte: CM


PSD acusa ministra do Mar de destruir projecto do terminal do Barreiro


O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, acusou a ministra do Mar de estar a desenvolver uma “estratégia subtil para destruir o projecto do terminal de contentores do Barreiro”.
No âmbito da audição da ministra na Assembleia da República, o social-democrata recorda que a posição do anterior governo sobre esta matéria era clara, avançar com o terminal de contentores no Barreiro, desde que fosse viável e houvesse investidores privados interessados.
“Ainda não se percebeu qual a posição do PS e do Governo ao longo dos tempos. Porque ela foi dúbia. Já foram contra e já foram a favor. Depois faltavam os estudos. Agora que já há estudos, a ministra anuncia muitos outros investimentos que vão esvaziar o projecto do Barreiro, como a aposta de Alcântara ou Setúbal como complemento a Lisboa. Depois de perder imenso tempo, de adiar as decisões e de retirar valor ao Barreiro é que afirma que vai consultar o mercado, numa altura em que já afastou potenciais interessados. Isto é uma forma subtil de destruir o projecto para o Barreiro”, sublinha.
Bruno Vitorino lembra que o PSD sempre defendeu que o terminal de contentores “é fundamental para o Barreiro e para a região, criando muitos postos de trabalho directos e atraindo muito mais investimento”

Ministra do Mar quer aumentar movimento nos portos em 200%

Previsão de Ana Paula Vitorino para a movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.


A ministra do Mar afirmou que espera um aumento "da ordem dos 200%" na movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.
Ana Paula Vitorino, sublinhou que esta actividade é relevante para a economia nacional, não só em termos de exportações, mas também no que respeita à transferência de carga da rodovia para a via marítima.
A governante adiantou ainda que as intenções de investimento privado no sector do mar ultrapassam os dois mil milhões de euros e que já recebeu "manifestações de interesse" para o novo terminal de Lisboa e para os portos de Sines e de Leixões.
Fonte: TVI24