quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Mar 2020 já recebeu 226 candidaturas

Programa operacional que irá apoiar as pescas até 2020 deverá ter 5% do valor global previsto, de 508 milhões a sete anos, executado até ao final deste ano, disse Ana Paula Vitorino.


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu esperar 10% do valor global de 508 milhões destinados para o período 2014-2010 aprovados até ao final desde ano. O que, a concretizar-se, representa contractos no valor de 50,8 milhões de euros.

Até ao final deste ano, também, a ministra tem a "ambição", disse na apresentação do Mar 2020 na Gare Marítima de Alcântara, "5% do total em execução", ou seja 25,4 milhões de euros disponibilizados às empresas e entidades que vejam os seus contractos aprovados e financiados pelos mecanismos do Estado que gerem o quadro de apoio às pescas, nomeadamente o IFAP.

Para comparticipar as verbas que virão de Bruxelas, o Orçamento do Estado para 2017 tem uma comparticipação nacional de 60 milhões de euros para o próximo ano, acrescentou a governante.


De acordo com os dados de Teresa Almeida, gestora do Programa Operacional Mar 2020, também apresentados esta sexta-feira, o mecanismo de apoio às pescas, aquicultura e outras actividades associadas à economia do mar recebeu já 226 candidaturas no Continente. O Mar 2020 arrancou em Junho último.

Das candidaturas aprovadas, segundo a gestora, foram aprovadas 33, "representativas de um investimento elegível de 12 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de 11,2 milhões de euros".

Nos Açores, através do programa local POSEI, foram aprovadas 650 candidaturas, "representativas de um investimento elegível de 14 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de igual montante", de acordo com os dados da gestão. Não foram cedidos dados relativos à Madeira.





Tubarão filmado a comer vaca no Oceano Índico


Um grupo de amigos filmou um tubarão-tigre a comer uma vaca no meio do Oceano Índico.
São no mínimo bizarras as imagens gravadas por uma câmara aquática de um grupo de amigos, que estava a viajar perto da ilha francesa de Maiote, no Oceano Índico.
O vídeo mostra um tubarão-tigre, com cerca de cinco metros de comprimento, a comer a carcaça de uma vaca.




Fecho do Atlântico e Pacífico fará nascer novo supercontinente


Cenário está previsto, em novo estudo, para daqui a 300 milhões de anos
Cientistas em Portugal e na Austrália defendem, como cenário provável, a formação de um novo supercontinente, a que deram o nome Aurica, dentro de 300 milhões de anos, em resultado do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico.
O cenário, traçado com base em modelos computacionais, cálculos matemáticos, evidências e na história geológica da Terra, é sustentado pelos geólogos João Duarte e Filipe Rosas, do Instituto Dom Luiz e do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e Wouter Schellart, da Universidade de Monash, na Austrália.
Os resultados do estudo foram publicados na edição digital da revista Geological Magazine.
Ciclicamente, ao longo da história da Terra, a cada 500 milhões de anos, os oceanos fecham-se e os continentes juntam-se, formando um supercontinente.
Há 200 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam a Terra, todos os continentes estavam reunidos num supercontinente, a Pangeia, em que a América do Sul estava ligada à África.
No novo supercontinente, apresentado pelos três investigadores, o núcleo é formado pela Austrália e pela América, que estão ligadas, daí o nome Aurica atribuído ('Au' de Austrália e 'rica' de América).
A hipótese da formação de um supercontinente, a partir do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico, baseia-se na "evidência de que novas zonas de subducção se estão a propagar no Atlântico", refere a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em comunicado.
As zonas de subducção (locais onde uma placa tectónica mergulha sob a outra) são requisitos para os oceanos fecharem.
"Para fechar os oceanos, é necessário que as margens dos continentes se transformem em margens activas, se formem novas zonas de subducção", esclareceu à Lusa o geólogo João Duarte.
O Pacífico, explicou, "está rodeado de zonas de subducção", nomeadamente próximo do Japão, do Alasca (EUA) e da região dos Andes (América do Sul).
As zonas de subducção "propagam-se de um oceano para o outro, do Pacífico para o Atlântico", sublinhou.
No Atlântico, já existem duas zonas de subducção totalmente desenvolvidas: o Arco da Escócia e o Arco das Pequenas Antilhas.
Uma nova zona de subducção poderá estar a formar-se ao largo da margem sudoeste ibérica, que apanha território português.
Segundo João Duarte, a chamada Falha de Marquês de Pombal, localizada ao largo do Cabo de São Vicente, no Algarve, e apontada como "uma das possíveis fontes do sismo de 1755", em Lisboa, está "a marcar o início dessa nova zona de subducção".
Hipóteses anteriores, de outros cientistas, sugerem a formação de um novo supercontinente a partir do fecho de um dos oceanos, do Atlântico ou do Pacífico.
O geólogo português, e investigador-principal no estudo, lembra que, no passado, dois oceanos tiveram de se fechar para dar origem a um supercontinente.
João Duarte advogou que manter o Pacífico ou o Atlântico aberto significa que um dos dois oceanos vai perdurar para lá da sua 'esperança de vida', cifrada em 200 a 300 milhões de anos.
"Isso é contraditório com a história, a geologia da Terra. Os oceanos não vivem mais do que 200 ou 300 milhões de anos", frisou.
O investigador acrescentou outro dado para sustentar a sua tese: a da fracturação da Euroásia (Europa e Ásia).
De acordo com João Duarte, o Oceano Índico "está a abrir" na Euroásia e existem novos riftes (fissuras da superfície terrestre causadas pelo afastamento e consequente abatimento de partes da crosta) que "estão a propagar-se para norte".
A cadeia montanhosa dos Himalaias, a Índia e o interior da Euroásia correspondem a "uma zona de ruptura, onde as placas tectónicas vão partir-se num futuro", permitindo "partir ao meio" a Euroásia, cenário possível dentro de 20 milhões de anos, admitiu.
Para o cientista, a fractura da Euroásia irá possibilitar o fecho dos oceanos Atlântico e Pacífico.
João Duarte e restante equipa propõem-se, agora, testar "até à exaustão", com modelos computacionais mais avançados, o cenário "muito provável" que avançaram, o de um novo supercontinente chamado Aurica.

Fonte: DN

Resgatado após 17 horas em mar com tubarões


Um mergulhador britânico de 68 anos foi resgatado após ter passado 17 horas em águas infestadas de tubarões na costa nordeste da Austrália. Les Brierley aventurou-se sozinho no mar, na tarde de domingo, para explorar um naufrágio em Cape Bowling Green, Queensland, mas acabou por ser arrastado por fortes correntes. Exausto e com queimaduras solares, foi encontrado por um helicóptero de resgate na manhã do dia seguinte, a cerca de 25 km do barco. 

Fonte: CM


PSD acusa ministra do Mar de destruir projecto do terminal do Barreiro


O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, acusou a ministra do Mar de estar a desenvolver uma “estratégia subtil para destruir o projecto do terminal de contentores do Barreiro”.
No âmbito da audição da ministra na Assembleia da República, o social-democrata recorda que a posição do anterior governo sobre esta matéria era clara, avançar com o terminal de contentores no Barreiro, desde que fosse viável e houvesse investidores privados interessados.
“Ainda não se percebeu qual a posição do PS e do Governo ao longo dos tempos. Porque ela foi dúbia. Já foram contra e já foram a favor. Depois faltavam os estudos. Agora que já há estudos, a ministra anuncia muitos outros investimentos que vão esvaziar o projecto do Barreiro, como a aposta de Alcântara ou Setúbal como complemento a Lisboa. Depois de perder imenso tempo, de adiar as decisões e de retirar valor ao Barreiro é que afirma que vai consultar o mercado, numa altura em que já afastou potenciais interessados. Isto é uma forma subtil de destruir o projecto para o Barreiro”, sublinha.
Bruno Vitorino lembra que o PSD sempre defendeu que o terminal de contentores “é fundamental para o Barreiro e para a região, criando muitos postos de trabalho directos e atraindo muito mais investimento”

Ministra do Mar quer aumentar movimento nos portos em 200%

Previsão de Ana Paula Vitorino para a movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.


A ministra do Mar afirmou que espera um aumento "da ordem dos 200%" na movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.
Ana Paula Vitorino, sublinhou que esta actividade é relevante para a economia nacional, não só em termos de exportações, mas também no que respeita à transferência de carga da rodovia para a via marítima.
A governante adiantou ainda que as intenções de investimento privado no sector do mar ultrapassam os dois mil milhões de euros e que já recebeu "manifestações de interesse" para o novo terminal de Lisboa e para os portos de Sines e de Leixões.
Fonte: TVI24

Som misterioso no fundo do mar assusta população


Uma espécie de zumbido está a aterrorizar os animais e a confundir a população de Nunavut, no norte do Canadá. As autoridades ainda não determinaram a origem do som.
O fenómeno, descrito como "apito", "zumbido" e "assobio", é ouvido no Estreito de Hecla e Fury, a cerca de 120 quilómetros de Igloolik (Canadá), desde o verão.
O primeiro alerta foi dado pelos caçadores da localidade que, de acordo com a canadiana "CBC News", estão desconcertados pelo murmúrio que, supostamente, virá do fundo do mar.
Qualquer que seja a causa, é certo que o som está a assustar os animais, disse à "CBC News" Paul Quassa, membro da Assembleia Legislativa local.
"Esta é uma das principais áreas de caça no verão e no inverno, porque tem um espaço de água rodeado por gelo, abundante em mamíferos marítimos", explicou, acrescentando que este ano não foi possível avistar nenhum.
De acordo com ambientalistas e moradores locais, pode haver várias explicações para o sucedido. Fala-se na possibilidade de os sons serem causados por navios que navegam na zona ou por atividades da Greenpeace que, destinadas a salvar animais, acabam por assustá-los.
Aquela organização ambientalista descarta-se das acusações e as autoridades locais, bem como as Forças Armadas do Canadá, estão a investigar o caso.


Fonte: JN

Portugal fica de fora do network da THE Alliance


Dias depois da Ocean Alliance, foi a vez da THE Alliance (Hapag-LLoyd, K Line, MOL, Yang Ming e NYK) divulgar a sua oferta de serviços prevista para arrancar em Abril do próximo ano.
Serão 31 serviços, assegurados por mais de 240 navios, a ligarem mais de 75 portos na Ásia (mais de 24), América do Norte (20), Norte da Europa (seis), Mediterrâneo (13), Médio Oriente (seis) e América Central / Caraíbas (seis).
Entre os 31 serviços, haverá cinco no Ásia-Norte da Europa, três no Ásia-Mediterrâneo, 11 no Trns-Pacífico West Coast, cinco no Trans-Pacifico East Coast (através dos canais do Panamá e do Suez), seis no Trans-Atlântico e um no Ásia-Médio Oriente.
O network hoje anunciado não prevê qualquer escala em portos portugueses, ao contrário do que se verifica já com a aliança 2M (que opera em Sines), ou do anunciado pela Ocean Alliance (com um serviço previsto para Lisboa).

Fusão reequilibra forças na THE Alliance

A THE Alliance agrupa as principais companhias que ficaram de fora da 2M e da Ocean Alliance. Entre elas destaca-se a Hapag-Lloyd, a maior de todas, número seis mundial, com uma quota de mercado (em termos de capacidade) de 4,6%.
Uma posição que será reforçada com a integração da UASC, actual número dez do mundo com uma quota de 2,6%.
O (des)equilíbrio de forças no seio da THE Alliance será, entretanto, fortemente atenuado assim se concretize a anunciada fusão das operações de transporte marítimo de contentores da K Line, NYK e MOL.
Juntas, as três companhias japonesas detêm uma quota de mercado (em capacidade) de 6,5%, que lhes garante o sexto lugar no ranking da Alphaliner, à frente da Hapag-Lloyd, ou o sétimo, atrás daquela, assim se concretize a fusão com a UASC.
Fonte: TeN

Triple-E da Maersk pode afinal chegar à marca dos 20 mil TEU


Uma segunda geração do modelo Triple-E da Maersk está a ser construída e deverá marcar a chegada dos primeiros navios porta-contentores com capacidade para 20 mil TEU's. Quem o diz é a Alphaliner, relativamente a um conjunto de 11 navios encomendados pela Maersk Line que estão já em construção e que serão entregues entre Abril de 2017 e Maio de 2018. 

A Alphaliner avança a previsão com base em fotografias (ver foto) tiradas aos primeiros navios dos 11 que estão a ser construídos para a Maersk Line em estaleiros navais na Coreia do Sul (na Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering - DSME) - com base nas imagens recolhidas, a consultora antevê que os novos Triple-E tenham capacidade acima dos 19.630 TEU que tinha previsto para esta nova geração.

«As primeiras imagens dos estaleiros sugerem que a Maersk Line terá modificado de forma significativa o design dos navios para aumentar ainda mais a capacidade», refere a Alphaliner.

Os novos Triple-E deverão assim ser manifestamente maiores que os anteriores, que tinham capacidade para 18.340 TEU. 


Fonte: Cargo

sábado, 22 de outubro de 2016

Siemens Portugal apoia modernização dos portos nacionais



A subsidiária portuguesa da Siemens foi escolhida como hub internacional de engenharia de sistemas de movimentação de carga pela empresa mãe, na Alemanha.
O trabalho que a Siemens Portugal tem feito no desenvolvimento de tecnologia e modernização dos portos portugueses levou a que fosse chamada para participar em projetos mundiais. A empresa tem trabalhado em portos marítimo na Europa, nos Emirados Árabes Unidos, no Egipto e em Aruba. As soluções permitiram a estes portos poupanças de energia de cerca de 70%.
Em Portugal, a Siemens contribui para a poupança de 8.7 milhões de euros e a diminuição das emissões de CO2 em 74 mil toneladas desde 2001. De acordo com a empresa, a tecnologia permitiu o aumento da capacidade de movimentação de carga, assim como melhorar o desempenho energético das infraestruturas portuárias portuguesas.
Com maior potencial de crescimento em Portugal estão os portos de Leixões, Lisboa, Aveiro, Setúbal e Sines que têm sido transformados de forma a responder aos desafios internacionais e tornarem-se a vanguarda portuária. O porto de Sines que foi equipado com tecnologia Siemens no primeiro semestre de 2016 cresceu 10,5%.
As tecnologias mais recentes são na área do controlo de acionamentos regenerativos, que devolvem à rede energia da movimentação de contentores (quando descem ou desaceleram) e software de controlo. Estes permitem “controlar o balanço dos contentores, aumentando a segurança, o que permite encurtar os percursos feitos pelos contentores e, por consequência, o tempo que demora a completar um ciclo, aumentando a produtividade.” assegura a Siemens.
Fonte: Bit

Mundo vive uma explosão na população de águas-vivas?


Ao longo da última década, surgiu uma especulação de que as águas-vivas estariam prestes a tomar conta dos oceanos. Muitos cientistas chegaram a defender que as populações destes animais estariam aumentando em todo o mundo em certas épocas e regiões do planeta.

No entanto, segundo uma pesquisa recentemente publicada pela revista Global Ecology and Biogeology, esta ideia parece não ter fundamento, devido a problemas na metodologia de estudos anteriores.
A bióloga Marina Sanz-Martín e seus colegas do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados, na Espanha, resolveram analisar a literatura científica sobre os surtos desses animais desde antes de 2012. Eles acabaram por descobrir que muitos cientistas que discursavam sobre o assunto não estavam bem fundamentados.
“Há uma tendência de um artigo acabar validando e dando solidez a outro anterior apenas por citá-lo. Isso significa que algumas descobertas são exageradas ou até distorcidas de uma pesquisa para a outra”, disse Sanz-Martín.
Segundo ela, praticamente metade dos estudos analisados citavam outros artigos de maneira incorrecta, mas um deles se mostrou particularmente sujeito a falhas de interpretação. A cientista Claudia Mills publicou um artigo em 2011, questionando se o mundo estaria às vésperas de um surto global desses animais. Sem uma reposta definitiva, ela intitulou o trabalho de “As populações de águas-vivas estão aumentando globalmente em reposta às mudanças nas condições dos oceanos?”.
Apesar de Mills não ter chegado a uma resposta definitiva no seu artigo, muitos cientistas acabaram citando o trabalho, assumindo que ela defendia o “sim”. Anos depois num congresso sobre surto de águas-vivas na Califórnia, a cientista testemunhou o impacto de seu trabalho. “A maioria dos presentes acreditava que as populações estavam aumentando. Foi um choque perceber que nenhum deles se dignou a ler meu artigo, que na realidade era bem equilibrado”. Para a investigadora, a própria quantidade de estudos disponíveis pode ser uma das causas do problema. “É muito difícil lidar com tanta informação e conseguir um equilíbrio de argumentos”.
Segundo um estudo de 2010, 25% das citações que aparecem em artigos de biologia marinha são distorcidos ou mal interpretados. As descobertas de Sanz-Martín, entretanto, não significam necessariamente que as populações não estejam aumentando. O que elas dizem é que a maior parte das evidências que existem actualmente não é confiável.



Oceanos da Melanésia 'valem' 548 biliões de dólares


Os oceanos da Melanésia, na Oceania, "valem" 548 biliões de dólares, e os líderes da região devem se mobilizar para fazer uma gestão sustentável deste recurso, afirma um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), divulgado na passada terça-feira.
Este estudo é uma versão local para esta área do Pacífico, do estudo global que a organização com sede na Suíça publicou em Abril de 2015, no qual calculava, em uma "estimativa conservadora", o "valor económico" dos oceanos do mundo em 24 triliões de dólares.
A Melanésia é uma vasta região de 8,7 milhões de habitantes que compreende os territórios da Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Nova Caledônia, Vanuatu e Fiji.
Produzido conjuntamente com o Global Change Institute da Universidade de Queensland e o Boston Consulting Group (BCG), este relatório calcula o "valor" dos oceanos através das estimativas correspondentes aos ecossistemas oceânicos, aos recursos marinhos, ao turismo e ao seu potencial de absorção de carbono (o que reduz as consequências das mudanças climáticas).
No entanto, afirma que esta avaliação se encontra abaixo da realidade, porque ignora deliberadamente actividades cujos benefícios não podem ser quantificados.
Recursos ameaçados
Aplicando sempre esta leitura económica, o WWF determina a riqueza anual criada pelos oceanos da Melanésia. Calculado da mesma forma que um PIB nacional, este "produto marinho bruto" (PMB) anual da região é estimado em 5,4 biliões de dólares.
"No entanto, a pressão humana, cada vez maior, em particular a sobrepesca, o desenvolvimento costeiro não planeado, a poluição gerada pela agricultura e pela indústria mineira, assim como as mudanças climáticas, degradam rapidamente importantes activos das águas melanésias, o que põe em perigo os benefícios que geram", afirma o relatório.
O estudo observa que a pesca representa actualmente mais de 50% do "PMB" da Melanésia. Porém, levando em conta o crescimento demográfico actual, a Melanésia deveria pescar 60% mais para conseguir alimentar a sua população em 2030.
"Não existe dúvida de que o oceano é o principal recurso da Melanésia há muito tempo", indica em um comunicado Ove Hoegh-Guldberg, da Universidade de Queensland.
"A pergunta que se formula então é: quanto tempo este durará?", acrescenta.
O WWF insta os líderes da Melanésia a "se orientarem para um desenvolvimento sustentável", com uma "liderança visionária".
"Os países da região deverão tomar iniciativas audazes e decisivas", continua a ONG, que faz várias sugestões para alcançar os objectivos, em particular a criação de "zonas marítimas geridas localmente".


Um musical infantil para aprender tudo sobre os Oceanos


Vasco, a Pat Sardinha e o Pinguim Joaquim são os protagonistas de uma grande aventura: “A Incrível Fábrica dos Oceanos”.
Até 4 de Fevereiro, assista, no Auditório dos Oceanos, no Parque das Nações, em Lisboa, a um musical infantil onde as suas crianças vão aprender mais sobre a conservação e protecção dos nossos mares e do planeta. 

A história:
Nesta aventura o Vasco parte para uma missão muito especial e conta com a ajuda da bióloga Pat Sardinha que, a partir do Centro de Controlo da casa do Vasco, dará todo o apoio à operação.
O Vasco e a Pat, dois apaixonados pelas belezas dos oceanos, vão guiar-nos numa viagem cheia de surpresas. A Incrivel Fábrica dos Oceanos é o mote. O vasto território marítimo de Portugal, o cenário.

Mas algo de muito estranho começa a acontecer… os sinais vitais dos Oceanos parecem estar em desequilíbrio. Será da acumulação de lixo plástico? Será do aumento da temperatura global do Planeta?
O pior é que os seus efeitos já se fazem sentir. Devido às alterações das correntes, o Pinguim Joaquim e a sua jovem filha perderam-se e estão muito longe de casa. Longe das temperaturas
geladas da Antártida os pinguins podem não sobreviver.

O Vasco e a Pat têm agora uma missão muito importante. Talvez a mais importante de todas – ajudar os pinguins e restabelecer o equilíbrio dos oceanos e do planeta. E a ajuda de todos os
trabalhadores da Fábrica dos Oceanos – o mais incrível e maravilhoso engenho que existe no nosso planeta – pode ser fundamental.

Esta é uma aventura para todas as idades, cheia de cores e de amizades que vão durar para sempre. Através desta história vamos todos aprender a respeitar e a amar um bocadinho mais os nossos oceanos. E vamos sobretudo mergulhar num mar de emoções impossíveis de esquecer!

O Ministério da Educação apoia e considera o projecto “A Incrível Fábrica dos Oceanos” de interesse educativo.

Bilhetes:
Auditório dos Oceanos, Parque das Nações, Lisboa - 8 de Outubro a 4 de Fevereiro 2016
Sessões exclusivas para escolas:
Segunda a sexta 11:00 e 14:30
Idades: A partir dos 2 anos

Sessões aos sábados, às 16h30 para público em geral.
Compre já o seu bilhete: aqui

Preço: 8€ por aluno
Entrada gratuita para educadores e auxiliares (Nº Limitado)

Preço especial: 7€ por aluno, para sessões realizadas até ao dia 28 de Outubro.
Faça já a sua marcação: carolina.venancio@plano6.pt / 213 304 152
Uma coprodução Plano 6 e Oceanário de Lisboa