segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Perdas nos contentores podem chegar aos 10 mil milhões

As companhias de transporte marítimo de contentores arriscam  sofrer  este ano perdas de 10 mil milhões de dólares, prevê o CEO da SeaIntelligence Consulting, Lars Jensen, numa nota divulgada.




Aquele especialista lembra que 13 das 20 maiores companhias mundiais do sector acumularam perdas de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) no primeiro semestre do ano e que o prejuízo total das 20 deverá rondar os quatro mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros).
“Os resultados pioraram claramente do primeiro para o segundo trimestre de 2016, logo, se as condições de mercado não mudarem substancialmente, o sector pode registar prejuízos de oito a 20 mil milhões de dólares [7,1 a 17,7 mil milhões de euros] no ano completo de 2016”, perspectiva Lars Jensen, citado pela assessoria de imprensa.
As previsões da SeaIntelligence Consulting são ainda mais preocupantes do que da Drewry. A consultora antecipou, num relatório publicado este mês, prejuízos globais de cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros) para o sector do transporte marítimo de contentores no ano em curso.
Ainda segundo a Drewry, as companhias marítimas de transporte de contentores estão em rota para 29 mil milhões de dólares de receitas este ano, que assim será o pior para a indústria desde 2009. Tudo por causa da fraca procura e do excesso de oferta de capacidade que corroem as tarifas.
Fonte: T e N

Noruega atribui mais alta condecoração militar a um pinguim

O Brigadeiro Sir Nils Olav é oficialmente o pássaro mais graduado do mundo. O pinguim recebeu a mais alta honra militar da Noruega.


Sir Nils Olav foi condecorado esta semana com o grau de Brigadeiro, a mais elevada honra militar da Noruega. Até aqui, tudo normal. Só que Sir Nils Olav é um pinguim.

O pinguim vive no Jardim Zoológico de Edimburgo, na Escócia, e é a mascote da Guarda Real norueguesa. Adoptado em 1972, quando a Guarda Real se encontrava na cidade para uma parada militar, o pinguim Nils Olav foi condecorado com um novo grau de todas as vezes que a Guarda visitou Edimburgo. Em 2008, tornou-se cavaleiro da Guarda Real norueguesa, passando a chamar-se Sir Nils Olav. Na altura, o rei do país enviou uma mensagem para a cerimónia de condecoração, em que garantiu que Nils Olav estava “a todos os níveis qualificado para receber a honra e a dignidade de cavaleiro”.

Fonte: Observador

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Este paraíso tem uma lagoa cor-de-rosa

Foto: Walter Rodriguez/Flickr
Do México chegam fotografias de uma lagoa cuja água apresenta uma cor incomum. Já são conhecidas algumas paisagens naturais com águas diferentes, como é o caso da lagoa das sete cidades, nos Açores, que é verde e azul, mas há poucas cor-de-rosa.  
Este fenómeno natural encontra-se na costa de “Las Coloradas”, na península de Yucatán, México.
A zona costeira faz parte da Reserva Protegida de Rio Lagartos, que inclui mais de 60 hectares de praias, florestas e dunas.
A cor exclusiva que dá nome à lagoa é fruto da presença de microrganismos marinhos que contêm betacaroteno.   
Todavia, não é a única. O lago salgado de Koyashskoye, na Crimeia, alterna a sua cor entre rosa e vermelho devido à alta concentração de algas microscópicas e uma grande comunidade de camarões. Outros lagos na Austrália também são cor-de-rosa pelas mesmas razões.
De todos os “paraísos rosa”, a estância de “Las Coloradas” parece ser a mais bonita. Vários turistas que visitaram a praia, publicaram fotografias nas redes sociais e acrescentam descrições que apontam para um local quase deserto, ideal para umas férias longe das multidões.
Fonte: TVI24





Banhada por quatro mares: 15 praias mais espectaculares da Itália


Com mais de 7 mil km de costa, a Itália esbanja diversidade e beleza quando o assunto é praia. Banhada por quatro mares, Mediterrâneo, Tirreno, Adriático e Jónico, o país têm algumas das enseadas mais lindas do mundo. Durante o verão, turistas e italianos procuram relaxar, descansar e aproveitar todo esse património natural. Confira abaixo as 15 praias mais belas da Itália: 

Isola dei Conigli, Sicília 

Situada na ilha de Lampedusa, a 100 km do litoral siciliano e mais perto da Tunísia do que da Itália continental, a "Praia dos Coelhos" foi eleita a melhor do mundo pelos usuários do site de turismo TripAdvisor. E não são só humanos que a apreciam: ela também é a preferida das tartarugas do mar Mediterrâneo para desova, entre Junho a Agosto. Como a espécie Caretta caretta está à beira da extinção, a praia é aberta ao público apenas entre 08h30 e 19h30. A ilha de 5 mil habitantes é ideal para turistas que gostem de snorkeling devido a sua incrível fauna marinha e suas águas cristalinas. 

Bue Marino, Sicília 

Três km de areia finíssima e dourada, um mar composto por várias tonalidades de azul e montanhas ao fundo. É assim o visual das praias na ilha Favignana, na Sicília. A praia da cidade de San Vito Lo Capo, Bue Marino, foi eleita num concurso da entidade ambiental Legambiente como a mais bonita da Itália. Também fica perto da intocada reserva natural de Zingaro. 

Calla Rossa, Sicília 













Localizada na costa de Favignana essa praia tem um aspecto selvagem, totalmente isento de intervenção humana, e pertence à reserva natural do arquipélago Egadi. Lendas contam que o nome Calla Rossa (Enseada Vermelha) se deve ao sangue dos romanos que ali foi derramado durante a Primeira Guerra Púnica (264 a.C.-241 a.C.). Na verdade, a costa rochosa e coberta por vegetação mediterrânea lhe dá um tom rosado, realçado pelo contraste com o azul turquesa do mar. 

La Pelosa, Sardenha 

No extremo nordeste da outra grande ilha italiana, a Sardenha, a praia La Pelosa é de tirar o fôlego. Toda a sua extensão de areia branca é acompanhada por um caminho de vegetação mediterrânea. Por isso, dizem que a enseada exala um perfume natural de plantas e especiarias. O seu único defeito é que gente demais a conhece: durante o verão, fica sempre lotada. 

Cala Goloritze, Sardenha 

É tão bonita e singular que, em 1995, a Unesco declarou a praia Cala Goloritze como monumento italiano natural. A beira-mar é bem pequena, mas desfruta de belezas excêntricas, como a areia marfim e uma alta montanha de rocha em sua extremidade. Só é possível chegar até a praia por meio de barcos ou encarando uma longa e íngreme trilha a pé. 

Spiaggia Giunco, Sardenha 

Conhecida também como "praia de dois mares", Giunco é banhada pelo Mediterrâneo e pela Lagoa Notteri. A praia de água salgada e doce tem areia muito macia e localiza-se no extremo sul da Sardenha. No inverno, a Lagoa Notteri, a maior da ilha, se torna a casa dos flamingos-rosados.

Cala Brandinchi, Sardenha 














Perto de San Teodoro, no norte da Sardenha, a enseada Brandinchi é exuberante e lembra bastante o mar caribenho, com águas rasas e calmas, parecendo até uma piscina natural. Por isso, é indicada para casais com crianças. 

Baia delle Zagare, Puglia 













Localizada na costa da Puglia, no sul da Itália, essa praia é uma boa opção para quem não quer sair do continente. Com quase um quilometro de areia fina e branca, a beira-mar é cercada por paredes de pedra. Por isso, a sua entrada é somente pelo mar ou por um luxuoso hotel que tem um elevador exclusivo até a praia. 

Punta della Suina, Puglia 

Banhada pelo mar Jónico, a praia Punta della Suina fica na região da Puglia e é escondida por uma floresta de pinheiros, embora seja de fácil acesso. A enseada tem uma característica geográfica curiosa: uma espécie de península rochosa que forma uma espécie de cais natural. 

Grotticelle, Calábria 


















A baía de Grotticelle, na Calábria, é formada por três praias, uma ao lado da outra. As águas cristalinas exibem vários tons de azul, e a areia é fina, mas também conta com pedrinhas. O acesso pode ser feito com carro. 

Marasusa, Calábria 

É uma das praias de Tropea, na região da Calábria, e é conhecida pelo mar que lembra muito o caribenho. A enseada é vigiada por uma montanha rochosa que abriga uma igreja. No passado, o santuário era rodeado pelo mar. 

Cala Monte di Luna, Campânia 

Localizada na região da Campânia, cuja capital é Nápoles, a praia Cala Monte di Luna é famosa não pela areia fofinha, mas sim pelas paredes rochosas que rodeiam o mar. A sua costa é cheia de grutas e túneis, por isso, o mais recomendável é pegar um barco para curtir as paisagens exuberantes e ouvir as lendas dos antigos marinheiros da região. 

Arenella, Toscana 














Na região da Toscana, a praia de Arenella é uma das poucas da ilha de Giglio, onde naufragou o navio Costa Concordia, que têm fácil acesso. Para apreciar suas cores belíssimas, a sugestão é um cómodo tour de táxi aquático. 

Mezzavalle, Marcas 

Com uma longa orla de areia, a praia de Mezzavalle, na região de Marcas, fica às margens do Adriático e é cercada por vegetação mediterrânea. A imensa enseada preserva o seu estado selvagem, com uma natureza praticamente intocada por humanos. Por isso, para ter acesso é preciso enfrentar um caminho difícil. Também é recomendável levar água e comida. 

Monterosso, Ligúria 

A única praia de areia das famosas Cinque Terre, cinco cidades coloridas situadas em cima de precipícios na Ligúria, fica a dois passos de Monterosso. A pequena praia presenteia o turista com águas cristalinas para se refrescar no verão, e no inverno é propícia para quem procura romantismo.

Fonte: Bonde

O fundo do Mar é um espelho

Abzû é um mergulho no desconhecido, levando o jogador a explorar um mundo subaquático enquanto medita sobre o que deixou à tona.


No último videojogo analisado, Adrift, o convite era explorarmos o desconhecido acima de nós. Com Abzû o convite é o mesmo, mas desta vez descemos ao negrume das profundezas aquáticas, literalmente mergulhando no desconhecido, comungando com a natureza e deixando a água abraçar o nosso corpo, a nossa curiosidade do que por lá estará escondido.

Produzido pela Giant Squid, esta é uma obra relativamente curta, mas que preenche essa curta duração com incontáveis gatilhos para memórias futuras, aproximando quem joga de uma fauna carismática e orgânica: Abzû é a transformação do jogador num Jacques Cousteau de sofá, faltando apenas incluir a boina encarnada e o Calypso.

É fácil descrever o corpo de Abzû: controlamos uma protagonista que mergulha no desconhecido, sendo a nossa tarefa guiá-la por aquela enorme bacia azul, interagindo com os pontos de interesse pressionando apenas um botão, fazendo lembrar Ecco the Dolphin. Podemos progredir a nosso bel-prazer, à velocidade que nos for mais conveniente, com a obra a prestar-se a não interferir muito com a nossa viagem.

É o comungar com vários tipos de animais marinhos, descobrindo-os pelo caminho, avistando-os a nadar em cardume, tendo a possibilidade de surfar o subaquático agarrados às suas barbatanas, ou seja, Abzû parece querer que coloquemos em pausa a nossa condição terrestre, dando-nos momentaneamente a habilidade de respirar debaixo de água sem constrangimentos.

O resultado é uma obra com um grau elevado de imersão e, curiosamente, o desnovelar da identidade da nossa representação no jogo, o que dá um novo ponto de vista à ideia base da narrativa – não o que estamos a fazer, mas sim com quem o estamos a fazer. Não pensem, porém, que vão encontrar puzzles ou criaturas a tentar dificultar-vos a passagem: Abzû é na sua essência semelhante a títulos como Dear Esther e Journey, ou não fosse o seu director Matt Nava, que teve a função de director artístico na obra da thatgamecompany.


Onde Abzû se distancia de Adrift e se afirma como uma obra interessante é na presença orgânica. Ou seja, ambos colocam-nos a explorar o desconhecido, mas o título de hoje mune-se de emoção, distanciando-se do estéril. Percorrer este mundo abraçado a um espécimen de uma espécie diferente, contar com a ajuda de pequenos companheiros momentâneos para ajudar à progressão, parar a observar o torcer e retorcer de um turbilhão de peixes, dar-lhes liberdade, são tudo exemplos vários de como estamos perante uma obra que remexe a gaveta das emoções.

Há alguns trechos na recta final e alguns momentos de exploração em locais mais apertados do cenário onde o esquema de controlos não consegue dar totalmente conta do recado. É verdade que há várias opções que podem ser ajustadas, contudo é também verdade que os ângulos mostrados pela câmara nestes momentos não beneficiam a tranquilidade, obrigando o jogador a lutar com aquilo que não devia, ou seja, com a direcção dada à personagem.

Felizmente são soluços ocasionais que não deturpam a mensagem como um todo, especialmente se tivermos em consideração que a grande fatia de Abzû decorre em águas abertas, o que facilita a locomoção da personagem. Outros trechos bem conseguidos estão relacionados com as curtas viagens feitas ao sabor da corrente em que somos convidados a usar o sonar para convidar outras espécies para a viagem. São momentos curtos, mas amplamente eficazes.

Apesar de não haver indicações no ecrã para onde temos de nos deslocar para progredir na jornada, o design dos níveis é suficientemente inteligente para nunca nos deixar sem saber o que fazer. Há indícios visuais que subtilmente indicam o caminho a seguir, dando-nos um ligeiro empurrão na direcção certa quando decidirmos que já pensamos ter visto tudo o que havia para ver naquele talhão de água.

Sobre isto há apenas mais um pormenor a anotar: sem monstros nem gritos de terror, Abzû oferece alguns calafrios graças aos metros verticais que podemos mergulhar. Chegar ao fundo é, em alguns casos, sermos assaltados pela solidão e pela claustrofobia. É uma obra exímia em misturar esta amálgama de sentimentos, levando-nos a zarpar e a dirigirmo-nos a águas mais claras com aquela urgência de quem tem um monstro debaixo da cama.

É nos seus componentes técnicos que esta obra se afirma. Misturando vários tons de azul com verdes e amarelos, contrastando com o breu do parágrafo anterior, tudo isto salpicado pelas locomoções das criaturas marinhas: é assim que Abzû quer ficar na memória de todos que o jogarem. Não são apenas texturas bem definidas e efeitos inspirados, aqui tudo isso é manobrado pela batuta da direcção artística para assegurar que o tempo dado à descoberta é recompensado.

Tudo adornado com uma banda sonora que está presente de forma assertiva para dar embalo e sublinhado; tudo ao serviço de uma viagem que faz repousar a cabeça na almofada, levando-nos pela imaginação fora, quase como um retiro de tudo e de todos, uma confraternização connosco próprios através destes quadros em movimento.

É muito provável que não fique tudo visto quando se termina Abzû pela primeira vez, algo que não é negativo, pois estes cenários onde se navega dispensando de bom grado a bússola não prolongam a sua estadia numa segunda ou terceira visita, meditando nos locais indicados. No fundo, estamos perante um produto acabado para cada jogador construir emocionalmente sobre. Estamos tão longe de casa, submersos numa água que deixa de ser transparente com o reflexo que cada quiser ver.

Fonte: Público

Concessões portuárias renderam 16,2 milhões no primeiro trimestre

As administrações portuárias de Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines encaixaram 16,2 milhões de euros, no primeiro trimestre, das respectivas concessões, maioritariamente de terminais de movimentação de mercadorias, apurou a UTAP (Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos).


Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, verifica-se uma quebra de rendas de cerca de 3%, que contrasta com o aumento de 7% nas mercadorias movimentadas pelas concessões (18,9 milhões de toneladas). Mas a UTAP desvaloriza a situação.
Para o final do ano, a estimativa das rendas pagas pelas concessões às administrações portuárias é de 69,4 milhões de euros, valor que  concretizar-se superará os 68,8 milhões de euros do ano passado mas ficará abaixo do máximo de 70,4 milhões de euros registado em 2014.

APDL é quem mais recebe

A APDL continua a ser a administração que mais recebe das concessões. No primeiro trimestre foram 7,1 milhões de euros (44% do total), menos 5% em termos homólogos.
Seguiu-se-lhe, a grande distância, a autoridade portuária de Sines, com um total de 3,95 milhões de euros, a receber mais 3% do que no primeiro trimestre de 2015.
Em Lisboa, as  rendas das concessões baixaram 6% at+e aos 3,5 milhões de euros, ao passo que em Setúbal se mantiveram nos 1,6 milhões de euros e em Aveiro recuaram 6% para 112 mil euros.

TCL é quem mais paga

Sozinha, a Terminal de Contentores de Leixões, concessionária da infra-estrututura com o mesmo nome, arca com 27% das rendas pagas pelos detentores de concessões portuárias. A empresa agora detida pelos turcos da Yilport pagou, só entre Janeiro e Março, 4,4 milhões de euros à APDL.
Neste ranking particular das concessionárias, o grupo Petrogal é o segundo classificado, mercê da concessão do terminal de granéis líquidos de Sines (pagou 2,1 milhões de euros à APS) e da concessão do terminal de produtos petrolíferos de Leixões (pela qual pagou 1,5 milhões de euros à APDL).
A concessão do terminal multipurpose de Sines rendeu à administração portuária do porto alentejano 1,2 milhões de euros. Acima do milhão de euros de rendas pagas situaram-se ainda os terminais de contentores de Santa Apolónia, em Lisboa, com 1,1 milhões, e o terminal de carga geral e granéis de Leixões, com um milhão de euros.
Fonte: T e N

Água do mar nunca esteve tão quente em 35 anos

A temperatura da água do mar no Algarve registou em Julho valores superiores em cerca de dois graus Celsius em relação ao mesmo período de 2015, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.


A temperatura da água do mar no Algarve registou em Julho valores superiores em cerca de dois graus Celsius em relação ao mesmo período de 2015, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com a informação disponível na página da internet do IPMA, durante o mês de julho a temperatura da água do mar na costa sul do Algarve apresentou uma tendência de subida, verificando-se valores médios entre 22 a 23 graus na região de Sagres e superior a 24 graus a leste de Faro.
Segundo o IPMA, entre meados de Julho e meados de Agosto a boia ondógrafo de Faro do Instituto Hidrográfico registou temperaturas entre os 22 e os 26 graus, valores superiores aos verificados em igual período de 2015, “de que são exemplo os registos de 17 a 19 graus entre Sagres e Portimão e de 22 a 23 graus próximo de Vila Real de Santo António”.
“Quando comparando com o período de referência 1981-2010, verifica-se que, entre 17 de Julho e 13 de Agosto de 2016, a anomalia da temperatura da água do mar na região [do Algarve] foi de 0,5 a um grau centígrado, sendo que os valores típicos neste período se encontram no intervalo entre 22 e 24 graus”, referiu ainda o IPMA.
O instituto atribui a subida da temperatura da água do mar da costa sul do Algarve aos “episódios de vento de levante no estreito de Gibraltar, ao qual está associado um transporte de águas mais quentes do Mediterrâneo para o oceano Atlântico, e que atingem a costa sul da Península Ibérica, em particular o sotavento algarvio”.
Na segunda quinzena de Julho e na primeira quinzena de Agosto, “o regime de levante no estreito de Gibraltar ocorreu com persistência, e com interrupções pouco duradouras, favorecendo assim, a manutenção de ­temperaturas superficiais elevadas”.
O instituto indicou ainda que, durante este período, na costa oeste do continente, a temperatura da água do mar variou entre os 15 e os 19 graus, registando-se a partir do final de Julho um aumento gradual da temperatura da água do mar a sul da Península de Setúbal, com valores entre os 20 e 23 graus em meados de Agosto.
Fonte: Observador

Pescador guardava pérola de 34 quilos debaixo da cama


Um pescador filipino escondeu debaixo da cama, durante dez anos, uma pérola, com 34 quilos, que poderá ser a maior do mundo.

O filipino descobriu a pérola no interior de uma ostra-gigante, na qual a âncora do seu barco tinha ficado presa, contou Cynthia Amurao, responsável do turismo de Palawan, a maior ilha a oeste do país.
Desconhecendo que a sua descoberta, com 30 centímetros de espessura e 60 de comprimento, poderia valer milhões, o pescador guardou a pérola como um talismã debaixo da cama.

Em Julho, deu a pérola a uma tia e pediu que a guardasse.

“Fiquei espantada quando vi a pérola em cima da mesa da cozinha. Propus expor a pérola”, contou Amurao.
A pérola encontra-se, desde segunda-feira, numa vitrina da câmara de Puerto Princesa, capital de Se for considerada legítima, poderá ser a nova detentora do título de “maior pérola do mundo”, ultrapassando a “pérola de Alá” ou “pérola de Lao Tzu”.

Esta pérola, que também foi encontrada em Palawan, na década de 1930, tem apenas cerca de seis quilos mas foi avaliada em dezenas de milhões de dólares.
“O pescador não assinou qualquer documento de doação à cidade”, sublinhou um responsável de Puerto Princesa, Ricard Ligad. “A pérola continua a pertencer-lhe”, acrescentou.
De acordo com a imprensa, a pérola poderá ser avaliada em cerca de 100 milhões de dólares.Palawan. Os responsáveis da ilha esperam a avaliação de gemólogos.

domingo, 21 de agosto de 2016

Portugal regressa à liderança dos Mundiais de surf

A selecção portuguesa de surf regressou no passado sábado à liderança nos Mundiais de surf, que decorrem em Jacó, Costa Rica, colocando três surfistas na prova final.


A selecção portuguesa de surf regressou no sábado à liderança nos Mundiais de surf, que decorrem em Jacó, Costa Rica, colocando três surfistas na prova final: Guilherme Fonseca, Pedro Henrique e Teresa Bonvalot.
Pedro Henrique e Guilherme Fonseca alcançaram um ‘score’ de 16,03 e 16,33 pontos, respectivamente e vão agora disputar o quadro principal, tendo como adversários o costa-riquenho Noe Mar McGonagle, campeão mundial em título, e o venezuelano Francisco Bellorín.
Teresa Bonvalot, bicampeã nacional, conseguiu 17,10 pontos (7,67 e 9,43), garantindo o apuramento para a primeira final do evento. Caso a atleta supere esta prova, vai directa para a grande final.
Na primeira bateria da ronda 4, Carol Henrique perdeu e foi relegada para as repescagens. Ainda venceu uma bateria, mas na ronda 7 das repescagens foi afastada da competição.
Tanto na categoria masculina como na feminina, se os atletas não passarem na prova poderão ter uma nova oportunidade nas finais de repescagem, já que os dois primeiros lugares da final de repescagem são apurados para a grande final.
“Estamos muito orgulhosos do nosso percurso até ao momento. Estar na final de um campeonato do mundo de surf é, sem dúvida, um feito para Portugal. Os nossos atletas têm sido irrepreensíveis nas suas prestações, por isso acreditamos que temos hipótese de conquistar este título para o país”, afirmou João Aranha, Presidente da Federação Portuguesa de Surf.
Fonte: Observador

Lula derrete coração de Cientistas


Fofura não é uma característica frequentemente associada com cefalópodes; no entanto, uma recente expedição às profundezas do sul da Califórnia provou que até lulas que habitam o oceano mais de 900 metros abaixo da superfície podem ser tão "encantadoras" quanto um brinquedo. Isso aconteceu quando os cientistas a bordo do navio de pesquisa Nautilus viram dois grandes olhos os encarando de volta, pertencentes a uma pequena lula roxa e atarracada (Rossia pacifica).
Os investigadores explicam que a adorável criatura marinha é uma espécie de lula sepiolida nativa do norte do Oceano Pacífico. Elas habitam as águas do Japão ao sul da Califórnia e normalmente encontram-se ao longo do fundo do oceano. As lulas atarracadas normalmente podem ser encontradas em profundidades de cerca de 300 metros, mas podem ir até 1.300 metros de profundidade, como observado pelo Instituto de Pesquisa do Monterey Bay Aquarium.
Os "bizarros olhos arregalados" do cómico cefalópode em formato de bola, como apelidado por um dos observadores durante a transmissão de um vídeo, fizeram com que até mesmo a tripulação de cientistas profissionais tivesse uma crise de riso e brincasse que os olhos da criatura pareciam falsos, como se eles tivessem sido pintados. No entanto, os olhos das lulas atarracadas são reais e são um recurso crucial para a sobrevivência da espécie em águas profundas, onde a luz solar é muito escassa.
Fonte: Eatglobe

Maersk Line perde mais do que o esperado

A forte degradação das tarifas médias, que nem o aumento dos volumes transportados nem a redução dos custos unitários lograram compensar, atiraram o resultado do primeiro semestre da Maersk Line para um prejuízo de 114 milhões de dólares, em contraste com o lucro de 1,2 mil milhões de dólares de há um ano.



O resultado anunciado superou as expectativas negativas dos analistas. A culpa foi do agravamento da situação do mercado no segundo trimestre.
No primeiro semestre, a Maersk Line transportou 5,02 milhões de FEU (mais do que os 4,69 milhões da primeira metade de 2015) mas a tarifa média caiu para 1 782 dólares/FEU (2 370 dólares há um ano). E assim de pouco valeu o aumento dos volumes, a redução dos custos operacionais unitários (de 2 342 dólares para 1 982 dólares) ou a quebra do preço do combustível (186 dólares contra 346 dólares/tonelada).
As receitas caíram de 12,5 mil milhões para dez mil milhões de dólares, o EBITDA (que foi de 2,2 mil milhões de dólares no período homólogo de 2015) ficou-se pelos 851 milhões de dólares, o resultado líquido foi negativo em 114 milhões de dólares (contra 1,2 mil milhões positivos) e o ROIC anualizado afundou para -1,1% (12,2% há um ano).
Excesso de oferta, falta de procura, redução do preço do combustivel são as explicações avançadas para o descalabro das contas.
E assim sendo, a Maersk Line avisa que o final do ano ficará muito longe dos 1,3 mil milhões de dólares de lucros conseguidos em 2015.
Fonte: T e N

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

7º Iate mais caro do Mundo esteve em Sines.


Depois do «Radiant», foi agora a vez do «Yas». Primeiro, o 7º mais caro iate do mundo, avaliado em 258 milhões de euros, agora o 6º mais caro, que deverá rondar os 300 milhões de euros. Ambos passaram pelas águas alentejana nos últimos dias, tendo estado atracados no largo da baía comercial do Porto de Sines.
O «Radiant», com 365 pés de comprimento (cerca de 110 metros, o comprimento de um campo de futebol) e com 19 de largura máxima, tem heliporto, armas sónicas e jactos de água capazes de afundar qualquer embarcação que se aproxime.
Antes de chegar a Sines, esteve fundeado no porto de Portimão, proveniente de Ibiza. Acomoda 16 passageiros, servidos por uma tripulação de 44 pessoas.
Pertenceu a Boris Berezovsky, o milionário russo encontrado morto em 2013, que antes o vendeu ao actual proprietário, Abdulla Al Futtaim, o 4º mais rico dos Emirados Árabes Unidos.
Abdulla Al Futtaim ocupa ainda a posição número 549 no ranking dos mais ricos do mundo e a sua fortuna está avaliada em mais de 2,8 mil milhões de euros, segundo a revista Forbes. A sua fortuna provém de negócios de distribuição das marcas de automóveis Toyota e Honda nos Emirados Árabes Unidos, assim como franchisings do Ikea, Toys ‘R’ Us, entre outros.
Quanto ao «Yas», é propriedade do xeque Hamdan bin Zayed Al Nikh al Nahyan, quarto filho do falecido emir do Abu Dabi e fundador dos Emirados Árabes Unidos. É meio irmão do actual emir. Já foi ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros dos EAU. O iate deve ter sido baptizado com o nome do seu filho Yas bin Zayed Al Nahyan.
O «Yas» tem 141 metros de comprimento (463 pés) e foi entregue ao seu dono em 2013. Foi construído nos estaleiros de Abu Dabi, usando como base o casco de uma antiga fragata da marinha real holandesa. Tem acomodações para 60 passageiros, com uma tripulação de 56 pessoas.
O seu casco foi combinado com uma estrutura de vidro, o que lhe dá um aspecto muito futurista. Está equipado com heliporto, spa, zona de lazer, entre muitas outras comodidades.

Reserva Mundial de Surf da Ericeira tem centro interpretativo digital


A Ericeria tem visto a sua comunidade alterada desde 2011, altura em que foi declarada a primeira Reserva Mundial de Surf na Europa. O turismo sofreu um ‘boom’, a oferta de camas e hostels explodiu, assim como despertou a realização de surf camps para surfistas e aspirantes de todo o mundo, sobretudo dos países do norte da Europa.
Para explicar toda esta temática e as condições excepcionais da Ericeira para a prática da modalidade, dispersas em sete ‘spots’ (Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço) lançou um centro interpretativo que está instalado num dos edifícios mais emblemáticos do centro da vila outrora piscatória, e agora tão surfista.
O espaço não é megalómano, mas chega para albergar um conjunto alargado de ecrãs tactéis que nos vão guiando em explicações detalhadas, como o caso de uma maquete em que através da técnica de videomapping que as ondas não são iguais em todas as praias.  Além dos oceanos, também a riqueza ambiental e a importância desta vila do concelho de Mafra para história do surf, e os nomes dos filhos da terra como Joana Rocha e Tiago ‘Saca’ Pires. Desde 1977 que se realizam campeonatos de surf na mais emblemática das praias, Ribeira de Ilhas, conhecida pelo fantástico por do sol, além das míticas ondas que tantos atraem. Todas estas informações são completadas e complementadas por sete Ipads numa experiência interactiva e digital.
A inauguração aconteceu em Junho e resultou da colaboração da Câmara Municipal de Mafra em conjunto com mais de 20 criativos da Experimentadesign. Entre ondas e marés, há ainda espaço para o Surf Café, que dá a conhecer os ricos produtos da região saloia: pão de Mafra, queijo fresco, limão e pera-rocha.
Centro de Interpretação da Reserva Mundial de Surf da Ericeira > Pç. da República, 17, Ericeira > T. 261 863 122 > seg-dom 10h-20h (jul-ago), até às 19h (jun, set), até às 18h (out-mai) > grátis