sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Repsol adia furo no mar em frente a Faro



A Repsol não vai avançar com o furo para gás natural no mar, ao largo do Algarve, que devia ter início em Outubro próximo, noticia o Jornal de Negócios.
«O projeto de pesquisa está em processo de revisão, não havendo nesta altura data fixada para a perfuração», diz fonte oficial da Repsol Portugal, citada pelo Jornal de Negócios.
Depois de o consórcio Galp/ENI ter anunciado também o adiamento do seu primeiro furo, que deveria ocorrer a cerca de 45 quilómetros do litoral do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ou seja, frente aos concelhos de Aljezur (Algarve) e Odemira (Alentejo), agora é a vez de a petrolífera espanhola anunciar também o congelamento dos seus planos.
O consórcio formado pela Repsol e pela portuguesa Partex previa fazer um furo a uma distância de 40 a 50 quilómetros da costa do Sotavento algarvio, frente a Faro.
O consórcio detém quatro áreas para procurar hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) no mar da costa Sul do Algarve. Tendo em conta que a Repsol já explora gás natural a 50 quilómetros de Portugal, no golfo de Cádis, também no mar algarvio há boas hipóteses de haver esse hidrocarboneto.
No caso do furo exploratório que a Galp/ENI deveriam começar a abrir este Verão, na Costa Alentejana, o presidente da Galp Energia anunciou, em finais de Julho, que ficaria adiado, não havendo nova data prevista.
Carlos Gomes da Silva disse que tudo estava pronto em termos técnicos e logísticos para fazer o furo, mas a decisão da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos de prolongar o prazo de consulta pública, por mais 30 dias, levou a que fosse perdida «a oportunidade».
Até 4 de Agosto, esteve a decorrer o período de consulta pública sobre a pretensão do consórcio Galp/ENI, que estava a gerar grande contestação por parte das associações ambientalistas, dos movimentos anti exploração de petróleo, de todos os municípios do Algarve e de associações empresariais.
A italiana ENI (que tem 70% do consórcio) e a Galp voltarão a avaliar em 2017 se vale a pena fazer o furo, mas o presidente da petrolífera portuguesa diz que na altura se verá se vale a pena fazer o investimento.

Tubarão-da-gronelândia: Vertebrado mais velho do mundo tem 392 anos

Vive em águas muito frias e tem um metabolismo lento. Estas são algumas das justificações para a vida tão longa destes animais, que ainda permanecem um mistério para a ciência.


Jeanne Louise Calment viveu 122 anos e 164 dias. Até hoje, ninguém viveu tanto como esta francesa nascida em 1875. Mas este número parece uma brincadeira, quando comparado com os 392 anos vividos por um tubarão-da-gronelândia, o animal vertebrado mais velho do mundo, que vive em águas entre os -1 e os 5ºC.
As conclusões são de um estudo divulgado agora e orientado pelo investigador Julius Nielsen, da Universidade de Copenhaga. No entanto, pelo menos desde os anos 30 já se falava da possibilidade de os tubarões-da-gronelândia terem uma longevidade superior ao normal. A revista The Atlantic recorda que em 1936, um investigador dinamarquês mediu um destes animais e marcou-o para poder voltar a ele mais tarde. Voltou em 1952, 16 anos depois, e registou um crescimento de apenas 8 centímetros. Meio centímetro por ano. Para atingir os sete metros verificados noutros tubarões, precisaria de alguns séculos.
Mas era difícil de comprovar, de forma mais exata, esta conclusão. Impedidos de usar um dos métodos mais tradicionais para averiguar a idade de um tubarão (a análise dos círculos de crescimento nas vértebras), devido ao facto de as vértebras desta espécie serem demasiado macias, Julius Nielsen e a sua equipa optaram por algo inovador: a datação por radiocarbono dos olhos de alguns destes tubarões.
Resultado: o tubarão-da-gronelândia tem entre 272 e 512 anos de idade. Uma média de 392 anos, o número que foi avançado pelo grupo de cientistas. A margem ainda é grande, mas dá uma ideia da longevidade destes animais.

A ideia de utilizar o carbono-14 para descobrir a idade dos tubarões apareceu uns meses antes. Nielsen tinha participado, enquanto estudante, numa missão num navio hidrográfico. Por acaso, puxaram um daqueles tubarões para o barco, enquanto mediam cardumes de bacalhaus, e tiveram de usar as forças de todos para o conseguir colocar novamente no mar. “Foi uma experiência fantástica”, descreveu à The Atlantic.
Quando, depois desta expedição, assistiu a uma palestra sobre o assunto, ouviu do orador uma ideia interessante: talvez fosse possível saber a idade de um tubarão utilizando a datação por radiocarbono, analisando o cristalino do olho dos animais. “Levantei a mão e disse que já tinha estado num barco que apanhou e libertou um tubarão-da-gronelândia. Ele disse que devíamos falar”. Daí até ao estudo em si, foi rápido. Nielsen dedicou-se, entre 2010 e 2013, a recolher amostras dos olhos de 28 tubarões, em que foram medidos os níveis de carbono-14.
Este método de datação, muito eficaz em rochas ou em animais em terra, perde eficácia na água, onde é difícil avaliar as variações dos níveis de carbono-14. A ajuda veio do tempo da Guerra Fria. Quando as grandes potências mundiais fizeram testes nucleares, entre 1955 e 1963, causaram um aumento da quantidade de carbono-14 na atmosfera mundial, para o dobro. Naturalmente, este composto entrou na cadeia alimentar e, portanto, na constituição dos animais. Um modelo matemático criado para o estudo dos tubarões-da-gronelândia permitiu usar aquela década como referência e aumentar a eficácia do processo.
E os resultados são impressionantes. Mesmo utilizando os valores menores, o tubarão-da-gronelândia é oficialmente o animal vertebrado mais velho do mundo, até hoje conhecido. Nielsen pretende continuar a estudar este animal, para descobrir os motivos que permitem ao tubarão viver tantos anos. “Sou um geek dos tubarões-da-gronelândia”.
Fonte: Observador

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Cientistas avaliam estado de saúde dos oceanos



A cerca de 12 quilómetros ao largo da costa da Bermuda os cientistas estão a analisar o estado de saúde dos oceanos.
A bordo do submarino Triton, a 60 metros de profundidade, os cientistas exploram os recifes de coral.
A Missão Nekton, assim designada em memória à primeira missão para explorar as profundezas do oceano em 1960, pretende levar a cabo o diagnóstico mais abrangente jamais realizado sobre a saúde dos oceanos.
Os cientistas estudam aspetos como a composição química da água e a biodiversidade. Os mergulhadores registam tudo com câmaras de alta definição enquanto são recolhidas amostras que mais tarde serão analisadas em laboratório.
O diretor da missão Oliver Steeds afirma que “é sabido que as profundezas do oceano estão em rápida mutação. O que não compreendemos de momento é o seu estado de saúde e resiliência”.
Steed adianta que “precisamos de mais missões como esta. Gastam-se milhares de milhão para ir ao espaço e muito pouco dinheiro para explorar as profundezas do oceano, isto apesar de se tratar de algo crítico para a humanidade”.
O professor Alex Rogers já levou o submarino até aos 150 metros de profundidade.
Ele afirma que os corais aparentam estar saudáveis, as espécies de tamanho mais pequeno são abundantes mas verifica-se uma quase ausência de espécies de maiores dimensões. O problema, afirma, é a pesca industrial.
“A sobreexploração dos eco-sistemas marinhos leva décadas a recuperar. E isso acontece nas águas menos profundas. Por isso podemos imaginar o que acontece quando se arrastam redes sobre os corais situados em águas profundas. Leva centenas de anos a recuperar na melhor das hipóteses”, adianta Alex Rogers, biólogo da Universidade de Oxford.
A missão Nekton vai prosseguir até meados de agosto. Estão previstas missões ao Atlântico Norte e às águas costeiras do Canadá.

O malfadado Fortuna está de regresso ao mar


O destino do Fortuna foi finalmente decidido. Após três anos ancorado, aquele que foi o iate da família real espanhola vai voltar a cruzar os mares. A companhia de navegação Baleària, que o adquiriu em julho de 2014, optou por alugar a embarcação. Um luxo que não está ao alcance de todos, ou não fossem precisos 25 mil euros - sim, 25 mil - apenas para encher o seu depósito de combustível de 45 mil litros.
A história do Fortuna, um dos iates mais rápidos do mundo - consegue atingir velocidades de 65 nós (aproximadamente 125 quilómetros por hora) graças aos seus dois motores Rolls-Royce -, é daquelas que começa como um conto de fadas e que rapidamente se transforma num pesadelo. Oferecido no ano 2000 ao então rei Juan Carlos por duas dezenas de empresários e pelo governo das ilhas Baleares, foi avaliado em 19 milhões de euros e chegou a transportar a realeza espanhola enquanto esta acenava ao povo e apanhava banhos de sol no convés ao largo de Palma de Maiorca.
Há três anos, quando Juan Carlos renunciou ao iate como parte de um plano de relações públicas que visou a melhoria da imagem dos residentes do Palácio da Zarzuela, tudo mudou. Regressou às mãos dos empresários que o mandaram construir e acabou por ser posto à venda. Mas o Fortuna, todo ele construído de alumínio e com cinco camarotes duplos, mais aqueles que estão destinados à tripulação, deixou de valer uma fortuna: o seu preço de mercado caiu para metade e nem assim houve quem quisesse pagar os cerca de dez milhões de euros que eram pedidos para a sua aquisição.
Até julho de 2014, quando a Baleària abriu os cordões à bolsa e o comprou por 2,2 milhões - um valor irrisório, tendo em conta o preço inicial. Escreveu a imprensa espanhola na época que a ideia passava por mandar retirar os motores do ex-iate real e utilizá-los nos ferry que fazem a travessia, a cargo da mesma empresa, entre as ilhas Baleares e a Península Ibérica. Contudo, como os custos eram demasiado elevados, a Baleària optou por desmantelar a embarcação para a vender às peças. Uma ideia que posteriormente também abandonou.
Agora, o velhinho Fortuna, de 35,4 toneladas de peso e entretanto batizado de Foners, pode fazer parte do mercado charter. O jornal El Mundo avança que a companhia de navegação já deu início aos trâmites que vão permitir o seu aluguer.
Resta dizer que Don Juan Carlos de Borbón não foi homem de um Fortuna só. A história deste começou em 1997, quando foi encomendado aos estaleiros navais de Izar, em San Fernando (Cádis). A ideia foi substituir o anterior Fortuna, que lhe tinha sido oferecido em 1979 pelo rei saudita Fahd. E antes deste, ainda enquanto príncipe, o rei emérito de Espanha teve um outro - o seu primeiro: aquele com que participou nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972 e que hoje está no Museu Olímpico de Barcelona. Actualmente, Juan Carlos é um homem sem Fortuna.

Fonte: DN

O maior buraco azul do mundo fica no Mar da China

Um submarino afundou-se à maior profundidade alguma vez registada e o efeito é uma grande mancha azul em alto mar.


No meio do grande azul, há um buraco enorme de um azul ainda mais profundo. Um submarino afundou-se em pleno Mar da China, junto às Ilhas Paracel, e o fenómeno provocou o maior "buraco azul" alguma vez encontrado no mundo.
Os habitantes locais chamam-lhe "o olho", de acordo com o Business Insider. O buraco fica numa das áreas mais militarizadas do planeta, situada entre a China, Vietname, Malásia, Indonésia, Filipinas, Brunei e Taiwan.
Os restos do submarino estão agora a 300 metros de profundidade, pelo que este é o afundamento mais profundo alguma vez registado.
Os investigadores da Ocean University of China que detectaram o buraco conseguiram medir a profundidade através de uma série de calibragens baseadas no nível das águas, na quantidade de sal, na temperatura e na densidade da água.
Os buracos azuis são formados quando, numa zona de rochas calcárias, um buraco provocado por um afundamento se enche de água. Ao longo dos tempos, a rocha dissolve-se no subsolo e forma cavernas ou cavidades, diz o Live Science, e o processo de dissolução faz com que a caverna fique muito perto da superfície da Terra. Se as paredes da caverna colapsarem, gera-se um buraco azul.
Os cientistas chineses vão avançar com estudos sobre a vida marinha dentro do "buraco azul". Uma vez que a partir de um certo nível a água deixa de ter oxigénio, dada a profundidade do buraco, poucos serão os seres vivos que conseguirão ser encontrados nas profundezas do grande azul.
Fonte: TSF


quarta-feira, 27 de julho de 2016

adeus aos gigantes dos mares


A zona de Belém, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre, foi das mais concorridas para acompanhar o desfile náutico dos 51 navios presentes na edição deste ano da Tall Ships Races. Durante os últimos quatro dias, estas embarcações abriram as suas portas ao público e mostraram como é a vida a bordo de um grande veleiro.
Na comemoração dos 60 anos da Tall Ships Races, que se realizou pela primeira vez entre Torbay, no Reino Unido, e Lisboa, o evento voltou a registar a presença de milhares de pessoas ao longo destes dias, contribuindo para aproximar os portugueses do mar.
A The Tall Ships Races ruma agora a Cádiz, no sul de Espanha, onde permanecerá também durante quatro dias, para a segunda etapa da regata, que termina a 14 de Agosto, na Corunha.

Aumento da quota de pesca da sardinha aceite


A Comissão Europeia comunicou ao Governo que aceitou a sua pretensão de aumento da quota de pesca de sardinha para 17 mil toneladas, disse a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, à Agência Lusa.
Temos excelentes notícias. A Comissão comunicou-nos que compreendia, aceitava e acolhia os nossos argumentos para o aumento da quota para este ano”, disse a governante.
Ana Paula Vitorino recordou que o ano tinha começado de “uma forma muito negativa”, aludindo à recomendação do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em Inglês) para limitar as capturas desta espécie a 1.584 toneladas.
Na altura, acrescentou, conseguiu-se fixar um valor substancialmente mais elevado (14 mil toneladas), agora aumentado para 17 mil, a repartir por Portugal e Espanha, numa proporção de dois terços para portugueses e um terço para espanhóis.
A consagração da quantidade pretendida, dada a acentuada disparidade em relação à recomendação do ICES, foi atribuída aos argumentos científicos e à análise dos impactos socioeconómicos avançados.
A disparidade dos números foi justificada por Ana Paula Vitorino com a alteração dos dados científicos fornecidos por Portugal.
Esta alteração “resultou de um reforço efectivo da capacidade de investigação do IPMA” (Instituto Português do Mar e da Atmosfera).
As toneladas avançadas pelo ICES resultaram de uma análise feita “sem que Portugal fornecesse informação científica sobre o estado do ‘stock’ da sardinha”.
A ministra recordou que “este governo tomou a decisão de reforçar as verbas de investigação e fazer um cruzeiro científico em Dezembro, que foi repetido na primavera”, o que permitiu “recolher informação mais actualizada”, enviada para o ICES que a incluiu na sua informação.
Ao mesmo tempo, foi estabelecido “um plano de gestão relativamente ao ‘stock’, que fez com que este começasse a recuperar”.
Desta forma, continuou, “através de um acompanhamento mais efectivo, mais eficaz, de toda esta matéria, do ponto de vista científico e do das pescarias, conseguiu-se demonstrar que houve um aumento de 20% na biomassa e com isso justificar já este ano que uma recuperação em relação ao cenário pessimista do início do ano”.
Ana Paula Vitorino revelou também que “na próxima semana”, vai reunir “com a comissão de acompanhamento do sector, com todas as organizações, e fixar um plano de gestão para que as capturas possam ser mais elevadas, mas que simultaneamente possa haver pescaria até final de Outubro”.
Este aumento do prazo visa permitir também satisfazer a indústria conserveira: “É importante não só para nós todos, a nossa gastronomia, mas também este prolongar no tempo até Outubro (vai) prolongar significativamente no tempo os fornecimentos à indústria conserveira, que depende em muito desta espécie”, concluiu.
A ministra insistiu ainda na necessidade de conjugar o aumento as pescarias com a sustentabilidade da evolução da espécie.
O plano de sustentabilidade para as capturas de sardinha na Península Ibérica tinha sido apresentado à Comissão Europeia.
Na ocasião, a ministra realçara a preocupação com a sustentabilidade da espécie: “Procuramos, de facto, que haja um crescimento sustentável da biomassa da sardinha: fixámos um mínimo de 4% de perspectiva de crescimento da biomassa e, fixando 17 mil toneladas, permitir-nos-á ter esse aumento de 4% e termos uma rota sem grandes flutuações, que são muito prejudiciais em termos sociais e económicos”, disse.
O previsível aumento das capturas possíveis far-se-á sentir “já”, acrescentara, observando que o plano de gestão para este ano fixava um total possível de capturas, entre Portugal e Espanha, de 10 mil toneladas até final de Julho, que ainda não foi atingido (Portugal capturou menos de 7 mil toneladas, e Espanha “2 mil e tal”).
Se se confirmar este acréscimo, o que quer dizer é que podemos prolongar a pescaria até mais tarde, até Outubro, até Novembro, até esgotarmos esse novo limite”, dissera na altura.

Golfinhos morrem nas redes de pesca



Dezassete golfinhos morreram, esta sexta-feira, cerca das 16 horas, depois de terem sido apanhados acidentalmente nas redes de pescadores de arte xávega, na praia de Mira.
Os pescadores da embarcação Alexandre Vieira aperceberam-se da situação no mar e tentaram libertar o grupo. "Eram cerca de 200, nunca tinha visto tantos na minha vida. Paramos várias vezes e tentamos que saíssem dos sacos das redes, mas não saíam", contou o proprietário da embarcação, José Vieira. Assim que chegaram perto de terra, cortaram as redes com a ajuda de banhistas. Para além da tristeza da morte dos golfinhos e de perder o pescado do lanço, José Vieira ficou com um prejuízo nas redes de 8 mil euros.
Luciano Santos Oliveira, comandante da Polícia Marítima de Aveiro, disse que foram "contabilizados 17 golfinhos comuns mortos" no areal. Os corpos dos animais foram recolhidos por biólogos e técnicos do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAM-Q), que agora irão proceder às necrópsias (autópsia feita a animais), fazer análises e guardar amostras para investigação.
Os golfinhos mortos pertenciam a "um grupo heterogéneo, com adultos e juvenis, que se aproximou muito da costa. Estavam atrás de alimento ou de passagem", explicou Marisa Ferreira, bióloga do CRAM-Q, confirmando que estes cetáceos podem formar grupos de 200 elementos.
A captura acidental não é rara, mas tem diminuído devido à colocação de sensores nas redes, que emitem sinais sonoros de baixa intensidade para afastar os golfinhos. Raul Almeida, presidente da Câmara de Mira, diz que "foi confirmado que os sensores estavam a funcionar", mas não foi o suficiente para impedir a tragédia.

Fonte: JN 

Gestores de topo da Web Summit vão surfar à Ericeira



A Ericeira vai receber o Surf Summit deste ano, de 5 a 6 de novembro. O evento que se realiza em antecipação ao Web Summit, vai reunir executivos mundiais em tecnologia nesta vila onde vão poder participar em actividades de aventura, networking e palestras ao longo de quatro quilómetros da costa portuguesa nos arredores desta vila do concelho de Mafra.
Em comunicado da organização, Paddy Cosgrave, CEO do Web Summit, refere que o Surf Summit deste ano será uma experiência incrível para todos os participantes, ao juntar o melhor da tecnologia e do desporto de aventura em dois dias de networking num local de nível mundial. É a preparação ideal para o próprio Web Summit”.
Nestes dois dias, os participantes terão oportunidade de surfar com alguns dos mais conhecidos surfistas do mundo. Outras actividades incluem mountain biking nas arribas do Lizandro, yoga na praia de Ribeira D’IIhas e standup paddle.
À noite, os participantes poderão jantar e assistir a palestras numa estrutura construída para o efeito, com vista para o Oceano Atlântico e uma after party na discoteca mais antiga de Portugal, o Ouriço.

Fonte: Expresso

Picada de medusa faz três mortes


Três pessoas morreram depois de serem picadas por medusas na costa de East Sussex, Inglaterra. Os animais foram empurrados para a costa pelas correntes quentes e acabaram por ferir mais três banhistas, segundo o The Sun. Há registo de um desaparecido e as equipas de resgate estão no local. As autoridades acreditam que as vítimas sofreram paragens cardíacas quando foram atacadas pelas medusas na água.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Canal do Panamá ultrapassa Suez

O renovado Canal do Panamá, inaugurado no final de Junho, já ultrapassou o Canal do Suez no volume de contentores transportados na rota Extremo Oriente-Costa Leste dos Estados Unidos, de acordo com a Alphaliner.


A consultora indica que a quota do Canal do Panamá naquela rota era de 48% no início do ano e que, após as novas eclusas entrarem em funcionamento, ascende a 57%.
E a tendência de crescimento da quota de mercado do “novo” canal será para continuar, prevê a consultora, já que mais companhias deverão trocar o Suez pelo Panamá. Além disso, sublinha, nem todas as companhias alinharam já nos seus serviços que passam pelo Canal do Panamá navios neo-Panamax.
Ao longo dos últimos anos, várias companhias optaram pelo Suez em detrimento do Panamá, pois no canal egípcio podiam navegar com navios entre 5 500 e 10 000 TEU enquanto no centro-americano se ficavam, até ao mês passado, pelos 4 000 a 5 000 TEU dos navios Panamax (os neo-Panamax rondam os 10 000 TEU). Era, de resto, a enorme diferença de capacidade que justificava a opção pelo Suez na rota Extremo Oriente-Costa Leste, já que a distância percorrida é bastante maior.
Fonte: T e N

Estes skates ajudam a proteger os oceanos


Skates são extremamente convenientes: eles ocupam pouco espaço, são facilmente (e barato) mantidos, e eles são um óptimo método de transporte. A Bureo skates traz todas as expectativas do skate, mas também ajuda a salvar os oceanos. A empresa lançou uma nova linha de skates dedicada a salvar a vida marinha, transformaram redes de pesca recicladas em skates.
As redes de pesca dispensadas ou abandonadas no mar oferecem um grande risco aos animais marinhos de todos os tipos. Ao prender-se ao animal, elas podem cansa-lo até a morte, quando não o matam de fome, por não conseguir caçar e alimentar-se.
Um estudo conjunto realizado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Ambiental da ONU (UNEP) indica que equipamentos de pesca descartados respondem a 10 por cento de todos os resíduos marinhos. Isso é um total de 640 000 toneladas de lixo por ano. Algumas das redes perdidas no mar podem chegar a até 10.000 metros de comprimento, muito o suficiente para prender e matar milhares de animais marinhos.
Fonte: Ideagrid

Barreira de cem metros para limpar oceanos

O projecto Ocean Cleanup descreve uma barreira de borracha que flutua e que ajuda a limpar os oceanos. O protótipo mede cem metros, mas o plano final inclui uma barreira de quase cem quilómetros.



O Protótipo vai ser colocado no Mar do Norte e, se tiver sucesso nas condições adversas, o Ocean Cleanup poderá chegar a outros locais, como o Pacífico, para ajudar a reduzir o lixo que aí se encontra. Os mentores do projeto pretendem reduzir aí o lixo para metade, ao longo dos próximos dez anos, ou seja, recolher cerca de 60 milhões de quilos, noticia o Engadget.
Jeffrey Drazen, da Universidade do Hawai, alerta que esta barreira flutuante, de dois metros de altura, pode ter um impacto ainda desconhecido na vida animal e pode até funcionar como um bloqueio à expansão dos animais.
Allard van Hoeken, da organização não governamental holandesa que lançou este projecto, explica que «fizemos anos e anos de modelação por computador e simulações com sucesso. Agora, estamos prontos a testar a nossa tecnologia em condições reais».