terça-feira, 12 de julho de 2016

Submarino português preso em arrastão. Não há danos nem vítimas.

O submarino português Tridente ficou hoje de manhã preso nas redes de um barco de pesca francês em águas britânicas, num incidente sem danos materiais ou humanos, disse o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).


O incidente ocorreu durante uma missão de treino com a marinha britânica, na viagem de regresso do Tridente a Portugal, depois de ter estado em missão no Báltico, segundo o EMGFA.

"O Tridente veio à superfície para garantir a sua própria segurança e a do pesqueiro, libertou-se do cabo em que estava preso e continua a sua missão", disse à Lusa o porta-voz do EMGFA, Hélder Perdigão.
"Foi um pequeno incidente, não houve danos", acrescentou.
O incidente ocorreu cerca de 55 quilómetros a sudeste do Cabo Lizard, a ponta sudoeste da Grã-Bretanha, em águas britânicas.
O arrastão largou a rede, com a ajuda de meios da Marinha britânica e regressou a França, indica um comunicado do comando marítimo do Atlântico francês, citado pela France Press.

Pessoas com deficiência fazem surf na Caparica


"Anda. Não tenhas medo. Pões os braços assim (estendidas para a frente) e depois deslizas", dizia Paulo Moreira, enquanto exemplificava para Ana Clara Cruz, que ia ter a sua primeira aula de surf com os voluntários da Associação Surf For All, na Praia do Castelo, na Costa da Caparica, em Almada. Paulo e Ana são dois dos mais de 30 utentes portadores de deficiências cognitivas que esta quinta-feira participaram na quinta edição do maior evento de surf adaptado da Europa. "Este ano devemos bater o recorde, com uma média de cerca de 120 participantes", explicou ao CM Hugo Maia, presidente da associação e atleta da Selecção Nacional de Basquetebol em Cadeiras de Rodas. O evento, que começou na passada quarta-feira e terminou na sexta-feira, visou "proporcionar o prazer do deslizar nas ondas a pessoas portadoras de deficiências motoras e cognitivas. Mas também passar a energia que o mar dá e todo o ambiente que se vive", sublinha o atleta. "O maior desafio para estas pessoas é vencer o medo inicial, depois adaptam-se bem à água e alguns já voltam todos os anos", conta Tiago Rodrigues, surfista, empresário e um dos 35 instrutores voluntários, que das 9 horas da manhã às 16 horas ajudaram pessoas como o Paulo e a Ana a surfar. Cada um dos alunos especiais conta com a ajuda de três a cinco instrutores devidamente preparados para lhes prestar assistência. "Temos formação na área da saúde, da fisioterapia com as instituições que nos enviam os seus utentes, porque temos de estar preparados para lidar com todas as situações. Este ano recebemos participantes de 12 instituições e muito gratificante ver como todos os anos a adesão é maior", afirma Tiago Rodrigues.

O evento tem vindo a crescer e isso só tem sido possível graças aos patrocinadores e ao apoio da Câmara Municipal de Almada. É, aliás, a parceria com a autarquia que torna possível que Tiago Rodrigues, através da sua escola de surf Duck Dive, proporcione aulas de surf adaptado, e gratuito, a utentes de várias instituições todas as quintas-feiras, de Maio a Outubro. A emoção de pegar numa prancha, entrar no mar e apanhar uma onda era visível no rosto daqueles alunos especiais, a maioria da Fundação AFID Diferença. "Na água, sente-se assim… suave. Gosto de estar deitado, de barriga na prancha, ainda não consigo ficar de pé", explica Paulo Moreira, de 33 anos, que, na retaguarda, teve a ajuda de Joana Sales, jornalista do CM e uma das voluntárias. Também Luís Ferreira, 29 anos, contou que esta foi a "segunda vez" que fez surf e que diz nunca "ter tido medo". Já Ana Clara Cruz, 38 anos, depois do incentivo dos amigos, vestiu o fato e entrou na água. "Tive um pouco de medo, mas depois gostei. Quando a onda veio deitei-me na prancha. Queria ficar de pé, mas ainda não consigo", conta. Paulo Gomes, 76 anos, professor de natação voluntário na Fundação AFID Diferença, contou ao CM que alguns destes surfistas são seus alunos e que há três anos vivem este dia com uma imensa alegria. "É muito bom para eles esta oportunidade. Estão perfeitamente adaptados ao meio aquático, respeitam a água e não têm medo. Para eles é uma sensação de liberdade", revela. Uma sensação de liberdade por dentro que se traduziu em sorrisos de alegria por fora e que na passada quinta-feira encheram a Praia do Castelo na Costa da Caparica.

Fonte: CM

Porto de Sines apresenta taxa média de crescimento de 13,2% ao ano




Entre Janeiro e Maio, os portos do Continente movimentaram cerca de 36,9 milhões de toneladas, mantendo o nível de movimentação global quando comparado ao período homólogo de 2015, registando uma quebra de -3,1% na carga embarcada e um acréscimo de +2% na carga desembarcada. Sines, com uma taxa média de crescimento de +13,2% ao ano (considerando os períodos de Janeiro-Maio desde 2012), mantém a posição cimeira, representando 53,3% do total do movimento portuário, após ter atingido 19,6 milhões de toneladas.

Tal comportamento do sistema portuário é explicado principalmente pelas quebras de movimentação que se verificaram em todos os portos, à excepção de Sines que registou um acréscimo de +9,6%. Ao contrário de Sines, durante o período em análise, o porto de Lisboa registou uma quebra de -21,6% - influenciada pela quebra de -47,5% registada no passado mês de Maio - face ao período homólogo de 2015, explicada pela greve dos trabalhadores portuários nos primeiros 20 dias deste mês. Dos restantes portos, sublinha-se a quebra de Viana do Castelo (-1,4%), Setúbal (-1,8%), Leixões (-4,2%), Figueira da Foz (-7,2%), Aveiro (-13,8%) e Faro (-17,6%). 

Em termos de tráfego global de contentores, o porto de Sines mantém a posição de líder neste segmento de mercado com 53,9% do total de TEU (+1,5 pontos percentuais), seguindo-se Leixões com 26,9% (+0,8 pontos percentuais), Lisboa com 11,9%, descendo 2,6 pontos percentuais, e Setúbal com 6,5% (+ 0,1 pontos percentuais).

Explica a AMT que a carga embarcada, com origem no hinterland dos portos comerciais, na qual as “exportações” assumem um peso importante, registou no período de Janeiro-Maio de 2016, um volume de 15,5 milhões de toneladas, uma diminuição de cerca de -3,1% face ao período homólogo de 2015, representando 42,1% do tráfego total. A generalidade dos portos registou quebras no volume de carga embarcada, face ao igual período de 2015, como é o caso de Aveiro (-39,7%), Lisboa (-35,7%) e Faro (-17,6%). Apenas Viana do Castelo e Sines registaram variações positivas com +11% e +17,2%, respectivamente.

Quanto ao volume de carga desembarcada com destino ao hinterland dos portos, na qual as “importações” representam em regra mais de 90%, registou um aumento superior a +2%, face ao valor registado no mesmo período de 2015, atingindo 21,3 milhões de toneladas, explicado pela carga Contentorizada que registou um crescimento global de 14%.


Fonte: Cargo

Depois de Fukushima, oceanos já recuperaram


Os cientistas acreditam que, após o acidente na usina nuclear japonesa de Fukushima1, o nível de radiação nos oceanos voltou ao normal. Esta conclusão consta do relatório do Comité Científico de Pesquisas Oceânicas (Scientific Committee on Oceanic Research), que reúne especialistas de todo o mundo.

O relatório é baseado em 20 medições dos níveis de radiação em diferentes partes do Oceano Pacífico — do Japão à América do Norte. Segundo os cientistas, as razões de redução da radiação nos oceanos são as correntes submarinas, que transportam as substâncias nocivas para o fundo do mar, onde elas parcialmente perdem as suas características. Os investigadores acreditam que durante cinco anos todas as substâncias radioactivas serão completamente dissolvidas na água ou serão inactivas.
No que diz respeito à fauna pelágica, como foi observado por um dos autores do relatório, o professor australiano de radioquímica Pere Masque, em 2011 cerca de metade das amostras de peixe nas águas costeiras de Fukushima continham uma quantidade de radiação significativamente acima da norma, mas, em 2015, este número caiu abaixo de 1%.
Assim, podemos esperar uma nova queda deste indicador, o que fará com que todo o peixe na área se torne saudável. Apesar disso, a vigilância da situação ecológica vai continuar.
Os resíduos radioactivos líquidos podem ser vertidos ao oceano de umamaneira especial ou ser armazenados em fossas oceânicas, diz o geoquímico russo e especialista em radio-ecologia Viktor Kopeikin:

"É costume considerar um prazo de armazenamento dos resíduos fortemente radioactivos de mil anos ou mais. Ao mesmo tempo, deve ser garantida a segurança do local de armazenamento. Mas quem realmente pode dar essa garantia? Vemos como em diferentes áreas, calmas durante milhares de anos, de repente ocorrem cataclismos fortes e muito destrutivos. Nem vale a pena falar do Japão, onde constantemente há perturbações".
Centenas de toneladas de água armazenada na usina nuclear da usina Fukushima foram purificadas de césio e estroncio. Mas o trítio (um isótopo radioactivo de hidrogénio) modifica as moléculas de água, e, portanto, é difícil separá-lo. Este ano, uma comissão especial vai considerar três projectos que chegaram à final do concurso internacional para a purificação de água de trítio anunciado pelo Japão. São um projecto russo da companhia RosRAO, outro da empresa norte-americana Kurion e um terceiro, do consórcio canadiano-japonês GE/Hitachi.
No entanto, a purificação da água de trítio é um processo muito dispendioso, por isso, é possível que a água seja lançada para o oceano. Os ambientalistas japoneses exigem que o trítio seja removido da água, apesar de a sua radiação ser mais fraca do que a de estrôncio ou de césio. Mas muitos cientistas dizem que os receios são infundados, porque o trítio é considerado um dos materiais radioactivos menos perigosos produzidos em usinas nucleares. "A radioactividade do trítio é tão fraca que ela não penetra nem mesmo através de um invólucro de plástico", argumenta Shunichi Tanaka, físico japonês, vice-presidente do Instituto de Pesquisas Nucleares (The Nuclear Regulation Authority).

Cátedra UNESCO sobre os oceanos lançada na Universidade Nova de Lisboa


A Universidade Nova de Lisboa (UNL) lançou uma cátedra com a chancela da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), dedicada ao património cultural dos oceanos, que prevê investigação científica, formações de nível superior avançado, mas também uma abertura a toda a sociedade.

"Esta cátedra UNESCO é um selo dado à Universidade Nova para este tema em particular, o Património Cultural dos Oceanos. Serão desenvolvidas actividades relacionadas com o tema central – o património cultural dos oceanos – em áreas como a investigação científica, a formação avançada em ensino superior (pós-graduação, mestrado e doutoramento), e divulgação científica", explicou à Lusa Cristina Brito, coordenadora científica da cátedra.

De acordo com a responsável, esta chancela prevê também actividades para o público em geral, como cursos de verão, sessões públicas, exposições, conferências e palestras e actividades programadas para escolas.

"Actuamos a vários níveis da sociedade, não é apenas direccionado para a academia ou para a investigação", disse. A Cátedra UNESCO – Património Cultural dos Oceanos foi apresentada na Reitoria da UNL, contando com a presença do reitor da universidade, António Rendas, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Ana Maria Martinho, e com o director do Centro de História d'Aquém e d'Além Mar (CHAM), João Paulo Oliveira e Costa. O CHAM, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, lidera a cátedra.

A rede de parceiros que vai trabalhar sob esta chancela da UNESCO tem uma extensão "muito transatlântica", contando com parceiros na Europa, como a Irlanda e Espanha, mas também no norte de África, como Marrocos, da comunidade de países de língua oficial portuguesa, como Cabo Verde, e do outro lado do oceano Atlântico, como o Brasil e a Colômbia, que, explicou Cristina Brito, garantem coerência à rede internacional de parceiros no âmbito das investigações e actividades a desenvolver.

A cátedra já arrancou oficialmente, mas as primeiras actividades previstas devem acontecer a partir de Setembro, com workshops e conferências subordinados ao tema dos oceanos. O primeiro grande evento no âmbito deste selo da UNESCO será a CHAM International Conference, em Julho de 2017.

Há já algumas investigações a decorrer, relacionados com património marítimo subaquático, história marinha e história ambiental marítima, que "formaram a base para esta proposta" aprovada pela UNESCO.

A chancela mantém-se por quatro anos, até 2020, devendo o trabalho desenvolvido no seu âmbito ser avaliado dentro de três anos, estimou Cristina Brito, que acrescentou que uma avaliação positiva poderá dar "uma continuidade longa" a este selo atribuído à UNL. "Após a avaliação será lançado um novo programa de actividades", disse.

Os centros parceiros da cátedra recorreram a capitais próprios para assegurar o financiamento da fase inicial da cátedra, mas o objectivo, explicou a coordenadora científica do projecto, é que este selo seja o ponto de partida para a obtenção de financiamento externo, público e privado, para o restante ciclo de actividades.

Recifes de coral sofrem devido à alta temperatura do oceano


Os recifes de coral do planeta estão vivendo em águas mais quentes que o normal pelo terceiro ano consecutivo, um período sem precedentes. Esse "sofrimento" provoca o branqueamento de corais registado, que já é o mais longo registado,  informaram as autoridades norte-americanas.
O branqueamento coralino global começou em meados de 2014, decorrente do aquecimento global e de um fenómeno El Niño particularmente intenso, que resultou em temperaturas oceânicas mais altas que o normal, de acordo com a Administração Oceanográfica e Atmosférica Nacional (NOAA).
A NOAA apresentou a sua perspectiva sombria para os recifes de coral do mundo num simpósio internacional que se realizou no Honolulu, capital do Estado do Havaí.
Segundo a entidade, o impacto deverá ser particularmente forte nos recifes de territórios dos Estados Unidos. Os recifes no Havaí, Guam, Ilhas Marianas do Norte, Florida Keys, Ilhas Virgens Americanas e Porto Rico também estão vulneráveis.
"Todos os recifes de coral dos Estados Unidos já viveram em temperaturas acima do normal e mais de 70% deles foram expostos às prolongadas temperaturas altas que podem causar branqueamento", informou a NOAA.
A organização também observou que os estudos têm demonstrado que cerca de 93% da Grande Barreira de Coral da Austrália foi branqueada desde Abril.
Além disso, há 90% de chances de que o fenómeno iminente La Niña, que pode causar altas temperaturas oceânicas no Pacífico ocidental, cause um branqueamento difundido de corais na região da Micronésia, grupo de ilhas localizada na Oceânia.
"É hora de direccionar essa discussão para o que pode ser feito para conservar estes organismos incríveis perante este evento de branqueamento global sem precedentes", disse Jennifer Koss, Directora do programa de conservação de recifes de coral de NOAA.
Segundo Koss, os esforços locais de conservação se revelaram insuficientes, e é necessário um maior esforço global para responder aos efeitos das mudanças climáticas.
Os corais alimentam-se de algas microscópicas, chamadas de dinoflageladas, que vivem em grandes colónias na sua superfície.
As algas consomem nitrogénio, fósforo e outros nutrientes provenientes dos corais, e utilizam a luz para transformar essas substâncias em energia.
A fotossíntese também liberta energia nos tecidos do coral, o que lhe permite construir o exoesqueleto calcário que serve de habitat para estas algas unicelulares.
Quando o coral está sob stress, ele perde os seus essenciais dinoflagelados e embranquece.
O desaparecimento dos recifes de coral tem tido um grande impacto sobre o ecossistema marinho, porque eles fornecem alimento e abrigo para muitas espécies de peixes e crustáceos.

Salva desportista em risco no Mar


Depois de enfrentar ondas de três metros durante 45 minutos, cheguei a duvidar se ia conseguir resgatá-lo do mar." As palavras são de Daniel Vieira, nadador-salvador, que resgatou ontem um praticante de caiaque do mar, na praia da Azurara, em Vila do Conde. Daniel Vieira foi alertado pelo proprietário de um bar de praia, pelas 09h00, para um homem que estava no mar a pedir socorro. O nadador, de 21 anos, accionou de imediato todos os meios de salvamento. Depois, lançou-se ao mar e nadou cerca de cinco minutos até conseguir alcançar o desportista. "Falei com ele e tentei acalmá-lo. Mas o mar estava tão violento que demorei 45 minutos a trazê-lo para terra", contou o nadador-salvador

Fonte: CM

Viver perto da água melhora ( mesmo ) a saúde mental


Todos gostamos de paisagens marítimas, contemplar o oceano, rios, lagos. Parece haver algo com a água que nos tranquiliza e a ciência vem confirmar os efeitos benéficos que a presença de água tem para a saúde mental.


Viver perto da água - seja mar, seja rio ou mesmo um pequeno lago - chega a ultrapassar os benefícios dos espaços verdes. Um estudo, publicado na revista Health & Place, concluiu que quem vive perto da água tem uma saúde mental melhor do que quem vive noutros lugares.
Os investigadores tiveram o cuidado de olhar para outros factores, como o poder económico das pessoas e o nível de stress em que vivem, mas chegaram sempre à conclusão de que, se houver água por perto, o bem-estar psíquico é sempre superior.
Que poder tem então a água?
Relativiza e põe as coisas em perspectiva. Contemplar o movimento das águas e ouvir o som, sentir o cheiro fresco, acalma a alma, comprovam os investigadores. É algo maior que nós próprios, os nossos problemas, o que ajuda a colocar a nossa vida noutra perspectiva. Mesmo que não tenhamos consciência disso, o nosso subconsciente trabalha nesse sentido.
O ar do mar sempre foi uma das recomendações dos médicos para várias maleitas. Muitas vezes aconselhado a pacientes em que tudo indicava que a saúde física estava bem e os médicos suspeitavam que era a saúde mental que estava em causa. A verdade é que algum tempo perto do mar sempre fez as pessoas sentirem-se melhor.
Não é, por isso, por acaso que um dos destinos de férias preferidos é a beira-mar. Cheiros, sons, cor, o movimento incessante das ondas e regular, todos os nossos sentidos sentem o bem estar que a água oferece.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Interdita a apanha e captura de bivalves em Portugal


Foi no dia mundial dos oceanos que o IPMA lançou um alerta temporário em relação à apanha e captura de bivalves na nossa costa, devido ao excesso de poluição.
Devido à presença de fitoplâncton produtor de toxinas marinhas ou de níveis de toxinas ou de contaminação microbiológica acima dos valores regulamentares* estão reclassificadas temporariamente e/ou interditas temporariamente a apanha e captura, com vista à comercialização e consumo, as espécies de bivalves provenientes das seguintes zonas de produção: consultar lista aqui.
O IPMA informa que as interdições de captura dos bivalves por toxinas marinhas aplicam-se ao público, mariscadores profissionais e amadores, independentemente do processo de captura.

A ingestão de bivalves contaminados por toxinas marinhas pode causar graves problemas de saúde.

Para mais informações podem consultar o site do IPMA | Imagem: Mapio




Ilhas Selvagens, um dos últimos lugares (quase) intactos dos oceanos

A National Geographic Society visitou as Selvagens, o ponto mais a sul de Portugal. Fez um relatório científico e um documentário da expedição. Mostrar a beleza destas ilhas e sensibilizar para sua protecção são os objectivos.


As Selvagens, duas pequenas ilhas do arquipélago da Madeira, receberam a visita do projecto Mares Pristinos da National Geographic Society, em Setembro de 2015. Durante dez dias, uma equipa de cientistas (que incluiu o biólogo marinho português Emanuel Gonçalves) e de filmagens procurou captar a essência subaquática destas ilhas. No relatório científico e no documentário resultantes da expedição, apresentados esta quarta-feira à tarde no Oceanário de Lisboa, os cientistas concluem que, apesar de tudo, este ecossistema marinho ainda se mantém globalmente saudável e defendem o aumento da área da reserva natural das Selvagens — para pelo menos 124.500 hectares, em vez dos actuais cerca de 9500.

No documentário, de quase meia hora, a beleza tem lugar de destaque — no azul do mar e do céu, na elegância das aves marinhas em voo, na aparente tranquilidade de peixes enormes ou no turbilhão das ondas visto dentro de água. “O projecto Mares Pristinos é sobre a preservação dos últimos lugares selvagens dos oceanos”, diz o narrador do documentário. “O que fazemos é procurar os últimos lugares imaculados dos oceanos. E protegê-los”, acrescenta o líder da expedição, Paul Rose, da equipa Mares Pristinos da National Geographic Society e da Royal Geographical Society britânica.

Lançado em 2008 por Enric Sala, explorador-residente da National Geographic Society, o Mares Pristinos pretende identificar, avaliar e proteger os últimos lugares verdadeiramente selvagens dos oceanos. Segundo o site do programa, já ajudaram a proteger mais de 3000 milhões de quilómetros quadrados de oceanos. Das Galápagos e Seychelles até a regiões a sul de Moçambique.

Quanto às Selvagens, a sua protecção “é uma história que começa com uma ave que migra pelo mar”, recorda Paul Rose no documentário, a transmitir no canal National Geographic. “Esta pequena ave acabou por proteger” as Selvagens, diz o cientista, também autor do relatório.

Essa ave marinha é a cagarra. Em 1971, as Selvagens eram propriedade privada, pertencendo ao filho do banqueiro madeirense Luiz da Rocha Machado. O Estado português comprou-as e classificou-as nesse mesmo ano como reserva natural. Ao protegerem-se as aves marinhas, de certa maneira protegeu-se o ambiente subaquático à volta da Selvagem Grande e da Selvagem Pequena. A Selvagem Grande tem agora a maior colónia mundial de cagarras. Nidificam ali, em terra firme, mais de 30.000 casais.

Mas quando as Selvagens foram compradas pelo Estado português, as cagarras estavam em declínio. Eram dizimadas. As comunidades piscatórias da Madeira, que as comiam, faziam campanhas sazonais de recolha das crias na Selvagem Grande. Salgadas e secas ao sol, eram armazenadas em barricas que iam para a ilha da Madeira. As penas vendiam-se para o fabrico de colchões, em Inglaterra. Numa campanha anual chegavam a matar-se 20 mil juvenis.

Na última, em 1967, caçaram-se “só” 13 mil cagarras. Nesse ano, o director do Museu Municipal do Funchal, Alexander Zino, comprou a licença de caça por alguns anos. Queria que colónia recuperasse e que as Selvagens fossem uma reserva natural. Em 1970, começou a negociar a sua compra pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF), associação internacional de defesa da natureza. O filho do banqueiro madeirense quis antes vendê-las ao Estado português.

Uma pérola no Atlântico
A criação da reserva natural permitiu atenuar algumas das cicatrizes humanas nas Selvagens. Por ano, recebem só algumas centenas de visitantes, que chegam sobretudo em iates, e a ida a terra requer autorização do Serviço do Parque Natural da Madeira. Mas ainda lá estão as marcas das tentativas de colonização ao longo da história (que falharam porque não há água doce), seja em muros de pedra no planalto da Selvagem Grande, seja numa cisterna. Os coelhos, introduzidos pouco depois da descoberta das Selvagens no século XV, pelo navegador português Diogo Gomes, só se conseguiram erradicar no início do século XX. Tal como se fizeram esforços para eliminar plantas introduzidas. No tempo dos Descobrimentos, também se levaram para lá cabras como fonte de alimento de quem visitasse estas ilhas e que a caça só exterminou no século XIX.
“Felizmente, em 1971, aquando da protecção, conseguiu-se eliminar estes factores [de desequilíbrio]”, diz Paul Rose, referindo-se às espécies introduzidas. “Foi um esforço enorme. Muita gente, muito dinheiro, muito empenho. Limparam tudo. E agora está de novo quase imaculado.”

Entre as marcas mais visíveis que perduram dos seres humanos estão navios naufragados. “Os destroços do Cerno ainda se mantêm desde 1971 no recife entre-marés na Selvagem Pequena, ameaçando este ambiente pristino. Este petroleiro de bandeira norueguesa aproximou-se de mais das ilhas para lavar ilegalmente os tanques”, lê-se no relatório da equipa dos Mares Pristinos, assinado à cabeça por Alan Friedlander, cientista principal do projecto e que esta quarta-feira apresentou o documento e o filme no Oceanário de Lisboa, numa sessão com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o ministro do Ambiente, José Pedro Matos. Na terça-feira, a equipa foi ao Funchal divulgar os resultados ao presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

“Três meses depois [do Cerno], outro petroleiro, o Morning Breeze, afundou-se na Selvagem Grande”, lembra o relatório. “É provável que destroços de navios e/ou derrames de petróleo tenham tido efeitos devastadores e a longo prazo no ecossistema marinho costeiro, em particular na zona entre-marés quase pristina.”

Já houve várias expedições científicas às Selvagens. A primeira que foi multidisciplinar, em 1963, foi organizada por Alexander Zino. E em 2010, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental fez a maior expedição até à data às Selvagens, envolvendo mais de 70 cientistas, para inventariar de forma exaustiva a biodiversidade marinha — trabalhos que incluíram mergulhos de biólogos até a 25 metros de profundidade e, ainda, do robô submarino Luso a 2000 metros. A expedição de 2010, frisa o relatório do Mares Pristinos, “aumentou consideravelmente a nossa compreensão científica sobre estas ilhas remotas”.

Agora os cientistas dos Mares Pristinos também quiseram ir às Selvagens “fazer o levantamento da saúde dos seus ecossistemas submarinos, da superfície às profundezas, e documentar este ecossistema em filme”, explica-se no relatório. Interessaram-se por estas ilhas a 163 milhas náuticas a sul da ilha da Madeira e 82 a norte das Canárias. As Selvagens são o extremo sul de Portugal. Não têm árvores, só vegetação rasteira. Apenas os vigilantes da natureza vivem lá.

“Os resultados desta expedição serão usados para aumentar a sensibilização pública sobre o valor extraordinário desta pérola do Atlântico e recomendar ao Governo português a ampliação da actual área marinha protegida à volta das Selvagens, que apenas abrange águas até aos 200 metros de profundidade.”

Os cientistas fizeram vários mergulhos e largaram câmaras de filmar no mar, umas para flutuar a cerca de dez metros de profundidade e outras para ir até ao fundo, a mais de 2000 metros. “Não se pretendia fazer um levantamento exaustivo, mas usar os mesmos métodos em todos os locais. Há uma padronização da metodologia, para permitir comparações. Usamos censos visuais, em que avaliamos a biomassa e a diversidade de espécies num percurso. Repetimos isso em todos os pontos de amostragem e ficamos com uma ‘fotografia’ dessa zona, que podemos comparar com ‘fotografias’ de outras zonas”, explica Emanuel Gonçalves, professor associado do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente no ISPA-Instituto Universitário (em Lisboa) e um dos autores do relatório científico. Ainda este ano, a equipa irá à ilha da Madeira fazer o mesmo tipo de trabalho, para ter um termo de comparação entre um lugar mais selvagem e outro com bastantes impactos humanos.



Pescas e plásticos

Emanuel Gonçalves explica por que razão a protecção até aos 200 metros de profundidade não é suficiente. Funciona como tampão, e aí é proibido pescar, mas à volta das ilhas depressa se atingem grandes profundidades. Por isso, a área marinha protegida acaba por não ser grande: tem 9174 hectares. A reserva natural das Selvagens inclui outros 281 hectares de área terrestre, pelo que a reserva tem um total de 9455 hectares.
“Globalmente, essa protecção funcionou. Vêem-se peixes de grande porte, como garoupas e lírios, que são os primeiros a desaparecer quando há impactos significativos”, diz ao PÚBLICO o biólogo português, que entrou nesta expedição a convite de Enric Sala. “Permitiu proteger os ecossistemas costeiros, mas não permite uma protecção significativa para espécies mais móveis.”
É esse estado de saúde global que se dá conta no relatório. “Perto da costa, encontrou-se o ecossistema saudável, com um conjunto diverso de algas que consiste em pelo menos 47 taxa [unidades de classificação] diferentes. Os desertos de ouriços-do-mar, geralmente um sinal de pesca em excesso, eram raros e só cobriam cerca de 8% do fundo”, concluiu a equipa.



Quando há ouriços-do-mar a mais, eles raspam as algas e deixam as rochas nuas, perturbando a cadeia alimentar. Os cientistas designam este fenómeno por “desertos de ouriços-do-mar”. Nas Selvagens, acrescenta-se no documentário, os ouriços-do-mar estão em equilíbrio, o que significa que há peixes que os comem em número suficiente. A presença de predadores como lírios, meros e peixes-porco são aqui um sinal de um ecossistema em bom estado. Diz-se que há uma diversidade incrível de espécies subaquáticas. “Por todo o lado, vimos grandes meros. Isto é algo que já não se vê, infelizmente, na maior parte do litoral europeu ou mesmo em ilhas vizinhas”, frisa Emanuel Gonçalves no documentário.
Mas depois vem a pergunta: e onde estão grandes caçadores, os predadores de topo da cadeia alimentar, como os tubarões? Nas Selvagens, ainda que quase intactas, eles são a peça que falta. “Vimos um só tubarão na expedição”, conta-nos Emanuel Gonçalves. “Vimos os mamíferos marinhos [como golfinhos e baleias], mas os tubarões não. Os grandes atuns também não. Não estão lá alguns componentes que se esperava que lá estivessem.”



Por isso, os cientistas defendem que os actuais 9174 hectares de área marinha protegida da reserva sejam alargados e que se use como “ponto de partida” uma Zona de Protecção Especial criada nas Selvagens em 2014 ao abrigo da directiva europeia das aves, que abrange 124.530 hectares. “A expansão da reserva natural à volta das ilhas seria uma oportunidade excelente de proteger um ecossistema único no Atlântico Norte”, frisa o relatório.
Até porque, alerta-se, subsistem ameaças às Selvagens: navios de pesca perto da reserva natural, em particular do atum; pesca ilegal na área protegida; e fragmentos minúsculos de plástico, que inundam os oceanos e são ingeridos pelos animais. “Em 85% das amostras de água recolhidas à volta das Selvagens havia microplásticos”, lê-se.
Há ainda referência ao diferendo entre Portugal (que as considera ilhas, com direito a zona económica exclusiva, até 200 milhas) e Espanha (que as vê como rochedos, só com mar territorial até 12 milhas), o que mantém aí em aberto as fronteiras marítimas dos dois países.
Ao partir das Selvagens, a equipa da National Geographic deixa uma nota de esperança. “Tem-se pescado muito, e o mar está sob grande pressão”, remata Paul Rose. “Mas temos um sentimento de confiança ao deixarmos este lugar, dada a sua condição fantástica.”

Fonte: Público


8 motivos que fazem do polvo o 'gênio' dos oceanos


A notícia, divulgada em Abril, de que um polvo conseguiu escapar do Aquário Nacional da Nova Zelândia pode ter surpreendido muita gente. Mas só veio a confirmar o que muitos cientistas já suspeitavam: que essa espécie é uma das mais inteligentes do planeta.
Inky, o polvo fugitivo, aproveitou a tampa entreaberta do seu tanque e, durante a noite, conseguiu sair, atravessou uma sala até encontrar um ralo aberto e espremeu-se por um cano de 50 metros de extensão até chegar ao mar aberto.
Oito comportamentos já observados nestes animais que ilustram como eles são mais espertos do que pensamos.

1. Capacidade de planear



A psicóloga Jennifer Mather, da Universidade de Lethbridge, no Canadá, estuda polvos desde 1972. Mas foi durante uma pesquisa de campo nas Bermudas, há mais de 30 anos, que ela se deparou com a primeira demonstração de inteligência por parte do animal.
Ela observou que um polvo-comum (Octopus vulgaris) caçava caranguejos e os levava para a sua toca para comê-los. Antes da refeição, no entanto, o animal catou algumas pedras para criar um espécie de barreira e impedir que as presas fugissem.
Segundo Mather, esse e outros exemplos mostram que o polvo tem a capacidade de fazer previsões e de sequenciar acções.
"Ali estava um animal com uma imagem mental clara do que ele queria. E que conseguiu fazer um planeamento, o que é muito diferente de uma simples resposta a um estímulo, mais comum em outros bichos", afirma.

2. Bem equipado



Em 2009, Julian Finn e seus colegas do Museu Victoria, em Melbourne, na Austrália, conseguiram demonstrar que polvos sabem usar objectos como ferramentas.
Um grupo de polvos-venosos (Amphioctopus marginatus) desenterrava cascas de coco que foram jogadas no mar e, em seguida, as limpava com jactos de água. Alguns empilhavam cuidadosamente as cascas e as carregavam por até 20 metros para usá-las para montar um abrigo.
Finn chamou a atenção para o facto dessa movimentação deixar o animal mais vulnerável a predadores, por ser mais lenta e dispendiosa. "Isso mostra que o polvo está disposto a aceitar riscos em troca de Protecção para o futuro", afirma.

3. Brincalhão



Cientistas sempre defenderam que o acto de brincar é algo peculiar de animais com elevadas habilidades cognitivas, já que não serve a nenhuma função imediata a não ser a diversão.
Mather quis investigar se os polvos sabem brincar e estabeleceu uma experiência no Aquário de Seattle (EUA). Colocou oito polvos-gigantes (Enteroctopus dofleini) em tanques vazios e, ao longo de diversos testes, deu-lhes  frascos de plástico
No início, todos os animais levaram os frascos à boca, descartando-os ao perceberem que não era algo comestível. Depois de um tempo, dois deles começaram a jogar jactos de água nos frascos, que iam rolando até o outro lado do tanque e voltavam aos polvos com a corrente de água.
Para Mather e os outros investigadores, trata-se de uma forma de brincadeira exploratória, semelhante ao que crianças fazem ao brincarem com objectos desconhecidos.
"Quando um polvo está numa situação nova, a primeira coisa que ele faz é explorar", afirma a cientista.

4. Tentáculos temperamentais

Mather e o biólogo Roland Anderson, do Aquário de Seattle, já tinham tentado estudar a diferença nas personalidades de cada polvo.
Profissionais que trabalham com esses animais têm o costume de dar nomes a eles porque percebem que cada um se comporta de uma maneira consistente e diferente dos demais.
Numa experiência com 44 polvos-rubi (Octopus rubescens), um investigador visitava o tanque a cada dois dias, colocando o seu rosto perto da tampa, tocando os animais com uma escova e oferecendo caranguejos a eles.
Foram observadas 19 respostas diferentes e consistentes. Alguns polvos eram mais passivos, enquanto outros eram mais curiosos.
Em um estudo subsequente, Mather e Anderson encontraram indícios de que o polvo transmite traços de sua personalidade à cria. "Essas variações de personalidade permitem que o animal aprenda e se adapte rapidamente", afirma a investigadora.

5. Mestre do disfarce

A corrida evolutiva levou animais a desenvolverem muitas maneiras ardilosas para enganarem-se uns aos outros: das serpentes que se fingem de mortas para evitar serem caças a peixes machos que se passam por fêmeas para aumentar as chances de se reproduzirem.
Mas dentre todos os malandros da natureza, o polvo-imitador (Thaumoctopus mimicus) deveria levar o título de "mestre dos disfarces".
Outros polvos podem mudar a cor e a textura da pele para evitar os predadores. Mas o imitador é o único que já foi observado tentando passar-se por outros animais. Ele pode mudar a sua forma, os seus movimentos e o seu comportamento para ser confundido com 15 espécies diferentes, de peixes a serpentes marinhas venenosas.

6. Craque dos problemas

Polvos são capazes de usar a tentativa e erro para encontrar a melhor maneira de conseguirem o que querem.
Num estudo publicado em 2007, Mather e Anderson observaram polvos gigantes tentando chegar à parte comestível de diferentes tipos de mexilhões usando recursos como quebrar ou separar as conchas, ou ainda usar sua rádula para perfurar as cascas mais resistentes.
Os cientistas então costuraram os mexilhões e perceberam que os polvos trocaram de técnica. "Isso mostrou-nos que esses animais são muito bons em resolver problemas, pois têm diversas estratégias para atingir o mesmo objectivo, e utilizam primeiro a que for mais fácil", diz Mather.

7. Bem orientado

Durante uma pesquisa de campo, Mather observou que, depois de saírem para caçar, os polvos voltavam a suas tocas por outro caminho. Eles também visitavam áreas diferentes em cada caçada.
Num estudo publicado em 1991, ela concluiu que os polvos têm uma capacidade de memória complexa. Eles conseguem  lembrar-se dos locais onde há alimentos e retêm informações sobre os lugares que visitaram recentemente. Trata-se de algo que apenas nos animais cordados (dotados de espinha dorsal).

8. Como nós

Em muitos aspectos, o cérebro do polvo é como o nosso. Eles têm lóbulos torcidos, semelhantes aos cérebros dos vertebrados, o que é um sinal de complexidade.
Além disso, os padrões eléctricos gerados nos cérebros desses cefalópodes são semelhantes aos dos mamíferos.
O polvo também tem uma visão monocular, algo que tende a ocorrer em espécies cujos hemisférios cerebrais têm especializações diferentes.
O cefalópode até armazena memórias de maneira semelhante ao ser humano, usando um processo chamado de potenciação de longo prazo, que fortalece as ligações entre os neurónios.
Mas as diferenças entre o polvo e o homem são ainda mais fascinantes do que as semelhanças. Mais da metade dos 500 milhões de neurónios do animal concentram-se nos seus tentáculos. Isso significa que cada um deles pode agir sozinho ou em coordenação com os demais.
E, enquanto o cérebro humano é visto como um controlador central, a inteligência do polvo pode estar distribuída numa rede de neurónios, um pouco como a internet.
Se isso for provado, Inky e os seus parentes podem obrigar-nos a ver a essência da inteligência de uma maneira totalmente nova.
Fonte: BBC




Preservar oceanos é fundamental para a manutenção da vida no planeta

As Nações Unidas celebraram o Dia Mundial dos Oceanos e chamaram a atenção para os perigos enfrentados pela vida marinha. Cerca de 20 milhões de toneladas de plástico são despejadas anualmente nos mares, ameaçando animais aquáticos e também humanos que se alimentam de frutos do mar.


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou no Dia Mundial dos Oceanos – que a preservação dos mares é fundamental para a manutenção da vida na Terra. O chefe da ONU destacou que os oceanos contribuem para a regulação do clima, além de oferecerem recursos naturais e alimentos para biliões de pessoas.
“Embora os oceanos pareçam infinitos, a sua capacidade de resistir às actividades humanas é limitada, particularmente porque eles também enfrentam as ameaças colocadas pelas mudanças climáticas”, destacou Ban Ki-moon.
Em 2016, as celebrações do Dia Mundial contaram com o tema “Oceanos saudáveis, planeta saudável”. Actividades na sede das Nações Unidas em Nova Iorque e em outras partes do mundo vão chamar atenção para os riscos associados ao despejo de cerca 20 milhões toneladas de plástico nos mares por ano.

Operação mar limpo em Lisboa

No Dia Mundial dos Oceanos, a Quercus faz uma acção de limpeza de lixo marinho na praia de Algés. O 'mar de plástico' assusta os ambientalistas.


O alerta é do Fórum Económico Mundial que num estudo recente avisou que em 2050 os oceanos poderão ter mais plástico que peixes (em peso). As últimas estimativas apontam para 150 milhões de toneladas de plásticos que circulam hoje pelos oceanos.
Os números foram apresentados pela associação ambientalista Quercus no Dia Mundial dos Oceanos.
Cármen Lima recorda que nos últimos dias fizeram uma visita à praia de Algés, às portas de Lisboa, e era impressionante a quantidade de plástico e entre todo este plástico a maior parte são cotonetes colocados nas sanitas e que acabam no mar.
Fonte: TSF