terça-feira, 7 de junho de 2016

Mulher atacada por crocodilo durante mergulho no Mar


Uma mulher foi arrastada por um crocodilo numa praia australiana, enquanto nadava com uma amiga à noite. O corpo continua desaparecido.

Cindy Waldron entrou no mar da praia Thornton, no norte da Austrália, após um passeio nocturno com a amiga, quando o crocodilo a atacou e arrastou para dentro de água, no passado domingo.

A mulher de 46 anos viajou, segundo a imprensa australiana, da Nova Zelândia para a Austrália para celebrar o fim do tratamento de cancro da amiga, Leeann Mitchell.

As duas mulheres estavam dentro de água, que lhes daria pelos joelhos, quando o crocodilo atacou a vítima. Leeann Mitchell ainda tentou puxar a amiga para fora de água, mas sem sucesso.

Uma testemunha do acidente afirmou à imprensa que ouviu uma mulher a gritar.
"A amiga correu para um negócio local perto da praia e contou o que tinha acontecido. A partir daí, a Polícia e outras autoridades foram notificadas", reporta o porta-voz da Polícia Russel Parker.

Um bombeiro de Queensland afirmou ainda que um crocodilo de cinco metros foi recentemente avistado na área.
Os residentes locais contaram também aos media que a área é conhecida por ser um habitat para crocodilos e que existem bastantes sinais a alertar a presença dos animais.
"Foi uma tragédia, mas era evitável", disse Warren Entsch, habitante local, à imprensa. "Se vais nadar àquela hora, vais ser atacado", acrescentou o homem.
As buscas pelo corpo da mulher ocorreram durante a segunda-feira passada e foram retomadas esta terça de manhã.

Turismo pesa mais na Economia do Mar do que a Pesca

Mais de 35% do Valor Acrescentado Bruto das actividades ligadas ao mar são garantidos pelo turismo e recreio. Portugal é o primeiro país europeu a ter uma Conta Satélite do Mar, um projecto do INE.


As actividades económicas relacionadas com o mar significaram 3,1% de toda a riqueza nacional produzida no ano de 2013. E 60 mil empresas deste sector representavam 3,6% do emprego gerado na economia portuguesa no período de 2010-2013.A Conta Satélite do Mar (CSM) é um instrumento estatístico que dá mais detalhes e informações do que os que estão normalmente disponíveis nas contas nacionais, e que permite perceber, por exemplo, que a chamada economia azul já pesa mais na produção de riqueza nacional do que sectores de actividade como as telecomunicações (que pesa 1,9%), a agricultura (1,5%), ou as indústrias de madeira e cortiça (0,6%). E que em termos de emprego tem uma dimensão superior à da industria do vestuário (2,3%) e o fabrico de automóveis e seus componentes (0,8%).A CSM foi elaborada ao abrigo de um protocolo de cooperação assinado com a Direcção-Geral de Política do Mar, e, confirmou o PÚBLICO junto de fonte autorizada do INE, tornou-se no primeiro instrumento do género na Europa. “Embora existam estudos noutros países sobre a relevância económica do mar, não foram elaborados no contexto de uma Conta Satélite (conta completa de produção e quadro de equilíbrio de recursos e utilizações) como a presente conta para Portugal”, refere a mesma fonte do INE. Este projecto visa reorganizar a informação estatística para melhor avaliar a dimensão e a importância da economia do mar e servir de apoio às decisões de política pública para o sector. Para a chamada economia do mar no âmbito da CSM contribuem oito grandes agrupamentos de actividades já consolidadas (pesca e aquicultura; recursos marinhos não vivos; portos, transportes e logística; recreio, desporto cultura e turismo; construção e reparação naval; equipamento marítimo; infra-estruturas e obras marítimas; e serviços marítimos) e outras emergentes como os novos usos e recursos do mar.Duplicar o peso da economia do mar no PIB nacional “no curto a médio prazo” foi um dos objectivos assumidos pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. A governante apontou a meta dos 5% como um valor justo e consentâneo com o potencial que a chamada economia azul pode ter no desenvolvimento económico do país. E as margens de crescimento nas chamadas actividades emergentes da economia do mar são as mais promissoras, como frisou no Encontro Internacional dos Oceanos Oceans Meeting 2016, um evento que terminou esta sexta-feira em Lisboa, promovido pelo Ministério do Mar.  
"As actividades emergentes da economia do mar são geradores de alto valor acrescentado, que por si só podem formar uma nova fileira tecnológica inovadora da robótica e automação submarinas, alavancando outras indústrias", disse, citada pela Lusa, depois de referir que as novas tecnologias poderão criar uma nova fileira de negócio, o que poderá originar novas empresas ou a reconversão de existentes. 

Onde estaremos em 2030?

A divulgação da primeira Conta satélite do Mar aconteceu, também, no mesmo dia em que, no âmbito do Encontro Internacional dos Oceanos, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou pela primeira vez  na Europa, o relatório sobre a Economia dos Oceanos, onde se faz uma análise prospectiva sobre o peso que ela terá na riqueza mundial em 2030.
O oceano é a nova fronteira da economia. Encerra em si a promessa de uma riqueza imensa em recursos e de um enorme potencial para impulsionar o crescimento económico, o emprego a inovação”, lê-se no relatório, que tem como um dos autores Barrie Stevens, um dos oradores convidados do Oceans Meeting.
O relatório da OCDE aponta para números muitos aproximados da análise portuguesa: em 2010 a produção global da economia dos oceanos terá rondado os 1,5 biliões de dólares (1,34 biliões de euros), significando cerca de 2,5% de toda a riqueza produzida no globo e garantindo 31 milhões de postos de trabalho em 2010. E as projecções apontam para que a economia dos oceanos possa mais do que duplicar o seu contributo para o valor acrescentado mundial, ultrapassando os três biliões de dólares e empregar 40 milhões de trabalhadores.
O INE usou este mesmo relatório para mostrar que o peso do VAB do “Mar” no Produto Interno Bruto português está acima daquele que é registado em França (2,8%) e até na Irlanda (0,7%). E abaixo do registado na Holanda (3,3%) e no Reino Unido (4,2%). As cautelas pedidas pelo INE reportam-se ao facto de não ter existir harmonização nas metodologias e nos períodos temporais analisados. Esse é um dos problemas apontados pela OCDE: a necessidade de melhorar a base estatística a nível nacional e internacional.
Fonte: Público



Centro de Mar inaugura exposição “Um mar de tradições”



O Centro de Mar de Viana do Castelo inaugura amanhã, dia 08 de Junho (Dia Mundial dos Oceanos), pelas 17H00,a bordo do navio Gil Eannes, mais uma exposição temática. “UM MAR DE TRADIÇÕES” pretende retratar os diversos usos, costumes e crenças, que um povo construiu e passou de geração em geração, ao longo da nossa faixa litoral, focando-se em quatro temas centrais: as actividades piscatórias, as actividades agro-marítimas, os trajes e as devoções.
Através de uma exposição interactiva e dinâmica, o Centro de Mar pretende dar a conhecer e relembrar as várias actividades que o povo do litoral desempenhava nesta área geográfica entre elas a conhecida apanha do sargaço criando um vasto leque de tradições.
Esta exposição contou com a colaboração de diversos testemunhos e vivências ligadas ao mar que torna esta mostra mais aprazível e agradável de ser visitável. A entrada é livre e as marcações de visitas guiadas devem ser efetuadas para centrodemar@viana-castelo.pt


Fonte: Rádio Alto Minho/Andrea Cruz

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mar? Ou Oceano?


“Assim fomos abrindo aqueles mares
que geração alguma não abriu…”
(Luís de Camões)

Em linguagem corrente, mar e oceano confundem-se muitas vezes, sendo estes dois termos usados indiscriminadamente. Desde cedo, na escola, a partir da geografia, interiorizámos que os oceanos são grandes e profundos e que os mares são mais pequenos, menos profundos, ladeando os continentes e, normalmente, sem limites que os separem daqueles.
O termo mar chegou-nos do latim mare, a parte líquida do Mundo, em oposição a terra, sólida. Esta dualidade foi julgada existir no nosso satélite natural, cujas planuras basálticas, escuras, foram vistas como maria (mares, no plural), ao contrário das regiões montanhosas, anortosíticas, mais claras, designadas por terræ (terras, no plural).
O termo oceano chegou-nos do grego okéanos, através do latim oceanus, o grande mar.
De utilização mais erudita, traduzindo a ideia de mar ou de oceano, o termo grego thalassa encontra-se, por exemplo, na expressão talassoterapia, o tratamento de certas enfermidades através de banhos de mar.
Pantalassa foi o nome dado ao oceano único que rodeava a Pangea no final do Paleozóico. Talassografia e Talassologia são sinónimos menos comuns de Oceanografia e Oceanologia, respetivamente.
Se alguns mares são bem definidos por estrangulamentos, como é o caso do Mediterrâneo (estrangulado pelo canal de Suez), do Mar Negro (pelo Bósforo), do Mar Vermelho (pelo Bab-el–Mandeb) ou do Mar Báltico (pelo Skagerrak), outros são totalmente abertos ao largo, como são os mares do Norte, de Bering, das Caraíbas, da China, do Japão e outros.
Outras extensões marinhas poderiam, igualmente chamar-se mares, mas a tradição refere-as como golfos, alguns bem conhecidos, como o Golfo da Gasconha (ou da Biscaia), o Golfo do México, o Golfo Pérsico, o Golfo de Bengala.
O Mar Cáspio é hoje um lago, grande entre os maiores. À semelhança do Mediterrâneo, é o que resta do antigo oceano Tethys ou Mesogea, na sequência da colisão das Placas Africana e Eurasiática. Excetuando este e o Aral, com a mesma origem e também ele um mar residual, todos os mares e oceanos da Terra estão ligados entre si numa única massa líquida a que chamamos Oceano Global.
Perfazendo cerca de 71% da superfície do planeta, representa mais de 97% da água livre superficial e subterrânea. Nesta ambiguidade, também as expressões domínio marinho e domínio oceânico se confundem.
No intuito de ultrapassar a ausência de definição dos termos mar e oceano, tanto no discurso vulgar como no erudito, têm surgido no glossário geológico expressões como mares epicontinentais ou mares marginais, aludindo aos mares pouco profundos, na periferia dos continentes.
Com o mesmo propósito, o restante domínio marinho, o mais profundo e afastado dos continentes, passa a ser designado, não apenas por domínio oceânico, mas por domínio oceânico profundo, domínio onde se situam as bacias oceânicas profundas, duas expressões assim adjectivadas para fugir à citada ambiguidade.
Para os gregos, o Mediterrâneo era o mar onde navegavam, um mar rodeado de terra, no meio de terra, a que chamaram Tétis (Tethys), o nome da deusa, esposa de Oceano, o deus do “grande rio que corre em torno da terra”, para lá das Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar).
O “grande rio” era o Oceano Atlântico, o único que conheciam. Esboça-se, já aqui, neste saber clássico, a diferença entre o mar, algo confinado à terra, e o oceano sem fim nem fundo, para lá de onde ela se acaba.
Recorde-se que o nome Atlântico dado a este oceano pelos romanos, alude a Atlas, o nome da cadeia de montanhas do Norte de África, para lá da qual se abria o mundo sem fim que se conhecesse.
Atlas, recorde-se, era o gigante da mitologia grega que transportava o Mundo (incluindo a esfera celeste) às costas, mais tarde petrificado naquelas montanhas.
O mar, no sentido de oceano, é um sistema dinâmico e complexo, alimentado por forças incomensuráveis que quase nunca dominamos, cuja acção sobre o litoral busca, constantemente, um equilíbrio de coexistência nunca alcançado à escala do tempo geológico, embora aparentemente estável no tempo de vida humana.
O estudo científico dos mares, incluindo o dos seus fundos, desde as faixas litorais às profundidades ultra-abissais, teve início no século XIX com o navio oceanográfico Challenger, nas suas viagens de circum-navegação entre 1862 e 1939.
Este estudo, em grande parte resultante de cooperação internacional, foi continuado, após a II Guerra Mundial, com o apoio de vários navios de diversos países, entre os quais se destacou o Glomar Challenger, bem equipado com material científico e de sondagens nos grandes fundos oceânicos, um laboratório flutuante que navegou e operou até finais do século XX.
Este outro navio oceanográfico cumpriu um importante programa, conhecido pela sigla DSDP (Deep Sea Drilling Project), tendo-se-lhe seguido o navioJoids Resolution, com o Ocean Drilling Project (ODP), igualmente em apoio a projetos internacionais essencialmente na área da geologia marinha.
Portugal aderiu a este Projeto, através de um convénio assinado pelo então Ministro da Ciência e da Tecnologia, para nós, cientistas, nunca esquecido Prof. Mariano Gago.
Centenas de perfurações e milhares de testemunhos de sondagens, estudados ao pormenor, dão-nos hoje uma visão bem mais ampla e precisa do que a que tínhamos em meados do século XX. A Geologia Marinha, ou Oceanografia Geológica , é hoje uma disciplina científica bastante desenvolvida, sendo interessante assinalar que foi a partir do estudo dos fundos oceânicos que se encontrou a explicação da dinâmica global da Terra, hoje bem interpretada na Teoria da Tectónica de Placas.
Também os conhecimentos que hoje dispomos acerca da sedimentogénese marinha têm-nos permitido conhecer o significado da grande maioria das séries e sequências sedimentares litificadas, das mais antigas (Pré-câmbricas) às mais recentes, que integram a crosta continental.
Nesta caminhada, a sedimentologia experimentou novos caminhos com a utilização de sonars, amostradores de sedimentos, obtenção de imagens através do ROV (Remote Operate Vehicle), reflexão sísmica contínua, mergulhos tripulados em submersíveis especiais e sondagens em quaisquer tipos de fundos.

Autor: António Galopim de Carvalho
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva


Quem mora com vista para o mar é menos stressado, aponta estudo

Pesquisa mostrou melhoria na saúde mental de quem vive de frente para água.


O sonho de morar num lugar com vista para o mar ganhou mais um bom argumento: cientistas comprovaram que residentes de lugares com vista para água são menos stressados. Um estudo feito na Universidade do Estado de Michigan (MSU), nos Estados Unidos, foi o primeiro a encontrar ligação entre saúde e visibilidade da água. Eles chamaram esse grupo de "espaço azul".
– O espaço azul está significativamente associado a níveis mais baixos de stress psicológico – explicou Âmbar Pearson, co-autor da pesquisa, professor de Geografia da Saúde e membro da Rede de Ciência da Água da MSU.
O estudo também levou em conta factores como riqueza, idade, sexo e local em que as pessoas investigadas moravam. A conclusão foi que o que pode ser associado a melhoria da saúde mental foi o endereço dos indivíduos.
Os investigadores também avaliaram as emoções e a saúde de quem vive em locais mais próximos à natureza, com muitas árvores, mas sem vista para água. Esse grupo foi chamado de "espaço verde". No entanto, Person afirmou que esse espaço não teve o mesmo efeito calmante que o "azul".
– Pode ser porque, em geral, locais com vista para água são mais naturais e, mesmo com muitas árvores, os espaços verdes incluem áreas criadas pelo homem, como parques infantis e campos desportivos. Talvez, se observássemos pessoas que vivem em regiões de florestas nativas, encontraríamos um resultado diferente – disse Person.
O estudo foi publicado na edição de maio da revista científica Health & Place.

FARNÁUTICA – Mostra do Mar e da Náutica


Começa já esta sexta-feira (dia 6), no Jardim Manuel Bívar, em Faro, a 2ª edição da FARNÁUTICA – Mostra do Mar e da Náutica que se prolonga até Domingo (dia 8).
Para além da presença de instituições e de embarcações de recreio, motas de água e material náutico, como grandes novidades deste ano, destaca-se a existência de uma tenda de gastronomia com tasquinhas que vão servir essencialmente pratos e petiscos relacionados com peixes e mariscos, como arroz de polvo, arroz e açorda de marisco, xarém, lingueirão, chocos, amêijoas, conquilhas, sapateiras e camarões grelhados e fritos.
Outro destaque é a presença do Oceanário de Lisboa com o seu Vaivém, onde serão desenvolvidas actividades lúdicas e pedagógicas relacionadas com o seu projeto de educação ambiental e de sensibilização para a preservação dos oceanos e da vida marinha.
No dia 7 será realizado pelas 17h30 um showcooking de Cavala e Carapau fresco e em conserva, promovido pela Docapesca em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e no domingo a partir das 15 horas será a vez do Centro de Ciência Viva do Algarve promover uma série de actividades destacando-se a observação de micro fauna em amostras de água da Ria Formosa.



Estrelas-do-mar começam a se recuperar após extinção massiva nos EUA


As estrelas-do-mar começaram a se recuperar após uma extinção massiva causada por um vírus ao longo da costa dos Estados Unidos em 2013 e 2014, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica PLOS ONE.
O surto que fez as estrelas-do-mar derreterem e morrerem afectou 20 espécies diferentes, desde a Baixa Califórnia, no México, até o Alasca, tornando-se "uma das maiores epidemias em um ecossistema marinho registada na história", afirmam os pesquisadores.
A doença atingiu com força o estado do Oregon em Abril de 2014, e se espalhou ao longo de grande parte da costa até Junho, infectando cerca de 90% das estrelas-do-mar, segundo o estudo liderado por Bruce Menge, da Universidade Estadual do Oregon.
Os pesquisadores rastrearam o surto, realizando cerca de 150 mapeamentos de habitats rochosos entremarés (zonas do litoral que ficam expostas quando a maré está baixa) em nove locais ao longo da costa do Oregon entre a primavera de 2014 e o outono de 2015.
Eles descobriram que cerca de 80% das populações morreram nos locais estudados.
A epidemia se instalou em zonas de águas geladas e afectou desproporcionalmente estrelas-do-mar adultas e espécies que viviam em poças de maré (poças que se formam entre as rochas próximas à orla quando a maré está baixa), de acordo com o relatório.
Por volta da primavera de 2015, a população da estrelas-do-mar começou a se recuperar rapidamente.
"Locais estudados tinham até 300 vezes mais novas estrelas-do-mar do que em 2014", disse o relatório.
"Essa recuperação pode ter acontecido devido ao aumento da disponibilidade de presas pequenas, como mexilhões, resultante da perda das estrelas-do-mar do ano anterior", afirma o estudo.

Troia-Mar é a praia com maior capacidade da costa alentejana

A praia Troia-Mar, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, é a que tem a maior lotação da costa alentejana, segundo uma proposta da ...