quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Portos com recorde de 2,4 milhões de TEU

Nos primeiros 11 meses de 2015, os portos nacionais movimentaram praticamente 2,4 milhões de TEU. Sines garantiu mais de metade. Em ambos os casos os recordes são absolutos.


A carga geral contentorizada cresceu  5,4%, entre Janeiro e Novembro, para os 26,5 milhões de toneladas, segundo a Autoridade da Mobilidade e Transportes (AMT). O movimento de contentores, medido em TEU, avançou 2,7%.
Sines, Setúbal e Figueira da Foz, em diferentes escalas, foram os portos que mais cresceram nos contentores e atingiram novos máximos. Sines avançou 8,3% e chegou aos 1 227 149 TEU; Setúbal cresceu 15,2% até aos 110 388 TEU e a Figueira fez o mesmo e atingiu os 21 181 TEU.
Em sentido inverso, Leixões recuou 6,9%, castigado pela crise da  economia angolana, e quedou-se pelos 574 421 TEU. Lisboa, ainda pouco afectado pela greve dos estivadores (iniciada a 14 de Novembro), cedeu 0,6% para 455 514 TEU.
Continuando a crescer acima da média do mercado, Sines e o Terminal XXI valiam, no final de Novembro, 51,4% do total de contentores movimentados nos portos do Continente, medido em TEU.
Desde 2005, calcula a AMT, a taxa média anual de crescimento do porto alentejano atingiu os 36,8%. Lisboa, que já foi o maior porto de contentores nacional, pelo contrário, está numa situação de estagnação, com uma taxa média negativa de 0,3%. Setúbal cresceu, no mesmo período, 22,9% ao ano, a Figueira da Foz 9,1% e Leixões 6,6%.
Só uma “catástrofe” evitaria um recorde anual na movimentação de contentores, algures na casa dos 2,6 milhões de TEU. Todavia, é de de notar que o resultado de Novembro – 210 294 TEU – foi negativo em 1,1% em termos homólogos. Um aviso para a navegação
Fonte: T e N

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Trabalho Portuário em Portugal.


O Trabalho Portuário em Portugal, já foi uma das mais bem pagas dentro do Sector Terciário, tendo durante muitos anos, sido uma das actividades mais familiares que se encontrou, neste caso, no Sector Portuário. Há quem pense que o declínio salarial desta nobre profissão, começou recentemente, com a proliferação de Terminais Portuários pela Península Ibérica ao longo das décadas. Mas tal não corresponde minimamente à verdade. Por um lado, Portugal apesar de ser um país com vocação atlântica com uma Zona Económica exclusiva que supera o seu território continental, e com muito potencial marítimo para desenvolver no futuro, caso haja vontade política, dinâmica empresarial e apostas altas, a verdade é que a Economia Nacional não é de todo, atractiva para um Sector Portuário, que vive sobretudo da movimentação real de cargas, seja exportação ou importação, visto que o dinheiro verdadeiro e que proporciona altos lucros às empresas provém desse meio. Portugal é um país que, apesar de ter crescido no segmento da exportação nos últimos 2 anos e meio, não consegue contudo, chegar a uma média confortável que faria crescer o valor da carga portuária e por consequente, proporcionar um maior retorno dentro da sua classe trabalhadora. "Transhipment" em Portugal representa 79% da carga movimentada, sendo que o maior porto exportador é Leixões, precisamente pelo facto da maioria da indústria nacional exportadora, se encontrar no Norte do país. A diferença entre o preço de um contentor com carga valiosa e um contentor vazio é abismal, fazendo com que a tarifa deste último se torne em certos casos, num valor ridículo. A globalização, que muitos apontam como inevitável e uma realidade do Século XXI, é sem dúvida, outro dos factores que mais penaliza este sector, porque o fecho de terminais para locais mais "baratos", a aposta em países mais emergentes e a mudança avulsa de rotas mais longas e lucrativas, em detrimento das rotas tradicionais, tudo faz com que a globalização seja algo com maior impacto do que inicialmente se podia pensar. Outro factor, neste caso histórico, tem sido o pouco acesso à profissão do estivador/trabalhador portuário, vedado devido aos contingentes que se foram formando nos mais diversos portos nacionais, sendo a profissão quase restrita aos laços familiares, fazendo com que haja gerações familiares dentro da mesma profissão, algo que se tem alterado na última década, fazendo com que o mercado de trabalho crescesse em largo número, havendo inclusive a entrada de mulheres dentro da profissão, algo impensável há uns largos anos atrás. O modelo sindical utilizado em Portugal, é o regular dentro da União Europeia, com excepção ao caso do Porto de Lisboa, onde a diplomacia, negociação e tranquilidade têm constatado com o seu oposto, com greves, intransigência e luta. Não tomando lado nem da parte patronal, nem na parte sindical, ambas as partes perdem, porque nem um lado faz lucro e chama novo investimento, nem o outro lado faz justificar os elevados ordenados, que aos poucos se vão desfazendo em sonhos passados, com a entrada em vigor da Lei Portuária de 2012, que meteu na lei, os Portos de Leixões e Sines, que já utilizavam à sua forma peculiar, essa mesma lei. Tantos motivos e razões, que tantos as empresas, como os trabalhadores sabem e conhecem, ou pelo menos deveriam ter ideia. Como se resolve um cenário destes? Não há uma varinha mágica. Um modelo económico assente numa exportação forte e pujante é o caminho mais indicado. Uma economia de consumo interno, como parece ser o caminho escolhido agora, não é o mais apropriado. Se tivermos um Sector Portuário preparado numa Economia que exporta o que tem de melhor, é o melhor dos dois mundos. Por um lado ajuda as pequenas e médias empresas a crescerem e ajuda as grandes empresas portuárias a trabalhar mais, com mais valor acrescentado ao seu trabalho. Um modelo dessa natureza iria beneficiar as empresas ( ainda mais) e iria proporcionar mais ( ao pouco que possuem ) aos trabalhadores portuários. Ninguém acredita que um modelo portuário baseado em ordenados parcos é o caminho a seguir. Mas se a remodelação da estratégia do Sector Portuário acontecer para melhor, é a maneira da massa trabalhadora possuir mais. Na sua medida exacta. Nem mais nem menos. E esse caminho irá ter de acontecer mais tarde ou mais cedo. Porque nenhum país sobrevive sem uma nova estratégia e inovação.

Royal Caribbean vai ter o maior escorrega em alto mar


A Royal Caribbean International vai ter o maior escorrega em alto mar, o The Ultimate Abyss, a instalar a bordo do novo Harmony of the Seas, com inauguração marcada para Maio de 2016.
Elevando-se a mais de 45 metros acima do nível do mar, com vista para o AquaTheater na popa do navio, estes escorregas farão os hóspedes deslizarem de uma altura de 30 metros, rodando e virando à velocidade de 14 km/hora, desde a Zona de Piscina e Desportos no Deck 16 até à Boardwalk no Deck 6.
Composto por 227.000 toneladas de arqueação bruta e 16 decks, o Harmony of the Seas contará com 2.747 camarotes para 5.497 hóspedes em ocupação dupla. A Classe Oasis é uma maravilha arquitectónica com um conceito de sete bairros a bordo, incluindo o Central Park, Boardwalk, Royal Promenade, Piscina e Zona de Desportos, Spa Vitality at Sea e Ginásio, bem como zonas de entretenimento e para jovens.
Fonte: Turisver.

Grupo Costa constrói novos Navios


O Grupo Costa acaba de anunciar um acordo com a Fincantieri para a construção de dois novos navios com vista a impulsionar a marca na Ásia.
Os novos navios, cada um com 135 mil toneladas e com capacidade para 4.200 passageiros, construídos em Itália e projectados especificamente para o mercado chinês, juntam-se à frota da Costa em 2019 e 2020.
Este projecto faz parte de um memorando de entendimento assinado pela Carnival Corporation & Plc e Fincantieri para construir quatro novos navios até 2020 nos estaleiros da empresa em Monfalcone e Marghera, Itália.
Graças a este acordo, o Grupo Costa terá oito novos navios encomendados, com uma capacidade total de 45 mil camas (quatro para a marca alemã Aida Cruises, dois para a marca italiana Costa Cruzeiros, dois para Costa Ásia), elevando a capacidade total da frota em 110 mil camas.O Grupo Costa foi a primeira empresa a entrar no mercado chinês em 2006. Três navios estão actualmente destacados na China e na Ásia durante todo o ano: o Costa Atlântica, o Costa Victoria e o Costa Serena. Um quarto navio, o Costa Fortuna, irá juntar-se em Abril de 2016.
Fonte: Turisver

Contentores recuam 6,7% em Leixões

O movimento de contentores em Leixões fechou o ano na casa dos 615 mil TEU. A concessionária reconhece a quebra mas sublinha o impacte de Angola e o facto de continuar a operar próximo do limite da capacidade do terminal.




Pelo quarto consecutivo a TCL superou a fasquia dos 600 mil TEU, mas 2015 foi o pior dos últimos quatro anos no terminal de contentores de Leixões. Face a 2014, a quebra homóloga foi de 6,7%.
A primeira explicação para o resultado – que representa a primeira interrupção “real” da tendência de crescimento iniciada com a concessão, em 2000 – dá pelo nome de Angola. As exportações para aquele país – um dos principais destinos de Leixões – sofreram uma forte travagem e disso se ressentiu a movimentação de contentores, quer cheios quer vazios.
Ainda assim, destaca a concessionária, foi possível amortecer as perdas com a captação e fixação de novos tráfegos.
Leixões, sublinham da TCL, mantém-se como quinto porto ibérico na movimentação de contentores, sendo que os que o precedem no ranking têm uma forte exposição ao mercado de transhipment, praticamente inexistente no porto nortenho.

TCL continua no limite

Ainda assim, o terminal de contentores de Leixões continua a operar muito perto do seu limite de capacidade. Como o próprio presidente da APDL reconheceu recentemente, não fora esta quebra de actividade e viver-se-ia uma situação de congestionamento permanente.
Enquanto tarda a formalização do acordo para a ampliação do terminal de contentores Sul, a TCL continua a utilizar o terminal Multiusos e são cada vez mais frequentes os dias em que opera 24/24 horas a pedido dos armadores, com isso agilizando o fluxo das mercadorias.
Tal como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS avançou em primeira mão, o acordo para a expansão do terminal já está fechado entre a APDL e a TCL. A concessionária investirá cerca de 40 milhões de euros no terminal Sul e em troca receberá mais cinco anos de concessão.
Fonte: T e N

Tem uma ideia para explorar o oceano? Há 6,35 milhões à sua espera.

Fundação X Prize lançou uma competição global com o objectivo de explorar e mapear as profundezas do oceano.


De acordo com o The Verge, a fundação X Prize lançou uma competição global onde tem 6,35 milhões de euros para empreendedores que criem novas tecnologias low-cost para mapear o fundo do oceano.
A fundação afirma que esta tecnologia pode ajudar a humanidade a compreender a sua história e pode ajudar a identificar curas para doenças mortais no fundo do oceano.
A tecnologia a ser construída tem de conseguir mapear o oceano em alta resolução, identificar várias funcionalidades e objectos do fundo do oceano e seguir ‘signatures’ químicas e biológicas.

“Não capturem mais peixe do que aquele que o Mar consegue repor”

Organização internacional de conservação do ambiente marinho pede aos governos mundiais que façam uma gestão sustentável da pesca.


A organização internacional de conservação do ambiente marinho Oceana pede aos governos mundiais que façam uma gestão sustentável da pesca, não deixando que se capture mais peixe do que o mar consegue repor. 

Numa lista de dez prioridades para os oceanos em 2016, a Oceana quer que os decisores políticos “passem das palavras aos actos”, lembrando que os mares são a principal fonte de vida da Terra, mas que continuam a ser explorados de forma despreocupada. 

“Não capturar mais peixe do que aquele que o mar consegue repor” é uma das dez medidas consideradas fundamentais, com a associação internacional a indicar que os governos devem gerir a pesca de forma mais sustentável, enquanto os cidadãos devem tomar decisões mais conscientes como consumidores. 

Promover práticas pesqueiras respeitadoras do meio ambiente, erradicar a pesca ilegal e defender as profundezas marítimas são outras das medidas tidas pela Oceana como fundamentais para 2016. 

Outra das acções é dirigida contra as alterações climáticas, com a associação internacional a recordar que a água do mar está a aquecer e a tornar-se mais ácida, devido às emissões de dióxido de carbono, obrigando as espécies a migrar e a invadirem outros ecossistemas, acabando com os corais e com animais com concha. 

Lutar por um mar mais limpo – reciclando e reutilizando para produzir menos lixo -, investir mais em investigação marinha e sensibilizar as pessoas para a questão do mar, recordando que os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta, são outras das medidas. 

A Oceana advoga ainda como essencial uma transição para energias renováveis, uma vez que os oceanos são uma fonte de energia renovável mas, em contrapartida, vão recebendo derrames de petróleo e de outros combustíveis.

Para a organização internacional de defesa dos oceanos é ainda prioritário conceber planos de gestão de habitats e espécies vulneráveis, até para dar cumprimento à Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, que define como objectivo proteger 10% dos oceanos até 2020, dentro de quatro anos.

Fonte: TVI

Troia-Mar é a praia com maior capacidade da costa alentejana

A praia Troia-Mar, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, é a que tem a maior lotação da costa alentejana, segundo uma proposta da ...