quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Pesca portuguesa é a que mais captura acima do recomendado pelos cientistas

Quotas negociadas entre Portugal e Espanha com UE excedem, em média 37% as recomendações científicas.


Portugal é um dos países europeus com mais capturas pesqueiras acima do recomendado pelas entidades científicas, com aumentos de quota a exceder 37% os conselhos dos cientistas, disse um responsável da Associação de Ciências Marinhas e Cooperação (Sciaena) nesta quarta-feira.

"Portugal e Espanha, em termos de stocks pesqueiros, são dos piores, os que mais desrespeitam os pareceres científicos", afirmou Gonçalo Carvalho, que falava num encontro com jornalistas sobre o ponto de situação da Política Comum de Pescas (PCP).

"Os ministros portugueses, com os espanhóis, negociaram os maiores aumentos de quota pesqueira da União Europeia (EU), excedendo em média 37% as recomendações científicas", explicou Gonçalo Carvalho.

Os ministros das Pescas da UE reúnem-se a 14 e 15 de Dezembro para definir as quotas de capturas para o próximo ano, depois da proposta da Comissão Europeia e da análise do Parlamento Europeu, tendo em conta os pareceres científicos acerca do estado dos stocks.

Na Europa, apesar dos objectivos definidos na nova PCP, em vigor desde Janeiro de 2014, com metas ambientais "claramente definidas", a Sciaena conclui que "a sobrepesca não está a diminuir conforme o desejado" e mesmo naquele ano, "a maior parte dos totais admissíveis de captura (TAC) foi fixada acima do recomendado pelos pareceres científicos".

Aliás, a proposta da Comissão Europeia para 2016 continua neste caminho e "não segue os pareceres científicos para vários stocks", um sinal de que dificilmente serão conseguidos os objectivos marcados para 2020 de acabar com a sobrepesca.

As organizações não-governamentais, principalmente da defesa do ambiente, têm vindo a alertar que várias espécies, como a sardinha, enfrentam problemas e a sustentabilidade das pescas exige limites nas capturas.

"Não somos contra a pesca, mas a sua gestão deve ser sustentável para garantir o futuro da actividade a longo prazo", disse o biólogo da Sciaena, acrescentando que o assunto deve ser tratado como um objectivo político de curto prazo.

Para Gonçalo Carvalho, como para a generalidade das organizações não-governamentais das pescas (reunidas na PONG Pesca), é necessária uma mudança na forma como este assunto é gerido.

"Falta mudar a postura política", realçou o especialista, e explicou que "Portugal continua a actuar politicamente como se tivesse uma frota industrial", o que já não acontece, depois da redução exigida pela UE.

Portanto, "não tem capacidade para esgotar um recurso e passar para o próximo. Falta esta percepção a nível político", defendeu.

Assim, "é preciso gerir bem o que temos, de forma sustentável, e permitir uma actividade económica estável e rentável", resumiu Gonçalo Carvalho.

Questionado acerca do papel das alterações climáticas na evolução das espécies pescadas, o responsável da Sciaena disse que "é difícil quantificar" os efeitos destas mudanças, como o aumento da temperatura do mar, na evolução dos stocks, e "incorporá-los nos planos de gestão", mas os especialistas estão a tentar.

Fonte: Público

Antuérpia recebe pórticos de 50 metros de altura

O porto de Antuérpia recebeu cinco pórticos de cais com 50 metros de altura, no âmbito do programa de expansão e modernização do MSC PSA European Terminal (MPET)

Estes “monstros”, que chegaram ao porto belga a bordo do Zhen Hua 27, navio de carga especial com bandeira de Hong Kong, podem operar navios com até 25 filas de contentores.
De acordo com o MPET, o terminal vai mudar-se de Delwaide (margem direita), onde está desde 15 de Junho de 2005, para Deurganckdock (na margem esquerda) para apoiar a expansão. Os responsáveis pelo MPET, que é uma joint-venture da PSA International e da Terminal Investment Limited (braço da MSC para o negócio dos terminais de contentores), prevêem que o terminal atinja uma capacidade de nove milhões de TEU, tornando-se no maior da Europa.
Nos primeiros nove meses de 2015, o porto de Antuérpia movimentou 156,5 milhões de toneladas, mais 5,5% do que no período homólogo do ano passado. Os responsáveis pelo porto belga acreditam estar no bom caminho para atingir 200 milhões de toneladas movimentadas no total do ano, o que será um recorde.
Fonte: T e N


Porta-contentores inactivos somam 1,24 milhões de TEU

A frota inactiva de navios porta-contentores atingiu, de acordo com a Alphaliner, 306 navios, com uma capacidade acumulada de 1,24 milhões de TEU.


Este valor representa 6,3% da frota mundial em capacidade, e é um máximo de cinco anos. Aquele número é mais elevado em 280 mil TEU que o anterior recorde de 1,52 milhões de TEU, registado em Dezembro de 2009.
Segundo a Alphaliner, a dimensão média dos navios imobilizados por falta de trabalho atingiu os 4 050 TEU, o que é um novo pico, resultado do facto de haver cada vez mais navios acima de 7 500 TEU a pararem. O maior  de todos é um Triple-E de 18 000 TEU da Maersk Line.
“Com as previsões a apontarem para que a procura no Ásia-Europa se mantenha fraca, ao mesmo tempo que as rotas trans-Pacífico entram na sua época baixa, o número de navios inactivos deverá aumentar nas próximas semanas”, remata o relatório da Alphaliner.
Fonte: T e N

França adopta novo regime de trabalho portuário

Ao cabo de dois anos de concertação, a França aprovou um novo regime laboral para os trabalhadores portuários. Os dirigentes sindicais satisfeitos mas atentos.


O objectivo da proposta de lei socialista é simplificar e clarificar o regime do trabalho portuário. A versão aprovada pelo Senado francês resultou da comissão mista paritária de deputadas e senadores. A proposta havia sido aprovada pela Assembleia Nacional no passado dia 17 de Novembro.
O diploma aprovado tem como base as conclusões, enviadas há praticamente um ano ao secretário de Estado dos Transportes francês, de um grupo de trabalho com os parceiros sociais implicados na actividade portuária. Este grupo foi criado em 2013, depois de terem sido encontradas ambiguidades na legislação, com o progressivo desaparecimento do estatuto dos estivadores temporários, que existia desde 1947, em favor da contratação mensal de estivadores profissionais, de acordo com a lei Le Drian, de 1992.
A proposta agora aprovada consolida o princípio da prioridade de emprego para os trabalhadores portuários e moderniza a definição do que é, e do que não é, trabalho portuário. Além disso, prevê a instituição de um acordo de incidência nacional entre os operadores portuários e os representantes dos trabalhadores portuários.
O secretário de Estado dos Transportes francês, Alain Vidalies, citado nos media gauleses, disse acreditar que “foi encontrada a solução adequada”. A confederação de sindicatos de trabalhadores portuários, CGT FNPD, também mostrou satisfação com a aprovação da proposta, mas salientou que “vai estar vigilante” quanto à regulamentação da lei, à definição do perímetro do trabalho portuário e à instauração do anunciado convénio nacional.
Fonte: T e N

Tanger Med regista descida de 11,5% no tráfego de contentores


No terceiro trimestre deste ano, o porto de Tanger Med, em Marrocos,  movimentou tráfegos de contentores que perfizeram 707 mil TEU, registo que representa um decréscimo de 11,5 % em relação à marca de  799 mil TEU movimentados pelo porto marroquino no período homólogo de 2014. 

O tráfego doméstico totalizou 26 mil TEUs (registando um decréscimo de 10,6% em relação ao terceiro trimestre de 2014), dos quais 12 mil TEUs em importações (queda de 5,7% em relação ao período homólogo) e 13 mil TEUs em exportações (nova queda, esta de 14,8 %), enquanto o tráfego de transbordo totalizou 681mil TEUs (descida de 11,5 % em relação a igual período de 2014).

Nos primeiros nove meses de 2015, o tráfego de contentores total representou cerca de 2,3 milhões de TEUs  uma queda de 1,0% em comparação com Janeiro- Setembro do ano passado. O tráfego doméstico ascendeu a 83 mil TEUs (+ 0,8%),  dos quais 41 mil TEUs em importações (-2,1%) e 42 mil TEUs em exportações ( + 3,8%) . O transbordo ascendeu a 2,2 milhões de TEUs (-1,0%).

Fonte: Cargo.

Taxa média de carga de contentores atinge mínimos históricos


Segundo informações avançadas pela analista de mercado Alphaliner, as taxas médias de carga de contentores caíram para seus níveis mais baixos da História, com perspectivas de uma queda ainda mais acentuada com o mercado a entrar agora na difícil temporada de Inverno, tradicionalmente lenta em termos de negócio, de acordo com a analista de mercado Alphaliner .

Os resultados são sintomáticos de uma quebra global: a China Index Freight Container (CCFI ) caiu para para os 752 pontos na semana passada, o menor nível já registado desde que o índice CCFI foi publicado pela primeira vez em 1998, analisa a Alphaliner, que afirma que as condições terríveis foram espelhadas pelos dados operacionais preliminares, do terceiro trimestre de 2015, da Maersk, OOCL e Hapag -Lloyd, todas relataram uma receita de frete média significativamente baixa.

Inclusivamente, a gigante Maersk foi forçada a anunciar uma revisão em baixa da sua estimativa no que aos ganhos diz respeito, reduzindo a sua previsão de lucro para o seu negócio de transporte de contentores (para o segundo semestre de 2015) de mais de mil milhões de dólares para 400 milhões de dólares. A Alphaliner prevê que as taxas de frete permaneçam débeis nos próximos dois meses.

Fonte: Cargo

Devido à greve, Hapag-Lloyd troca Porto de Lisboa pelo de Leixões


O anúncio aconteceu na passada Quarta-feira: a gigante armadora Hapag-Lloyd comunicou aos agentes portuários que não voltará a fazer escala no Porto de Lisboa enquanto a greve decretada pelo Sindicato dos estivadores (no dia 14 de Novembro, prevista até dia 11 de Dezembro) estiver em vigor. A companhia alemã trocará o Porto de Lisboa pelo de Leixões no serviço entre o Mediterrâneo e o Canadá (MCA – Mediterranean Canada Service), que tem operado regularmente no porto de Lisboa.

O jornal 'Diário Económico' teve acesso à carta enviada pela Hapag-Lloyd aos operadores portuários, e, nas razões para preterir o Porto de Lisboa ao de Leixões, a companhia alemã esclareceu que "o porto de Lisboa informou-nos que as paralisações laborais causaram restrições ao serviço, não sendo actualmente previsível quanto tempo durarão estas paralisações”. 

"Perante isto, queremos informá-los que devido à greve, a Hapag-Lloyd decidiu suspender a escala de Lisboa do MCA [serviço entre o Mediterrâneo e o Canadá] até surgirem novidades respeitantes à confiança programável", transcreve o 'Diário Económico na sua edição online. A greve dos estivadores dura há mais duas semanas e esta decisão é o primeiro efeito palpável imediato da paralisação decretada Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal.

A greve dos estivadores quebra, assim, um hábito da Hapag-Lloyd que perdura há já vinte anos, o de efectuar escala no Porto de Lisboa no seu serviço Mediterranean Canada Service da Hapag-Lloyd. 


Fonte: Cargo

Troia-Mar é a praia com maior capacidade da costa alentejana

A praia Troia-Mar, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, é a que tem a maior lotação da costa alentejana, segundo uma proposta da ...