segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Gigantes mundiais disputam novo porto no Canal do Panamá

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) recebeu 11 manifestações de interesse, de alguns dos maiores operadores portuários mundiais, para a concessão do porto de Corozal.


O novo porto localizar-se-á à entrada/saída do Canal do Panamá, no lado do Pacífico, e terá como objectivo estratégico tornar-se um hub para a costa oeste da América Latina.
Entre os operadores que manifestaram a intenção de concorrer à concessão para construir e operar o novo terminal contam-se a APM Terminals, a TIL, a CMA CGM, a Eurogate, a Evergreen e a Ports of America.
“Estamos entusiasmados com o considerável interesse que recebemos até ao momento”, afirmou, citado pela assessoria de imprensa, o CEO da ACP, Jorge Quijano. “É mais uma demonstração da procura que existe para o serviço na Costa do Pacífico do Panamá, a qual vai crescer com a abertura do Canal expandido em 2016”, acrescentou Quijano.
O projecto do porto de Corozal contempla a construção, em duas fases, de um terminal com cerca de dois mil metros de cais, capaz de operar em simultâneo até cinco navios post-panamax e de movimentar um máximo de cinco milhões de TEU/ano.
A intenção de construir o porto do Corozal não tem sido isenta de críticas no Panamá. Em tempo, a concessão (por 20 anos) esteve para ser atribuída à APM Terminals, em contrapartida de um investimento de mais de 600 milhões de dólares, mas o negócio frustrou-se.
Fonte: Cargo


Operadores acusam estivadores de quererem cláusulas ilegais no ACT

Os operadores portuários de Lisboa acusam o sindicato dos trabalhadores portuários de quererem incluir no Acordo Colectivo de Trabalho cláusulas que vão contra a lei aprovada na Assembleia da República. Em conferência de imprensa, alertaram para os prejuízos “irreversíveis” da greve.


“Estamos na fase em que começamos a recuperar o que tínhamos perdido nos seis meses de greves em 2012 e três meses em 2013 e todo o trabalho foi em vão. Depois de quase dois anos a trabalhar o mercado, temos uma greve que é absolutamente incompreensível”, afirmou Rodrigo Moura Martins, da Direcção da Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL).
Citado pela “Lusa”, o mesmo responsável considerou o protesto convocado pelo Sindicado dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro “irracional”, por querer salvaguardar no Acordo Colectivo de Trabalho, que estava a ser negociado, cláusulas que vão contra a lei. Essa lei, acrescenta, foi aprovada na Assembleia da República pelo PS, PSD e CDS-PP e está “pacificamente em vigor no resto do país”.
“As consequências para os operadores portuários são prejuízos económicos evidentes, mas o que nos preocupa mais são os prejuízos enormes para o país, porque o porto de Lisboa tem a girar à sua volta um grande número de empresas que têm contratos a cumprir”, explicou Rodrigo Moura Martins.
O porta-voz da AOPL disse ser incapaz de quantificar “o prejuízo para a economia real”, realçando que mais grave é “a imagem que se dá ao exterior”, que é “muito difícil de reverter no futuro”, explicando que ainda hoje “os operadores andam a fazer um trabalho enorme para recuperar credibilidade e carga”.
“O porto de Lisboa perdeu cerca de 40% da carga que normalmente movimentava com as greves de 2012 e 2013″, precisou.
Fonte: Cargo

Tráfego de contentores desce globalmente e Portugal sofre repercussões endémicas


O sector portuário tem-se ressentido fortemente com o contexto depressivo do mercado, a nível geral, dos envios em grande escala por contentor - a queda desse mercado tem afectado a generalidade dos portos lusos, na sequência lógica de um fenómeno que diz respeito à redução de custos dos armadores face à diminuição do volume de trabalho e baixa da procura por parte das empresas.

Este contexto, que se verifica a nível global, tem afectado particularmente a performance (em termos de movimentação de carga) dos portos portugueses e os resultados mais ténues têm sido visíveis - no Porto de Lisboa a redução da confiança dos investidores, no seguimento da instabilidade vivida na correlação de forças entre trabalhadores (greves marcantes em 2012 e no presente) e Patronato, afectaram os níveis performativos do porto; 

No Porto de Sines, a queda tem sido uma tendência assinalável, em grande parte devido às contracções do mercado mundial e da fortíssima e feroz concorrência (Tânger Med tem estado em alta no capítulo do Transhipment) e até de uma menor intensidade actuante de armadores importantes como a Maersk. A estas repercurssões nacionais não será alheia a indefinição política que subsiste na economia portuguesa.

Se, dentro de portas, o sector portuário é afectado pela morosidade do cenário sócio-político e económico (que não permite a restauração da confiança), fora de portas, o menor fulgor da economia chinesa, que tem baixado o índice das suas exportações e centrado o foco da economia no consumo interno.

Fonte: Cargo

Zachariae Isstrom. O glaciar que está a deixar os cientistas preocupados


Glaciar está a despejar grandes icebergues no oceano, que levarão a subida do nível do mar nas próximas décadas.
A forma e o deslocamento do Zachariae Isstrom, um enorme glaciar da Gronelândia, mudou dramaticamente nos últimos anos, alertou esta quinta-feira Jeremie Mouginot, investigador do departamento científico da Universidade Californiana de Irvine (UCI).
O glaciar está a despejar "grandes icebergues no oceano, no que resultará na subida do nível do mar nas próximas décadas", referiu o investigador.
As descobertas baseiam-se em imagens de satélite recolhidas ao longo dos anos pelas agências espaciais e pela monitorização da forma, tamanho e posição do glaciar durante um largo período de tempo.
O aquecimento das águas dos oceanos estão a corroer os glaciares por baixo e o aumento das temperaturas do ar a derretê-los à superfície.
"Zachariae Isstrom está a ser comido por cima e por baixo", declarou, por seu turno, Eric Rignot, professor de ciências do sistema terrestre da UCI.
O topo do glaciar está a derreter em resultado de décadas em que se registou um aumento das temperaturas do ar, enquanto a parte submersa está comprometida pelas correntes de água quentes. Isto provoca a quebra do glaciar em pedaços, fazendo-o recuar", relatou o especialista.
Outro grande glaciar junto do Zachariae Isstrom - conhecido por Nioghalvfjerdsfjorden - também está a derreter, mas não de forma tão rápida porque está protegido pelo relevo.
Estudos indicam que estes dois glaciares possuem cerca de 12 por cento do gelo da Gronelândia e que o seu colapso total causaria uma subida global dos oceanos em 99,06 centímetros.
O glaciar Zachariae Isstrom estende-se por uma área de 91,780 km2.
Lusa

Clima: oceanos na agenda oficial da COP21


A ministra francesa da Ecologia, Ségolène Royal, anunciou que o debate sobre a preservação dos oceanos fará pela primeira vez parte da agenda oficial da cimeira mundial sobre o Clima, que arranca a 30 de Novembro em Paris. A capital francesa viu chegar, para a ocasião, o veleiro “Tara”, que se dedica há uma década ao estudo da vida marinha do planeta.

Fonte: Euronews

Em Novembro, Peniche promove o Mar


Cultura, Desporto, Economia, Educação, Investigação e Sensibilização Ambiental
Numa organização conjunta da Câmara Municipal de Peniche, do Peniche Surfing Clube e da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – Politécnico de Leiria, Novembro – mês do mar 2015 incluirá um conjunto diverso de eventos que abordarão a Cultura, o Desporto, a Economia, a Educação, a Investigação e a Sensibilização Ambiental.
Novembro – mês do Mar pretende ser uma vez mais uma iniciativa que irá promover um dos maiores recursos locais e nacionais. A programação da edição 2015 incluirá uma vertente cultural – exposição de bússolas de Estevão Henriques – À procura de um rumo e a Poesia anda por Aí; uma componente desportiva – bodyboard meeting 2015, campeonato Alemão e Austríaco de SUP Wave; uma abordagem à educação e formação (ESTM na formação da cidadania para o Mar, livro Peixes Marinhos de Portugal); não esquecendo a economia e turismo (Actividades marítimo-turísticas na Reserva da Biosfera das Berlengas, Peniche Seabird count 2015) e a investigação científica (lixo na costa alguém gosta? e plataformas oceanográficas).
A promoção e divulgação do mar, incluirá igualmente a exibição de documentários produzidos e realizados pelo Politécnico de Leiria sobre a identidade marítima, nomeadamente o Fishtour – uma experiência única na rota da sardinha e Lagoa de Óbidos – o património e as gentes.
A organização Novembro – mês do Mar 2015 é da responsabilidade da Câmara Municipal de Peniche, do Peniche Surfing Clube e da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – Politécnico de Leiria, contando com o apoio do MARE-IPLeiria, Forum Estudante, Núcleo de Estudantes de Biologia Marinha e Biotecnologia, SPEA, GITUR – Grupo de Investigação em Turismo, ICNF, GAC Oeste, Centro Formação Centro-Oeste e Associação David Melgueiro.
Mais informações em www.cm-peniche.pt ou www.ipleiria.pt/estm ou www.ppsc.pt



Dia Nacional do Mar: SPEA lança «Atlas das Aves Marinhas de Portugal»


No Dia Nacional do Mar, que se assinala hoje, a SPEA lança o “Atlas das Aves Marinhas de Portugal”. A obra, editada em livro mas também disponível através de uma plataforma digital, resulta de uma parceria com o ISPA e o MUHNAC, e será apresentada no Oceanário de Lisboa.
“O Atlas das Aves Marinhas de Portugal representa a mais completa e detalhada caracterização até hoje realizada da distribuição e da abundância de aves marinhas e costeiras que utilizam as águas portuguesas”, revela a SPEA em comunicado.
São 65 as espécies visadas sendo, em cada caso, indicado o tipo e frequência de ocorrência em Portugal continental, nos Açores e Madeira e apresentado um mapa em que é possível apreciar as variações sazonais na probabilidade de ocorrência, bem como na densidade e presença de acordo com os dados recolhidos por mais de 150 observadores a partir de embarcações e durante censos costeiros.
Para cada espécie é ainda disponibilizada informação sobre a distribuição, movimentos e fenologia, abundância e tendências populacionais, ecologia e habitat e, por fim, ameaças e conservação com base em fontes bibliográficas devidamente referenciadas.
Joana Andrade, coordenadora do Departamento de Conservação Marinha da SPEA considera que a obra agora apresentada é “um marco na história da ornitologia em Portugal”. Por seu lado, Iván Ramirez, coordenador da Birdlife que colaborou na edição do Atlas, acredita que este “está destinado a ser um exemplo a seguir no mundo da ornitologia marinha, não só pela quantidade e qualidade dos dados, mas também porque é o primeiro que combina uma publicação “tradicional” e uma plataforma interactiva que permitirá conhecer e divulgar mundialmente a distribuição de todas as espécies, algumas das quais extremamente raras de ver no mar”.
A publicação do Atlas foi cofinanciada pelo Espaço Atlântico e patrocinada pelo INAQUA, FCT e Swarovski Optik. A obra será apresentada às 18 horas num evento em que será ainda dado a conhecer o spot do projecto LIFE Berlengas, que também envolve a conservação de aves marinhas.
Atlas das Aves Marinhas de Portugal online 

Troia-Mar é a praia com maior capacidade da costa alentejana

A praia Troia-Mar, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, é a que tem a maior lotação da costa alentejana, segundo uma proposta da ...