O director para os oceanos e recursos naturais da
Commonwealth afirmou que os desafios relacionados com a saúde oceânica só podem
ser ultrapassados se o Sul Global, as comunidades indígenas e as mulheres forem
incluídas na discussão.
Num painel à margem da Conferência Mundial dos Oceanos, que
decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, Nicholas Hardman-Mountford
relembrou que a maior parte dos oceanólogos estão nos Estados Unidos e na
Europa e que “as mulheres recebem menos bolsas de investigação e estão em menos
comités de decisão”.
Para o especialista, esta situação pode implicar perda de
conhecimento em certos pontos do globo, nomeadamente onde as comunidades
indígenas são as dominantes. Por isso, a Commonwealth “tem procurado soluções,
como os sensores ‘low-cost’ que foram enviados para países no Pacífico para
monitorizar a acidez dos oceanos”.
No palco estava também o director do Observatório Brasileiro
para as Política Marítimas. André Beirão acrescentou que, para haver uma
solução, políticos, investigadores e indústria têm de se entender no diálogo.
"O diálogo entre a ciência dura dos cientistas e a
governação política não é assim tão fácil. Cada um deles pensa que pode
resolver o problema. Mas têm de trabalhar em conjunto. E temos de apontar um
terceiro aspecto – a indústria. Não querem falar de políticas se não lhes derem
dinheiro”, detalha

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