domingo, 9 de setembro de 2018

Boyan Slat cria sistema para limpeza dos oceanos


Com apenas 24 anos, Boyan Slat é um jovem holandês que procura resolver problemas da sociedade.
Aos 18 anos, o inventor criou uma solução tecnológica para limpar o plástico dos oceano - o Ocean Cleanup.  Seis anos após a sua fundação, esta startup ambiental vai lançar, hoje, o primeiro sistema de limpeza do oceano denominado por System 001.
A primeira ação do sistema será feita na ilha de lixo do Pacífico Norte, situada entre o Havai e a Califórnia. O objetivo está na limpeza de metade do lixo dessa ilha que existe há cinco anos.
O procedimento consiste na criação de uma barreira artificial no meio do mar, que concentrará o plástico a ser retirado. O System 001 é composto por um tubo em forma de "U" com 600 metros e por uma saia de três metros de profundidade, que ficará a flutuar no mar, o formato do tubo fará com que o plástico fique preso.
A limpeza do plástico acumulado será feita por um navio a cada quatro a seis semanas.
O sistema está exposto às condições naturais como o vento e as correntes marítimas. 
Através do equipamento que o compõe ( iluminação solar, sistemas anti-colisão, câmaras, sensores e satélites), a sua posição será comunicada em tempo real. 
O sistema já foi alvo de críticas às quais o jovem Slat responde: ?Sabemos que não vamos retirar o plástico todo, mas removeremos tudo o que conseguirmos antes que seja tarde de mais.? Segundo alguns estudos feitos ao reconhecimento do lixo, sabe-se que a maioria do plástico a limpar são peças de grandes dimensões, produzidas nas décadas de 70, 80 e 90.
São vários os projectos associados à remoção do lixo. Na Holanda, a Plastic Whale faz barcos e mobiliário com o plástico que retira dos canais de Amesterdão e do Porto de Roterdão, A Ocean Conservancy já recolheu mais de 200 milhões de quilos de lixo das praias de mais de 100 países. Mas Boyan Slat vai, hoje, revolucionar a limpeza oceânica.



Cientistas descobriram uma “bomba relógio” debaixo do oceano Ártico


O Ártico não está apenas ameaçado pelo derretimento do gelo na sua superfície. Um novo estudo mostra que há também um reservatório de água aquecida que se está a acumular debaixo do oceano.
Segundo o Science Alert, uma nova pesquisa descobriu evidências de um vasto reservatório de água aquecida que se está a acumular debaixo do Oceano Ártico e a penetrar de forma profunda no coração da região polar, ameaçando derreter o gelo que se encontra no topo.
“Documentámos um aquecimento oceânico impressionante numa das principais bacias do interior do Oceano Ártico, a Bacia do Canadá”, explica a oceanógrafa da Universidade de Yale Mary-Louise Timmermans.
A investigadora e o resto da equipa analisaram as temperaturas registadas nessa bacia nos últimos 30 anos e descobriram que a quantidade de calor na parte mais quente da água efectivamente duplicou no período entre 1987 e 2017.
Fonte: ZAP

Ciência prova que nível dos oceanos desceu 40 metros há 30 mil anos


Uma equipa internacional de cientistas comprovou que o nível dos oceanos registou uma descida brusca de 40 metros, há 30 mil anos, e voltou a cair outros 20 metros há aproximadamente 22 mil anos.
A investigação, em que participa a Universidade de Granada e cujos resultados são publicados na revista Nature, analisou as mudanças do nível do mar durante o último glaciar máximo utilizando dados geomorfológicos, sedimentológicos e paleontológicos do fundo marinho.
O último glaciar máximo foi o período mais frio da história geológica recente da Terra, que provocou uma enorme acumulação de gelo nas regiões polares, fazendo descer consideravelmente o nível dos oceanos, o que provocou uma mudança na configuração das terras imersas.
Os investigadores afirmaram que, após a brusca descida de 40 metros há 30 mil anos, o nível do mar se manteve bastante estável até voltar a cair 20 metros há cerca de 22 mil anos.
A partir desse momento, produziu-se uma subida lenta do nível do oceano que se acelerou há uns 17 mil anos para desacelerar há 7 mil anos e chegar lentamente aos últimos metros de subida até aos níveis actuais.
"A mudança do nível do mar devido a mudanças do clima é um fenómeno conhecido desde o século XIX e os valores aproximados da descida foram estimadas nas últimas décadas", explicou o catedrático de Paleontologia da Universidade de Granada Juan Carlos Braga, um dos autores do trabalho.
Os investigadores precisaram quer a cronologia quer os valores de variação do nível global dos oceanos durante o último glaciar máximo, graças a dados geomorfológicos e de sedimentação do fundo marinho.
Analisaram também os testemunhos obtidos na perfuração com 34 sondas no subsolo da margem da plataforma no nordeste da Austrália, comparando com dados da Grande Barreira de Coral australiana.
"As descidas bruscas do nível do mar detectadas durante o último glaciar máximo são facilmente explicadas pela mudança climática", destacou o catedrático, que explicou que os dados parecem indicar que houve períodos extremos de calor e frio que são pouco conhecidos dos cientistas.
"Identificar com precisão a magnitude e cronologia das mudanças do nível do mar e do solo são importantes para entender a dinâmica do clima global e também fundamental para entender as conexões das ilhas entre si com os continentes e poder decifrar migrações de espécies, incluindo a humana", concluiu Juan Carlos Braga.
Fonte: JN

Concurso de ideias para a criação de empresas na economia do mar


O gestor executivo da rede de inovação Inova-Ria, Paulo Marques, disse que o objectivo do concurso de ideias “Platicemar” é gerar startups na economia do mar. Falando em Aveiro na apresentação do concurso, cujo prazo de candidatura encerra dia 23, Paulo Marques deu conta de que as energias renováveis, a exploração do solo marinho e a tecnologia marinha são três áreas que gozam de prioridade na grelha de apreciação do júri. Apesar disso, salientou, o concurso “é abrangente a outras temáticas” da economia do mar, onde foram detectadas necessidades a satisfazer por novas empresas, nomeadamente nas áreas logística e portuária. O objectivo de dinamizar a criação de startups na economia do mar é materializado no concurso de ideias, através da configuração dos prémios, que revertem para a startup e não para quem apresentou a ideia a concurso. “Após a selecção, as ideias passam a um processo de aceleração e mentoria porque o nosso objectivo é também estruturar uma rede de mentores locais”, explicou. O Concurso de Ideias de Negócio para a Economia do Mar é uma das realizações do projecto “Platicemar” (Plataforma de Consolidação do Sector da TICE e Empreendorismo na Economia do Mar) que pretende contribuir para que seja alcançado um modelo de desenvolvimento sustentável na Fileira da economia do mar, tendo como base o incremento da cooperação e inovação no sector. Além da rede de inovação Inova-Ria, o projeto “Platicemar” conta com o apoio das universidades de Aveiro, Coimbra e Politécnico de Leiria, de autarquias como a Câmara de Ílhavo, e tem como parceiros o Fórum Oceano, a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, a Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI) e a Sines Tecnopolo. O projecto é financiado pelo Programa COMPETE 2020, no âmbito do Sistema de Apoio a Acções Colectivas – Promoção do Espírito Empresarial.

Lula com mais de 100 kg pescada na Madeira


No passado dia 2 de Setembro, uma lula gigante foi pescada nos mares da Madeira. O animal aparentemente pesa mais de 100 kg.
Em declarações ao Jornal da Madeira, o responsável pela embarcação que capturou a lula diz que o maior problema foi trazer o animal para dentro da embarcação, tendo sido precisos três homens para o fazer. 


O animal foi pescado a 6,4 km da praia de Paul da Madeira.