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A mostrar mensagens de Agosto, 2018

Tubarões-baleia podem viver por até 130 anos

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O maior peixe do mundo é o misterioso tubarão-baleia, que pode crescer e até pesar mais de 18 toneladas e ter 18 metros de extensão, embora a maioria chegue, no máximo a alguns metros e quilos menos do que isso. Parece também que esses gigantes podem viver por até 130 anos, segundo novas observações e modelos. Estudar como esses tubarões-baleia crescem ao longo do tempo, ou mesmo quantos deles existem, é um desafio. Pesquisas anteriores normalmente dependem de ossos de tubarão morto e podem ser imprecisas. Agora, uma equipe de cientistas trabalhando nas Maldivas está preenchendo as lacunas de conhecimento científico dessas enormes criaturas. “Estimar as idades de tubarões em geral é difícil”, disse Mahmood Shivji, professor da Universidade de Nova Southeastern, na Flórida, em entrevista ao Gizmodo. Cientistas estimam a idade de tubarões-baleia baseados em vértebras de espécimes mortos, que parecem ter anéis como as árvores. Mas não está claro como esses anéis se formam ao longo do tempo…

Cinco países firmam histórico acordo sobre status do mar Cáspio

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Autoridades dos cinco países à beira do mar Cáspio assinaram, no passado domingo no Cazaquistão, um acordo para definir o status deste mar. Reunidos no porto cazaque de Aktau, representantes de Rússia, Irão, Cazaquistão, Azerbaijão e Turcomenistão firmaram este documento que concede um status de extensão marinha, em pleno vazio jurídico desde a dissolução da União Soviética. O documento, que surge após 22 anos de diálogo - iniciado após a dissolução da União Soviética -, vai determinar questões como as actividades nas diferentes partes do Mar Cáspio, mas também matérias mais específicas, como a delimitação territorial, a navegação, a preservação, o meio ambiente e a segurança. Na assinatura do protocolo, estiveram os líderes Ilham Aliyev (Azerbaijão), Hassan Rohani (Irão), Nursultan Nazarbaev (Cazaquistão), Vladimir Putin (Rússia) e Gubanguli Berdimujamedov (Turquemenistão). O anfitrião da cerimónia, Nursultan Nazarbaev, do Cazaquistão, salientou na ocasião que este é um "acontecimen…

A influência dos gases poluentes na vida do Oceano

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A acidificação dos oceanos resultante das emissões de dióxido de carbono está causando a perda do olfacto dos peixes. Uma nova pesquisa revelou que, à medida que os níveis de ácido carbónico na água do mar aumentam, o robalo perde até metade de sua capacidade de distinguir odores. As emissões de dióxido de carbono provocam acidez, quando o gás se dissolve na água, um fenómeno que também causa erosão na concha dos moluscos. A descoberta é de grande importância, uma vez que o olfacto orienta os peixes nas suas actividades básicas, como encontrar alimentos, parceiros e perceber a presença de predadores. “O nosso estudo é o primeiro a examinar o impacto da acidificação dos oceanos no olfacto dos peixes”, disse a investigadora da Universidade de Exeter, Cosima Porteus, que liderou a pesquisa. Os investigadores compararam o comportamento dos robalos nos níveis actuais de dióxido de carbono na água do mar, com a reacção à presença de níveis maiores. Eles perceberam grandes mudanças no comportamen…

Navios de carga ganham nova vida como casas ecológicas

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Se é verdade que os navios de carga são, durante décadas de vida, responsáveis por uma quantidade elevada de emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, isso não quer dizer que não podem ser usados de forma sustentável. É essa a ideia por trás deste projecto, que pretende reciclar vários navios de carga desactivados, levando-os para terra firme, onde vão ser reconvertidos em moradias, confortáveis, energeticamente eficientes e rodeadas pela natureza. A ideia foi proposta na Holanda, por quatro empresas a trabalhar em conjunto. Estas pretendem construir um parque, chamado Marine-doc Estate, onde os cargueiros vão ser instalados como se fizessem parte da paisagem natural. Vão ser habitados por pessoas que procurem uma moradia exclusiva, mas que tenham interesse em assegurar a sustentabilidade ecológica da ideia. Só falta encontrar locais para construir o parque, num conceito que pode até ser exportado para outros países. A peça central deste projecto de construção vai ser o Kempenaar…

Atiras lixo para o mar? Mais dia menos dia ele vai parar à tua mesa

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Mergulha nas profundezas do oceano em busca de beleza, mas o mar devolve-lhe também um filme de terror. Sónia Ell fotografa o lixo marinho e quer levar as provas do que encontra às escolas. Só as novas gerações nos podem salvar, diz.

Em matéria de lixo marinho e suas consequências, “isto é um bocadinho como o carma” — “a gente manda para longe mas ele volta”. A imagem é usada por Sónia Ell, com as devidas reservas de crenças, para falar do “grave problema” de poluição dos oceanos: “Mandamos o lixo para o mar, mas mais cedo ou mais tarde ele vem-nos parar à mesa.” Palavra de mergulhadora, que anda desde 2015 a recolher provas fotográficas do plástico que encontra no oceano, ao largo dos Açores, e quer levar esse testemunho às escolas: “É preciso alertar as gerações mais novas, são elas que podem reverter o que as gerações do meu pai e do meu avô fizeram.”

O projecto +1=-1 é a “herança” que Sónia Ell, 44 anos, aspira deixar ao planeta. “Quero dizer às crianças que mais um significa menos …

Embalagem é encontrada dentro de peixe jurássico que vive no fundo do oceano

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Não é por sua aparência somente que o celacanto é um peixe conhecido como “fóssil vivo”: estima-se que tal espécie exista no actual estado evolutivo há 400 milhões de anos. Mantendo há tanto tempo as mesmas características genéticas no fundo dos oceanos, onde o celacanto vive, é impossível medir a quantidade de adversidades que esse peixe enfrentou ao longo do tempo para sobreviver. A foto foi tirada por um pescador na Indonésia em 2016, mas somente veio a público agora. Apesar de viver nas profundezas – onde as alterações no habitat acontecem de forma radicalmente mais lenta do que em outras partes do oceano ou do planeta – até mesmo o celacanto parece enfim ameaçado pelo efeito da acção humana nos mares. Até então era justamente o estado inalterado do fundo dos oceanos, aliado às suas características genéticas, que faziam com que o celacanto tenha sobrevivendo com tanta resiliência. As características fizeram do celacanto um ponto fora da curva do processo evolutivo: as estimativas …

Acidificação dos oceanos deve intensificar nas próximas décadas

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Considerado um dos fenómenos que mais afectam os oceanos actualmente, a acidificação oceânica só foi mencionada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) no seu quinto relatório de avaliação (AR5), publicado em 2013 – o primeiro relatório é de 1990. O órgão da ONU destaca no Sumário para formuladores de políticas públicas do AR5 que o oceano tem absorvido cerca de 30% do dióxido do carbono atmosférico (CO2) emitido pela acção humana. O aumento da concentração e da dissolução de CO2 tem diminuído o pH da água superficial dos oceanos desde o início da era industrial e aumentado a sua acidez, afirmaram os autores do relatório. A partir de então, a acidificação dos oceanos passou a integrar todos os cenários de mudanças futuras do clima do AR. O tema deve ganhar ainda mais destaque no AR6 – previsto para ser finalizado em 2021 – e no Relatório Especial sobre o Oceano e a Criosfera num Cenário de Mudanças Climáticas, que deve ser finalizado pelo IPCC em Setembro de 2019,…

Nova Caledónia restringe pesca e turismo para proteger recifes e baleias

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A Nova Caledónia, território francês situado no oceano Pacífico, impôs esta terça-feira restrições de circulação a embarcações turísticas e de pesca. Esta medida representa um esforço para a protecção dos recifes corais existentes na região e, ao mesmo tempo, serve para criar um santuário para as baleias-corcunda e outras espécies marinhas. As restrições foram conhecidas esta terça-feira através de um comunicado do governo local. A medida afectará o Parque Natural do Mar de Coral, que é a quarta maior área marítima protegida do mundo, com cerca de 1,3 milhões de quilómetro quadrados, abrigando 41% dos recifes de coral da Nova Caledónia, segundo a agência Reuters. As novas restrições, que ajudarão a proteger este habitat marítimos e as suas espécies, abrangerão 28 mil quilómetros quadrados do tamanho total do parque, onde a pesca será estritamente proibida. A fiscalização será feita com a colaboração da marinha francesa. Como o turismo é uma das principais fontes de receita do arquipél…

Apenas 13% dos oceanos não foram alterados pelo ser humano

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Os oceanos cobrem aproximadamente 70% de toda a superfície da Terra e parece que nada desta expansão marinha está fora do alcance do ser humano – apenas 13% dos mares permanecem inalterados.  Em todo o mundo, só 13,2% dos mares – cerca de 54 milhões de quilómetros quadrados – estão num estado verdadeiramente selvagem, não tendo sido alterados pelo Humano, aponta um novo estudo publicado na Current Biology. Em termos de comparação, a Ásia cobre uma área total de 44,5 milhões de quilómetros “Quase toda a área ainda selvagem está localizada no Ártico, na Antártida ou nas ilhas remotas do Pacífico”, disse Kendall Jones, co-autor do estudo e especialista em planeamento da Wildlife Conservation Society à Live Science. Acrescentando que “nas regiões costeiras, onde a actividade humana é mais intensa, quase não há mais nenhuma área selvagem”. “Descobrimos também que quase toda a natureza selvagem está desprotegida, deixando-a assim vulnerável para a ser perdida na totalidade a qualquer momento, já…

Peritos avançam recomendações para proteger biodiversidade da mineração no Mar

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Uma equipa internacional – de que fazem parte três investigadores portugueses – desenvolveu um conjunto de recomendações que auxiliem a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) a proteger a biodiversidade do mar profundo face ao aumento da mineração nessas zonas. A ISA, criada pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, avalia “os pedidos de mineração no solo e subsolo marinhos fora da jurisdição nacional”, indicou à agência Lusa a investigadora Marta Chantal Ribeiro, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar), uma das entidades envolvidas no projecto. Essa entidade, prossegue Marta Chantal Ribeiro, especialista em direito, aplica igualmente um plano de gestão ambiental para essas zonas, “tendo estabelecido um objectivo de conservação de 30% a 50% da área total de gestão em cada região oceânica”. Este projecto, que deu origem a um artigo publicado em Julho na revista científica Science Advances, propõe um conjunto…

Data center submerso: veja as câmaras da Microsoft no fundo do mar

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A Microsoft escolheu as ilhas Orkney, na Escócia, para instalar um centro de dados debaixo de água com o objectivo de investigar se é possível aumentar a eficiência energética, bem como reduzir o custo do arrefecimento associados aos data center tradicionais. Na altura, Ben Cutler, o responsável pelo projecto denominado Natick, explicou que dessa maneira seria possível conseguir “um arrefecimento muito mais eficaz dentro de água do que em terra”. A instalação deste centro de dados “aquático” é também uma tentativa de criar uma alternativa mais sustentável para o armazenamento de dados, visto que pode ser alimentado por torres eólicas localizadas perto da água. Por fim e tendo em conta que cerca de metade da população mundial vive perto da costa, este data center também vai permitir um acesso mais rápido aos serviços online. Para ajudar a perceber os desafios que poderiam surgir à volta destes repositórios de dados, a empresa instalou duas câmaras para fazer streaming ao vivo do data cente…

Esqueça as águas cristalinas e os peixes. O mar está entregue ao plástico.

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Algumas praias deixaram de ser paraísos e passaram a ser verdadeiros infernos. Bali é um dos exemplos. São cenários trágicos, que chocam, mas continuam a multiplicar-se.
No verão, multiplicam-se sugestões para aproveitar as férias ao máximo. Entre os conteúdos mais partilhados estão listas com algumas das praias mais bonitas do mundo. No entanto, muitas vezes o que a natureza tem para dar já foi estragado pelo homem. É o caso de centenas de praias onde os mergulhos são dados no meio de... lixo. Falamos de casos onde já não há espaço para falar de águas cristalinas, porque estas deram lugar a verdadeiros mares de plástico. Um dos exemplos mais polémicos e dramáticos acontece em Bali, na Indonésia.  Em Março, um mergulhador chocou o mundo ao partilhar no Youtube e nas redes sociais um vídeo em que nada perto de Bali, num mar onde o que mais se vê é lixo. O material mais visto? “Sacos de plástico, garrafas de plástico, copos de plástico, baldes de plástico, ferramentas de plástico, sacos d…