quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Go Foodies junta ciência e gastronomia para promover o mar português


Há ciência por trás daquilo que comemos. Sabemos que é assim, mas será que conhecemos realmente os produtos que aparecem nos nossos pratos? Go Foodies é um projecto que Nuno Nobre, consultor na área da gastronomia, acaba de lançar e que pretende precisamente aproximar a ciência e a gastronomia.
O arranque aconteceu no passado dia 18, em Ponta Delgada, Açores, e envolveu chefs, cientistas e as protagonistas principais: as algas. O jantar 5 Algas, 5 Cientistas, 5 Pratos, no restaurante Jardim do Azoris Royal Garden Leisure & Conference Hotel, serviu de pretexto para mostrar o potencial gastronómico das algas, que foram trabalhadas por Nuno Nobre, o chef Pedro Oliveira, da Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada e Michael Ross, chef do Azoris.

Numa parceria com a Associação de Promoção dos Produtos de Aquicultura e Pescas dos Açores (APPAQUA), o Go Foodies desafiou os cinco cientistas especialistas em algas – Ana Neto, da Universidade dos Açores, Isabel Sousa Pinto da Universidade do Porto, Leonel Pereira da Universidade de Coimbra, Ricardo Melo da Universidade de Lisboa e Rui Santos da Universidade de Faro – que se deslocaram a Ponta Delgada para um encontro em que discutiram projectos de produção de algas nos Açores, a explicarem durante o jantar as características e o potencial de cada alga. Para completar a experiência, na manhã do dia seguinte houve uma saída para o terreno para observar e apanhar algas.

Este é o modelo de evento que o Go Foodies pretende implementar a partir de agora, com outros jantares já previstos para 2018 nos Açores (para explorar, por exemplo, a relação das lapas com as pedras a que se agarram ou para trabalhar peixes menos valorizados) e com a internacionalização. A ideia, explica Nuno Nobre, é levar produtos ligados ao mar português – as algas são um exemplo, os ouriços-do-mar, outro, mas há o peixe, o marisco, etc. – a outros países, sempre com a componente científica associada.

Em Janeiro, coincidindo com o festival gastronómico Madrid Fusión, o Go Foodies vai levar o ouriço-do-mar até Madrid para três jantares, ligando este produto, que pretende valorizar, à Ericeira e ao Festival do Ouriço-do-Mar, que ali se realiza e que é também uma iniciativa de Nuno Nobre.

Segue-se, em Abril, outra iniciativa em Espanha, desta vez em Barcelona, no âmbito da feira Alimentaria 2018 e com a colaboração do chef Roberto Sihuay, do restaurante Ceviche 103. Os planos de Nuno Nobre incluem ainda jantares com produtos do mar português na Noruega (em Alesund, com o chef Tiago Lopes), em Moçambique, e em Londres, no restaurante Lima, do chefperuano Virgílio Martinez. 

Fonte: Público

Cientistas alertam para a rápida degradação dos mares nos últimos 20 anos



Cientistas de Espanha e França alertam para a rápida degradação dos ecossistemas marítimos, sobretudo nos últimos vinte anos, e a sua grave repercussão em todo o planeta.
Fizeram-no através do livro “Fuzileiro naval Animal Forest”, editado por Springer-Nature, no qual abordam o novo conceito de “floresta animal” e lembram o importante papel dos mares e oceanos em relação às alterações climáticas.
O livro proporciona uma visão geral dos ecossistemas do fundo do mar e explica que uma “floresta animal” é formada por comunidades que residem no fundo do mar dominadas por corais,, esponjas ou bivalves, que criam estruturas complexas que servem pela sua vez de lar a muitas novas espécies.
Os cientistas pertencem ao Centro Nacional de Pesquisa Científica francês e aos espanhóis Instituto de Oceanografia e o de Ciência e Tecnologia Ambiental, da Universidade de Barcelona.
Os autores denunciam que nos últimos anos o homem tem provocado mudanças drásticas e aceleradas nos ecossistemas marítimos, alterando a sua capacidade natural para absorver os crescentes níveis de dióxido de carbono da atmosfera.
Fonte: ZAP

Surf: princípio de acordo a pensar em Tóquio 2020


Circuito mundial de surf (WSL) e a Associação Internacional (ISA) da modalidade anunciaram um princípio de acordo com vista aos princípios de qualificação para os Jogos Olímpicos.
O circuito mundial de surf (WSL) e a Associação Internacional (ISA) da modalidade anunciaram um princípio de acordo com vista aos princípios de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
O princípio de acordo entre as duas partes, que já foi anunciado , determina que os surfistas do circuito mundial terão acesso a 18 vagas disponíveis, 10 para homens e oito para mulheres.
As restantes 22 vagas serão atribuídas consoante a participação nos World Surfing Games de 2019 e 2020, organizados pela ISA, e nos Jogos Pan-Americanos Lima2019, que vão incluir pela primeira vez a modalidade.
Duas vagas, uma no masculino e outra no feminino, serão ainda atribuídas ao Japão, país anfitrião dos Jogos que estreiam o surf no quadro olímpico.
Outra das medidas acordadas é a necessidade de os surfistas da WSL estarem disponíveis para representarem as seleções nacionais nos World Surfing Games em 2019 e 2020, no caso de serem selecionados.
A proposta será agora submetida a aprovação do Comité Executivo do Comité Olímpico Internacional (COI), na reunião agendada para fevereiro de 2018.
Portugal conta com um representante no circuito profissional, Frederico Morais, que terminou a temporada de 2017 no 14.º posto, naquele que foi o seu ano de estreia.
Nos World Surfing Games de 2017, Portugal terminou no segundo lugar, atrás da anfitriã França, tendo participado com Pedro Henrique, terceiro classificado no aberto, José Ferreira, Guilherme Fonseca e Miguel Blanco, no quadro masculino, e Teresa Bonvalot e Carol Henrique no feminino.
O presidente da Associação Internacional, Fernando Aguerre, mostrou-se "feliz" pelo que considerou ser "um acordo histórico" que garante que "os melhores do mundo vão competir pelo ouro na estreia do surf em Tóquio" e "condições universais de acesso" à prova olímpica.
Já a directora-executiva do circuito mundial, Sophie Goldschmidt, realçou a "plataforma incrível" dos Jogos Olímpicos e a parceria entre a WSL, a ISA e os próprios atletas para um acordo para o apuramento.
Fonte: ojogo


Misteriosos turbilhões de água se juntam no oceano com força incrível



Em mares do sul, estranhos redemoinhos oceânicos podem medir quase 100 km e movem-se a uma velocidade muito maior do que a dos turbilhões comuns.
Os cientistas britânicos descobriram recentemente uma série de estranhos turbilhões de água nos mares da Austrália e da África do Sul ao examinar imagens correspondentes recebidas através de satélites nos últimos 25 anos.
O mais curioso do fenómeno é que os redemoinhos se movem a uma grande velocidade e se estendem por dezenas de quilómetros, informa o jornal Popular Science
Segundo descobriram os investigadores, estes turbilhões de água podem atingir o tamanho de quase 100 km. Ao mesmo tempo, acredita-se que podem surgir por junção de dois redemoinhos e consequentemente estenderem-se. São capazes de se deslocarem a uma velocidade entre 8 e 16 km, em comparação com a velocidade de 2 km que costumam atingir os turbilhões comuns.
"Quando alcançam uma certa força, começam espontaneamente a mover e transformar-se em turbilhões", explicou Chris Hughes, oceanógrafo da Universidade de Liverpool (Inglaterra). 
Estes turbilhões duplos, que são criados pela turbulência dos correntes oceânicas, realizam uma função muito importante de misturar água e nutrientes de diferentes zonas e transportá-los a quilómetros de distância.
Por outro lado, estão ligados sob a água por um vórtice em forma de "U" e absorvem pequenos animais marinhos que são deslocados a grandes distâncias.
Ao observar as imagens de satélites que mostram a superfície do oceano de todo o mundo, tentado entender melhor esse fenómeno, os investigadores determinaram os seguintes passos: revelar a origem da formação e saber a razão do seu comportamento.
Fonte: Sputnik News

Mais plástico do que peixe no mar? Estamos no mau caminho…

A Quercus diz que a produção de plástico é insustentável. O que mais sofre são os oceanos e o que lá vive.


A produção de plástico vai aumentar 40% nos próximos anos, em resultado de 180 mil milhões de dólares de investimento em fábricas de plástico bruto nos EUA, desde 2010.
A tendência vem já desde o tempo em que Obama ocupava a Casa Branca, mas não é exclusiva dos EUA, explica João Branco, presidente da Quercus.
"Isto é deveras preocupante porque nós já sabemos que o plástico está a tornar-se insustentável nomeadamente no lixo oceânico. O mercado é totalmente liberal no que respeita à produção de plásticos descartáveis.”
“Defendemos, há muito, que deve haver restrições governamentais à produção, também em Portugal. Isto não acontece apenas nos EUA, acontece em todo o mundo e também no nosso país”, explica.
As restrições, considera a Quercus, não podem limitar-se aos sacos de plástico. “Tem que haver proibição aos plásticos descartáveis, mas deve haver também uma redução gradual, mas forte, à utilização de embalagens de plástico.”
“Temos plástico em tudo...nas embalagens de iogurte, do presunto, do champô, nos refrigerantes. E tudo isto alimenta a industria.”
A maior preocupação é mesmo a poluição nos oceanos, até porque, como explica João Branco, se tudo continuar como está, “temos estudos sérios a dizer-nos que em 2050 vai haver mais plástico do que peixe nos oceanos.”
Fonte: RR

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Primeira mulher admitida no curso de submarinista da Marinha


A Marinha portuguesa vai contar pela primeira vez com uma mulher a frequentar o curso de submarinista, em Janeiro, após um período de provas de selecção que cumpriu com aproveitamento.
A militar, Noémie Freire, auxiliar de navegação, tinha decidido em Março concorrer ao curso que ia começar em Outubro, altura em que a Marinha decidiu abrir aquela formação a mulheres, pondo fim a uma exclusão quase centenária.
Segundo disse à Lusa o porta-voz da Marinha, comandante Coelho Dias, concorreram 20 militares, dos quais três eram mulheres e duas ficaram aptas, tendo sido uma admitida ao curso, cujos critérios de seleção passam pela conjugação entre "as necessidades concretas e a antiguidade dos militares" a concurso.
A militar integrou a esquadrilha na segunda-feira e irá iniciar o curso, com a duração de nove meses, no dia 05 de janeiro, com uma aula inaugural lecionada pelo comandante, capitão de mar-e-guerra Silva Gouveia.
Em média, cerca de 15 a 20% dos formandos desistem do curso de submarinista.
"É um marco importante que nos orgulha. Mulheres na Marinha não é novidade, mas nos submarinos é a primeira vez e foi bem acolhida, com naturalidade", disse o porta-voz do ramo, comandante Coelho Dias.
Com a especialidade de Operações, a praça Noémie Freire poderá desempenhar funções na operação de radares, sistemas de guerra eletrónica e sistemas de deteção submarina.
Em março passado, Noémie Freire foi, com outras militares, convidada pela Marinha a visitar o submarino Arpão, numa iniciativa do ramo para "atrair" candidatas ao primeiro curso aberto aos dois sexos.
Com um filho de três anos, a militar disse na altura aos jornalistas que o mais difícil será estar bastante tempo sem poder comunicar com a família mas afirmou contar com o apoio do marido, também militar, para poder dar este passo na sua carreira.
Há seis anos que a Marinha portuguesa já dispõe de submarinos com condições logísticas e de habitabilidade que permitem responder aos requisitos de privacidade seja para homens ou mulheres mas apenas este ano o ramo decidiu incentivar as militares a concorrer à especialidade.
A taxa de participação das mulheres nas Forças Armadas portuguesas é de cerca de 11%.
Fonte: JN Foto: José Coelho/Lusa

Navegação solitária. Recorde de volta ao mundo pulverizado



A bordo do super trimaran Macif, François Gabart fez a volta ao mundo à volta em 42 dias e 16 horas, a uma média superior a 50 km/hora. Tirou mais de seis dias ao anterior recorde.

Quando o francês Thomas Coville reduziu, em 2016, o recorde da volta ao mundo à vela em solitário de 57 dias para 49 dias, toda a gente na comunidade internacional da vela oceânica pensou que se trataria de uma marca que demoraria anos a ser batida. Nada mais errado.

Um ano depois, um outro francês, François Gabart, volta a pulverizar o recorde, reduzindo a marca para 42 dias, 16 horas, 40 minutos e 35 segundos.

Aos 34 anos - e sendo velejador profissional há apenas dez anos - tirou ao anterior recorde seis dias, 10 horas, 23 minutos e 53 segundos. Toda a gente volta a dizer que é outra marca do outro mundo - mas agora verdadeiramente já ninguém garante nada. Gabart cruzou a linha de chegada (que tinha sido a de partida), entre os faróis de Lizard (Reino Unido) e Créac"h (França), na entrada do Canal da Mancha, às 2.45 da madrugada de domingo (menos uma hora em Lisboa) e pelo amanhecer estava a chegar ao porto de Brest, onde o aguardavam, além da sua equipa de terra e família, centenas de entusiastas da vela e uma multidão de jornalistas (o jornalismo desportivo em França não é dominado pela monocultura do futebol).

Decisivo para a obtenção deste recorde foram condições meteorológicas globais quase sempre favoráveis e um veleiro - o trimaran Macif, de 30 metros, lançado ao mar em 2015 - que é o suprasumo da tecnologia e dispõe de foils, os patilhões em forma de "J" que fazem os cascos erguerem-se acima da água, diminuindo o atrito e aumentado assim brutalmente a velocidade da embarcação. França é o único país do mundo onde se continuam a fazer estas verdadeiras naves espaciais à vela.

Além do mais, foi também importante um enorme talento na definição dos rumos (do próprio Gabart mas também da sua equipa de terra, com quem estes navegadores solitários se mantém sempre em contacto) e alguma capacidade de risco. No Pacífico, por exemplo, Gabart desceu mais a sul do que Coville, quase a tocar no paralelo 60, em procura de ventos mais fortes - e a tal ponto que a certa altura se assustou com a presença de icebergs, pondo ligeiramente o "pé no travão" e rumando de novo a norte. O valor da proeza de Gabart é reforçado pelo facto de ter sido conseguida à primeira tentativa. Coville só lá chegou depois de quatro fracassos.

Para conseguir o recorde, o velejador francês - que já tinha vencido em 2013 a Vendée Globe, regata solitária de volta ao mundo em monocasco - teve de fazer uma velocidade média de 27,2 nós (50,3 km/hora), com a velocidade máxima a chegar aos 39,2 nós (72,5 km/hora). Percorreu, ao todo, 27859 milhas (51,5 mil km).

A barreira dos 40 dias

Com a marca agora estabelecida, Gabart fica a menos de 48 horas do recorde absoluto de volta ao mundo à vela, que é de uma tripulação de seis homens capitaneada pelo francês Francis Joyon, a bordo do IDEC 3: 40 dias, 23h, 30m e 30 segundos. Destruir a barreira dos 40 dias na circumnavegação do globo parece ser agora o grande desafio da vela oceânica. Para isso foi lançado ao mar há semanas um outro super trimaran, o Banque Populaire IX, com mais dois metros de comprimento do que o Macif. Há uma outra equipa, a do trimaran Spindrift, pronta para partir.

Fonte: DN

Quotas para a pesca em 2018 são "globalmente positivas"

Ministros das Pescas da União Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018 fixaram a manutenção das quotas de pesca do biqueirão e um corte de 12% nas capturas de pescada em águas nacionais.


O acordo para os limites de capturas de pescado para 2018, alcançado em Bruxelas pelos ministros das Pescas da União Europeia, "é globalmente positivo" para a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores da Pesca.

"Consideramos positivo o aumento de quotas na raia, no lagostim e no tamboril e julgamos que poderiam ser aumentadas ainda", afirmou o coordenador da Federação, Frederico Pereira, à agência Lusa, tendo considerado "globalmente positivo" o acordo conseguido.

"Em relação à raia, que tem importância para a pesca nacional e que tem sido muito castigada pela diminuição das quotas, é significativo este aumento das possibilidades de pesca", acrescentou.

Em relação ao biqueirão, cujo Total Admissível de Capturas (TAC) vai manter-se, a Federação dos Sindicatos defendeu que "devia ser aumentado, porque é a espécie que tem salvado a pesca do Cerco, tendo em conta as quantidades deste pescado que se consegue pescar".

 A diminuição do TAC no carapau e na pescada "não é muito negativa pelo facto de que as embarcações não atingem a quota atribuída" e, no caso do carapau, "não tem a valorização que devia ter nas lotas".

O acordo alcançado pelos ministros das Pescas da União Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018, após mais de 20 horas de negociação em Bruxelas, fixou a manutenção das quotas de pesca do biqueirão (onde havia uma proposta da redução de 20%).

As capturas de pescada em águas nacionais vão ter um corte de 12%, abaixo dos 30% inicialmente propostos por Bruxelas, e as capturas de carapau são reduzidas em 24%, sendo que em nenhuma das espécies a quota é atingida pelos pescadores portugueses.

Em águas nacionais vão aumentar em 2018 as possibilidades de pesca de raias (15%), lagostins (13%) e areeiros (19%), mantendo-se as quotas de julianas, solhas, linguados e tamboris.

Fonte: Público Foto: Rui Farinha/NFACTOS

Jonh Jonh Florence bi-campeão de Surf


O havaiano John John Florence revalidou segunda-feira o título mundial de surf, ao beneficiar da eliminação do brasileiro Gabriel Medina nos quartos de final do Billabong Pipe Masters, 11.ª e última etapa do circuito mundial.
Para ser campeão em Banzai Pipeline, em Oahu, no Havai, Gabriel Medina estava obrigado a vencer a prova — depois de John John Florence ter atingido as meias-finais — e esperar que o havaiano não atingisse a bateria decisiva, mas acabou por permitir que o campeão festejasse mais cedo.
O campeão de 2014 acabou por ser eliminado pelo francês Jeremy Flores na terceira bateria dos quartos de final, ao fazer apenas 6,04 pontos, contra 12,76 do gaulês.
No segundo ‘heat’ dos quartos de final, John John Florence tinha batido Julian Wilson, ao terminar a bateria com 17,60 pontos, contra 2,64 do australiano.
Já campeão, Florence, o primeiro surfista a revalidar o cetro em seis anos, depois de Kelly Slater, em 2011, ainda atingiu a final, sendo batido (16,23 pontos contra 16,16) por Flores, o ‘carrasco’ de Medina, que somou o seu terceiro triunfo no circuito.
“Ganhar o título em casa era o meu objetivo. Foi uma prova muito tensa, mas acabou tudo de forma excecional. Aprendi muito sobre mim mesmo este ano, com toda a pressão de que fui alvo”, disse o agora bicampeão mundial, de 25 anos.
O português Frederico Morais foi eliminado na segunda ronda, terminando o Pipe Masters no 25.º lugar. O campeonato de 2018, que conta com 11 provas, arranca em Gold Coast, na Austrália, de 11 a 22 de Março.




Portos vão dar 5% dos seus dividendos ao Fundo Azul


O governo decidiu fixar em 5% a percentagem dos dividendos de cada administração portuária que será alocada como receita do Fundo Azul, de acordo com o despacho publicado em Diário da República. O Fundo Azul foi criado em Março de 2016 para financiar projectos de investigação e de desenvolvimento da economia do mar, nomeadamente de startups tecnológicas. Outro despacho também publicado em Diário da República fixa em 0,75% a percentagem das receitas destinadas aos cofres do Estado e de taxas cobradas por serviços prestados pela Direcção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, que será alocada também ao Fundo Azul. Em entrevista  em Julho deste ano, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino revelou que o Fundo Azul iria arrancar com um orçamento de 13,6 milhões de euros. Mas a ideia “é aumentar as fontes de financiamento” e “a partir de determinada altura vai ser a própria actividade da economia ligada ao mar que vai sustentar o fundo”, salientou na altura Ana Paula Vitorino. A economia do mar abrange as actividades económicas tradicionais, as actividades emergentes que acrescentam elevada incorporação científica e tecnológica, bem como os sistemas portuário e logístico nacionais e o transporte marítimo e de cruzeiros. O decreto-lei que criou o Fundo Azul determina que os financiamentos atribuídos no domínio do desenvolvimento da economia do mar são objecto de “reembolso” e podem ser objecto de remuneração. Os apoios do Fundo, que tem a natureza de património autónomo e goza de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, podem ser recuperados através da sua participação em receitas que sejam geradas em resultado da execução dos Projectos, “proporcionalmente ao seu investimento”. Na semana passada, a Direcção-Geral de Política do Mar abriu três novos concursos com uma dotação global de 2,6 milhões de euros para projectos de segurança marítima, biotecnologia azul e monitorização e protecção do meio marinho.




Ministra do Mar afirma que terminal de Alcântara não vai crescer


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou  que a área do terminal de Alcântara, em Lisboa, "vai continuar exactamente a mesma", aumentando apenas a capacidade daquela infra-estrutura.

"Aumentar a capacidade não é obrigatoriamente aumentar o tamanho", sublinhou Ana Paula Vitorino, quando questionada pela Lusa sobre a resolução aprovada em Conselho de Ministros em que é referido "um aproveitamento da frente de acostagem de 630 metros para 1070 metros, numa área de 21 hectares, com capacidade até 640 mil TEU" [carga contentorizada].

Segundo Ana Paula Vitorino, "ninguém falou em aumentar a dimensão do terminal", sendo que o que está em causa é colocar "equipamentos novos" naquela infra-estrutura para aumentar a capacidade de contentores por ano.

A governante sublinhou ainda que "os stakeholders (accionistas e partes interessadas) estabeleceram que o terminal de Alcântara é para manter e para desenvolver".

Sobre a construção do novo terminal no Barreiro, Ana Paula Vitorino referiu que "não há novidade nenhuma", sendo que o projecto está a ser revisto "em função dos pareceres da Assembleia Municipal do Barreiro".

De acordo com a resolução em causa, aprovada em Conselho de Ministros e publicada em Diário da República a 24 de Novembro, "o projecto visa aumentar a capacidade do terminal de Alcântara, aumentando a eficiência através da instalação de equipamentos modernos e do aumento de fundos para a escala de navios de maior dimensão".

Em termos de investimento, a resolução aponta que "o valor total do projeto está estimado em 44,9 milhões de euros e será totalmente financiado por fundos privados".

Para o PSD, esta decisão foi aprovada "quase que às escondidas dos lisboetas" e terá "graves consequências na cidade de Lisboa".

Por isso, os sociais-democratas colocaram cartazes nas ruas da capital e prometem tomar "todas as medidas legais possíveis para impedir este alargamento", disse à Lusa o presidente interino da concelhia do PSD de Lisboa, Rodrigo Gonçalves.

A acção do PSD poderá então passar por uma providência cautelar, pela apresentação de uma queixa, de uma petição, de uma reclamação, pela discussão da matéria no parlamento e ainda por um pedido de reunião com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), indicou.

"O que se passa aqui é gravíssimo. Quando deveríamos estar a lutar por um paradigma de cidade virada para os moradores, virada para o turismo, estamos a fazer o contrário, e essa resolução faz o contrário", apontou o responsável, que é também deputado à Assembleia Municipal.

O PSD considerou ainda que esta obra "prova efectivamente que este Governo quer desinvestir no terminal de contentores do Barreiro", até porque poderá ser alargada "a concessão [de Alcântara] provavelmente para 2040".

A 14 de Setembro, a Administração do Porto de Lisboa anunciou que pediu uma nova Avaliação de Impacte Ambiental e a reformulação do projecto para o Barreiro.

Fonte: Público


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O Futuro do Planeta é o Futuro dos Oceanos


Por Tiago Pitta e Cunha

O futuro do Planeta está hoje gravemente ameaçado pelas alterações climáticas, pela redução da biodiversidade, com a extinção sem precedentes de inúmeras espécies animais e vegetais, pela continuação da exploração desenfreada dos recursos naturais, e pela poluição que resulta da imparável industrialização e da urbanização das sociedades humanas actuais.

Os impactos destas ameaças, durante anos apenas compreendidos pelos cientistas, tornaram-se visíveis a olho nu e os desequilíbrios ambientais e climáticos começam a produzir alterações drásticas que afectam o sistema de suporte de vida na Terra. A natureza, delapidada aceleradamente desde a revolução industrial, começa a tornar-se um bem escasso e como tal começa a ser valorada como um capital natural. A falência desse capital, sabemos hoje, será a falência a prazo do capital manufacturado, de que necessitamos para continuar a ter crescimento económico. Por esta razão, os problemas da Terra tornaram-se problemas societais. Tornaram-se o nosso grande problema. 


Nada pode ser mais importante para os oceanos. Os seus problemas tem sido vistos como problemas que afectam as baleias ou os peixes, mas que não nos dizem directamente respeito. Por isso, nunca nos preocupámos em encontrar soluções para eles. Mas hoje economia, oceanos e natureza são tudo a mesma equação. Pela primeira vez na nossa História e apenas nos últimos cinco ou dez anos compreendemos que sem sustentabilidade ambiental, pura e simplesmente, não haverá sustentabilidade económica e social. 

O século XXI vai ser, por isso, o o século da sustentabilidade ambiental, de que os oceanos são o factor determinante. A verdadeira economia azul, neste contexto, será mais importante para o sucesso das nossas sociedades e constituirá - no âmbito da economia da descarbonização que assistimos a emergir - uma alternativa real a muitos sectores da economia terrestre. O nosso actual modelo de desenvolvimento económico sofrerá alterações profundas e, mais do que continuarmos apenas a tornar a economia mais amiga do ambiente (a esverdear a economia), iremos assistir à transformação do ambiente na economia do século XXI. O capital natural passará a ser parte integrante da economia, como hoje a conhecemos. 


Portugal, que é um país com escasso capital manufacturado, mas que é detentor de capital natural, mais do que os outros países europeus, na imensidão das suas áreas marítimas, poderá ter aqui uma oportunidade e ser líder nesta transformação da economia mundial. 


Golfinho encontrado cadáver na Praia Vasco da Gama em Sines


Um golfinho, com cerca de dois metros, foi encontrado, já cadáver, no areal da praia Vasco da Gama, anunciou a Polícia Marítima, que ajudou na remoção do cetáceo do local. A população já tinha alertado nas redes sociais o sucedido, tendo a triste situação ocorrida despertado a atenção dos Sineenses. A Polícia Marítima de Sines informou em comunicado que foi alertada para a “existência de um cetáceo arrojado no areal da praia e que uma equipa se deslocou para o local, confirmando a existência de um golfinho, com cerca de dois metros, já cadáver, no areal”. Foi efectuada no local a ficha biométrica do animal, tendo tomada a iniciativa de informar o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Os procedimentos para a retirada do cetáceo da praia estiveram a cargo da Administração Portuária – APS.

Fonte: Noticias de Sines

Pai Natal dos Oceanos mergulha no Sea Life do Porto


O Pai Natal dos Oceanos está de regresso, e vai mergulhar no maior túnel subaquático do país já no próximo sábado, dia 16 de Dezembro.

A chegada do Pai Natal dos Oceanos acontece no SEA LIFE Porto e é já uma tradição, única no país, que acolhe todos os anos centenas de crianças.
O que seria do Natal sem o Pai Natal dos Oceanos? Diferente com certeza.

Por isso, o SEA LIFE Porto cumpre, mais uma vez, a tradição e esta personagem vai assumir o protagonismo do aquário portuense a partir do próximo sábado, dia 16 de Dezembro, contagiando os visitantes com o espírito natalício.
O Pai Natal dos Oceanos vai mergulhar e conviver com as criaturas marinhas do SEA LIFE Porto, prometendo fazer as delícias dos mais novos. Além de dia 16 de Dezembro, é ainda possível assistir ao tradicional mergulho nos dias 17 e 23, pelas 15:00, e no dia 24 de Dezembro, pelas 11:30.
Desta forma, o Pai Natal mergulhador vai comemorar a data ao lado da tartaruga Mariza, dos intimidantes tubarões e das incríveis raias, entre outros.
Mas há ainda mais e espectaculares motivos para visitar o SEA LIFE Porto em Dezembro.

Até 23 de Dezembro, às terças, sextas e domingos, pelas 15:00, todos vão poder viver uma nova experiência: a alimentação do polvo.
O aquário disponibiliza ainda ateliers natalícios para toda a família. As oficinas desafiam as famílias a partilharem um momento e a criarem decorações natalícias que podem levar para casa e colocar na árvore de natal.
O acesso às actividades é gratuito, sendo apenas paga a entrada no SEA LIFE Porto.
Fonte: Hardmusica

Pesca eléctrica pode tornar “oceano num deserto”


A Comissão das Pescas do Parlamento Europeu votou a favor da utilização de pesca eléctrica na Europa. A votação ganhou com 23 votos contra 3. A técnica consiste na utilização de descargas eléctricas para capturar os peixes, explicou a associação francesa Bloom, que abriu uma petição contra a pesca eléctrica na Europa.

A técnica caça os peixes com impulsos eléctricos, através da utilização de arrasto de vara, que são redes seguradas por uma estrutura rígida que consegue apanhar peixes. Neste caso a rede é substituída por uma rede eléctrica. Para o Director da associação Bloom, Frédéric Le Manach "a técnica é muito eficaz, mas transforma o oceano num deserto".

Ao reverem o regulamento das medidas técnicas, 23 deputados aprovaram um compromisso político para expandir o número de arrastões na Europa. Esse acordo permite equipar cinco por cento da frota de cada comércio com “técnicas inovadoras, que agora incluem a pesca elétrica”.

No Mar do Norte, o limite já foi alterado e passou para os 100 por cento, permitindo aos holandeses equipar a frota com redes de arrasto eléctricas.

Frédéric Le Manach explica na página oficial da associação que isto "é um escândalo do ponto de vista ambiental e social", acrescentando que não há justificação para se apoiar "uma posição tão escandalosa a favor de um pequeno número de industriais holandeses".

Na Europa, a pesca eléctrica foi proibida em 1998, no âmbito de derrogações concedidas pela Comissão Europeia. Ainda assim, é autorizado a cada Estado-membro cinco por cento de cada frota de arrastões eléctricos para uma prática no Mar do Norte.

A Bloom veio apresentar à Comissão das Pescas uma queixa contra a Holanda, explicando que a frota holandesa chegou a equipar 28 por cento dos navios com arrastões elétricos ilegais, ou seja, 84 navios foram munidos com redes elétricas numa frota que tem 304 embarcações, conforme indica o jornal Le Monde. Alguns navios alemães e britânicos também estão a utilizar esta técnica. 

A queixa foi apresentada com base nas licenças ilegais e, até à data, referem ainda não terem obtido resposta. 

As empresas de pesca industrial dos Países Baixos são as mais poderosas na Europa e têm vindo a tentar mudar os regulamentos de proibição de pesca elétrica, procurando uma maior permissividade. 

A associação Bloom quer acabar com "a pesca destrutiva" que tem impactos ambientais. 
Problemas ambientais

Para as associações ambientais estas medidas estão a enfraquecer a legislação em vigor. Já o presidente da Comissão das Pescas afirma que estão a regular "rigorosamente a pesca elétrica" sem abrir "qualquer porta para a sua extensão".

Os defensores desta técnica explicam que uma rede de arrasto mais leve consome metade do combustível de uma rede de arrasto tradicional e é menos prejudicial para o fundo do mar. 

Ainda não está a ser avaliado o impacto da pesca elétrica para as espécies marinhas. No entanto, segundo a Bloom, "muitos relatórios afirmam que o peixe capturado em redes de arrasto mostra queimaduras, contusões e deformações do esqueleto após a eletrocussão".

Em 2016, o Conselho Internacional para a Exploração do Mar comunicou que deve haver precaução devido a impactos a longo prazo. Alguns cientistas e políticos, indicou o Le Monde, pediram à Europa para proibir uma técnica "ameaçadora para os seres humanos", segundo as palavras utilizadas pela ex-ministra do ambiente francesa Ségolène Royal. 

As medidas ainda serão analisadas em sessão plenária do Parlamento Europeu, pois segundo a ex-ministra colocam em causa uma possível "banalização das redes de pesca eléctricas" na Europa, indo contra aos objectivos de desenvolvimento sustentável adoptados pelas Nações Unidas.

Fonte: RTP  Foto: 

Sindicatos solicitam audiência à ministra do Mar

Entre outros motivos, a FNSTP quer discutir a dignidade das condições de trabalho com Ana Paula Vitorino, a quem consideram responsável pela estratégia de competitividade portuária, onde consideram enquadrar-se as suas exigências.


A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários (FNSTP) solicitou com carácter de urgência uma audiência à ministra do Mar para debaterem as suas pretensões, na sequência da realização da sua Assembleia Geral.
Em comunicado, a FNSTP reclama a “implementação de regimes efectivos de formação profissional, de segurança no trabalho e de protecção da estabilidade de emprego, nomeadamente no quadro de reestruturações empresariais que ocorram no mercado dos serviços portuários, inclusive por efeito de processos de concessão em regime de exploração comercial da actividade operacional portuária”.
Ali se reclamam igualmente “medidas sociais decorrentes do desgaste prematuro dos trabalhadores portuários mais idosos em consequência directa do desempenho da sua actividade em ambiente de penosidade horária e funcional no desempenho da sua profissão ao longo de dezenas de anos consecutivos”.
Para os sindicatos, estas e outras medidas “não só se tornam patentemente justificadas, como também comprovadamente favorecentes de sensíveis ganhos de eficiência e de operacionalidade no trabalho, a bem da competitividade dos respectivos portos”. Com este argumento, associado à resolução de Conselho de Ministros que comete à ministra do Mar a responsabilidade pela implementação da estratégia para o aumento da competitividade dos portos, a FNSTP reforça o seu entendimento de que as medidas são justificadas.

Ministério do Mar prevê concessão do Terminal do Barreiro em 2020


O Terminal Multimodal do Barreiro poderá ser concessionado em 2020, prevê o Governo, esperando ainda este ano a entrega de uma proposta. O Terminal Multimodal do Barreiro poderá ser concessionado em 2020, prevê o Governo, que espera ainda este ano a entrega de uma Proposta de Definição de Âmbito à Agência Portuguesa do Ambiente, que está a analisar o projecto. O Ministério do Mar refere que o “grupo de trabalho criado pela ministra do Mar para a optimização do projecto do Terminal do Barreiro tem vindo a trabalhar regularmente, estando prevista a entrega até ao final do corrente ano na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de uma Proposta de Definição de Âmbito”. Esta proposta “incluirá os resultados da consulta pública e os pareceres das entidades conhecidos durante o procedimento de Avaliação de Impacto Ambiental anterior”, acrescenta o gabinete de Ana Paula Vitorino. Com isto, o Governo pretende “garantir, por um lado, que o estudo prévio e o Estudo de Impacto Ambiental em reformulação no âmbito do grupo de trabalho criado pela ministra do Mar dê satisfação a todas as recomendações da APA e, por outro, que a solução resulte consensual entre todas as entidades que integram o grupo de trabalho, em particular a Câmara Municipal do Barreiro”. Em 14 de setembro, a Administração do Porto de Lisboa anunciou que pediu uma nova Avaliação de Impacte Ambiental e a reformulação deste projeto, cujo valor total está estimado em 400 milhões de euros. O Ministério explicou que “previamente à construção do terminal haverá que obter uma Declaração de Impacte Ambiental favorável e lançar o concurso para a concessão do projeto, da construção, da operação e do financiamento do Terminal do Barreiro, que será da responsabilidade da iniciativa privada”. “Nestes termos e cumprindo-se os pressupostos de aprovação ambiental do projeto, de acordo com o calendário previsto, a concessão do terminal poderá ocorrer em 2020”, esclarece o gabinete. Relativamente ao terminal de Alcântara, o Ministério esclareceu que a Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente – Horizonte 2026 prevê “o aproveitamento da frente de acostagem já existente de 1.070 metros e da área de 21 hectares que correspondem à atual área concessionada”. “Não existe qualquer ampliação associada ao projeto, mas antes o aproveitamento de toda a frente acostável existente e a melhoria da eficiência operacional que permitirá no mesmo espaço movimentar maior número de contentores, mediante a instalação de equipamentos modernos e utilização de tecnologias de ponta”, acrescenta o ministério. O Ministério do Mar adiantou ainda que “não se prevê o aumento significativo do número de contentores em parque, mas antes o aumento na sua movimentação”, prevendo-se também uma “redução do tráfego rodoviário gerado pela movimentação no Terminal de Contentores de Alcântara, passando parte da carga contentorizada a circular por ferrovia e por via fluvial até à plataforma logística de Castanheira do Ribatejo”. O Ministério liderado por Ana Paula Vitorino esclareceu que “não haverá interrupção de funcionamento do Terminal de Alcântara”, e que os novos equipamentos deverão começar a ser instalados “a partir de 2018”. Apontando que “a construção do Terminal do Barreiro não é justificada pela necessidade de ‘aliviar a frente rio’, o Ministério do Mar explicou que “os estudos técnicos, de mercado e económico-financeiros concluem pela viabilidade económico-financeira da coexistência das duas concessões”.

Fonte: Dinheiro Vivo Foto: Steven Governo / Global Imagens

Revolução digital terá "grande impacto" no futuro da Economia do Mar

A revolução digital em curso terá "um grande impacto" na economia do mar, dependendo o desenvolvimento do sector da capacidade de captar os benefícios do digital e de mitigar os riscos da nova realidade, conclui um inquérito hoje divulgado.


Intitulada "A Revolução Digital e a Economia do Mar", a oitava edição do projecto de responsabilidade social LEME - Barómetro PricewaterhouseCoopers (PwC) da Economia do Mar inquiriu 50 gestores de topo e personalidades ligadas à economia do mar em Portugal, 90% dos quais consideraram que "todas as indústrias do mar terão um 'elevado impacto' provocado pela revolução digital".

As conclusões do trabalho, a que a agência Lusa teve hoje acesso, apontam as fileiras dos portos, dos transportes marítimos e ainda a acção do Estado no mar como sendo "áreas impactadas pela quase totalidade dos 12 temas inerentes à Revolução Digital".

Os temas em questão são a 'análise de dados em massa através de ferramentas informáticas'; 'algoritmos de inteligência artificial que permitem retirar informação útil a partir de dados'; 'serviços de armazenamento e processamento de dados na 'nuvem' (servidores partilhados)'; 'informação integrada em todos os elos da cadeia de valor de uma indústria ou processo' e 'ferramentas de garantia de privacidade, confidencialidade, validade e segurança de dados'.

Também considerados foram os temas da 'disponibilização de serviços que permitem executar tarefas através da Internet ou do telemóvel'; 'utilização de sensores que recolhem, enviam, analisam e processam dados'; 'dispositivos colocados em equipamentos que adicionam informação relacionada com o mundo real em contexto'; 'alteração relevante de modelos de negócio provocada por avanços tecnológicos'; 'massificação da oferta costumizada de produtos e serviços através do uso de tecnologia'; e 'serviços preventivos de informação sobre necessidade de manutenção em tempo útil'.

Entre estes 12 temas, a análise de dados em massa através de ferramentas informáticas ('big data analytic'), a disponibilização de serviços que permitem executar tarefas através da internet ('Internet of things', como por exemplo ligar uma câmara de vídeo que monitoriza uma aquacultura) e a utilização de sensores que recolhem, enviam, analisam e processam dados ('smart sensors') foram os aspectos da revolução digital que os inquiridos afirmaram que influenciarão o maior número de indústrias do mar.

Do inquérito realizado resultou ainda uma chamada de atenção para os riscos que a revolução digital também encerra, designadamente no que diz respeito às vulnerabilidades face a ciberataques.

Para o consultor das actividades marítimas da PwC responsável pelo inquérito, fica demonstrado que "os líderes das diferentes indústrias do mar começam a ter a noção que se não abraçarem a revolução digital, aproveitando todos os seus benefícios e construindo bases sólidas de protecção contra ciberataques, a economia do mar será como uma embarcação à deriva num vendaval de transformações".

Contudo, considera Miguel Marques, se "o interesse pelos temas da transformação digital aumentou consideravelmente no seio da comunidade marítima portuguesa" e "as acções digitais no terreno" já são uma realidade, o facto é que "o conhecimento dos riscos associados a ciberataques e sua mitigação é ainda incipiente".